Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Período de viagens natalinas começa com duas tragédias na BR-163

Na manhã desta quinta-feira (19), mais um acidente fatal aconteceu na "rodovia da morte" e vitimou duas pessoas; ontem, mãe e dois filhos morreram em colisão frontal com caminhão

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Mais um acidente fatal aconteceu na BR-163 neste período de viagens natalinas. Desta vez, duas pessoas morreram, em Bandeirantes, após invasão de pista contrária por parte de uns dos veículos, na manhã desta quinta-feira (19). Ainda não há identificação das vítimas.

Segundo informações, ainda prematuras, a colisão envolveu um Renault Oroch e um Volkswagen Saveiro, mas ainda sem apuração confirmada de quem foi o responsável pela fatalidade. A batida foi tão intensa que ambos os veículos ficaram destruídos e até com partes jogados pela pista.

Além de duas mortes, outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas à unidade de saúde de Bandeirantes. No local estão CCR MSVia, bombeiros e Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, mesmo sem interdição total, a concessionária alerta que o trecho sentido Sul do km 551 e 550 está no modo "pare e siga".

O Correio do Estado aguarda mais informações sobre o caso.

Segundo em 24 horas

O acidente, que envolveu uma caminhonete S10 e um caminhão, tirou a vida de três pessoas da mesma família na manhã desta quarta-feira (18), no km 719 da BR-163, próximo à cidade de Sonora, município distante 362 km de Campo Grande.

A mãe, identificada como Luzimar Costa da Silva, de 40 anos, e os filhos, Maria Eduarda Ruppenthal, de 19 anos, e Miguel Ruppenthal Gomes, de 10 anos, não resistiram e faleceram no local.

A família seguia em uma caminhonete com placa de Tangará da Serra (MT) quando o pneu de um caminhão, que transitava no sentido Coxim/Sonora, estourou. O condutor perdeu o controle da direção, invadiu a pista o que culminou na colisão frontal.

Segundo informações do Idest, o motorista do caminhão, identificado como Van Cristino dos Reis, de 48 anos, ficou ferido. A previsão era de que fosse transferido para Campo Grande, onde passaria por exames.

Já o condutor da caminhonete, Antenor Ruppenthal, de 59 anos, sofreu fraturas nos dois braços e no fêmur devido ao impacto da batida. Ele deve ser encaminhado a Rondonópolis (MT) para dar continuidade ao tratamento hospitalar.

Também estava na caminhonete uma criança de 7 anos, que sofreu escoriações leves. Ela permanece em observação no hospital, aguardando alta médica.

Média alta

De janeiro a outubro de 2024, a BR-163, rodovia que corta Mato Grosso do Sul da divisa com o Paraná à divisa com Mato Grosso, foi cenário de 709 acidentes, que resultaram em 57 óbitos.

Os números equivalem a uma média de 71 acidentes por mês, pior índice visto desde 2017. De janeiro a dezembro daquele ano, foram registrados 877 acidentes, uma média de 73 acidentes por mês.

Se comparados os óbitos registrados em acidentes, os números mostram que 2024 é mais mortal na rodovia. Os índices apontam para uma média de 5,7 mortes por mês, mais do que a média de 5,1 mortes mensais registradas em 2017. Nos 12 meses daquele ano, 62 pessoas morreram na BR-163.

O ano de 2017 marcou ainda o início de uma queda no número de acidentes. No entanto, em 2020 esses índices voltaram a subir.

Investimento

A rodovia não recebe investimentos desde 2017, quando a empresa solicitou o reequilíbrio do contrato. A CCR chegou a dizer em 2019 que não tinha interesse em permanecer com a rodovia e até cobrou a devolução de ativos da União, no valor de R$ 1,4 bilhão.

O acordo final para a manutenção da empresa na gestão só foi alcançado em 2023, e aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em novembro deste ano.

