A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande acatou pedido da defesa e determinou a transferência do pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, suspeito de matar sete pessoas. Não foi revelada para qual penitenciária o serial killer foi levado.
Conforme os autos do processo, o advogado do pedreiro, Jean Carlos Cabreira, alegou que estava sofrendo com agressões físicas e psicológicas; diligências da Polícia Civil foram feitas sem a presença do defensor; além de violações às prerrogativas do advogado.
Consultado, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) concordou com a defesa, que pediu que o serial killer fosse transferido para o Instituto Penal de Campo Grande. A promotoria também aceitou que o advogado do pedreiro esteja presente nas próximas diligências policiais.
Em sua decisão, o juiz Aluízio Pereira dos Santos acatou o pedido de transferência, mas deixou para o magistrado corregedor dos presídios a decisão sobre qual unidade receberá Carvalho. A decisão de Santos é datada de 22 de maio. Até então, o serial killer estava preso em uma cela do Centro de Polícia Especializada (Cepol).
CASO
Preso em 15 de maio, o pedreiro é suspeito dos assassinatos de José Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos, assassinado no dia 2 de maio; José de Jesus de Souza, 45; um homem identificado como Geraldo, 48 anos; outro identificado como Taíra, 74 anos; Flávio Pereira, 34 anos; Claudionor Longo Xavier, 48 anos; e Timóteo Pontes Roman, 62 anos.
Ele confessou os sete crimes e deve ser indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em todos eles. O pedreiro agia com frieza contra suas vítimas, e escolhia perfis semelhantes para atacar, característica que contribui para enquadrá-lo nos conceitos de psicopatia e de assassinatos em série.
O delegado Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH), fará um cruzamento nos dados da Polícia Civil de pessoas desaparecidas que se encaixam no perfil das vítimas escolhidas pelo pedreiro. “Acreditamos sim, que ele pode ter sido autor de mais crimes”, afirmou o delegado.