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Mudar transporte contra aquecimento global requer apoio, dizem especialistas

Mudar transporte contra aquecimento global requer apoio, dizem especialistas

AGÊNCIA BRASIL

06/12/2017 - 22h00
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Representantes de Portugal e do Chile destacaram hoje (6) a importância de conquistar o apoio da comunidade para que iniciativas que promovem a redução da emissão de gases do efeito estufa no transporte urbano sejam bem-sucedidas. As experiências dos dois países foram tema de debate durante o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte.

O secretário de Estado adjunto e do Ambiente de Portugal, José Mendes, defendeu que a discussão não pode ficar restrita à tecnologia.

“O aumento da cota de mercado do transporte público é muito lento não só no Brasil, mas no mundo todo. O pior que podemos fazer é tornar o debate puramente tecnológico. Temos que fazer um trabalho de conhecimento e envolver as pessoas”, disse.

Mendes afirmou que a mudança de paradigma nos transportes, com redução do uso de veículos individuais, é um objetivo possível. “Acredito muito no gênero humano e na capacidade de fazer modificações. No final do século 19, a humanidade se locomovia com cavalos. O tema das discussões era como lidar com o estrume de cavalos nas cidades. Em 1910, toda a mobilidade se fazia com automóveis. Tudo se alterou em apenas dez anos”, lembrou.

Ele disse que as ações adotadas por Portugal para alcançar as metas de redução de emissões do Acordo de Paris envolvem iniciativas a curto e a longo prazo.

“Nas democracias temos ciclos de avaliação, ciclos eleitorais. É muito difícil captar o apoio público para objetivos de longo prazo. Temos sempre que ter uma combinação de metas de longo prazo e quick wins (ações de curto prazo).”

De acordo com o representante de Portugal, o país tem investido, de um lado, em iniciativas de resultado mais rápido, como a extensão das redes de metrô de Lisboa e do Porto e incentivos fiscais para quem quiser dividir o uso de carros e bicicletas e, do outro, em ações a longo prazo como a adoção de ônibus e carros elétricos, embrionárias e ainda com poucas unidades.

Mendes foi articulador da Aliança para Descarbonização do Transporte, lançada durante a COP 23, a mais recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em novembro na cidade de Bonn, na Alemanha. A aliança, que inclui ainda França, Holanda e Costa Rica, deve servir para troca de experiências e facilitação do diálogo. Espera-se que mais países a integrem no futuro.

DESIGUALDADE SOCIAL

O envolvimento dos cidadãos no diálogo sobre mudança nos hábitos de locomoção também foi defendido pela ex-prefeita de Santiago Carolina Tohá, atualmente copresidente do Grupo Consultivo de Alto Nível em Transportes Sustentáveis da Secretaria-Geral das Nações Unidas.

Ela detalhou a implementação de um plano de transportes para Santiago durante sua gestão como prefeita, excluindo os veículos individuais e priorizando o transporte público e os pedestres no centro da cidade. Segundo Carolina, o diálogo com moradores, comerciantes e com instâncias como o Conselho de Monumentos e o Serviço de Deficientes da cidade foi essencial para o programa.

A ex-prefeita de Santiago destacou o papel da desigualdade social na questão da mobilidade urbana. “Quem mais caminha e usa o transporte público é pessoa de baixa renda. O meio de transporte no qual se investe significa priorizar determinada classe social”, disse ela, que defendeu “substituir o sonho de ter um carro” por outro sonho, que envolva a multimodalidade dos transportes.

O Encontro sobre Descarbonização do Transporte está sendo realizado hoje durante todo o dia. O evento é organizado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) e a Embaixada da Alemanha. Durante a tarde, serão discutidas propostas para descarbonizar o transporte brasileiro e as tendências tecnológicas e inovações na área.

Saúde

Casos de gripe crescem e MS entra em alerta de risco

No cenário nacional, o Estado está em situação de risco com o crescimento da SRAG a curto e longo prazo

02/04/2026 17h30

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Em meio ao surto de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, outra doença vem crescendo de forma silenciosa e colocando o Estado em níveis de risco perigosos: a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

De acordo com a Fiocruz, em todo o País, os casos da doença apresentam sinal de aumento nas tendências a longo prazo, mesmo com índices de estabilidade em períodos de tempo menores.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, especialmente nos casos relacionados à Influenza A, o vírus da gripe.

Entre elas, Mato Grosso do Sul continua com níveis de crescimento, colocando a capital Campo Grande entre as 14 capitais que apresentam sinais de crescimento e nível de atividade da Síndrome em alerta, risco ou alto risco. 

No caso de MS, o avanço da SRAG nas últimas duas semanas deixa o Estado em risco, com probabilidade de crescimento de mais de 95%, com base nas atividades das últimas seis semanas. 

Em Campo Grande, o avanço da doença deixa a capital em alerta, mesmo com a probabilidade máxima de crescimento a longo prazo. 

De acordo com o Boletim, a influenza A tem sido o principal fator causador do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfis que demandam atenção por concentrarem o maior número de óbitos registrados pela doença. 

Nas últimas quatro semanas, o vírus foi responsável por 27,4% dos casos positivos da Síndrome no Brasil e 36,9% dos óbitos. 

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MSFonte: Boletim InfoGripe Fiocruz

Monitoramento

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava 885 casos de SRAG, sendo 340 com agente etiológico identificado, 408 não especificados e 137 aguardando a classificação final. 

O maior índice de casos foi registrado em crianças de 0 a 9 anos, com 412 registros. 

Além disso, também foram contabilizados 87 óbitos pela doença, com maior incidência na população de idade mais avançada, com 25 mortes no público de 80 anos ou mais. 

O causador mais comum da Síndrome é o Rinovírus, identificado em 186 casos no Estado.  O vírus é a causa mais comum do resfriado comum e responsável por grande parte das infecções respiratórias superiores. 

Além do resfriado, o rinovírus é a segunda causa mais comum de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 casos de SRAG em Mato Grosso do Sul. 


 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

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