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COVID-19

Pesquisa que testa animais para Covid-19 precisa de voluntários

Realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul(UFMS), o estudo pretende analisar 100 residências
13/02/2021 11:40 - Thais Libni


A pesquisa PetCovid realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), para identificar a transmissão da Covid-19 de humanos para pets, vive escassez de voluntários.  

Realizando testes desde o início do mês de fevereiro, os pesquisadores sul-mato-grossenses  já acompanharam 9 animais de sete lares diferentes em Campo Grande. 

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O rastreamento do vírus em cães e gatos, deve ser feito em 100 animais de famílias da Capital, mas a pesquisadora coordenadora do estudo, Juliana Galhardo diz enfrentar problemas com o baixo número de interessados.

 "Precisamos de mais voluntários, já temos 3 agendamentos para a próxima semana, mas ainda é muito pouco para atingirmos a nossa meta, as pessoas não precisam sentir medo, o estudo visa ajudar", pontuou. 

Segundo a pesquisadora o projeto tem objetivo de entender por que alguns cães e gatos são contaminados por seus donos e outros não. 

"É  um projeto inédito aqui no Brasil, envolve seis capitais, e o principal objetivo é entender porque em alguns momentos existe a transmissão e em outros não. A partir do momento que conseguimos entender esses aspectos da saúde animal, podemos criar politicas públicas voltadas a zoonoses, os resultados dessa pesquisa vai nos fazer entender e saber lutar contra outras doenças". explicou a pesquisadora.  

Ainda conforme Juliana informa, os voluntários precisam estar em isolamento, com testagem positiva para o vírus a pouco tempo, e deve ter um gato ou  cachorro.  

"A pesquisa não tem custo nenhum, é tudo custeado pelo projeto, participar da pesquisa é contribuir com a ciência no Brasil, basta entrar em contato conosco pelo Instagram ou em nosso e-mail: petcovidufms@gmail.com", informou.  

De acordo com a coordenadora, o estudo busca analisar animais de 100 residências,  que passarão por duas coletas de amostras, com espaço de tempo de 15 dias de uma para outra,  totalizando 200 coletas. 

Em caso de resultado positivo, os pesquisadores poderão voltar até a casa para realizar o exame em outros animais da mesma família, para identificar novas infecções.  

A pesquisadora ainda ressalta que os cães e gatos não transmitem o vírus para seus donos, sendo os tutores os responsáveis pela contaminação dos pets. 

“ O nosso foco aqui é entender a dinâmica do ser humano com o seu pet e assim poder propor medidas de cuidado não só para a Covid-19, mas para outras doenças que as pessoas possam transmitir para seus bichinhos”, frisou a pesquisadora.

Participam do estudo, capitais como, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Cuiabá e São Paulo.  

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