Cidades

LÍBIA

Para ONU, Kadafi cometeu crime contra humanidade

Para ONU, Kadafi cometeu crime contra humanidade

ESTADÃO

26/02/2011 - 23h36
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O Brasil está entre os países que levantaram questionamentos sobre o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) em levar os assassinatos que estão ocorrendo na Líbia para a Corte de Crimes Internacionais (ICC, da sigla em inglês) sob acusação de crimes contra a humanidade. Além do Brasil, China, Rússia, África do Sul, Índia e Portugal também mostraram-se preocupadas com o envolvimento da ICC.

Hoje, a ONU realizou uma reunião de urgência para definir como colocar sanções ao líder da Líbia, Muamar Kadafi, em virtude de sua ofensiva mortal aos opositores de seu regime. As potências ocidentais propuseram um embargo à entrada de armas no país, proibição de viagens e congelamento dos ativos de Kadafi, de sua família e de membros chave de seu governo.

Segundo um diplomata que falou em condição de anonimato, o principal ponto de conflito na reunião da ONU foi o envolvimento do ICC. O Conselho de Segurança (CS) da ONU foi pressionado pelo aviso do secretário geral da entidade, Ban Ki-Moon, de que um atraso para efetivar "ações concretas" iria custar vidas. Mesmo assim, diplomatas disseram que as discussões em torno do ICC deve se prolongar até o início da próxima semana.

O embaixador da Líbia na ONU, Abdurrahman Shalgam, o ex-ministro de relações exteriores do país e que se rebelou contra o regime, fez um pedido acalorado ao conselho para tomarem atitudes contra as atrocidades que estão sendo cometidas por Kadafi. Shalgam escreveu uma carta ao conselho hoje expressando forte apoio para que a resolução inclua os ataques aos civis e que ele seja levado à ICC.

O embaixador francês, Gerard Araud, cujo país tem um papel chave no rascunho da resolução, disse que não há problemas sobre a questão do embargo de armas, nas sanções e que a única questão que ainda está sobre a mesa é a forma que a crise será levada até a ICC. O embaixador britânico Mark Lyall Grant disse que a questão dos crimes contra humanidade levantou problemas. "Existem uma série de questões que os embaixadores terão que lidar e esclarecer", disse ele. 

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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