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MPMS exige demissão de servidor condenado por corrupção

Mesmo condenado em 2022 a oito anos e quatro meses por peculato e associação criminosa, Márcio Cavasana foi nomeado para cargo comissionado na Prefeitura de Ladário

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou à Prefeitura de Corumbá a demissão de Márcio Aparecido Cavasana da Silva do cargo comissionado de assessor do Município, do qual foi nomeado mesmo com a ficha de crimes contra a administração pública, que terminou em sua condenação em 2022 a oito anos e quatro meses de cadeia.

Em 2013, a Polícia Federal deflagrou a Operação Cornucópia, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha formada especialmente por servidores que teria causado prejuízo estimado de R$ 60 milhões aos cofres da administração municipal corumbaense. 

Conforme a investigação, o esquema consistia no aumento ilegal da folha de pagamento dos servidores cooptados pela organização criminosa com o aumento da margem de empréstimos consignados. Diante da aprovação do banco, os valores eram repartidos com os “cabeças” do esquema e os empréstimos pagos com recurso público.

Nove anos depois da operação, em agosto de 2022, o juiz Marcelo da Silva Cassavara condenou Márcio Cavasana a oito anos, quatro meses e 129 dias de reclusão, a serem cumpridos em regime inicial fechado, pelos crimes de peculato e associação criminosa. Ainda, a sentença definiu a indenização a ser repassada à Prefeitura de Corumbá no valor de R$ 41.971,72, que correspondia à soma dos empréstimos consignados.

E a pena poderia ter sido pior para o réu, visto que também foi denunciado pelo crime de corrupção passiva, mas acabou sendo absolvido. Mesmo ao entrar com recurso, Márcio teve sua condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) em setembro de 2023, com imposição de pena privativa de liberdade em regime inicial fechado.

Além dele, Samuel Paiva de Figueiredo e Luiz Mario Maciel também foram condenados por integrar o esquema, mas com penas menores, além de indenização semelhante à presente na sentença de Márcio. Luiz Marcos Ramires e Pedro Paulo Marinho de Barros ainda foram absolvidos das mesmas acusações, sob a alegação de falta de prova suficiente.

Em março, cerca de quatro anos depois da sentença e 14 anos depois da ação policial que o prendeu, Márcio Cavasana voltou a ser nomeado para um cargo público, desta vez na Prefeitura de Ladário, como assessor II (DGA-09), quando “já existia a supracitada causa de impedimento de acesso a cargos públicos”, como diz o Ministério Público.

Por isso, o órgão recomendou ao prefeito Munir Sadeq Ramunie que demita Márcio Cavasana dentro de 10 dias. Caso contrário, o Ministério Público afirma que “poderão ser adotadas as medidas judiciais cabíveis para correção da irregularidade, sem prejuízo da responsabilização de agentes públicos/políticos”.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPMS da próxima terça-feira (13), que já está disponível para verificação no site oficial do órgão.

REGIME DE TRABALHO

Alcolumbre marca votação do fim da escala 6x1 para a próxima semana

Texto está na pauta das sessões de terça-feira e quarta-feira do Senado; base de Lula quer votar dois turnos no mesmo dia

10/10/2026 08h10

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pautou a PEC do fim da escala 6x1

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pautou a PEC do fim da escala 6x1 Arquivo

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6x1 passará na próxima semana pelas duas últimas sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. O texto está na pauta das sessões de terça-feira e quarta-feira do plenário do Senado.

O regimento do Senado prevê que alterações constitucionais sejam discutidas em cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem cabe decidir o que entra ou não na pauta, disse que colocará a PEC em votação na quarta-feira.

Em nota, ele disse que cumpre o compromisso de respeitar o rito regimental da proposta. “Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção.”

Nesta sexta-feira, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, divulgou um vídeo com Alcolumbre no qual o presidente do Senado reafirma que colocará o texto para votação na próxima semana.

Apesar do apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, Cleitinho vem defendendo a aprovação do fim da escala 6x1, em que o trabalhador tem apenas uma folga após seis dias de atividade.

Alcolumbre não descartou que a votação da PEC seja concluída antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25. Regimentalmente, antes da votação da PEC em segundo turno são necessárias três sessões de discussão. Deve haver um intervalo de cinco dias úteis antes dessas sessões, o que jogaria a segunda votação para a última semana deste mês.

