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Novo inquérito investiga custo de obra da Câmara de Dourados

A investigação tem o objetivo de apurar se houve superfaturamento na reforma da Casa de Leis; primeiro processo licitatório foi anulado por suspeita de fraude

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um novo inquérito para investigar possíveis irregularidades na reforma e ampliação da sede da Câmara Municipal de Dourados. Essa é a segunda investigação sobre o caso, após o primeiro processo licitatório ser anulado por suspeita de fraude. A nova apuração, conduzida pela 16ª Promotoria de Justiça, busca esclarecer suspeitas de sobrepreço e superfaturamento na execução do projeto.

De acordo com a Promotoria, a Câmara foi notificada para fornecer documentos e justificativas detalhadas sobre a planilha orçamentária, parâmetros técnicos utilizados na avaliação das propostas e correções nos valores contratuais. 

A investigação baseia-se em relatório elaborado pelo Corpo Técnico de Engenharia e Arquitetura (DAEX) do MPMS, que apontou inconsistências nos critérios utilizados para justificar a opção pela estrutura metálica. 

O documento destaca que a justificativa para essa escolha foi baseada em argumentos subjetivos, sem estudos comparativos concretos sobre viabilidade técnica e financeira.

Entre as alegações da empresa responsável pelo projeto, Engeluga Engenharia, destacam-se: a redução no tempo de execução (a empresa afirma que a obra com estrutura metálica reduziria o prazo de execução de 24 para 12 meses, contudo, o relatório do MPMS ressalta que essa economia de tempo não foi comprovada); a economia indireta com aluguel e realocação (estimativas de R$ 1,2 milhão em economias com a realocação temporária não foram detalhadas na proposta); a limitação de espaço no canteiro de obras; e o atendimento à ideia arquitetônica.

CUSTOS ELEVADOS

O estudo do DAEX revelou que a obra em estrutura metálica teria um custo orçado em
R$ 19,2 milhões, enquanto a execução com concreto armado seria de R$ 14,9 milhões, representando uma diferença de aproximadamente R$ 4,3 milhões. 

A justificativa para o custo mais alto estaria na redução de tempo e na economia indireta, mas os cálculos apresentados foram considerados frágeis pela equipe técnica.

Além disso, o relatório apontou que o atraso na execução do projeto já gerou um custo acumulado de R$ 1,26 milhão com aluguel de um imóvel provisório para a Câmara. 

Caso a obra siga nesse formato, o valor pode aumentar em mais R$ 756 mil ao longo dos próximos 12 meses.

NOVA CPI 

O vereador Rogério Yuri (PSDB), o qual foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o processo de licitação anterior, que culminou na anulação do certame, não descarta a abertura de nova investigação após inquérito do MPMS. 

Ele e a vereadora Liandra da Saúde (PSDB), que vai presidir a Câmara no lugar de Laudir Munaretto, solicitaram uma reunião com o promotor Ricardo Rotunno, responsável pelas investigações no MPMS. O objetivo, segundo Yuri, é se inteirar do processo para levar o assunto ao plenário. 

HISTÓRICO

Essa é a segunda vez que o processo de reforma e ampliação da Câmara de Dourados é alvo de questionamento do MPMS. Dessa vez, o novo inquérito ocorre após o arquivamento de outra investigação, que apurava o uso de documentos falsos no processo licitatório anterior, referente à concorrência nº 01/2022. 

A denúncia, feita por Racib Panage Harb, apontava que a empresa Projetando Construtora e Incorporadora Ltda. utilizou atestados de capacidade técnica fraudulentos, emitidos pelo CAU/RO. A irregularidade resultou na anulação da licitação e na abertura de um novo certame. 

No entanto, o MPMS concluiu que não houve dolo ou má-fé por parte dos servidores públicos envolvidos. 
Com as eleições de 2024, o prédio da Avenida Marcelino Pires passa a abrigar dois novos vereadores em 2025. 

Localizado na região central de Dourados há, pelo menos, quatro décadas, o prédio apresenta problemas estruturais, tanto que os parlamentares usam, provisoriamente, o espaço que era um supermercado no Shopping Avenida Center como Casa de Leis. 

O presidente da Câmara de Dourados, Laudir Munaretto, considerou na época que a ampliação seria um dos principais focos de sua gestão, chamando a situação de “necessidade que se arrasta há décadas”.

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POLÍCIA

Condenado a 60 anos por matar duas pessoas em incêndio é preso em MS

Foragido da Justiça de São Paulo foi localizado em um sítio no distrito de Culturama e ainda responderá por novos crimes após reagir à abordagem policial e publicar ameaças de extermínio nas redes sociais

26/06/2026 13h30

Homem condenado por incêndio que matou duas pessoas em Santos (SP) foi preso pela Polícia Civil em um sítio de MS

Homem condenado por incêndio que matou duas pessoas em Santos (SP) foi preso pela Polícia Civil em um sítio de MS Divulgação

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Um homem de 46 anos, condenado definitivamente a 60 anos de prisão por incendiar uma residência e provocar a morte de duas pessoas em Santos (SP), foi preso nesta quinta-feira (25) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em um sítio localizado na 9ª Linha, no distrito de Culturama, em Fátima do Sul.

Além da condenação já existente, o suspeito também era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no âmbito de uma investigação por violência doméstica. Durante a captura, ele ainda acabou preso em flagrante por uma série de crimes praticados contra os policiais civis que cumpriam a ordem judicial.

Segundo a Polícia Civil, ao receber voz de prisão, o homem desobedeceu às determinações da equipe e fugiu para um milharal ao lado da propriedade rural onde estava escondido. Durante a perseguição, ele teria ameaçado e desacatado os investigadores, resistido à prisão e tentado tomar a arma funcional de um dos policiais.

