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Segurança pública

PF já tirou de facções criminosas R$ 146 milhões neste ano em operações em MS

Valores são referentes a cinco ações feitas contra o crime organizado este ano, um dos mais ativos contra esses grupos

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Somente neste ano, em operações realizadas exclusivamente pela Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul, foram retidos de facções criminosas no Estado R$ 146 milhões em recursos provenientes, segundo a polícia, de ações criminosas.

De acordo com levantamento feito pela PF para o Correio do Estado, esse valor foi retirado de circulação em cinco operações realizadas neste ano contra facções criminosas com atuação em MS.

Conforme o superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, afirmou ao Correio do Estado em entrevista, este foi um dos anos com mais operações contra a atuação desses grupos no Estado.

D’Ângelo ressaltou que um dos motivos para esse cerco contra as facções criminosas no Estado é a maior integração entre as forças de segurança, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (Ficco-MS), parceria entre os órgãos de segurança estaduais e federais que foi estendida por mais dois anos, conforme matéria publicada nesta sexta-feira no Correio do Estado.

“É importante enaltecer que nessas operações a gente reativou parcerias com as forças estaduais e com as forças federais. Então, nós temos a Ficco, que é a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, da qual tanto está se falando hoje na mídia, em razão dessas ocorrências no Rio de Janeiro. É o modelo que o governo federal apresentou de união de esforço entre todas as forças estaduais e federais para combater o crime. Nós tivemos várias operações da Ficco e tivemos também operações integradas com a Receita Federal”, afirmou D’Ângelo em entrevista ao Correio do Estado.

OPERAÇÕES

Um dos exemplos de investigações contra facções criminosas foi a Operação Blacklist, deflagrada em maio deste ano, que mirou o tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo que tem grande atuação no Estado.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação descobriu que a facção de origem paulista levava cocaína da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para países da Europa – e um dos destinos era a capital da França, Paris.

A apuração da PF identificou que membros do PCC atuavam na fronteira de MS trazendo drogas e armas de fogo, que eram levadas para o estado de São Paulo, de onde parte da cocaína era encaminhada para a Europa.

“As investigações indicam que todos os envolvidos integravam organização criminosa ligada à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação coordenada dentro e fora de presídios. Há indícios de que pelo menos um dos alvos exercia função de comunicação interna da facção, repassando ordens e informações entre os membros presos e os em liberdade”, explicou a PF, em nota ao Correio do Estado.

Para o envio da droga ao exterior, a facção usava “mulas”, nome popularmente dado a pessoas que carregam pequena quantidade de drogas na bagagem ou, em alguns casos, ingerem o entorpecente.

A Polícia Federal afirma que, geralmente, essas “mulas” levavam de 9 quilos a 20 quilos de cocaína, entretanto, em uma das apreensões, uma pessoa que ia para Fortaleza foi encontrada com 30 kg da droga. Em outro flagrante, o destino era a capital da França.

Ainda segundo a PF, a investigação estimava, na época, que ao menos 90 “mulas” tivessem sido utilizadas pela organização para realizar o transporte de entorpecentes.

De acordo com a corporação, a estimativa é de que essas pessoas possam ter transportado mais de 1,5 tonelada de cocaína para o exterior.

LEI ANTIFACÇÃO

Apesar do valor em dinheiro apreendido da facção, pela lei em vigor atualmente, esse recurso não pode ser destinado aos fundos que atuam no financiamento da segurança pública, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que recebe apreensões derivadas do tráfico, e o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol), que custeia ações de inteligência, rastreamento financeiro e compra de tecnologia, antes que o processo contra o criminoso termine.

Ou seja, esses recursos só poderão integrar os fundos após o trânsito em julgado da condenação dos envolvidos com o tráfico de drogas.

Porém, a Lei Antifacção, aprovada pela Câmara dos Deputados nesta semana, pode dificultar ainda mais a obtenção desses recursos. Apesar de o texto inicial prever que os bens poderiam ser perdidos antes do fim da ação, a versão aprovada mudou essa parte no apagar das luzes e trouxe que, para que haja o perdimento de bens, será necessário que a PF ou o Ministério Público apresente uma ação civil independente da ação penal, o que pode causar morosidade no processo.

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LEVANTAMENTO

Bombeiros de MS estão entre os mais requisitados do País

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2025 a corporação fez 41,6 mil atendimentos de busca e salvamento, o 4º maior número entre os estados

23/02/2026 08h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Entre buscas e salvamentos na água, no céu e em rios, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBMMS) realizou 41,6 mil atendimentos em 2025, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ao jornal O Globo. Isso faz da corporação do Estado a quarta mais requisitada do Brasil.

