Cidades

Crime

Polícia identifica homem preso por tentativa de estupro no bairro Rita Vieira

A polícia espera que outras vítimas identifiquem o suspeito e procurem uma delegacia para registrar denúncia

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A Polícia Civil divulgou a imagem do homem preso por tentar estuprar uma corredora no bairro Rita Vieira em Campo Grande na última quinta-feira (1). 

Ele foi identificado como Entony Victor Xavier Martins e tem 24 anos de idade. 

De acordo com a Polícia, a intenção é que outras possíveis vítimas identifiquem o suspeito e registrem denúncia em uma delegacia. 

A vítima, de 42 anos, é escrivã da Polícia Civil e realizava sua atividade física pela avenida Rita Vieira de Andrade quando foi surpreendida pelo agressor. 

Segundo o boletim de ocorrência, inicialmente, ela acreditou se tratar de um roubo e tentou entregar o celular, mas o homem deixou claro que não queria o aparelho, e sim que ela o acompanhasse até uma área de mata próxima.

Sob ameaça de uma faca de cozinha, o suspeito tentou arrastá-la em direção a um terreno baldio. A ação foi interrompida por um policial militar do Batalhão de Choque que estava de folga e passava pelo local com familiares, retornando de um culto religioso.

O agente, identificado como soldado Guedes, percebeu a movimentação suspeita, parou o veículo e tentou abordar o homem, que ao ser confrontado largou a faca e tentou fugir para uma área de mata. Ele foi alcançado e contido com o apoio de populares que transitavam pela região.

Após ser detido, Entony confessou que saiu de casa com a intenção de “arrumar uma mulher para ter relação sexual”, mesmo tendo deixado a esposa grávida e um filho na residência e que tinha plena consciência de que estava cometendo um crime ao abordar a mulher. 

“Ele falou que tinha consciência do que estava fazendo, que a esposa estava em casa, grávida, e que saiu com a intenção de arrumar uma mulher para manter relação sexual. A alternativa que ele encontrou foi tentar cometer essa violência contra uma mulher que fazia atividade física”, destacou o subcomandante do Batalhão de Choque, Cleyton da Silva Santos em coletiva. 

Com o suspeito, foram apreendidos um gel lubrificante, usado para relações sexuais, e uma motocicleta Honda Fan utilizada na tentativa de fuga. 

Conforme o Batalhão de Choque, o homem não utilizava roupa íntima, não apresentava sinais de embriaguez ou uso de drogas e se mostrava consciente e orientado no momento da prisão.

Neste sábado (3), o suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. Ele vai responder por tentativa de estupro.

A Polícia Civil orienta que mulheres que reconheçam o suspeito procurem a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar ocorrência.
 

*Colaborou Alicia Miyashiro

VENEZUELA

Em Campo Grande, venezuelanos se reúnem para celebrar queda de Maduro

Prisão do líder autoritário representa para a população a esperança pelo fim da ditadura

04/01/2026 18h25

Participantes do movimento acreditam que esta era a única forma de tirar Nicolás Maduro do comando

Participantes do movimento acreditam que esta era a única forma de tirar Nicolás Maduro do comando

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Aos gritos de "Venezuela Libre", um grupo de venezuelanos se reuniu na Praça do Rádio, no centro de Campo Grande, na tarde deste domingo (4), para celebrar a transição de poder em seu país de origem, após o ditador Nicolás Maduro ser capturado por forças armadas dos Estados Unidos.

A Venezuela esteve sob o regime ditatorial desde 1998, quando Hugo Chávez foi eleito presidente. Seu sucessor, Nicolás Maduro, assumiu por mais 12 anos e 10 meses, totalizando quase três décadas de ditadura.

A queda de Maduro representa para os venezuelanos, pelo menos aqueles que estavam no movimento, a esperança pelo fim da ditadura. A expectativa agora é que haja uma transição democrática, através de eleições que não sejam fraudadas. 

Francisco José Mota, promotor de vendas de um supermercado e membro da Associação Venezuelana de Campo Grande (AVCG), vive com sua esposa, filha, neta e genro na Capital desde 2018. Ele conta que deixou a Venezuela devido a crise humanitária instaurada no país, com falta de comida, emprego, segurança e liberdade, após as eleições terem sido "roubadas".

"A gente teve que sair da Venezuela pela situação econômica, não tem liberdade de expressão para você falar, não tem aquela democracia que muitas pessoas falam que a Venezuela tem. Infelizmente tem muitos venezuelanos, milhões, lá fora procurando uma vida melhor, um futuro para seus filhos".

Participantes do movimento acreditam que esta era a única forma de tirar Nicolás Maduro do comando
Francisco (camiseta azul) e sua família no movimento que celebra a captura de Maduro / Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Para ele, o fato do governo dos Estados Unidos ter tirado Nicolás Maduro representa uma esperança de troca de governo, de sistema, para futuramente voltar ao seu país. Francisco acredita que o próximo passo a ser dado é passar o poder para Edmundo González Urrutia, exilado na Espanha desde outubro de 2024.

