Cidades

Cidades

Mulher é presa após confessar ter envenenado e esquartejado marido em MS

O caso aconteceu em Selvíria, cidade de 6.000 habitantes em Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo

Continue lendo...

Uma mulher de 61 anos foi presa após confessar ter matado o marido com veneno de rato e, depois, esquartejá-lo. O caso aconteceu em Selvíria, cidade de 6.000 habitantes em Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, o crime veio à tona na última quinta-feira (25), após parte do corpo do marido, que tinha 64 anos, ter sido encontrada dentro de uma mala às margens da rodovia BR-158.

A corporação preferiu não divulgar o nome da suspeita e identificou a vítima apenas como Antônio. Não foi informado se a mulher já tem advogado.

Segundo as investigações, o homem estava desaparecido desde o dia 20 deste mês. À polícia os vizinhos do casal relataram que os dois tiveram diversas brigas recentes.

Após ter encontrado o tronco do marido na rodovia, os agentes da Polícia Civil fizeram apurações e chegaram até a mulher. Inicialmente, ela negou ter envolvimento, mas, após algumas contradições em depoimento, confessou o assassinato, segundo a polícia.

A mulher contou que deu veneno de rato ao marido e, sem saber o que fazer com o corpo, decidiu esquartejá-lo. Ainda de acordo com os policiais, ela disse que guardou a cabeça, as pernas e os braços do cadáver dentro do congelador, o mesmo que usava para armazenar os lanches que produzia para vender.

Um dia após ter se livrado do tronco, ela relatou que jogou as demais partes do corpo da vítima, ainda congeladas, na beira da mesma rodovia. Os agentes conseguiram localizar esses restos mortais na madrugada deste sábado.

A mulher foi presa em flagrante, na noite de sexta-feira, após ter confessado o crime. Ela responderá por suspeita de homicídio qualificado.

 

Saúde

Telediagnóstico já identificou 357 casos de câncer de pele em MS

O serviço está presente em 28 municípios e ajuda a identificar lesões em estágio inicial, ampliando o atendimento, diagnóstico e tratamento

01/03/2026 12h00

Telediagnóstico ajuda a ampliar o atendimento e tratamento de pacientes com câncer de pele

Telediagnóstico ajuda a ampliar o atendimento e tratamento de pacientes com câncer de pele Divulgação

Continue Lendo...

O telediagnóstico em dermatologia já identificou 357 casos de melanoma e câncer de pele não melanoma em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul desde a implantação do serviço em 2019. 

O serviço está presente em 28 municípios do Estado, com 43 pontos de atendimento, aderidos à oferta de telediagnóstico em dermatologia. Os pacientes passam por especialistas à longa distância, que avaliam as lesões de pele sem precisarem, inicialmente, sair do município de origem. 

Além de ampliar o acesso, a ferramenta é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma estratégia capaz de aumentar a resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS), podendo solucionar cerca de 70% dos casos sem a necessidade de consulta presencial com um dermatologista. O objetivo principal é melhorar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade em dermatologia. 

O sistema integra o Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) e é ofertada nacionalmente pelo Telessaúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina, que é referência no País. 

O fluxo

O processo de atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (USB), onde o médcio identifica uma lesão suspeita e solicita o exame pelo STT, responsável pela triagem e decisão clínica. 

Em seguida, é feito o registro fotográfico da lesão, o que é decisivo para a qualidade do diagnóstico, que pode ser feita por um profissional capacitado ou pelo próprio médico. 

As imagens são enviadas pela plataforma juntamente com as avaliações clínicas, e são avaliadas por dermatologistas especializados. O laudo, classificação de risco e conduta indicada são enviadas em até 72 horas para a unidade solicitante. 

O suspeito atende casos suspeitos de câncer de pele como melanoma e não melanoma e outras dermatoses. Grande parte das situações são resolvidas na própria Atenção Primária, o que evita encaminhamentos desnecessários e efetiva a fila para o atendimento presencial. 

“Além de ampliar o acesso ao especialista, o sistema estratifica o risco e prioriza quem realmente precisa de atendimento presencial. É tecnologia aplicada à gestão do cuidado, com impacto direto na eficiência da rede”, pontuou a superintendente de Saúde Digital da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Marcia Tomasi. 

Os casos identificados nas macrorregiões do Estado foram:

Melanoma

  • Centro: 5 casos (3 municípios)
  • Pantanal: 33 casos (2 municípios)
  • Cone Sul: 4 casos (2 municípios)
  • Costa Leste: 13 casos (7 municípios)

Não melanoma

  • Centro: 32 casos (4 municípios)
  • Pantanal: 125 casos (2 municípios)
  • Cone Sul: 42 casos (7 municípios)
  • Costa Leste: 103 casos (7 municípios)

Segundo a SES, os números reforçam a importância da detecção precoce, especialmente no caso do melanoma, que é mais grave. A lesão identificada em estágio inicial juntamente com o encaminhamento rápido para confirmação e tratamento, as chances de cura e controle da doença aumentam significativamente. 

Implantação 

Para a implantação do serviço, o município deve formalizar a adesão ao Telessaúde e adquirir o Kit de Dermatologia, composto por dermatoscópio, adaptador e equipamento de captura de imagem (smartphone ou câmera digital), seguindo especificações técnicas mínimas de qualidade. 

Para a habilitação, é necessário completar o cadastro no sistema, capacitação para a realização do registro fotográfico da lesão e cumprimento dos protocolos de segurança. 

Nos casos graves e pacientes sintomáticos, não é necessário aguardar o laudo do sistema. Devem ser encaminhados imediatamente para a rede de urgência e emergência. 
 

Previsão

Semana inicia com alerta de tempestade e chuva intensa em MS, mas temperaturas ficam altas

As condições aparecem junto a uma onda de calor, com máximas até 38ºC

01/03/2026 10h30

As chuvas não descartam calorão na próxima semana

As chuvas não descartam calorão na próxima semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul dá as boas-vindas ao mês de março com alerta de tempestades e chuvas intensas em mais da metade do território. 

Fazendo jus às "águas de março fechando o verão", a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica tempo com sol e céu nebuloso durante o dia, mas com chuvas entre a tarde e a noite. De forma pontual, são esperadas tempestades, especialmente nas regiões centro-sul do Estado. 

Os volumes de chuva podem variar entre 40 e 60 milímetros até o final da manhã desta segunda-feira (2), com a possibilidade de rajadas de ventos superiores a 60 km/h em trechos isolados, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na região Pantaneira e Sudoeste, o calor vem forte, com máximas chegando a 38ºC neste início de semana. 

Nas regiões do Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas podem chegar a 17ºC, mas as máximas atingem 36ºC. 

No Sul e Grande Dourados, também faz calor, com máximas variando entre 32ºC e 38ºC na região da Fronteira com o Paraguai. 

Em Campo Grande, faz sol durante o dia com nuvens e chance de chuva durante a noite. As mínimas esperadas ficam entre 21ºC e 23ºC e as máximas podem chegar a 34ºC. 

Trimestre quente e seco

Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola. 

A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec). 

Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados. 

A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC. 

A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios. 

O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar. 

Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco. 

Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).