Polícia

POLÍCIA

Dois são presos por descumprimento de medida protetiva no interior do Estado

As prisões aconteceram nas cidades de Dourados e Água Clara, respectivamente nos dias 3 e 4 de abril

Continue lendo...

Nesta semana, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu dois homens de 23 e 29 anos, por descumprirem medidas protetivas contra as ex-mulheres. As prisões aconteceram nos dias 3 e 4 de abril, nas cidades de Dourados e Água Clara.

O primeiro caso aconteceu em Dourados, há aproximadamente 250 quilômetros de Campo Grande, quando no dia 16 de março, uma mulher 27 anos, procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados para noticiar o descumprimento de medida protetiva de urgência por parte de seu ex-marido, de 29 anos.

Conforme o relato e as imagens das câmeras de segurança entregues à polícia, o autor foi até a residência da mãe da vítima, em Dourados, pilotando uma moto e filmando o veículo da vítima que estava estacionado na calçada.

Em depoimento, a vítima contou que saiu da residência e questionou sua presença, momento em que o autor deixou o local. Entretanto, antes de ir embora, ao ser alertado de que a polícia seria acionada, o suspeito ameaçou: “Pode chamar que você vai ver o que eu vou fazer”, disse.

A vítima, que possui medida protetiva vigente contra ele, lembrou do histórico de violência e ameaças por parte do autor, e ficou com medo. Por esse motivo, foi até a delegacia.

Diante da ameaça e do desrespeito à decisão judicial, foi representado pela prisão preventiva do autor, a qual foi deferida e cumprida na tarde ontem (03), em ação conjunta da Delegacia de Atendimento à Mulher e da Polícia Militar de Dourados.

O segundo caso aconteceu na manhã desta sexta-feira (04), em Água Clara, distante aproximadamente 200 quilômetros de Campo Grande.

Neste caso, a vítima relatou que estava dormindo quando acordou assustada com um barulho em sua janela, percebendo ser seu ex-companheiro, de 23 anos, que estava tentando abri-la.

Em depoimento, ela relatou que conseguiu fugir correndo para a rua, momento em que o autor a perseguiu com uma faca, ameaçando, dizendo: “Se você não voltar comigo, vou te matar”.

A equipe plantonista da Delegacia de Água Clara iniciou a busca pelo suspeito, que foi encontrado e preso preventivamente.

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia de qualquer violação às medidas protetivas e reforçam o compromisso com a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Assine o Correio do Estado.


 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

Continue Lendo...

Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

feminicídio

Homem mata namorada em SP e é preso em MS

César Ferreira matou Simone Trigueiro estrangulada na casa dela em Andradina (SP) e depois fugiu para Água Clara (MS)

27/02/2026 10h40

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio DIVULGAÇÃO

Continue Lendo...

César Ferreira da Silva assassinou a namorada, Simone Trigueiro, na tarde desta quarta-feira (26), no cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, Vila Mineira, em Andradina (SP), cidade que faz divisa com Três Lagoas (MS).

Ele matou ela estrangulada e asfixiada na casa dela. Ambos namoraram por oito meses.

Após o crime, fugiu em direção a Mato Grosso do Sul, mas foi capturado e preso, por policiais militares da 13ª Companhia Independente (13ªCIPM), em Água Clara (MS).

Conforme apurado pela mídia local, familiares estavam sem notícias há dois dias de Simone e estranharam seu sumiço. Com isso, foram até a casa dela e a encontraram sem vida, com sinais de estrangulamento e luta corporal.

Em seguida, acionaram a polícia. Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia, recolher indícios do feminicídio e retirar o corpo, respectivamente.

O autor do crime fugiu para Água Clara (MS), onde foi preso pela Polícia Militar.

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 13ª CIPM, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de feminicídio que estaria em deslocamento sentido Água Clara/MS. Uma equipe realizou diligências pela BR-262 e localizou o suspeito e realizou a abordagem, confirmando sua identidade durante a abordagem. Na ocasião, o autor declarou espontaneamente ter cometido o crime. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão e, posteriormente, ele foi apresentado na delegacia para as providências legais", informou a PMMS por meio de nota.

As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades competentes. O corpo da vítima será submetido a exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, 35 em 2024 e 30 em 2023.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).