Cidades

MANIFESTO

Pássaros da paz deverão ser enviados para o Rio

Pássaros da paz deverão ser enviados para o Rio

ROSANA SIQUEIRA/SCHEILA CANTO

09/04/2011 - 13h00
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Focado num ensinamento de Dalai Lama (leia abaixo) um grupo de pessoas sensibilizado pelo massacre dos estudantes ocorrido no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril, realizou hoje pela manhã na Praça Ary Coelho um manifesto em nome da paz. Os organizadores pediram para que os participantes levassem folhas de sulfite em branco e barbante. O objetivo é confeccionar cerca de 1000 tsurus (pássaro feito em dobradura) na técnica japonesa origami.

A ideia surgiu após a tragédia da [ultima quinta-feira. “A gente ficou muito emocionado. É um reflexo da sociedade violenta que a gente vive. É um momento muito difícil”, disse o artista plástico Dagoberto Pedroso, o Dagô, um dos organizadores do movimento.

A meta é enviar os tsurus ao Rio de Janeiro. Mas, para conseguir isso os organizadores dizem que podem retornar todos os ábados em outros locais da cidade para finalizar os pássaros.

Muitos de nós juntam-se sob o mesmo sol resplandecente, falando línguas diversas, vestindo indumentárias diversas e até mesmo tendo crenças distintas. Contudo, nós somos idênticos como seres humanos e individualmente únicos. Desejamos todos, indistintamente, a felicidade e não o sofrimento”... (Dalai Lama)

(atualizado às 13 horas)

Indenização

Famosa rede de estética é condenada após procedimento malsucedido em Campo Grande

Justiça responsabiliza Royal Face Campo Grande e franqueadora após cliente sofrer deformidades permanentes em procedimento com fios de PDO; indenização ultrapassa R$ 22 mil

01/07/2026 16h12

Foto: Divulgação

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A Royal Face Campo Grande, unidade franqueada de uma das maiores redes de estética facial do país, foi condenada pela 9ª Vara Cível da Capital a indenizar uma cliente que sofreu complicações após um procedimento de rejuvenescimento facial com fios de PDO.

A sentença também responsabilizou solidariamente a Royal Face Franchising Ltda., empresa responsável pela marca e pelo sistema de franquias da rede, determinando o pagamento de indenizações por danos morais, estéticos e materiais, além da rescisão do contrato e da devolução do valor pago pelo tratamento.

A decisão foi proferida pelo juiz Marcel Henry Batista de Arruda, que concluiu que a paciente comprovou ter sofrido sequelas decorrentes do procedimento realizado em junho de 2021.

Conforme o processo, a consumidora buscou a clínica após ser atraída por campanhas publicitárias que prometiam rejuvenescimento facial por até dois anos por meio da aplicação de fios de sustentação, técnica conhecida como fios de PDO.

Os fios de PDO (polidioxanona) são filamentos biodegradáveis utilizados em procedimentos estéticos minimamente invasivos para promover sustentação da pele e estimular a produção natural de colágeno.

Aplicados sob a pele por meio de agulhas ou cânulas, eles são indicados para reduzir a flacidez, suavizar rugas e melhorar o contorno facial. Com o tempo, os fios são absorvidos pelo organismo, enquanto o colágeno produzido ajuda a prolongar os efeitos do tratamento.

Segundo os autos, durante o procedimento foram implantados 12 fios de PDO. Poucos dias depois, ao retirar as fitas utilizadas no pós-operatório, a paciente afirmou ter percebido que o resultado estava muito distante do esperado.

Ela relatou deformidade facial, assimetria, hematomas, repuxamentos e a formação de nódulos sob a pele.

Ainda conforme a ação, a cliente retornou diversas vezes à clínica na tentativa de corrigir os problemas. Entretanto, as intervenções realizadas não resolveram as alterações estéticas. Diante da persistência das sequelas, ela procurou atendimento com outros profissionais e decidiu recorrer à Justiça.

Defesa da empresa

Na defesa apresentada ao Judiciário, a Royal Face Campo Grande e a Royal Face Franchising Ltda. sustentaram que não houve erro técnico durante o procedimento.

As empresas alegaram que a paciente havia sido previamente informada sobre os riscos inerentes ao tratamento e defenderam a inexistência de nexo de causalidade entre a aplicação dos fios de PDO e as sequelas apontadas pela autora.

Para esclarecer os fatos, foi determinada a realização de perícia médica judicial. O laudo técnico concluiu que o resultado obtido foi incompatível com o esperado para esse tipo de procedimento estético.

O perito identificou assimetria facial, nodulações e repuxamentos diretamente relacionados à aplicação dos fios de PDO, confirmando a existência de sequelas permanentes decorrentes da intervenção.

Sentença

Na sentença, o juiz destacou que as conclusões do perito não ficaram restritas ao exame clínico. Segundo o magistrado, o laudo foi reforçado por fotografias juntadas ao processo, por relatório dermatológico e até por áudios enviados pela própria profissional responsável pelo procedimento.

Nas mensagens, ela admite a necessidade de realizar uma nova intervenção para tentar "quebrar" parte dos fios implantados como forma de amenizar os problemas apresentados pela paciente.

Ao fundamentar a decisão, Marcel Henry Batista de Arruda ressaltou que procedimentos realizados exclusivamente com finalidade estética possuem obrigação de resultado.