A interrupção desse calendário é possível pela chamada quebra de interstício. Se um pedido do tipo for apresentado, o presidente do Senado disse que o coloca em votação.

A base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado começou a recolher assinaturas nos últimos dias para tentar garantir a votação dos dois turnos no mesmo dia.

A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), não quis antecipar quantos líderes partidários já tinham concordado com a aceleração do calendário de votação, mas disse estar convicta de que conseguirá o mínimo necessário.

O governo precisa de assinaturas de 54 senadores ou de líderes que representem esse número de parlamentares em suas bancadas.

A redução da jornada semanal máxima, das atuais 44 horas para 40 horas, é uma bandeira do governo Lula e vem sendo tratada como um ativo eleitoral para o presidente, que terminou o primeiro turno das eleições deste ano atrás do senador Flávio Bolsonaro.

O PL ainda não divulgou publicamente se fechará alguma posição em relação à proposta, mas senadores do partido já indicaram que a oposição não deverá obstruir nem esvaziar as sessões.

As sessões de discussão da PEC precisavam de um quórum baixo, de apenas cinco senadores, mas chegaram a passar de 50. Até agora, Flávio Bolsonaro não esteve em nenhuma delas. Os senadores de seu partido também não discutiram a proposta no plenário.

A PEC do Fim da Escala 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

O texto foi aprovado na Câmara em maio, e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em setembro.

VER PARA CRER

Governo espera que revendas reduzam preço da gasolina em 26 centavos

Redução no preço será possível depois do anúncio do pacote de isenções anunciado nesta sexta-feira (9) pela equipe econômica do Governo Lula

10/10/2026 07h10

Em Campo Grande, preço médio da gasolina está em R$ 6,28, conforme pesquisa da ANP divulgada neste sábado (10)

Em Campo Grande, preço médio da gasolina está em R$ 6,28, conforme pesquisa da ANP divulgada neste sábado (10)

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Após o anúncio de um pacote bilionário de benefícios fiscais ao setor de combustíveis anunciado nesta sexta-feira (9) o governo federal espera uma redução do preço médio da gasolina no Brasil de até R$ 0,26. Atualmente, o preço médio por litro é de R$ 6,54, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Em Campo Grande, segundo este mesmo levantamento, o valor médio é de R$ 6,28.

De acordo com a Petrobras, atualmente os valores são divididos da seguinte forma:
    • R$ 1,68 - Distribuição e revenda (25,6%);
    • R$ 0,98 - Etanol Anidro - (15%);
    • R$ 1,57 - Imposto Estatual (24%);
    • R$ 0,24 - Impostos Federais (3,7%).

O governo havia anunciado no último mês uma isenção de R$ 0,63 centavos por litro. Somados, os valores do novo subsídio à gasolina e os subsídios ao diesel e o etanol representam um custo de R$ 5,2 bilhões pelos próximos trinta dias aos cofres públicos, período em que as medidas estarão vigentes. Só a gasolina representa mais da metade desse valor.

Sozinha, a nova desoneração de R$ 0,26 gera um custo adicional de R$ 700 milhões. 

"No caso da gasolina, a gente precisava renovar o decreto. E novamente, a nossa aposta é que nós podemos, se não chegar nos preços pré-guerra, mas garantir um dispositivo adicional, com desoneração integral, pra que a gente mitigue os efeitos da guerra", disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a coletiva que anunciou a desoneração nesta sexta. 

"E temos o objetivo que haja repasse pra bomba, pro consumidor final. Novamente, isso vai depender de um mercado, que é complexo. Agora, a liberdade de preço não se confunde com a liberdade de abuso de preços. Nós vamos ficar vigilantes."

Para seguir o decreto que determina a competitividade de combustíveis renováveis aos fósseis, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 centavos por litro do etanol. A subvenção dada ao combustível também foi ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 centavos por litro.

Uma subvenção destinada especificamente ao diesel importado também foi anunciada, com o valor de R$ 1,40. Essa nova isenção deve custar um adicional de R$ 1,6 bilhão durante o mesmo prazo das novas medidas anunciadas. 

(Informações da Agência Brasil)
 

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