Diante da reação, foram registrados, em tese, os crimes de resistência, desobediência, desacato, ameaça contra agentes públicos, lesão corporal, difamação contra funcionário público em razão da função e falso alarme.

As investigações foram intensificadas depois que o investigado passou a publicar vídeos nas redes sociais com ameaças direcionadas a autoridades e policiais civis. Em uma das gravações, segundo a Polícia Civil, ele afirmava que “exterminaria toda a cidade de Fátima do Sul”, provocando preocupação entre moradores e mobilizando as forças de segurança.

O temor aumentou porque o homem exercia a profissão de motorista profissional e havia trabalhado recentemente no transporte de combustíveis inflamáveis. Nas próprias publicações, ele utilizava essa informação para dar credibilidade às ameaças.

No decorrer das diligências, entretanto, os investigadores constataram que a fotografia utilizada nas postagens era antiga e que ele já não mantinha vínculo com a empresa responsável pelo transporte de combustíveis desde o início deste ano.

Crime em Santos

A condenação de 60 anos de reclusão é resultado de um crime cometido em 2005, na cidade de Santos, litoral de São Paulo.

Conforme a Polícia Civil, o homem ateou fogo em uma residência onde estavam cinco pessoas, entre elas uma criança de apenas três anos. O incêndio provocou a morte de Sandra de Souza Cordeiro e Maurício Cordeiro dos Santos.

Registros da execução penal apontam que o condenado cumpriu pouco mais de 25 anos da pena, mas ainda restam mais de 34 anos de reclusão a serem executados.

Além do cumprimento do mandado de prisão decorrente da condenação, a Polícia Civil informou que representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva pelos novos crimes supostamente cometidos durante a abordagem.

De acordo com a corporação, o pedido considera a gravidade da conduta, a violência empregada contra os agentes públicos, a reiteração criminosa e a periculosidade demonstrada pelo investigado ao longo das investigações.

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INTERIOR

Licitação para bondinho no Salto do Sucuriú em MS fracassa pela 3ª vez

Será preciso agora a elaboração de novo processo licitatório, inclusive mais atrativo, com objetivo contratar empresa para construir o bondinho em uma nova situação futura

26/06/2026 12h55

Há uma série de atrações baseadas em esportes de aventura, como rapel e tirolesas oferecidos pelo Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú

Há uma série de atrações baseadas em esportes de aventura, como rapel e tirolesas oferecidos pelo Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú Reprodução/Pref.Costa Rica

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Pela terceira vez fracassou a tentativa de contratar uma empresa especializada para construir uma  Infraestrutura Turística tipo Plano Inclinado, o popular "bondinho", no Parque Natural. Agora, o Governo do Estado precisará tornar a licitação mais atrativa para proporcionar a obra no município de Costa Rica. 

Conforme o resultado da licitação divulgado na edição desta sexta-feira (26) do Diário Oficial Eletrônico do Governo do Mato Grosso do Sul, esse certame mais uma vez ficou declarado como "deserto". 

Como repassado pela pregoeira e respectiva equipe de apoio, não houveram propostas cadastradas no sistema eletrônico para que houvesse, de fato, uma concorrência. Esta já trata-se da terceira tentativa de realizar a licitação, que resultou "deserta" em todas as sessões. 

Agora, os autos devem ser encaminhados para a Secretaria demandante para que seja feita análise da necessidade da contratação, bem como a elaboração de um novo processo licitatório, adequando os pontos que entender pertinente para inclusive tornar o certame mais atrativo, com objetivo de tentar contratar empresa para construir o bondinho em uma nova situação futura.

Entenda

No município distante aproximadamente 338 quilômetros de Campo Grande, há tempos existe a tentativa de tirar a obra do papel que, como bem acompanha o Correio do Estado, investe quase três milhões de reais em busca de trazer um "bondinho" no chamado Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, que fica distante aproximadamente 2km do centro de Costa Rica.

Ao todo, até o momento, estavam sendo investidos R$2.905.314,69 em busca da contratação de empresa especializada para a construção de infraestrutura turística tipo plano inclinado, no parque natural. 

Para o Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, que pode ser acessado através da rodovia MS-316, rumo ao município de Paraíso das Águas, o município de Costa Rica busca dar um "bondinho" para esse local. 

Cercado por vegetação nativa, o Salto do Sucuriú consiste em uma queda d'água de 64 metros de altura, de onde pode-se admirar todo o parque.

Cabe destacar que, ali, há uma série de atrações baseadas em esportes de aventura, como rapel e tirolesas oferecidos pelo Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, que oferta ainda um acompanhamento com condutores especializados, o que garante proteção tanto aos turistas como para a própria natureza. 

Sendo que todas as atividades são asseguradas, no espaço o visitante poderá realizar trilhas autoguiadas, um circuito de arvorismo e até mesmo piscinas abastecidas com água do Rio Sucuriú, perto de onde ficam também quiosques com churrasqueira, piscina de biribol, parquinho infantil, restaurante e mais. 

Nesse caso, a dita infraestrutura turística tipo plano inclinado, também chamada de funicular, trata-se de um sistema de transporte sobre trilhos tracionado por cabos, consistindo na maioria das vezes em dois bondes ou cabines interligados para basicamente superar os mais variados obstáculos geográficos como morros e encostas. 

Vale lembrar que, há cerca de um mês, em 06 de maio deste ano, o município de Costa Rica divulgou um primeiro resultado para a concorrência em questão que foi declarada "deserta" pela "inexistência de propostas cadastradas no sistema eletrônico no período estabelecido para recebimento". 

 

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