Isso significa que o consumidor não contrata apenas a execução da técnica, mas o efeito prometido pelo fornecedor.

Para o magistrado, a publicidade veiculada pela clínica, que garantia rejuvenescimento facial, passou a integrar o contrato firmado com a cliente e criou uma legítima expectativa quanto ao resultado do tratamento.

Outro ponto destacado na sentença foi a responsabilização da franqueadora. O juiz aplicou entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual empresas franqueadoras podem responder solidariamente pelos danos causados aos consumidores quando participam da exploração da marca e do modelo de negócios utilizado pelas unidades franqueadas.

Ao julgar parcialmente procedentes os pedidos, a Justiça determinou a rescisão do contrato celebrado entre a paciente e a clínica, condenando solidariamente a Royal Face Campo Grande e a Royal Face Franchising Ltda. à restituição de R$ 2.240, valor pago pelo procedimento.

As empresas também deverão reembolsar R$ 350 referentes às despesas médicas comprovadas pela autora.

Além disso, a sentença fixou indenização de R$ 10 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos, totalizando R$ 22.590, acrescidos de correção monetária e juros legais, conforme os critérios estabelecidos na decisão judicial.

Na avaliação do magistrado, o conjunto de provas demonstrou que as sequelas suportadas pela paciente extrapolaram um mero dissabor decorrente de um procedimento estético, configurando efetiva violação aos direitos da consumidora e justificando a reparação pelos prejuízos materiais e extrapatrimoniais sofridos.

Arte e Cultura

Governo Federal já investiu quase R$ 15 milhões na cultura de MS

Os investimentos são destinados à construção de Centros de Arte e Cultura e dos MovCEUs em sete municípios do Estado

01/07/2026 14h30

CEU das Artes foi inaugurado em Campo Grande em 2025

CEU das Artes foi inaugurado em Campo Grande em 2025 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul já recebeu mais de R$ 14,87 milhões do Governo Federal em investimentos para a infraestrutura cultural no Estado desde 2023. 

Os recursos são para a implantação de novos Centros de Artes e Esportes Unificados, os CEUs da Cultura e para a ampliação da rede de equipamentos culturais itinerantes MovCEUs em sete municípios, beneficiando aproximadamente 1,47 milhão de pessoas. 

Ao todo, são quatro CEUs da Cultura sendo implementados nos municípios de Amambai, Campo Grande, Dourados e Naviraí, somando R$ 10,15 milhões em investimentos através do Novo PAC. Além do orçamento federal, o Governo do Estado anunciou o montante de mais de R$ 8,4 milhões para custear a construção dos CEUs nos municípios. 

Também foram implantados duas unidades do MovCEU, com recursos que chegam a R$ 1,22 milhão vindos do Novo PAC e do Ministério da Cultura. As unidades estão previstas para Aquidauana e Corumbá. 

Por fim, o CEU das Artes teve sua obra retomada em Campo Grande, com investimentos de R$ 3,5 milhões, sendo inaugurado no dia 19 de agosto de 2025. O espaço fica no Bairro Lageado, tem sete mil metros quadrados e compreende salas multiuso, biblioteca com telecentro, cineteatro com 125 lugares, pista de skate, equipamentos de  inástica, playground, quadra poliesportiva coberta, quadra de areia,
jogos de mesa e pista de caminhada. 

O CEU ainda conta ainda com espaço para funcionamento de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), compartilhado entre a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a Secretaria Executiva de Cultura (Secult) e a Fundação Municipal de Esporte (Funesp).

Nacional

Desde 2023, os investimentos federais em infraestrutura cultural no Brasil ultrapassam R$ 699,8 milhões, distribuídos em 372 municípios brasileiros. 

Esses investimentos contemplam a implantação de 225 novos CEUs da Cultura, mais a retomada de 23 obras dos CEUs das Artes e a expansão da rede MovCEU, onde 124 unidades serão financiadas pelo Governo do Brasil em todas as regiões do País. 

Os recursos serão distribuídos da seguinte forma:

  • Novos CEUs da Cultura: R$ 574,97 milhões;
  • Retomada de obras dos CEUs das Artes: R$ 54,01 milhões;
  • MovCEUs: R$ 70,82 milhões. 

Os maiores investimentos serão destinados à região Nordeste, que deve receber R$ 268,07 milhões. Em seguida, a região Sudeste terá R$ 149,98 milhões; o Sul recebe R$ 114,79 milhões; Norte, R$ 94,01 milhões; e, por fim, o Centro-Oeste, com R$ 62,74 milhões. 

CEU E MovCEU

 O CEU da Cultura é um equipamento público que integra arte, educação, esporte, lazer, meio ambiente e cidadania, com foco em comunidades em situação de vulnerabilidade social.

O MovCEU, por sua vez, é de uma van adaptada para levar cultura a pequenas cidades, assentamentos rurais e populações tradicionais em territórios afastados dos centros urbanos ou em áreas periféricas.

O veículo é equipado com biblioteca, estúdio para produção e edição audiovisual, óculos de realidade virtual, palco montável, projetor e telão, além de recursos que permitem a realização de apresentações, cinema ao ar livre e oficinas de formação artística e produção cultural.


 

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