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POLÍCIA

Com 81 passagens pela polícia, homem que 'depenava' carros é morto pelo Choque

Ele é conhecido no mundo do crime por roubar veículos e desmontá-los desde 2010

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Homem, de 39 anos, que não teve a identidade divulgada, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na madrugada desta terça-feira (16), no bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande.

O criminoso tem 81 passagens pela polícia por roubo, furto, receptação, tráfico de drogas, entre outros crimes. Ele é conhecido por roubar veículos e desmontá-los desde 2010. Em algumas desmontagens, certas peças não interessavam a ele, então ligava para a polícia para indicar onde estava a carcaça que não utilizaria mais. 

Coronel Rocha, comandante do BPMChoque, em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (16). Foto: Marcelo Victor

Conforme apurado pela reportagem, um homem foi rendido por dois bandidos e teve o carro Chevrolet Onix roubado em uma conveniência, localizada na rua República Argentina, número 22, bairro São Jorge da Lagoa, às 4 horas da manhã desta terça-feira (16).

Policiais realizavam patrulhamento na região e avistaram um veículo, com as mesmas características, tentando entrar bruscamente em uma residência, que fica no mesmo bairro.

Os militares se aproximaram do local e confirmaram que se tratava do veículo roubado. Deram voz de abordagem ao autor, mas ele saiu do veículo e apontou a arma para a equipe.

Com isso, os policiais revidaram e acertaram o criminoso, mas ele ainda continuou apontando a arma para os militares, que foram obrigados a efetuar outro disparo.

O indivíduo foi baleado, desarmado, socorrido pelos policiais e encaminhado para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), mas, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

"A ocorrência chama atenção porque se trata de um autor bastante conhecido já no meio policial e conhecido na mídia, já em 2010 ele é pego em uma ocorrência de furto. Ele relata que furtava e roubava os veículos e entrava em contato com a própria polícia para indicar onde estaria deixando a carcaça ali, os restos aí que não eram de interesse dele. Então ele depenava ali o veículo e o resto ele ligava para a polícia para dar direção", explicou o comandante Rocha.

Na residência onde houve o confronto, foi encontrado um veículo desmontado que, após verificação, constatou-se ser um Chevrolet Kadett, produto de furto anterior. Perícia foi realizada no local juntamente com a delegada de plantão.

Os veículos foram entregues à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV-MS).

O caso foi registrado como Roubo, Homicídio na forma Tentada e Morte por Intervenção de Agente de Estado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

NÚMEROS

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 46 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, de 1º de janeiro a 16 de julho de 2024, em Mato Grosso do Sul.

Das 46 mortes,

  • 23 ocorreram em Campo Grande
  • 22 ocorreram no interior do Estado
  • 9 ocorreram em janeiro
  • 6 ocorreram em fevereiro
  • 13 ocorreram em março
  • 4 ocorreram em abril
  • 4 ocorreram em maio
  • 5 em junho
  • 1 em julho
  • 37 são homens
  • 7 não tiveram o sexo divulgado
  • 24 são jovens
  • 12 são adultos
  • 1 é idoso
  • 3 são adolescentes
  • 6 não tiveram a faixa etária divulgada

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

POLÍCIA

PRF prende vice-cônsul da Síria com carga ilegal em rodovia de MS

O caso foi registrado como descaminho e Márcio foi autuado em flagrante

29/03/2025 09h45

O valor total da carga não foi divulgado, mas cada iphone pode custar até R$ 15 mil

O valor total da carga não foi divulgado, mas cada iphone pode custar até R$ 15 mil FOTO: Divulgação PRF

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No final da tarde de sexta-feira (28), a Polícia Rodoviária Federal prendeu o vice-cônsul da Síria, Márcio Hanna Hanasi Youssef, que foi flagrado na BR-463, em Ponta Porã, transportando 576 iPhones, 28 relógios Apple Watch e 12 garrafas de vinhos importados.

De acordo com a PRF, os produtos foram comprados no Paraguai e não possuíam nota fiscal. Para a polícia, Márcio explicou que tem uma loja de eletrônicos em São Pulo, para onde levaria a carga, entretanto, ele mora em Campo Grande, motivo que fez a polícia desconfiar que a carga estava sendo trazida para a Capital.

