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Polícia do Rio confirma morte do menino Juan e admite engano

Polícia do Rio confirma morte do menino Juan e admite engano

laís camargo

06/07/2011 - 18h00
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Desde o fim de junho Juan Moraes, 11 anos, estava desaparecido. Coincidentemente após uma operação policial na favela Danon, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). Hoje a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, anunciou nesta quarta-feira a morte do menino Juan e assumiu engano.

De acordo com a delegada, o corpo foi localizado no rio Botas, em Nova Iguaçu, na quinta-feira (30). Inicialmente a informação da polícia era de que o corpo localizado era de uma menina, mas exames de DNA comprovaram que se tratava da criança desaparecida.

Segundo Sérgio Henriques, diretor técnico-científico da Polícia Civil, a perita que fez o exame preliminar no corpo foi "precipitada" ao divulgar que se tratava de um corpo feminino e "vai responder à sindicância no tribunal".

O IML (Instituto Médico Legal) ainda prepara um laudo sobre o corpo de Juan, que estava submerso e em estado avançado de decomposição.

O titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Ricardo Souza, não confirmou se o menino foi baleado pelos PMs que participaram da operação. Ele disse que aguarda a realização de uma reprodução simulada da operação, na manhã de sexta-feira (8).

Ele disse que já tem as informações do localizador via satélite instalado nos veículos da PM que estavam no local.

Depoimentos

Os depoimentos dos 11 policiais militares investigados pelo desaparecimento de Juan duraram cerca de 13 horas e terminaram na madrugada desta quarta-feira, na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. O delegado Souza não revelou o teor dos depoimentos.

O objetivo da polícia é confrontar os relatos dos PMs com o trajeto percorrido pelos carros da corporação, de acordo com os dados do rastreamento via satélite.

Segundo a polícia, só quatro PMs participaram do confronto. Eles foram afastados das ruas e foi aberta uma sindicância para apurar o caso.

Juan sumiu durante confronto entre PMs e traficantes no último dia 20, na favela Danon. Seu irmão, de 14 anos, foi ferido e acabou desmaiando, mas diz que chegou a ver o menino ser baleado.

Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), moradores da região dizem que Juan foi colocado dentro de um carro da PM.

Com informações da Folha

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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