Cidades

VALE DA CELULOSE

No ritmo atual, estrada do vale da celulose deve ficar pronta somente em 2028

O projeto, que prevê a pavimentação de 111,5 km de estrada, entregou apenas 45 km até agora

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Impulsionada graças a nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, a primeira fase da pavimentação MS-338 foi entregue nesta sexta-feira (12) pelo governador Eduardo Riedel (PSDB). O projeto, que prevê a pavimentação de 111,5 km de estrada, entregou apenas 45 km até agora. 

Com um ritmo de 18,75 km/ano, o projeto de pavimentação do trecho que liga Ribas do Rio Pardo a Camapuã iniciou em 2021 junto ao boom econômico movimentado pela construção da fábrica de celulose na região.

Após dois anos e meio de obras, a previsão é que a obra seja concluída em janeiro de 2028, se seguir o ritmo atual. 

Com um investimento de R$121,7 milhões somente na primeira etapa, na época, o anúncio da pavimentação do trecho estabeleceu como objetivo auxiliar na ligação entre os dois municípios e ajudar no escoamento da produção da fábrica da Suzano em Ribas. A instalação, no entanto, deve abrir suas portas e dar início às atividades ainda este mês. 

MS-357

Paralelo ao investimento na MS-338, o trecho da MS-357 corresponde a segunda parte do projeto de pavimentação da via. O segundo lote da obra terá mais 66,2 km de pavimentação e conectará a via à cidade de Ribas. 

O investimento do segundo trecho será de R$182,5 milhões, o que totaliza um gasto de  R$304,2 milhões aos cofres públicos na pavimentação ds 111 km. 

SUZANO

A empresa de celulose Suzano está investindo cerca de R$ 23 bilhões na unidade de Ribas do Rio Pardo, tanto na construção da fábrica quanto no plantio de florestas e em logística. 

A unidade deve entrar em operação até o fim do primeiro semestre de 2024, com uma capacidade para produzir 13,5 milhões de toneladas por ano. 

SANEAMENTO BÁSICO

Mato Grosso do Sul deve atingir universalização de esgoto até dezembro

Desde 2021, cobertura de esgoto pulou de 46% para 75% nos 68 municípios do Estado atendidos pela Aegea

02/03/2026 08h00

Divulgação/Àguas Guariroba

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Sob o comando da Aegea Saneamento, o sistema de esgotamento sanitário de Mato Grosso do Sul caminha para atingir sua universalização ainda este ano, com expectativa da conquista acontecer em dezembro.
Em maio de 2021, a Aegea Saneamento assumiu a operação do esgotamento sanitário de 68 cidades do Estado, a partir da vitória em um leilão de parceria público-privada (PPP), por meio da concessionária Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Empresa de Saneamento do Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Na época, a média de cobertura sanitária somente nestes municípios da concessão era de apenas 46%, estatística que saltou para 75% em janeiro deste ano, depois de quase cinco anos de operação da empresa. 

Neste período, foram implantadas uma média de 687,9 quilômetros de novas redes de esgoto, beneficiando cerca de 145 mil pessoas somente com esta atuação, fruto de investimentos que ultrapassam a casa dos R$ 500 milhões.

“Do ponto de vista social, nós estamos reduzindo a exposição da população a doenças de veiculação hídrica, ampliando condições de saúde e bem-estar. Além disso, a expansão do esgotamento sanitário fortalece a segurança ambiental dos territórios, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas, e a proteção de ecossistemas”, diz o diretor-presidente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, Gabriel Buim.

A estimativa para este ano é ainda melhor, com expectativa de atingir 86% a partir da PPP nas 68 cidades.

Considerando todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, há cinco anos a cobertura de esgoto estava em 60,19% e a expectativa é de superar os 90% em até 10 meses. Para o futuro, é esperado que o índice só aumente ano após ano e atinja 98% em 2031.

“Com a porcentagem de cobertura atual, mais a execução das obras de 2026, a expectativa é que no fim de dezembro o Estado esteja com o sistema de esgotamento sanitário universalizado”, pontua a empresa.

Duas das cidades que mais sentiram a diferença com a PPP foram Inocência e Figueirão, que apresentavam somente 13,69% e 11,59% de cobertura em 2021 e pularam para 99% e 96,48% no mês passado, respectivamente.