Com essa decisão, espera-se um investimento de R$ 12 bilhões, que incluirá a duplicação de 170 km da via, a construção de uma terceira faixa em outros 190 km e diversas obras adicionais.

Operações da PRF

A PRF começou, justamente nesta quinta-feira (19), a edição 24/25 da Operação Rodovida, que vai focar em atividades de educação para o trânsito visando na preservação da vida no trânsito.

A ação vai englobar as principais festividades desse final do ano até o primeiro trimestre de 2025, ou seja, feriados de Natal, Ano Novo, Carnaval e férias escolares.

Ainda, nesta sexta-feira (20), a PRF dará início a Operação Natal 2024, que segue nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul até a quarta-feira (25).

Policiais rodoviários federais estarão distribuídos em nove delegacias e 24 Unidades Operacionais para reforçar a fiscalização nos mais de 4 mil km que envolvem as onze rodovias federais do Estado.

Em nota, a PRF destaca que irá manter o reforço de fiscalização, principalmente com foco na “alcoolemia ao volante, velocidade e ultrapassagem", acompanhadas por câmeras de videomonitoramento, com o apoio da CCR.

*Colaborou Laura Brasil, Alison Silva Alanis Netto

**Matéria atualizada às 11h54 para acréscimo de informação

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EMERGÊNCIA

Estado reconhece emergência em Campo Grande por 180 dias após temporal

Decreto publicado nesta quarta-feira permite mobilização de órgãos estaduais e contratações sem licitação

16/09/2026 09h45

Vendaval que atingiu Campo Grande na noite do dia 10 provocou destelhamentos, quedas de árvores e danos à infraestrutura

Vendaval que atingiu Campo Grande na noite do dia 10 provocou destelhamentos, quedas de árvores e danos à infraestrutura Paulo Ribas

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Cinco dias depois de a Prefeitura de Campo Grande decretar situação de emergência por causa dos estragos deixados pelo vendaval que atingiu a cidade, o Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a medida e autorizou uma série de ações excepcionais para auxiliar na recuperação da Capital.

O decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel e publicado nesta quarta-feira (16), reconhece a situação de emergência pelo prazo de 180 dias nas áreas comprovadamente atingidas pelo temporal da noite de quinta-feira (10).

Na prática, a medida permite mobilizar órgãos estaduais para atuar na resposta ao desastre e na reconstrução das áreas atingidas, além de autorizar contratações emergenciais sem licitação, convocação de voluntários e campanhas de arrecadação para assistência às famílias afetadas.

A publicação ocorre no mesmo dia em que o governo federal também oficializou o reconhecimento da situação de emergência em Campo Grande, anunciado pela prefeita Adriane Lopes (PP) na terça-feira (15), depois de uma agenda em Brasília.

O prejuízo provocado pelo temporal é estimado inicialmente em pelo menos R$ 40 milhões, segundo a prefeita, mas o valor ainda pode aumentar à medida que avançam os levantamentos dos danos.

Entre os estragos contabilizados estão 37 escolas destelhadas, além da UPA do Bairro Universitário e da Esplanada Ferroviária. Dezenas de famílias também foram atingidas, enquanto quedas de árvores e danos à rede elétrica deixaram moradores sem energia durante o fim de semana.

No documento, o governo estadual considera que o temporal provocou “expressivos danos materiais, ambientais, econômicos e sociais”, com impactos em imóveis públicos e particulares, infraestrutura urbana e vias públicas.

Com o reconhecimento, todos os órgãos estaduais poderão ser mobilizados para atuar sob coordenação da Defesa Civil estadual nas ações de resposta ao desastre, reabilitação dos locais atingidos e reconstrução.

O decreto também permite a convocação de voluntários para reforçar o atendimento e autoriza campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade para auxiliar a população atingida.

Dispensa de licitação

Entre as medidas previstas no decreto está a possibilidade de contratação emergencial sem licitação para atender situações diretamente relacionadas ao desastre.

