Cidades

CAMINHOS SEGUROS

MS segue no encalço de estupradores condenados

Operação mostra que estupradores "seguiam a vida", mesmo condenados, trabalhando normalmente em Mato Grosso do Sul

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Por meio da chamada Operação Caminhos Seguros 2026, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) segue no encalço de condenados por crimes de estupro de vulnerável e delitos correlatos, evidenciando inclusive que, mesmo condenados, muitos estupradores "seguem a vida" trabalhando normalmente em Mato Grosso do Sul. 

O caso mais recente que veio à tona, através da equipe de comunicação da Polícia Civil, trata-se da prisão de um estuprador de 51 anos, que estava com mandado de prisão aberto "decorrente de sentença condenatória definitiva, já transitada em julgado", cita a órgão.

Condenado a cumprir uma pena de 12 anos de reclusão em regime fechado, esse homem que trabalha como mecânico de máquina pesada foi localizado e preso no bairro Altos do Indaiá, distante aproximadamente 231 quilômetros de Campo Grande, em Dourados. 

Esse indivíduo foi preso e levado para unidade policial, onde ficará à disposição da Justiça. Porém, as ações policiais por meio da Operação Caminhos Seguros 2026 seguem, tanto com o cumprimento de mandados como com atendimento a denúncias e fiscalização de pontos que são considerados vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil, seja na Capital ou no interior do Estado.

Caminhos Seguros

Já no início desta semana, os primeiros trabalhos da Operação Caminhos Seguros renderam prisões de condenados por crimes de estupro, ou com mandados de prisão em aberto, que "seguiam a vida" após cometerem esses crimes em diversos municípios do Estado. 

Logo na segunda-feira (04) houve a prisão de três indivíduos, sendo dois indivíduos já condenados, 56 e 36 anos, que devem agora cumprir as respectivas penas a que estavam condenados, sendo: 14 e nove anos de reclusão, ambos em regime fechado.

Além desses, ainda no município douradense, os agentes da Depca cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um acusado de 21 anos, também pelo crime de estupro de vulnerável, indivíduo esse que trabalhava como auxiliar de serviços gerais. 

Vale destacar que, como bem acompanha o Correio do Estado, metade dos casos de estupro registrados em MS são contra crianças, de zero a 11 anos, uma preocupação para os poderes principalmente voltados para segurança pública, sendo pelo menos dois casos envolvendo bebês que vieram à tona na última semana. 

Conforme balanço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul sobre a participação na Caminhos Seguros de 2025, essa ação contínua de enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultou em mais de cem indivíduos presos por esses crimes no Estado no último ano. 

Em 2025 a Operação Caminhos Seguros apresentou os seguintes números: 

  • 32 mandados de prisão por estupro de vulnerável, sendo 23 cumpridos pela Depca;
  • 73 prisões em flagrante em todas as Regionais no Mato Grosso do Sul;
  • 142 denúncias do Disque 100 apuradas na Delegacia Especializada;
  • 187 pontos fiscalizados pela Depca, tidos como "vulneráveis à exploração sexual infantil";

No último ano houve ainda o cumprimento de mandado de busca e apreensão, que resultou na prisão de um acusado responsável pelo armazenamento de material pornográfico infanto juvenil. 

Foram contabilizadas 227 vítimas atendidas, através do acolhimento e encaminhamento à rede de proteção, e demais ações para conscientização por parte da Depca, o que inclui desde palestras sobre segurança digital, voltadas a pais, crianças e adolescentes.

É importante que crimes contra crianças e adolescentes sejam denunciados, e as informações devem ser repassadas para a Polícia Civil, inclusive de forma anônima, pelo Disque 100, em qualquer unidade ou até mesmo por meio da Delegacia Virtual (www.pc.ms.gov.br).

 

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ACIDENTE

Bombeiros identificam corpo de homem que afundou caminhão no Rio Vacaria

Robson Ferreira Soares foi encontrado preso às ferragens dentro da cabine do veículo, após a equipe de mergulho realizar buscas no local

13/05/2026 08h15

Equipes do Corpo de Bombeiros e da CCR Vias realizaram o resgate do corpo

Equipes do Corpo de Bombeiros e da CCR Vias realizaram o resgate do corpo Crédito: Rio Brilhante em Tempo Real

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O corpo do motorista Robson Ferreira Soares, de 49 anos, foi encontrado na tarde de ontem (12), pelo Corpo de Bombeiros, no Rio Vacaria, próximo ao distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante. O homem dirigia um caminhão caçamba, quando o veículo rompeu o guard rail da ponte e afundou na água, na noite de segunda-feira (11).

De acordo com as informações divulgadas pelo site Rio Brilhante em Tempo Real, o corpo de Robson foi encontrado preso às ferragens dentro da cabine do veículo, após a equipe especializada de mergulho do Corpo de Bombeiros realizar buscas no local do acidente.

Um caminhão-guincho da Motiva Pantanal, concessionária responsável pela administração da BR-163 em Mato Grosso do Sul, esteve no local para fazer o içamento do caminhão caçamba, submerso desde a noite de segunda-feira.  De acordo com a polícia, o caminhão que afundou pertencia a uma empresa terceirizada da concessionária.

Robson era morador no distrito de Anhanduí, em Campo Grande. A identificação do motorista ocorreu após familiares reconhecerem uma mochila com roupas encontrada boiando no rio durante as buscas. 

