Cidades

DECRETO

Prefeito vai liberar restaurantes no fim de semana

Medida visa reduzir de pedidos por delivery, já que 37% dos leitos de UTI são ocupados por traumas

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O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou nesta quarta-feira (29) que neste fim de semana os restaurantes poderão funcionar normalmente, diferente do que aconteceu nos dois últimos sábados e domingos, quando estava em vigor um lockdown, com apenas atividades essenciais em funcionamento.

De acordo com o gestor, a medida será tomada para reduzir a circulação de deliverys, por conta do aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motociclistas. Dados da prefeitura mostram que a cada 100 pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), 40 são de casos de Covid-19, os outros 60 são ocupados, em sua maioria, por pessoas que sofreram um acidente de trânsito ou vítima de violência (37%), os outros 23% são de pessoas com causas naturais, como problemas cardíacos e pessoas com câncer.

“O coronavírus não dá para a gente reduzir, nós estamos tentando o máximo possível, as causas naturais também não estão ao alcance humano para a gente impedir que uma pessoa não tenha um derrame, não tenha um infarte. Aonde a gente pode tentar reduzir o número de ocupação de leitos? Seria nos traumas e nos atos violentos”, declarou o prefeito.

Ainda segundo o prefeito, hoje estão disponíveis 40 leitos em UTIs na Capital, porém, sem esses casos de acidentes e violência, a cidade teria 104 leitos do setor vazios. “Nesse fim de semana os restaurantes já vão estar autorizados a funcionar, para ver se com o funcionamento desses restaurantes, a gente diminui um pouco o serviço de delivery, porque em vez de pedir em suas casas, pessoas poderão ir aos restaurantes”.

Sobre os novos decretos, o prefeito afirmou que ainda não está nada fechado e disse que vai terminar os estudos técnicos sobre as medidas a serem tomadas a partir de sexta-feira (31), porém, ele afirmou não ser favorável a proibir a venda de bebidas alcoólicas no fim de semana. 

“A lei seca, por si só, não sei se seria um fator determinante. O que a gente está precisando e um pouco de consciência e responsabilidade coletiva. Agora, eu acho que a blitz ajuda, uma blitz educativa”. Conforme Trad, os acidentes de motocicletas aumentaram 58% na Capital e esse seria o foco dessas fiscalizações.

Sobre o horário de funcionamento dos restaurantes, o prefeito falou que deverá ficar estabelecido até as 21h, porém, o horário do toque de recolher deverá ser às 20h, mas já adiantou que há estudos que pedem que a medida seja antecipada.

“O toque de recolher até às 20h, esse nós não vamos mexer. Existem estudos técnicos para a gente trazer o toque de recolher para as 18h, porque as pessoas estariam antecipando o happy hour para curtir até as 20h. Mas não há nada certo ainda, o certo é que a gente precisa ter um movimento para reduzir acidente de trânsito, reduzir a circulação de motocicleta durante a noite, violência doméstica e ferimentos de arma branca e arma de fogos”, declarou o prefeito.

Doação de órgãos

Cirurgia de captação de órgãos em Dourados vai beneficiar três pessoas em MS e na região Sul

A última cirurgia nessa categoria realizada na hospital aconteceu em outubro de 2023

19/02/2026 17h00

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro Divulgação/Governo Federal

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O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UH-UFGD) realizou no início do mês de fevereiro uma cirurgia de captação de órgãos para transplante. A doadora, de 44 anos teve morte encefálica. A doação deve beneficiar três pacientes que irão receber o fígado e os rins doados. 

O procedimento foi realizado no dia 4 de fevereiro. 

A psicóloga hospitalar Larissa Beatriz Andreatta, que atua na Unidade de Terapia Intensiva do hospital explicou que a paciente estava internada na unidade de tratamento em estado grave desde o dia 27 de janeiro. Com a morte cerebral, a família foi acolhida e informada sobre a possibilidade da doação. 

Para a psicóloga, a Equipe Hospitalar de Doação de Transplante (e-DOT) acompanha todo o processo até a cirurgia, além de esclarecer dúvidas, capacitar profissionais do hospital e de outras instituições de saúde, além de promover ações de conscientização sobre o tema. 

