Cidades

Imigração

População de venezuelanos em MS é maior que de paraguaios

Dados são do Censo Demográfico 2022. O número de paraguaios era predominante no estado desde antes de 2010.

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De acordo com o Censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de imigrantes vindos da Venezuela para Mato Grosso do Sul já é maior do que o número de imigrantes que vieram do Paraguai, país vizinho do estado. 

O "Censo Demográfico 2022: Fecundidade e migração: Resultados preliminares da amostra" mostrou que houve um grande crescimento dos estrangeiros que se mudaram para Mato Grosso do Sul desde 2010, quando foi a última contagem. De 14.679 imigrantes, foram contados, em 2022, 26.637, um aumento de 81,5%. 

O crescimento mais significativo foi o dos imigrantes Venezuelanos. Até 2010, havia um total de 16 indivíduos vindos da Venezuela no estado. Em 2022, nota-se um salto para 4.249 venezuelanos, consolidando a Venezuela como o principal país origem de imigrantes de MS, ultrapassando o número de paraguaios, de 3.065 indivíduos no estado. 

O terceiro maior número de imigrantes em Mato Grosso do Sul são os bolivianos, com 615 indivíduos residentes no estado, seguido pelos haitianos, com 435 moradores. Os colombianos são 217 residentes e japoneses, 161. 

Total de imigrantes em MS até 2022Dados: IBGE

Em Campo Grande, foram contabilizados 4.111 imigrantes morando na Capital. Destes, 830 são venezuelanos, o maior número de estrangeiros da Capital. Em seguida, vêm os que nasceram na Colômbia, 161, e no Reino Unido, que são 112 moradores. 

Brasileiros

Com relação aos brasileiros residentes em Mato Grosso do Sul, o estado tem uma população de 2.757.013 habitantes. Destes, 2.73 milhões são brasileiros e 635.996 não são sul-mato-grossenses. Entre estes moradores não naturais do estado, a maior parte veio de São Paulo (30.652), seguido por paranaenses (13.676) e vindos do Mato Grosso (10.262). Isso não quer dizer que as pessoas que vieram destes estados nasceram, necessariamente, nestes lugares. 

Pessoas que vieram de outros estados para MS Dados: IBGE

O estado é o 9º entre os estados com maior proporção de moradores nascidos em outras unidades da federação. 23,1% dos habitantes daqui não são naturais de MS. As cidades com maior percentual de habitantes vindos de fora são Chapadão do Sul (56,5%), Selvíria (49,9%) e Mundo Novo (47,6%). 

Em Campo Grande, da população total de 898.100 habitantes, 7.722 pessoas vieram do estado de São Paulo e 3.1847 vieram do Mato Grosso. Os que residiam em Roraima são a menor taxa de moradores, de apenas 52 morando na Capital. 

Emigrantes

O Censo também trouxe dados sobre os sul-mato-grossenses que não residem em Mato Grosso do Sul. Em cinco anos, 88.267 pessoas deixaram o estado para morar em outro lugar, enquanto 116 mil vieram para cá no mesmo período. 

Isso indica que a quantidade da população foi acrescida pelos imigrantes, e não negativada pelos emigrantes (que saíram do estado), resultando em um saldo positivo de 17 mil pessoas que entraram em MS, 0,64% da taxa de crescimento da população, a 7ª maior taxa de migração do país. 

 


 

Mato Grosso do Sul

Mocidade é campeã do carnaval de Corumbá em disputa equilibrada

Mesmo com perda de dois décimos, escola da Zona Azul confirma favoritismo, conquista o sexto título no grupo especial e transforma a avenida em manifesto cultural contra o racismo.

18/02/2026 21h28

Desfile da Mocidade, campeã do carnaval de Corumbá

Desfile da Mocidade, campeã do carnaval de Corumbá Silvio Andrade

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Epa Babá, Epa Babá
Na ponta da lança, minha salvação
O Quilombo Mocidade, asas da Liberdade
Onde o Racismo não tem perdão

O refrão do samba-enredo que ecoou nas arquibancadas e na pista da passarela do samba, de 700 metros, durante o desfile da escola, na segunda-feira, voltou a ser ouvido no início da noite, no circuito do samba, com a comunidade da Mocidade da Nova Corumbá comemorando a conquista do título de campeã. Mesmo penalizada com dois décimos, a escola confirmou seu favoritismo após realizar um desfile brilhante.