Contudo, há uma cidade que conseguiu conquistar a universalização partindo do zero: Novo Horizonte do Sul. O município de quase 5 mil habitantes não tinha cobertura sanitária em 2021, mas atualmente já conta com índice de 94,16%.

“Como operadora de um serviço público essencial à vida, entendemos que servir as pessoas é o nosso propósito. Essa transformação foi possível, principalmente, por planejamento técnico e logístico, aliado à execução contínua e ao compromisso das equipes com metas, prazos e padrões de qualidade”, destaca Buim.

CAMPO GRANDE

Desde 2010, a Aegea Saneamento administra a empresa Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto de Campo Grande. Desde então, foram investidos cerca de R$ 2,5 bilhões, que resultaram no avanço significativo no setor.

No início, a Capital tinha apenas 19,8% de cobertura sanitária e hoje já tem 94% da população coberta com coleta e tratamento de esgoto, além de 99% com acesso à água de qualidade.

Atualmente, Campo Grande possui uma rede de água tratada de mais de 4 mil km, duas estações de tratamento de água e mais de 150 poços profundos que compõem o sistema de abastecimento.

O esgoto é transportado para duas estações de tratamento de esgoto (ETE) por meio de uma rede com mais de 3 mil quilômetros, estações elevatórias de esgoto, sendo 100% do esgoto coletado tratado.

Uma das estações está localizada no Bairro Los Angeles, inaugurada em 2008 e tem a capacidade de tratar 1.080 litros por segundo. Quatro anos depois, foi entregue a ETE Imbirussu, com 2 mil metros quadrados de área construída e capacidade de tratar 120 litros por segundo.

Estação de tratamento de esgoto da região Imbirussu, uma das duas que Campo Grande tem - Foto: Divulgação/Àguas Guariroba

Contudo, em breve, uma nova estação de tratamento de esgoto está prestes a ser inaugurada em Campo Grande, localizada na região norte da Capital e chamada de Botas.

Em fase final das obras, deverá tratar mais de 600 milhões de litros de esgoto por ano quando concluída e vai beneficiar mais de 12 mil moradores dos Bairros Nova Lima, Jardim Colúmbia, Vida Nova e Jardim Anache.

Até o fim do ano, a expectativa de cobertura da Águas Guariroba na Capital atinja os 96%, se consolidando como uma das capitais brasileiras mais próximas da universalização total (100%) de esgoto, que é reflexo de Campo Grande ser a Capital que mais investe em saneamento por habitante, conforme o Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil (ITB) 2025.

De 2019 a 2023, a média de investimento das capitais do Brasil em saneamento foi de R$ 130,05 por habitante. Campo Grande investiu um volume 50% maior, R$ 195,31 por habitante, um total de R$ 877 milhões.

“Nosso propósito é prestar um serviço sanitário em conformidade com requisitos legais e as melhores práticas de mercado, com eficiência econômica, respeito ao meio ambiente e as pessoas, contribuindo para qualidade de vida e saúde da população onde atuamos”, conclui o diretor-presidente.

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Impacto

Aquecimento já altera até a forma de definir El Niño

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos

01/03/2026 21h00

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A Agência de Atmosfera e Oceanos dos EUA, a NOAA, anunciou uma nova forma de determinar a ocorrência dos fenômenos El Niño e La Niña. A alteração foi necessária porque o aquecimento global tem provocado mudanças climáticas significativas e muito rápidas nos últimos anos, fazendo com que o método anterior deixasse de funcionar.

Durante 75 anos, meteorologistas determinavam a ocorrência dos fenômenos baseados na diferença das temperaturas aferidas em três regiões do Pacífico Tropical com a temperatura média considerada normal. Mas as temperaturas vêm aumentando tanto e tão rapidamente que a agência começou a atualizar o seu conceito de "normal" a cada cinco anos.

Mesmo assim, não estava funcionando. Por isso, a agência resolveu criar um novo índice El Niño/La Niña.

Para o novo índice, a temperatura média é comparada à de todas as regiões tropicais do Pacífico. A diferença de medição chega a meio grau, o que é bastante significativo.

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