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MS recebeu 0,27% dos R$ 22 bilhões pedidos à União em decretos de desastres ambientais

De 2013 ao início de 2023, municípios do Estado emitiram 2.156 noficações e receberam repasse de R$ 61,2 milhões

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O governo federal repassou R$ 61,2 milhões para a Defesa Civil dos municípios sul-mato-grossenses, cerca de 0,27% dos R$ 21,929 bilhões requeridos por cidades que alegaram ter sofrido prejuízos causados por desastres ambientais no Estado, entre 2013 e 2023. 

Nesse período, segundo levantamento elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), Campo Grande foi a recordista nacional de decretos de emergência por desastres. Mesmo sendo uma cidade plana, sem morros ou encostas, a Capital estabeleceu 244 decretos de calamidade pública no período. 

Ao todo, foram 2.156 registros de calamidade sul-mato-grossenses. Outras quatro cidades do Estado estão no topo de decretos por desastres que teriam sido causados pelas chuvas. 

A pesquisa da CNM já havia sido noticiada pelo Correio do Estado no ano passado. Agora, a novidade está na negativa da União sobre repasses que foram solicitados pelas cidades, mas que o governo federal não considerou necessários.

Ainda segundo a CNM, esses dados apontam que as mudanças climáticas estão desencadeando mais desastres ambientais e, por esse motivo, os municípios precisariam de mais recursos federais para prevenção. 

No estudo técnico, a CNM afirma que a redução gradual de investimentos tem prejudicado as ações das prefeituras. 

“Chama atenção a falta de recursos para prevenção no orçamento de desastres do País, um dos principais motivos para a recorrência dos problemas. Com a redução cada vez maior de verba para prevenção, ano após ano, em todo o governo, o resultado é que, na prática, só se atua na resposta, com grande peso para as prefeituras. Para a minimização dos danos, as ações de prevenção e gestão de riscos devem ser incorporadas à ação coordenada e articulada dos entes federados”, enfatizou a CNM.

De acordo com a confederação, dos R$ 21,929 bilhões em prejuízos alegados pelos municípios do Estado, que teriam sido causados por desastres ambientais no período, R$ 15,9 bilhões são em virtude de secas, R$ 5 bilhões por causa de chuvas intensas e R$ 986 milhões em razão de outros desastres ambientais.

Para a entidade, “os recursos disponibilizados pelo governo federal para ações de gestão de riscos e ações de proteção e defesa civil foram diminuindo consideravelmente com o passar dos anos”, destacando que é necessário “o apoio técnico e financeiro ininterrupto por parte da União e dos estados no fortalecimento dos sistemas municipais de proteção e defesa civil. Em sua essência, a gestão de riscos se inicia com prevenção e mitigação, buscando avaliar as potencialidades positivas e negativas e reduzir o risco de desastres”.

O levantamento aponta ainda que o governo federal efetivamente pagou R$ 4,9 bilhões aos municípios de todo o País para ações de proteção e defesa civil, o que representa 73,9% do valor dos R$ 6,6 bilhões empenhados no Orçamento da União.

Segundo os dados da Confederação Nacional de Municípios, as 244 decretações de anormalidades em Campo Grande ao longo de 10 anos estão divididas entre chuva e seca, sendo 132 decretações decorrentes de tempestades e outra grande quantidade de decretações por baixa umidade do ar, com 82 notificações.

Em segundo está Coronel Sapucaia, com 209 ocorrências de anormalidades climáticas que prejudicaram a população. Em todo o Estado, foram 2.156 ocorrências.

A CNM constatou também que Campo Grande tem o maior número de registros por causa das chuvas nos últimos 10 anos, com 132 decretos. No top 10, outras cinco localidades do Estado estão entre as que tiveram maior quantidade de ocorrências. 

Coronel Sapucaia teve 125 casos, seguida por Nioaque, com 83 ocorrências. Na quarta e quinta posição aparecem Rio Verde e Ivinhema, com 65 e 63 decretos, respectivamente.

CAMPO GRANDE

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, esses dados não são apenas sobre decretos de emergência, o que explicaria a liderança no ranking. 

“Os números publicados pela Confederação Nacional de Municípios apontam decretações de anormalidade (SE) reconhecidas pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), atualizado diariamente pela Compdec para registro, controle e mapeamento do município, não demandando decretos de estado de calamidade para a Capital”, alegou a prefeitura, em nota.

O município afirma que desde 2013 registrou sete decretos de situação emergência, dos quais três eram sobre desastres ambientais, um por incêndios florestais, em 2020, e mais dois não reconhecidos federalmente, um por erosão continental (voçorocas) e outro por estiagem. Os outros quatro foram por doenças infecciosas virais nos anos de 2013, 2019, 2020 e 2021. 

SAIBA

Este foi o montante requerido de 2013 a 2023 por meio de decretos de desastres ambientais no Estado.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

LONGA ESPERA

Ponte sobre o Rio Paraguai ficará interditada por 3 fins de semana

As obras na estrutura ocorrem das 17h dos sábados até às 12h dos domingos

15/08/2026 13h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Agesul

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, no último domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. Com isso, a partir deste sábado (15), às 17h, a estrutura ficará interditada até às 12h do domingo (16).

A interdição total estava prevista para começar no dia 8 de agosto. As pessoas que forem viajar devem se planejar antes para não terem estresse no momento que for pegar a estrada, então precisam prestar atenção na nova agenda das obras, que fica da seguinte forma:

  • 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);
  • 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);
  • 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

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