Também punida com dois décimos, a Império do Morro garantiu o vice-campeonato, com 159 pontos. Em terceiro lugar ficou A Pesada, com 158 pontos. As notas dos 16 jurados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, em oito quesitos, foram semelhantes para todas as dez escolas de samba, apesar da diferença expressiva nas fantasias, alegorias e baterias nas apresentações individuais durante os desfiles. Escolas pequenas, com enredo inferior, receberam nota 10.

A Mocidade da Nova Corumbá, que tem seu barracão na chamada Zona Azul (parte alta da cidade), conquistou seu sexto título no grupo especial, além de um campeonato de acesso, em 2010. Este ano, defendeu na Avenida General Rondon o samba-enredo “Mocidade grita forte, salve Tereza, rainha do quilombo, a voz da liberdade”, um tributo à escrava que liderou uma comunidade nos confins de Mato Grosso, no século XVIII.

A escola transformou o samba e sua apresentação em um manifesto cultural em uma cidade onde mais de 60% da população é afrodescendente. Durante o desfile, com fantasias luxuosas e alegorias bem acabadas, a campeã apostou na plasticidade e na evolução compacta para manter a energia do início ao fim, agitando as arquibancadas, onde o público passou a aplaudir e cantar o samba-enredo.

Na disputa entre os onze blocos oficiais, que desfilaram no sábado de carnaval, o título de campeão ficou com a Nação Zumbi, com 79 pontos. Na segunda colocação ficou Arthur Marinho, com 79,2 pontos, e, em terceiro, o Praia, Bola e Cerveja, com 78,6 pontos. As notas dos jurados dos desfiles dos blocos e das escolas de samba, lacradas em uma urna, ficaram sob a custódia da Guarda Municipal.

Fotos da comemoração do título pela comunidade da Mocidade presentes na apuração. Abaixo, o prefeito de Corumbá, Gabriel de Oliveira, entrega o troféu ao presidente da escola, Joilço Oliveira.

Balanço

Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

o Aeroporto de Campo Grande recebeu 3,15% a mais de viajantes, registrando 775.150 passageiros

18/02/2026 19h00

Aeroporto Internacional de Campo Grande

Aeroporto Internacional de Campo Grande ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Os aeroportos do Centro-Oeste receberam mais de 12,5 milhões de passageiros em 2025, 7,5% a mais do que em 2024.

O movimento é o maior registrado nos terminais da região em sete anos, segundo dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base no Painel de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em porcentagem, Sinop (MT) liderou o ranking em 2025. O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros.

A alta reflete as melhorias implementadas como a requalificação do pavimento da pista de pouso e decolagem e das taxiways (pistas de táxi), segundo a Centro-Oeste Airports, concessionária do terminal.

As outras quatro cidades com maior movimentação de passageiros aéreos no Centro-Oeste no ano passado foram Brasília, Goiânia (GO), Várzea Grande (MT) e Campo Grande (MS).

Na capital federal, o aumento foi de 10,13%, com fluxo de 8.173.860 viajantes no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek.

Na capital de Goiás, a movimentação no Santa Genoveva cresceu 9,47% com o trânsito de 1.913.579 viajantes. Em Várzea Grande, o Marechal Rondon registrou alta de 7,09% com 1.245.965 passageiros aéreos.

Por fim, o Aeroporto de Campo Grande recebeu 3,15% a mais de viajantes, registrando 775.150 passageiros.

A expectativa do governo é de que a região continue a registrar crescimento consistente nos próximos anos. "É desenvolvimento regional conectado ao crescimento do país. Fortalecer a infraestrutura aérea é mais eficiência logística e competitividade para quem produz. Também representa integração do campo com os mercados nacionais e internacionais", afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A partir deste ano e até 2027 serão investidos R$ 91 milhões nos aeroportos da região. Os recursos foram anunciados em dezembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos e integram a carteira pública de investimentos de aeroportos regionais.

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