Cidades

WNV

Perigoso para humanos, vírus do Nilo é encontrado no Pantanal

Perigoso para humanos, vírus do Nilo é encontrado no Pantanal

Laís Camargo

09/08/2011 - 15h00
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Hoje o Instituto Oswaldo Cruz divulgou um estudo que confirma o vírus do Oeste do Nilo (WNV, em inglês) em cavalos no Pantanal. Esta “nova” doença pode ser transmitida a humanos por meio da picada do mosquito infectado e causa a febre do Oeste do Nilo, problema em países da Ásia e África.

Na cadeia transmissora do vírus, o mosquito precisa ter se alimentado de aves infectadas, geralmente aves migratórias, por isso a doença se espalha. No continente americano, a doença chegou no final da década de 90 nos Estados Unidos e se espalhou rapidamente pelas Américas do Norte e Latina. O Jornal Correio do Estado publicou no dia 10 de outubro de 2004 matéria especial sobre a prevenção contra a doença, que já era preocupação mundial nesta época.

Há relatos recentes de que o vírus tenha chegado na Colômbia, Venezuela e especialmente na Argentina, onde anticorpos do vírus foram detectados em aves.O WNV foi isolado pela primeira vez na América do Sul a partir da análise de cavalos mortos por encefalite na Argentina, em 2006.

O doutorando Alex Pauvolid-Corrêa, que iniciou o estudo durante o mestrado do programa de pós-graduação de Medicina Tropical do IOC, fala em entrevista sobre a importância da investigação para a vigilância epidemiológica da doença no país e aponta os desafios a serem enfrentados para controlar a circulação do vírus no Pantanal:


Evidências sorológicas foram encontradas em cavalos do Pantanal. Além desses animais, outros reservatórios foram analisados? A investigação será estendida aos pássaros?
 

De acordo com o que vem sendo descrito em outros países onde há circulação de WNV, a busca por eventuais hospedeiros amplificadores de WNV no Brasil deve continuar sendo baseada em amostras de aves de áreas reconhecidas como rotas de migração para algumas espécies. A pesquisa deverá envolver não somente a pesquisa em espécies migratórias, como também em espécies residentes destas regiões que compartilham as mesmas condições ecológicas locais. A vigilância por WNV em aves que circulam no Pantanal seria muito importante, considerando as evidências sorológicas da circulação de WNV em equinos da região. A detecção de mortandade de diferentes espécies de aves foi utilizada como um importante marcador da circulação de WNV nos EUA. Entretanto, no momento, nossas análises estão sendo direcionadas para a tentativa de isolamento viral a partir de amostras de mosquitos coletados no Pantanal em diferentes períodos e anos.


O vírus não foi encontrado nos mosquitos analisados. Qual a explicação para este fato?


A detecção de arbovírus em mosquitos é difícil, mesmo em espécimes capturados durante epidemias. Normalmente, apenas um percentual muito pequeno dos grupos de mosquitos avaliados em um estudo é positivo. Considerando-se que na região existe uma grande flutuação das populações de mosquitos de diferentes espécies de acordo com a época do ano, um estudo mais abrangente envolvendo a captura de um maior número de espécimes em diferentes períodos e anos foi conduzido. As análises destas novas amostras estão em andamento para um melhor estudo da circulação viral em diferentes espécies de potenciais vetores.
 

Qual é o risco do vírus causar surtos ou até epidemias como as que já ocorreram no Hemisfério Norte? Existe algum fator que poderia alterar o perfil de propagação do vírus?


Estabelecer um risco para a ocorrência de surtos ou epidemias por arbovírus em um bioma, como o do Pantanal, que apresenta tantas características ecológicas peculiares e próprias, é difícil. Entretanto, considerando alguns fatos observados em outros modelos de transmissão vetorial de diferentes biomas, a degradação ambiental através do desflorestamento, plantação de pastos exóticos e modificação de coleções de água para atender a demanda da pecuária local poderiam alterar as sensíveis relações ecológicas em equilíbrio na região, o que poderia favorecer determinadas espécies potencialmente vetoras e consequentemente ser considerado como um fator de risco para a ocorrência ou intensificação de casos clínicos causados por infecção por arbovírus na região, principalmente em populações animais como equinos e aves, considerando a baixa densidade demográfica da região. Até o momento, a evidência sorológica da circulação de WNV no Brasil se restringe a uma determinada área do Pantanal brasileiro. Entretanto considerando-se a ocorrência de ciclos de transmissão de WNV em diferentes áreas urbanas nos EUA, a vigilância para a circulação de WNV em áreas urbanizadas no Brasil também precisaria ser considerada.