Segundo dados do MJSP, publicado pelo jornal O Globo, os bombeiros de Mato Grosso do Sul só ficam atrás quando o assunto é busca e salvamento pelos Bombeiros no Rio de Janeiro (com 130,3 mil registros), em São Paulo (72,3 mil) e em Minas Gerais (61,5 mil casos) – todos registrados em 2025.

O curioso é que esses estados são muito mais populosos do que Mato Grosso do Sul. No caso de São Paulo, ele chega a ter 10 vezes mais habitantes do que MS. Porém, tem apenas 57,4% a mais em número de chamadas para o Corpo de Bombeiros.

Os registros de busca e salvamento englobam uma gama grande de atendimentos, que são dos acidentes de trânsito, quando há necessidade de retirada de vítmas, até as buscas por afogados nos rios do Estado.

Os dados do ano passado por MS são semelhantes a soma de ocorrências dos três estados da região sul do País, que juntos chegaram a marca de 44,9 mil atendimentos.

Com 41,6 mil casos de busca e salvamento em 2025, isso significa dizer que, no ano passado o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul registrou 114 ocorrências por dia nos 79 municípios do Estado.

COMPARATIVO

Conforme dados do Mapa da Segurança Pública, feito pelo Ministério da Justiça, o ano passado teve um número 16 vezes maior do que o registrado em 2024, quando apenas 2,5 mil buscas e salvamentos foram computados em Mato Grosso do Sul.

O número, porém, parece ser um ponto fora da curva em socorros feitos pelos bombeiros de MS, já que em 2023 foram computados 58,5 mil atendimentos deste tipo pela corporação.

A queda drástica de 95,56% nos dados levou Mato Grosso do Sul a apresentar a maior redução daquele ano entre os estados, seguido pelo Distrito Federal (-80,50%) e pelo Amapá (-25,69%).

Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul realizou mais de 41 mil atendimentos relativos a busca e salvamento no ano passado - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

BRASIL

Segundo dados obtidos pelo O Globo, os dados de 2025 representam um recorde no número de buscas e salvamentos realizados pelos bombeiros de todo o Brasil desde o início da série histórica feita pelo Ministério da Justiça, que começa em 2015.

Em todo o País, no ano passado foram feitos 510,3 mil atendimentos de busca e salvamento, números que representam quase o dobro do total de casos reportados em 2015 (287,6 mil). Isso significa dizer que, em média, uma ocorrência é informada por minuto no País.

Segundo a reportagem, entre os motivos do Rio de Janeiro liderar entre os estados nesse tipo de ocorrência está o fato de a região ter um grande pontencial turístico, com praias e também ter uma região serrana, com grandes encostas e morros, onde podem ocorrem desmoronamentos.

*Saiba

O quesito busca e salvamento dos bombeiros engloba afogamentos, resgates por deslizamentos de terras, soterramentos em silos, atendimentos a pessoas presas em ferragens de automóveis, socorro a animais, resgate de locais elevados, entre outros.

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tragédia

Acidente com tirolesa em casamento termina com dois mortos em Bonito

Jovens morreram eletrocutados e não afogados

23/02/2026 08h25

Açude em que ocorreu a tragédia

Açude em que ocorreu a tragédia Foto: redes sociais

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Dois homens, identificados inicialmente como Gustavo e Henrique, morreram após pularem de uma tirolesa, neste domingo (22), durante uma festa de casamento, em uma chácara localizada a 20 quilômetros de Bonito (MS), a 276 quilômetros de Campo Grande (MS).

Os jovens morreram eletrocutados e não afogados. Eles eram residentes em Vicentina (MS). Conforme apurado pela reportagem, Gustavo desceu a tirolesa, pulou em um açude e recebeu um choque elétrico.

Em seguida, Henrique entrou na água para salvar o amigo, mas também acabou levando o choque.

Ambos foram socorridos por convidados da festa e levados até o hospital pelo Corpo de Bombeiros (CBMMS).

Henrique não resistiu e faleceu na manhã de domingo (22). O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana.

Já Gustavo teve que ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande devido à gravidade do caso, mas, também não resistiu e faleceu na noite de ontem (22).

Possivelmente a água estava energizada por conta de algum fio elétrico que encostou no açude. A água é capaz de distribuir a carga elétrica facilmente, sendo um condutor perigoso, ampliando o alcance de choques.

As causas da morte serão apuradas pelas autoridades competentes. A Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para apurar os fatos e realizar levantamentos técnicos.

RECOMENDAÇÕES

A água é capaz de propagar a carga elétrica facilmente, sendo um condutor perigoso, ampliando o alcance de choques.

O Correio do Estado trouxe algumas recomendações em relação ao assunto:

  • Ao ouvir trovões, saia imediatamente de piscinas, lagos ou mar.
  • Em caso de enchentes, evite tocar na água, pois fios da rede elétrica podem ter caído
  • Se um aparelho elétrico cair na água, desligue a energia antes de tocá-lo.

* Com informações de Jardim MS News

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