“A Equipe é formada por profissionais que atuam no apoio para identificação e diagnóstico de potenciais doadores, notificação dos casos e acolhimento das famílias para a autorização”, explicou. 

Neste caso específico, a família aceitou a doação, pois a paciente já havia manifestado, em vida, o desejo de ser doadora. Mas, de acordo com a coordenadora da e-DOT no HU-UFGD/Ebserh, a enfermeira assistencial Ely Bueno da Silva Bispo, nem sempre é assim. 

“Ainda encontramos dificuldades, pois é um assunto pouco discutido em casa. Algumas famílias recusam a doação por desconhecer qual seria o desejo do paciente, por isso é fundamental avisar a família sobre o desejo de ser doador”, relatou.

Ely explicou que o processo tem a participação de vários profissionais, especialmente na captação dos órgãos. 

Tem a atuação Das equipes assistenciais das UTIs, das e-DOTs, do pessoal da Organização de Procura de Órgãos, que é um órgão executivo do Sistema Nacional de Transplantes, das equipes assistenciais que fazem a cirurgia de captação e muitos outros profissionais. Há uma logística muito grande para este trabalho”, resumiu.

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro

A cirurgia de captação durou cerca de três horas e foi feita por uma equipe de Campo Grande formada pelo médico-cirurgião Gustavo Rapassi, um instrumentador cirúrgico e um residente em Medicina, com o suporte dos profissionais e da estrutura hospitalar do HU-UFGD/Ebserh.

O fígado da paciente foi destinado a um paciente da Capital que já estava na espera a bastante tempo, e os rins foram disponibilizados pela Central Nacional para receptores no estado do Rio Grande do Sul. 

“Para qualquer modalidade de transplante, é fundamental que haja um doador e a gente tem tido muitas surpresas boas e novas aqui em Dourados, nesta área, graças a todo este trabalho em rede. Mesmo quando a gente não utiliza o órgão na região, disponibilizamos para que receptores de outras regiões do país se beneficiem”, explicou Rapassi. 

A última cirurgia de captação de órgãos feita no hospital universitário de Dourados aconteceu em outubro de 2023. Na ocasião, a família de um paciente de três anos, vítima de afogamento, autorizou a doação e os órgãos viáveis foram encaminhados para Minas Gerais, de acordo com a compatibilidade dos receptores. 

Lista de espera

Uma pesquisa referente ao primeiro semestre de 2025 feita pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), o veículo oficial da associação brasileira de transplante de órgãos, mostrou que 654 pacientes estão na lista de espera para transplante de órgãos em Mato Grosso do Sul. Destes, 13 são crianças. 

O levantamento referente aos meses de janeiro a junho deste ano aponta que, neste período, 297 pessoas entraram para a lista de espera no Estado. Os números começaram a ser levantados em 2016 pelo RBT. 

Segundo o relatório, em todo o Estado nos seis primeiros meses de 2025, foram enviadas 138 notificações a potenciais doadores. Destes, 77 realizaram entrevista para a doação e 42 recusaram. 

O órgão com mais pacientes em espera é a córnea, com 382 adultos e 12 crianças na lista. Em seguida, vem a espera pelo rim, com 241 pacientes. Em seguida, 16 esperam por um fígado e 3 por coração. 

"Neste primeiro semestre, as taxas de doação e transplante cresceram menos do que o projetado para o período e nos distanciaram um pouco dos objetivos previstos para este ano. A taxa de efetivação da doação (27,3%) permanece estagnada nos últimos anos, estando 14,7% abaixo da meta prevista para 2025 (32%). Apenas SC apresentou taxa de efetivação superior a 40%. Os maiores obstáculos são a persistentemente elevada taxa de não autorização familiar (45%) e de contraindicação médica (18%)", escreve o documento. 

Transplante de fígado

Mesmo com a estagnação na taxa de doação no País, Mato Grosso do Sul se destacou no procedimento de transplante de fígado. Menos de um ano após o início dos transplantes de fígado na rede pública, o Estado já ocupa a 4ª posição na lista entre os estados por milhão de habitantes. 

O sistema estadual de saúde passou a realizar esse tipo de procedimento a partir de julho de 2024. Assim, a marca no ranking representa um grande avanço para a Saúde sul-mato-grossense. 