"Nesse caso, o primeiro passo foi tirar o ditador, mas ainda estamos esperando por uma nova etapa onde o sistema todo tem que sair da Venezuela, tem que passar o poder para o nosso presidente que foi eleito. Estamos esperando só ajeitar o caminho certo para ele voltar e assumir a transição democrática da Venezuela".

Ataque dos EUA era única opção?

Sobre a ofensiva dos Estados Unidos à base militar venezuelana, os participantes do movimento concordaram que esta era a única opção para tentar tirar Maduro do poder e esperam pelo apoio da comunidade internacional para assegurar que o ditador ou seus aliados não permaneçam no comando.

Participantes do movimento acreditam que esta era a única forma de tirar Nicolás Maduro do comando
Mirtha Carpio e Linoel Leal, presidente e vice da Associação Venezuela em Campo Grande / Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Linoel Leal, vice-presidente da AVCG, compartilha desta perspectiva.

"A gente, obviamente, não gostaria que acontecesse dessa forma. O que aconteceu na verdade é um processo que inicia uma transição necessária. Já saindo essa pessoa negativa, agora vamos restabelecer a paz, tirar os presos políticos que estão sofrendo tortura. Então, aí é onde nós estamos de acordo de que sim, era necessário ter [intervenção militar], de que Estados Unidos tivesse a mão dura, poi foi o único país que nos ajudou. Então, era a única forma. E agora, ambientalmente, podemos ter um país saudável e que pode levantar-se".

Apesar deste primeiro passo, Mirtha Carpio, presidente da AVCG, diz que a Venezuela não está completamente livre e ainda há muito trabalho a fazer.

"É uma transição muito comprida. Não podemos falar agora que vai acontecer tal coisa. Agora vamos para a transição. Entre os próximos passos está que a presidente interina faça um trabalho de coordenar, de levar a paz, de que haja outro tipo de construção, uma construção saudável para Venezuela. Isso que vamos querer".

Esperança 

A senhora Lourdes Montilla, que trabalha como atendente no Consórcio Guaicurus e cursa serviço social na Uniasselvi, relata que deixou a Venezuela há 8 anos, por causa da fome, apesar de possuir casa e carro, que vendeu para emigrar.

Participantes do movimento acreditam que esta era a única forma de tirar Nicolás Maduro do comando
Com amor por Campo Grande,  Lourdes Montilla está feliz trabalhando na Capital e levando uma vida mais tranquila do que na Venezuela / Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Dona Lourdes viveu durante cinco anos no Peru antes de se mudar para o Campo Grande com seus três filhos. Ela conta que sua mãe, irmão, primos, tios e amigos ainda estão na Venezuela, na cidade de Barinas, perto da fronteira com a Colômbia. 

Com a queda de Maduro, sua esperança é que a Venezuela agora esteja "livre da ditadura". Embora muitos venezuelanos que construíram "raízes" no exterior não voltem, ela planeja retornar à Venezuela em aproximadamente dois anos, não sendo possível agora.

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Cidades

União Europeia pede calma na Venezuela e defende respeito aos princípios do direito internacional

Comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros trabalham de forma coordenada para proteger cidadãos europeus no país

04/01/2026 17h41

União Europeia emitiu comunicado sobre a situação da Venezuela

União Europeia emitiu comunicado sobre a situação da Venezuela ONU/ Rick Majomas

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A União Europeia divulgou neste domingo, 4, uma declaração pedindo "calma e moderação de todos os atores envolvidos na crise na Venezuela, com o objetivo de evitar escalada de tensões e buscar uma solução pacífica" para a crise. O pronunciamento foi publicado pelo chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, por meio das redes sociais.

"A UE lembra que, em quaisquer circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da ONU devem ser respeitados", reforçou o grupo. O documento diz ainda que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade singular de defender esses princípios.

O bloco diz ainda que reiteradamente declarou que Nicolás Maduro carece da legitimidade de um presidente democraticamente eleito e que tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos, com respeito à soberania do país. "O direito do povo venezuelano de determinar seu futuro deve ser respeitado".

Segundo a UE, o bloco tem se articulado de maneira próxima com os Estados Unidos e parceiros regionais para apoiar o diálogo entre todas as partes envolvidas, em busca de uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica.

O comunicado também cita a preocupação com o crime organizado internacional e o tráfico de drogas, apontados como ameaças globais. Contudo, defende que esses desafios sejam enfrentados com cooperação internacional e respeito ao direito internacional e à integridade territorial.

A União Europeia pediu ainda respeito total aos direitos humanos e cobrou a libertação incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros trabalham de forma coordenada para proteger cidadãos europeus no país, incluindo os detidos ilegalmente.

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