Cidades

RIBEIRÃO PRETO

Padrasto e mãe do menino são denunciados à Justiça

Padrasto e mãe do menino são denunciados à Justiça

FOLHA PRESS

02/01/2014 - 17h30
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O promotor Marcus Tulio Alves Nicolino entrega hoje à Justiça a denúncia contra o padrasto e a mãe do menino Joaquim Ponte Marques, 3, de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), morto em novembro do ano passado.

O técnico em informática Guilherme Raymo Longo, 28, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado. Para a polícia e a Promotoria, Longo matou a criança dentro da casa da família, no Jardim Independência, com uma superdosagem de insulina.

Depois, segundo a denúncia, jogou o corpo no córrego Tanquinho, localizado a cerca de 200 metros de distância.

O córrego deságua no ribeirão Preto, que é afluente do rio Pardo, onde o corpo de Joaquim foi encontrado cinco dias depois de a família ter comunicado o seu desaparecimento a polícia.
Já a psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29, foi denunciada por omissão.

Para o promotor, embora a mãe não tenha participado do crime, ela foi omissa enquanto morava com Longo porque sabia de seu comportamento agressivo e do ciúme que ele tinha da criança, por ser filho de um relacionamento anterior.

A Promotoria também pede que ambos fiquem presos preventivamente até o julgamento da ação.

Hoje, Longo está preso temporariamente na Delegacia Seccional de Barretos (423 km de São Paulo) e, caso a prisão preventiva seja decretada, deverá ser transferido para um CDP (Centro de Detenção Provisório). A prisão temporária vence no próximo dia 10.

Já Natália ficou presa temporariamente por um mês na cadeia pública de Franca (400 km de São Paulo) e foi liberada por um habeas corpus após pedido feito por um advogado de São Paulo, Francisco Ângelo Carbone Sobrinho, que não a defende. Atualmente ela mora com a família na região de Ribeirão.

A expectativa da Promotoria é que haja uma decisão da Justiça até amanhã.

Outro lado

Cássio Alberto Gomes Ferreira, advogado de Natália, afirmou que não poderia dar declarações sobre a denúncia porque não houve notificação da Justiça e também não conversou com a mãe de Joaquim.

Já Antônio Carlos de Oliveira, advogado de Longo, não foi encontrado.

Ele, no entanto, afirmou anteriormente que não há provas contra seu cliente e apontou supostas falhas na investigação da polícia de Ribeirão.

A falta de perícia nos sapatos do padrasto, a ausência de contraprova em um exame com o cão farejador da Polícia Militar e a falta de precisão na data da morte do garoto são citados por ele como falhas policiais.

Para o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, a culpa de Longo é provada pela investigação, testemunhos e perícias. "Não existe isso de menino desaparecer com portão trancado e gente em casa", afirmou.
 

TRAGÉDIA

Menino de 7 anos morre atropelado por ônibus ao descer de transporte escolar em MS

Criança tentava atravessar a MS-280, quando foi atingida por outro coletivo; caso é investigado

30/04/2026 09h00

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó

Criança de 7 anos morreu após ser atropelada por ônibus ao tentar atravessar rodovia em aldeia de Caarapó Divulgação

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Uma criança indígena de 7 anos morreu no fim da tarde desta quarta-feira (29), após ser atropelada por um ônibus na Aldeia Te’yikue, localizada no município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o portal Caarapó News, o menino, identificado como Wendri Cavalheiro, havia acabado de descer de um ônibus escolar por volta das 17h e, ao tentar atravessar a rodovia MS-280, foi atingido por outro coletivo que seguia logo atrás, no mesmo sentido da via.

Com o impacto, a vítima ficou presa sob uma das rodas do veículo e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. A ocorrência mobilizou também a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia Científica, que iniciaram os levantamentos para apurar as circunstâncias do acidente.

As autoridades devem investigar a dinâmica da colisão e se houve falha ou responsabilidade por parte dos envolvidos.

A morte da criança gerou forte comoção entre moradores da comunidade indígena. O caso segue em apuração.

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IMPACTO AMBIENTAL

Inquérito civil investiga financiamento bilionário do BNDES à mineradora do Rio Paraguai

Ministério Público Federal entende que houve insuficiência dos estudos para avaliar o impacto ambiental e os riscos de degradação ao Pantanal

30/04/2026 08h45

Novo porto vai escoar produção de minério

Novo porto vai escoar produção de minério Rodolfo César

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para avaliar a conformidade socioambiental e climática do financiamento de R$ 3,7 bilhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à LHG Logística, mineradora que atua no Rio Paraguai, no município de Corumbá.

O recurso foi destinado à construção de 400 balsas e 15 empurradores para transporte de minérios nos rios Paraguai e Paraná. O MPF abriu o processo devido à insuficiência dos estudos que avaliam o impacto ambiental e os riscos de degradação do Bioma Pantanal, além da violação de direitos de comunidades tradicionais.

De acordo com o documento, manifestações técnicas apontam insuficiências no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental, notadamente por desconsiderarem a fase operacional da hidrovia e os impactos cumulativos e sinérgicos decorrentes de dragagens em múltiplos pontos do Rio Paraguai.

O procurador da república Marco Antônio Delfino considera também que o incremento significativo da frota hidroviária pode acarretar impactos ambientais relevantes e potencialmente irreversíveis ao Pantanal, com reflexos sobre o regime hidrológico (pulso de inundação), a biodiversidade e os modos de vida de comunidades tradicionais.

Com isso, entendeu que é necessário aprofundar as investigações para verificar a conformidade do financiamento concedido pelo BNDES com seus parâmetros de avaliação de riscos climáticos, ambientais e sociais (ESG), diante das fragilidades técnicas apontadas.

O inquérito civil foi vinculado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável pelos casos que envolvem meio ambiente e patrimônio cultural.

Financiamento

Em setembro de 2024, com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 3,7 bilhões à mineradora LHG Logística Ltda, destinado à construção de 400 balsas e 15 empurradores para o transporte hidroviário de minérios de ferro e manganês pelos rios Paraná e Paraguai.

O investimento representa um incremento de 16% da frota nacional de transporte de carga para navegação interior (em rios, lagoas e canais). O financiamento também viabiliza a construção destas embarcações no Brasil.

O projeto visa a ampliação do escoamento na logística de minérios que são extraídos em Corumbá e carregados nas barcaças, atravessando 2.500 km pela hidrovia, cruzando o Paraguai, até chegar ao terminal marítimo de Nova Palmira, no Uruguai, onde são carregados em navios de longo curso.

Além do aumento da capacidade de escoamento da extração de minério em, no mínimo, 5,9 milhões de toneladas por ano, o projeto, ao adotar o modelo hidroviário como base para sua logística de exportação, apresenta potencial de emissão de gases do efeito estufa significativamente menor frente a outras opções logísticas para o escoamento, contribuindo para a descarbonização da matriz logística brasileira.

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