Cidades

Decisão Judicial

Portal é condenado por apontar estudante como suspeito de homicídio no Paraguai

Publicação sobre a morte de Anderson Hugo expôs a residência do jovem e provocou questionamentos de amigos e conhecidos

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Um site de notícias sul-mato-grossense foi condenado a pagar R$ 15 mil por danos morais após associar indevidamente um estudante de medicina à suspeita de um homicídio ocorrido no Paraguai. 

A decisão é da juíza Sueli Garcia, da 10ª Vara Cível de Campo Grande, que também determinou que a publicação continue fora do ar e não seja republicada com conteúdo considerado ofensivo.

O estudante acusado morava em uma kitnet, onde compartilhava o local com o rapaz que foi morto. Após o crime, o jovem colaborou com as autoridades nas investigações e com a família, onde ajudou no reconhecimento do corpo e prestou suporte no procedimento de transferência do corpo para o Brasil. 

Após o acontecimento, o portal de notícias, publicou uma matéria sobre as buscas que foram realizadas pela polícia na residência onde a vítima morava. 

Porém a reportagem se referia ao colega que dividia a kitnet com o estudante assassinado e afirmava que ele “é considerado suspeito”, além de publicar uma fotografia do local, tornando assim fácil reconhecimento do rapaz por parte de amigos próximos. 

Embora o estudante não tenha tido seu nome e foto publicados, a postagem da foto de sua residência e a menção de que ele era um suspeito, foram suficientes para que ele recebesse mensagens de pessoas que o questionaram sobre a notícia e sobre o possível envolvimento no crime.

Segundo a magistrada, a publicação extrapolou os limites do direito de informar ao apontar o estudante como suspeito do homicídio, já que os documentos anexados ao processo não confirmam essa condição. 

De acordo com o registro da investigação paraguaia, ele prestou depoimento apenas como testemunha, e a autoria do crime era atribuída a pessoas ainda não identificadas.

O CRIME 

O estudante de medicina e enfermeiro paraibano Anderson Hugo Pereira Félix, de 29 anos, foi encontrado morto em 16 de outubro de 2022, em uma estrada de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. 

A perícia apontou traumatismo cranioencefálico provocado por uma pedra, e três suspeitos foram presos durante a investigação, que envolveu autoridades paraguaias e brasileiras. Entretanto, a motivação do crime e o desfecho judicial do caso permanecem sem esclarecimento público definitivo.
 

Operação Kathárisma

Polícia Federal prende faccionados do PCC em 8 municípios de MS

Os mandados foram cumpridos em Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande

08/10/2026 08h45

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul

O PCC atua, principalmente, na região norte de Mato Grosso do Sul Divulgação: Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Kathárisma, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava principalmente na região norte de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande.

Em Campo Grande, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais, sendo dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), a Máxima de Campo Grande.

A apuração investiga a atuação dos envolvidos para integrar a facção criminosa. As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo. 

O nome da operação, Kathárisma, tem origem grega que significa “purificação” e faz referência à ação de desarticulação da estrutura criminosa investigada.

renegociação

Prazo para aderir ao Refis de Campo Grande acaba nesta sexta-feira (9)

No caso de dívidas originadas até o final de 2018, o desconto de juros e multas chega a 90% se o contribuinte quitar a dívida

08/10/2026 08h38

Adesão ao programa de renegociação de débitos pode ser feita totalmente de forma digital, mas também pode ser feita no CAC

Adesão ao programa de renegociação de débitos pode ser feita totalmente de forma digital, mas também pode ser feita no CAC

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O prazo para adesão ao programa Regulariza CG, tradicionalmente conhecido como Refis, termina nesta sexta-feira (09). A iniciativa municipal oferta descontos de até 90% nos acréscimos legais para a quitação de débitos com a Prefeitura de Campo Grande. 

O acordo fiscal busca ampliar as possibilidades de regularização dos contribuintes, através de uma negociação que afasta riscos de cobranças administrativas, protestos de dívida e execuções fiscais judiciais. O sistema engloba pendências tributárias e não tributárias geradas até o dia 31 de dezembro de 2025. 

Os pagamentos à vista oferecem os maiores benefícios, com descontos de 90% nos juros e multas de dívidas originadas até o fim de 2018. O desconto passa para 70% nos débitos referentes aos anos de 2019 e 2020. Os exercícios de 2021 a 2025 obtêm 50% de redução. 

Os contribuintes com débitos atualmente parcelados conseguem abater 30% dos juros remanescentes em caso de quitação integral em cota única. O sistema veda novos fracionamentos para dívidas de acordos anteriores, restando apenas o pagamento à vista para esses casos. 

As opções de parcelamento continuam ativas até o último dia. A divisão em até seis vezes concede 40% de abatimento nos juros. Quem optar por pagar em até 12 meses estabelece 30% de dedução. A escolha pelo limite máximo de 16 parcelas resulta em 25% de desconto.  

A adesão funciona de forma totalmente digital pelo endereço eletrônico parcelamento.campogrande.ms.gov.br. O morador também encontra atendimento presencial na Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) ou utilizar os canais digitais de atendimento da Prefeitura, incluindo o WhatsApp (67) 4042-1320.

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