Desde o início das operações, foram realizadas 45 cirurgias no Hospital Adventista do Pênfigo, tendo como responsável o cirurgião Gustava Rapassi e sua equipe. 

"A implantação do transplante hepático é um marco para o Estado. Em pouco tempo, conseguimos estruturar um serviço eficiente, com equipe especializada e suporte hospitalar adequado, oferecendo o procedimento dentro do próprio território e garantindo mais segurança e conforto aos pacientes", afirmou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo.

SEGURANÇA JURÍDICA

Câmara aprova mudança no Prodes e imóvel pode ser doado após 10 anos

Para o benefício da exclusão da cláusula de reversão do local acontecer, os empreendedores precisam cumprir integralmente os requisitos impostos pelo Município

19/02/2026 16h30

Votação aconteceu em discussão única, durante a 5ª sessão ordinária na Câmara Municipal

Votação aconteceu em discussão única, durante a 5ª sessão ordinária na Câmara Municipal Divulgação: Câmara Municipal de Campo Grande

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Na sessão ordinária desta quinta-feira (19), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, em única discussão, a atualização da Lei do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (PRODES), com o objetivo de modernizar a legislação que visa fomentar a economia local por meio da doação de terrenos e da isenção de tributos como: IPTU, ITBI e, em alguns casos, ISSQN para empresas que gerem empregos e investimentos. O Projeto de Lei Complementar 1.019/26 é de autoria do Executivo.

A mudança busca dar mais "segurança jurídica" aos empreendedores, pois viabiliza a “possibilidade de exclusão da cláusula de reversão dos imóveis, onde os beneficiários cumpriram rigorosamente os compromissos assumidos junto à municipalidade”, criando regras claras para que as empresas possam apresentar essa solicitação.

Com isso, se for constatado que o empreendedor cumpriu integralmente com os compromissos assumidos, poderá ser realizada o cancelamento oficial das pendências para se manter o imóvel. A medida pode ocorrer após 10 anos da celebração da escrituração do local incentivado, se este for localizado nos polos empresariais, e após 20 anos, se estiver fora deles.

A mudança também reforça a previsibilidade e a racionalidade administrativa do instituto, o que contribui para o equilíbrio entre a proteção ao erário e o incentivo à atividade econômica.

A nova versão da lei reforça o objetivo de atrair novos investimentos e incentivar a expansão de empresas já instaladas, ampliando a geração de empregos e renda em Campo Grande. Além disso, o texto aprovado fortalece a desburocratização do programa, facilitando o acesso também para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, ampliando o alcance do benefício para além das médias e grandes empresas.

O debate sobre aperfeiçoamento na Lei do Prodes acontece há bastante tempo na Câmara Municipal, com a participação de entidades como Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fiems, Fecomércio, empresários e secretários municipais.

Durante a 5ª sessão ordinária, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Epaminondas Neto, o Papy ressaltou a importância da votação, considerada histórica para a cidade e também destacou que a lei beneficia a Capital.

“Quando a cidade cria segurança jurídica e previsibilidade, o investimento vem, o emprego aparece e a renda gira. E quando a renda gira, o comércio do bairro vende, a indústria contrata, e a vida melhora lá na ponta”, ressaltou.

Ele enfatizou que se trata de uma lei estratégica para Campo Grande. Primeiro, por criar uma oportunidade extrafiscal para a cidade, que diante das dificuldades financeiras está impossibilitada de conceder novos incentivos para empresários que desejam investir na cidade. Desta forma, a doação de áreas, com as tarefas cumpridas conforme a lei, surge como uma oportunidade.

O segundo ponto salientando por Papy foi a necessidade de potencializar a industrialização de Campo Grande, que perdeu protagonismo e competitividade para os municípios do interior do Estado. 

“Campo Grande precisa urgentemente  ser uma Capital industrial. Precisamos de todas as forças para industrializar nossa cidade”. 

Para ele, essa medida é essencial para que a cidade aumente a sua participação no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cujo repasse vem caindo nos últimos anos.

A infraestrutura dos polos industriais e a celeridade na análise das consultas individuais propostas por empresários, formalizando a concessão de uso, também foi enfatizada.

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