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FRONTEIRA BR/PY

DOF apreende carreta bitrem 'recheada' com 12,3 toneladas de droga

Prejuízo ao crime é de R$ 30.775.000,00

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam uma carreta, com 12,3 toneladas de maconha, na tarde deste domingo (3), na MS-386, no Trevo Tagy, fronteira Brasil/Paraguai, em Aral Moreira, município localizado a 376 quilômetros de Campo Grande.

O veículo é um Scania semi-reboque bitrem conduzido por um homem de 44 anos. De acordo com o DOF, o prejuízo ao crime é de R$ 30.775.000,00. Imagens aéreas mostram a carreta repleta de entorpecentes. Veja a foto acima.

Conforme apurado pela reportagem, a droga e o veículo foram encaminhados a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron-MS), localizada em Dourados.

A ocorrência está em andamento e, por enquanto, as informações repassadas pela corporação são essas. Mais atualizações serão compartilhadas nas próximas horas.

A maior apreensão de maconha realizada em 2024 ocorreu em 27 de setembro, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 28 toneladas do entorpecente, escondidas em carga de milho, próximo ao município de Amambai, a 301 quilômetros de Campo Grande.

HISTÓRICO DE APREENSÕES

Em 13 de outubro de 2024, equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), apreendeu 1.332 kg de maconha, avaliada em R$ 2.515.000, na MS-156, em Amambai, município localizado a 302 quilômetros de Campo Grande.

Em 1º de outubro, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu quase 20 toneladas de maconha em um comboio de sete caminhonetes roubadas na MS-299, entre Sete Quedas e Japorã. 

Em 27 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 28 toneladas de maconha, escondidas em carga de milho, próximo ao município de Amambai, a 301 quilômetros de Campo Grande. Esta foi a maior apreensão de maconha em 2024.

Em 4 de setembro, Polícia Federal apreendeu 270 kg de cocaína (cloridato e pasta base), escondidos no fundo falso de um caminhão, em Dourados, município localizado a 229 quilômetros de Campo Grande.

Em 1º de setembro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 210 kg de cocaína, em Bataguassu, município localizado a 348 quilômetros de Campo Grande. 

De 21 a 29 de agosto, foram apreendidos 2.245 mil kg de cocaína em rodovias federais de Mato Grosso do Sul. 

Em 9 de agosto, a Polícia Federal (PF) interceptou 110 kg de cocaína e 50 kg de Skunk, em uma residência que servia de depósito de drogas em Campo Grande.

Em 1º de agosto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 413 kg de cocaína em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Em 30 de julho, policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) apreenderam 100 kg de cocaína em Dourados, município localizado a 236 quilômetros de Campo Grande.

Em 28 de julho, Polícia Federal (PF) apreendeu, durante fiscalização rotineira, 600kg de cocaína, em Brasilândia, município situado a 364 km de Campo Grande. Caso chegasse a ser comercializado fora do país, o carregamento renderia US$ 3 milhões (equivalente a R$ 17 milhões) ao crime organizado.

Em 26 de julho, em ação conjunta, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram 248,5 kg de cocaína e prenderam três homens em Campo Grande. O entorpecente estava no tanque de combustível do veículo, que transportava sucata.

Em 18 de julho de 2024, a Polícia Federal apreendeu 200 kg de cocaína em cilindros de oxigênio, na BR-262, em Terenos, município localizado a 31 quilômetros de Campo Grande.

Em 8 de julho de 2024, Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou 1.375 kg de cocaína em Paranaíba, município localizado a 407 quilômetros de Campo Grande. O carregamento vinha de Rondônia (RO). Esta é a maior apreensão do ano realizada pela força de segurança federal.

Em 12 de junho de 2024, a Polícia Federal capturou 370 quilos de maconha e 31 kg de cocaína no Posto Fiscal Pacuri, em Ponta Porã, município localizado a 312 quilômetros de Campo Grande.

Em 12 de junho de 2024, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO-MS) apreendeu 49 kg de cocaína distribuídos em 45 tabletes, no taque de combustível de uma SUV blindada, em Iguatemi, município localizado a 405 quilômetros de Campo Grande.

Em 5 de junho de 2024, a Polícia Federal apreendeu mais de meia tonelada de maconha em Naviraí, município situado a 358 quilômetros da Capital.

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

tragédia

Mulher que matou marido perdeu a irmã para o feminicídio há um mês

Nathaly afirma que agiu em legítima defesa pois "não queria ter o mesmo destino da irmã"

09/09/2026 10h15

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto Foto: Rio Verde News

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos - que matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos - é irmã de Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, morta em 6 de agosto de 2026 pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos.

A mulher matou o esposo com uma facada no peito em um bar localizado em Rio Verde (MS), horas após ser agredida e registrar boletim de violência doméstica contra ele.

Ela afirmou que agiu em legítima defesa pois “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

FEMINICÍDIO DA IRMÃ

Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi morta pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, em 6 de agosto de 2026, na frente da casa em que moravam, localizada na rua Joaquim Voltinha, bairro Santa Inês, em Rio Verde (MS).

Ela deixa dois filhos. Nathália foi esfaqueada com quatro golpes na região das costas, próximo a nuca.

Conforme apurado pela reportagem, na noite do crime, ambos saíram e, quando retornaram para casa, começaram a discutir.

Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra ela na calçada de casa e fugiu do local em uma motocicleta. Os dois filhos estavam dentro da residência, que fica nos fundos do terreno.

Jucimar ligou para um familiar dizendo que havia feito “uma cagada”, mas desligou o telefone logo em seguida. Minutos depois, familiares da vítima foram avisados sobre a morte.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas, ela faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 26 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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