A equipe especializada em mergulhos teve que ir de Campo Grande à Rio Brilhante para realizar as buscas pelo corpo de Robson. Foram necessários três mergulhos para encontrá-lo. Capitão Bueno, do Corpo de Bombeiros, relatou a dificuldade durante o trabalho. "“Visibilidade zero. Tem muitos enroscos e a correnteza muito forte dificulta bastante a varredura”. 

"Como o rio está muito cheio, o caminhão ficou muito afundado. E mesmo com a equipe especializada, tivemos muita dificuldade, tivemos que descer três vezes para conseguir identificar o local e a vítima", relatou o capitão Alencar, responsável pelo Corpo de Bombeiro em Rio Brilhante. 

Investigação

Fábricas de cigarros ilegais foram fechadas em MS e outros 17 estados

Pesquisa aponta que 10% do mercado de tabaco irregular no Brasil pertencem a fábricas clandestinas que se utilizam de mão de obra paraguaia

13/05/2026 08h08

DIVULGAÇÃO/BANCO MUNDIAL/ONU

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Além de ser rota de entrada para os cigarros paraguaios, Mato Grosso do Sul também abriga fábrica clandestina de cigarros ilegais. Além do Estado, levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) aponta que, desde 2007, 75 locais já foram fechados em fiscalizações.

Divulgado recentemente, o Mapa do Contrabando, feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), aponta, com base em dados da Abifumo, que mais de 75 fábricas e 100 depósitos clandestinos de cigarros foram fechados em fiscalizações pelo Brasil, além da apreensão de 57 máquinas de produção no período de 2007 a 2025.

Ainda conforme a publicação, as fábricas clandestinas foram flagradas em: Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

“Tivemos várias operações que flagraram fábricas clandestinas de marcas paraguaias funcionando no território brasileiro. Eles usam as marcas paraguaias, o fumo de lá, maquinário, e até mão de obra de paraguaios, que muitas vezes trabalham em regime análogo à escravidão. Mas esses cigarros também são falsificações dos vendidos lá e já teve relato de facções envolvidas nessas fábricas”, afirmou o presidente do Idesf, Luciano Barros.

De acordo com Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o crescimento do consumo desse tipo de produto incentivou a criação de um mercado paralelo, com a vinda de maquinário e de fumo do Paraguai para que os cigarros fossem feitos no País, o que reduz o custo para estados mais distantes da fronteira.

A instalação dessas fábricas clandestinas, que falsificam inclusive as marcas paraguaias que entram ilegalmente no País, segundo ele, contribuiu para que este mercado chegasse a movimentar R$ 10,3 bilhões em um ano.

“No ano passado esse mercado de cigarro paraguaio movimentou R$ 10,3 bilhões, e 10% desse valor vêm das fábricas clandestinas e das fábricas de devedores contumazes”, contou o presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade ao Correio do Estado.

Segundo Vismona, os devedores contumazes são fábricas devidamente registradas no País, mas que não pagam os impostos, mesmo podendo operar, o que, na visão do setor, causa um favorecimento das marcas.

Na visão do presidente do Fórum, a atuação contra esses grupos deve ser feita sobre duas óticas, a da oferta e a da demanda.

“A oferta pode ser reduzida com articulação das forças policiais para atuar na repressão ao contrabando de cigarros. Esses grupos estão atuando como máfias, estão se infiltrando no País, instalando-se em depósitos, criando um meio de distribuição. Deve haver uma atuação integrada, com troca de informações das forças para fazer um mapeamento permanente desde a fronteira até o ponto de venda. Para isso, é preciso [ter] recursos financeiros e humanos e tecnologia”, analisa Vismona.

“O caso da demanda é o preço, diminuir o imposto aumenta a atração e afasta a demanda por essas marcas ilegais. Acredito que deveria haver um equilíbrio tributário, porque aumentar muito os impostos impacta no preço e isso leva a um aumento da atratividade do cigarro contrabandeado, o que leva a aumentar o lucro ilegal”, completou o presidente do FNCP.

DOF

Na publicação do Mapa do Contrabando, entre as fontes utilizadas, o Idesf ouviu o tenente-coronel Wilmar Fernandes, diretor do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de Mato Grosso do Sul. Na visão dele, o contrabando de cigarros hoje é feito por uma rede do crime organizado.

“Há caminhões que provêm de furto ou roubo para o transporte, há casos também de aliciamento de agentes públicos para fazer vista grossa e não fazer fiscalização, e eles colocam uma rede de pessoas para avisar onde estão os policiais. É muito bem estruturado. Tem o batedor, o olheiro, o chefe da vila, que entrega a marmita, passa o rádio e telefone para as pessoas que atuam no crime. Toda essa estrutura é para tentar fazer com que a carga saia em segurança e não seja apreendida. Em geral, a maior dificuldade é sair daqui”, disse o tenente-coronel na publicação.

“Sabemos da atuação do CV [Comando Vermelho] e PCC [Primeiro Comando da Capital], porque os produtos que saem daqui [MS] estão sendo vendidos principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além destas, também tem as Orcrim [organizações criminosas] daqui, que não são intituladas facções, elas têm o seu próprio mercado”, completa Fernandes.

* Saiba

Matéria do Correio do Estado publicada ontem trouxe levantamento que aponta o contrabando de cigarros como tão lucrativo quanto o tráfico de cocaína.

Enquanto o mercado de cigarro-s ilegais movimenta R$ 10,3 bilhões por ano, o tráfico chega a R$ 15 bilhões.

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