A dispensa poderá ocorrer quando houver urgência e risco de prejuízo ou comprometimento da continuidade dos serviços públicos, da segurança de pessoas, obras, equipamentos e outros bens públicos ou particulares.

Isso não significa, porém, uma autorização genérica para contratar sem licitação. O próprio decreto restringe a medida aos bens necessários ao atendimento da emergência e às parcelas de obras e serviços relacionadas à situação emergencial.

As obras e os serviços contratados nessa modalidade deverão ser concluídos em até um ano, contado da ocorrência da emergência, e os contratos não poderão ser prorrogados nos termos previstos pelo decreto.

O texto ainda prevê medidas para situações em que exista risco iminente à população.

Nesses casos, autoridades administrativas e agentes da Defesa Civil diretamente responsáveis pelas ações de resposta poderão entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar a evacuação imediata dos ocupantes.

Também fica autorizado o uso de propriedade particular em caso de iminente perigo público. Se houver dano ao patrimônio utilizado durante a operação, o proprietário terá direito a indenização posterior.

O decreto estabelece ainda que agentes da Defesa Civil ou autoridades administrativas poderão ser responsabilizados caso se omitam de obrigações relacionadas à segurança da população.

o governo federal também formalizou nesta quarta-feira o reconhecimento da situação de emergência.

A Portaria nº 3.065, de 15 de setembro de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros.

A publicação identifica Campo Grande, enquadra o desastre como vendaval, registra o Decreto Municipal nº 16.735 e informa que o pedido tramita sob o processo federal.

Município

O reconhecimento federal havia sido antecipado por Adriane Lopes na terça-feira, após reunião em Brasília para pedir celeridade na análise do pedido.

A agenda teve a participação do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e foi intermediada pelo deputado federal Vander Loubet (PT). Também participaram do encontro vereadores da Capital e representantes políticos de Mato Grosso do Sul.

“Nosso pedido foi prontamente atendido. Conseguimos o reconhecimento de emergência e vamos trabalhar com a recuperação dos estragos causados pelo temporal”, afirmou Adriane após a reunião.

A expectativa da administração municipal é de que o reconhecimento federal facilite a busca por ajuda humanitária e recursos destinados à recuperação dos danos.

 

Old School

Traficantes em Campo Grande ostentavam relógios de até R$ 100 mil

Ação determinou o bloqueio de bens e valores avaliados em R$ 75 milhões, além de cumprir 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva

16/09/2026 09h15

Relógios de luxo da marca Rolex foram apreendidos durante a Operação Old School

Relógios de luxo da marca Rolex foram apreendidos durante a Operação Old School Divulgação: Polícia Federal

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Em Campo Grande, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (16), a Operação Old School. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. 

A investigação apura a atuação de um grupo criminoso dedicado ao tráfico de drogas e lavagem de capitais. Além dos mandados, também foi determinado o sequestro de bens e valores dos investigados, no montante de R$ 75 milhões.

Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 kg de cocaína e 60 kg de haxixe. As imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram também espingardas, revólver, uma grande quantidade de dinheiro, inclusive escondido em uma bota, munições, correntes de ouro e relógios de luxo da marca Rolex, modelo Submariner Date, avaliados em torno de R$ 75 mil (seminovo) e R$ 100 mil.

A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal Estadual, pela Polícia Civil, pela Polícia Penal Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

Força Integrada IV

A Operação Força Integrada IV é uma ação nacional realizada simultaneamente em 24 estados da Federação, na manhã desta quarta-feira (16). As decisões judiciais determinaram bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais superiores a R$ 508 milhões, incluindo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens vinculados a organizações criminosas investigadas.

As forças de segurança miram alvos envolvidos no tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, formação de organizações criminosas violentas e a outros delitos do crime organizado.

São cumpridos 173 mandados de busca e apreensão e 106 de prisões, além de medidas cautelares patrimoniais e investigativas.

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