Fonte: Instituto Oswaldo Cruz
 

COXIM

Motociclista morre após fugir da polícia e sofrer queda durante perseguição

Condutor desobedeceu ordem de parada, percorreu cerca de 10 minutos em alta velocidade e caiu após perder o controle do veículo

12/04/2026 18h00

Motociclista morreu após perder o controle do veículo durante fuga de abordagem policial em Coxim

Motociclista morreu após perder o controle do veículo durante fuga de abordagem policial em Coxim Divulgação

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Um motociclista morreu após fugir de uma abordagem policial e sofrer uma queda durante perseguição, na região da Avenida Presidente Vargas, em Coxim. O caso ocorreu durante patrulhamento do Batalhão de Choque.

De acordo com informações da polícia, o condutor foi identificado trafegando em velocidade incompatível com a via. Ao receber ordem de parada, ele desobedeceu aos sinais sonoros e luminosos e iniciou fuga em alta velocidade.

O acompanhamento tático durou cerca de 10 minutos. Durante o trajeto, o motociclista realizou manobras consideradas perigosas, colocando em risco pedestres e outros motoristas. Em determinado momento, ele quase colidiu com uma testemunha que passava pelo local.

A perseguição terminou no cruzamento das ruas 11 de Abril e Júpiter, onde o condutor perdeu o controle da motocicleta e caiu.

A equipe policial acionou o Corpo de Bombeiros Militar e prestou os primeiros socorros, retirando inclusive o veículo de cima da vítima. No entanto, quando a Unidade de Resgate chegou ao local, o óbito foi constatado.

A perícia criminal e a equipe de trânsito foram acionadas para os procedimentos necessários. A motocicleta foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

Em nota, a corporação reforçou a importância de que ordens policiais sejam obedecidas, destacando que a desobediência pode resultar em situações de risco e desfechos graves.

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Previsão

Semana terá ligeira queda nas temperaturas e chuvas fortes em MS

Há alerta para ocorrência de tempestades, acompanhadas de raios e rajadas de vento no início da semana

12/04/2026 17h00

Há alerta de tempestades para a segunda-feira

Há alerta de tempestades para a segunda-feira Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A semana em Mato Grosso do Sul deve ter sol e variação da nebulosidade ao longo do período, com ligeira queda nas temperaturas, que devem ficar abaixo de 30°C na maioria das regiões do Estado.

Previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica a possibilidade de ocorrência de tempestades, que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento já nesta segunda-feira (12).

Há dois alertas vigentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), sendo um de perigo potencial de chuvas intensas e outro de perigo para tempestades em diversos municípios, incluindo Campo Grande.

Conforme os alertas, a previsão é de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos entre 60 e 100 km/h, e queda de granizo. Devido à estas condições, há risco de queda de árvores e alagamentos.

De acordo com o Cemtec, essa condição meteorológica é favorecida pelo intenso transporte de calor e umidade sobre a região, associado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica.

"Além disso, o deslocamento de cavados contribui para a formação de instabilidades em Mato Grosso do Sul. São previstos acumulados significativos de chuva, acima de 30 mm/24h, principalmente nas regiões sudeste e leste do estado", diz o órgão, em nota.

As temperaturas devem oscilar entre 19°C e 30°C nas regiões sul, Cone-sul e grande Dourados. Já nas regiões pantaneira e sudoeste, a mínima prevista é de 22°C e a máxima de 34°C.

Em Campo Grande, a mínima é de 20°C e a máxima não deve passar de 30°C.

Trimestre de calor e pouca chuva

No próximo trimes, que abrange o período de maio, junho e julho, Mato Grosso do Sul deve enfrentar chuvas irregulares, temperaturas acima da média e aumento da probabilidade de formação do El Niño, segundo previsão climática do Cemtec.

Conforme a análise climática sazonal, historicamente os acumulados médios de precipitação para o trimestre variam entre 100 e 300 milímetros na maior parte do Estado, podendo atingir de 300 a 400 milímetros no extremo sul.

Apesar desse padrão histórico, a projeção para este ano indica distribuição irregular das chuvas, com possibilidade de volumes acima da média nas regiões extremo norte e noroeste.

Em relação às temperaturas, a média histórica varia entre 18°C e 22°C em grande parte do território, com registros menores no extremo sul e mais elevados no noroeste.

No entanto, os modelos climáticos apontam para temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, o que pode resultar em dias mais quentes e períodos prolongados de calor.

Com relação ao El Niño–Oscilação Sul (Enos), os modelos mais recentes indicam 61% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno no trimestre analisado, com tendência de persistência e intensificação ao longo do segundo semestre de 2026, segundo o prognóstico.

A probabilidade é de que inicialmente o El Niño seja de intensidade fraca a moderada a partir do trimestre julho-agosto-setembro, com possibilidade de evolução para níveis moderados a fortes entre a primavera e o início do verão.

Esse conjunto de fatores pode favorecer a ocorrência de ondas de calor mais frequentes.

“A tendência climática para os próximos meses exige atenção e monitoramento contínuo, especialmente diante da possibilidade de consolidação do El Niño ao longo do ano”, destaca a equipe técnica do Cemtec.

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