A prisão aconteceu quando Márcio se deslocava entre Ponta Porã e Dourados, em um carro do consulado, quando passou por policiais da PRF e foi abordado. Diante do nervosismo dele, os agentes pediram para que ele abrisse o porta-malas, onde a carga foi encontrada.

Diante dos fatos, ele foi encaminhado, junto com os produtos, à sede da Polícia Federal em Ponta Porã, onde o caso foi registrado como descaminho e Márcio foi autuado em flagrante.

Márcio é sobrinho do cônsul da Síria, Kabril Yussef.

O valor total da carga encontrada não foi divulgado pela PRF, mas os iPhones no Brasil podem custar até R$ 15 mil, e os Apple Watchs entre R$ 2 mil e R$ 6 mil.

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SOB NOVA DIREÇÃO

Após caso Vanessa e "queda" de delegadas, DEAM ganha nova titular

Nomeação ocorre após a saída da delegada titular, Elaine Cristina Ishiki Benicasa e delegadas Riccelly Maria Albuquerque Donha e Lucélia Constantino de Oliveira, que atenderam Vanessa Ricarte horas antes de ser assassinada

28/03/2025 10h20

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) localizada na Casa da Mulher Brasileira

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) localizada na Casa da Mulher Brasileira GERSON OLIVEIRA

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Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) está sob novo comando: Fernanda Barros Piovano é a mais nova delegada titular. Ela já fazia parte da delegacia, mas como delegada adjunta.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS), por meio da Portaria “P” DGPC/MS Nº 304 e assinada pelo delegado geral de Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lúcio.

A nomeação ocorre após a saída da delegada titular, Elaine Cristina Ishiki Benicasa. Ela foi para a Diretoria Geral da Polícia Civil (DGPC).

Outras delegadas, Riccelly Maria Albuquerque Donha e Lucélia Constantino de Oliveira, que atenderam Vanessa Ricarte horas antes de ser assassinada, também foram dispensadas da DEAM. Ambas foram a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Campo Grande (DEPAC-CG).

As delegadas Cynthia Karoline Bezerra Gomes Tapias e Laís Mendonça Alves, que estavam na DEPAC, vão substituir as que saíram e, a partir de agora, vão atuar na DEAM.

Veja o trecho redigido no Diário Oficial:

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) localizada na Casa da Mulher Brasileira

Com isso, a partir de agora, as novas delegadas da DEAM são:

  • Fernanda Barros Piovano
  • Stella Paris Senatore
  • Analu Lacerda Ferraz
  • Larissa Franco Serpa
  • Karolina Souza Pereira
  • Marianne Cristine de Souza
  • Karen Viana de Queiroz
  • Rafaela Brito Sayao Lobato
  • Cynthia Karoline Bezerra Gomes Tapias
  • Laís Mendonça Alves

O secretário Antônio Carlos Videira, da Justiça e Segurança Pública, admitiu, nesta quinta-feira (27) durante coletiva de imprensa, que as trocas na DEAM foram resultado da comoção gerada pelo assassinato de Vanessa e por conta de uma série de outras reclamações sobre o atendimento no local.

CASO VANESSA RICARTE

Jornalista, Vanessa Ricarte, de 42 anos, morreu esfaqueada pelo noivo, Caio Nascimento, de 35 anos, em 12 de fevereiro de 2025, no bairro São Bento, em Campo Grande.

Eles namoravam há 4 meses e moravam juntos. Caio é músico, pianista e aparenta ser um "homem de Deus" nas redes sociais, tocando e cantando músicas evangélicas. 

Ele tem passagens pela polícia por roubo, tentativa de suicídio, ameaça e violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

A jornalista morreu quatro dias antes de seu aniversário. Ela era assessora de imprensa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Casa, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. 

Horas antes de morrer, Vanessa solicitou medida protetiva contra o autor na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Em seguida, voltou para casa e foi morta com golpes de faca.

De acordo com o Ministério das Mulheres, o percurso de Vanessa até sua casa não poderia ter ocorrido sem a escolta da Patrulha Maria da Penha, segundo o protocolo de avaliação de risco para mulheres em situação de violência e que orienta o atendimento na Casa da Mulher Brasileira.

O feminicídio escancara uma série de falhas do poder público de Mato Grosso do Sul no enfrentamento da violência contra mulher, mostrando que medidas precisam ser tomadas e o modelo de atendimento à mulher vítima de violência precisa ser reformulado.

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