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Prefeitura congela reajuste do IPTU e taxa de lixo em Campo Grande

Reajuste estava previsto para 10,05%, mas Marquinhos Trad resolveu congelar aumento e a taxa será a mesma deste ano, 2,65%

Gabrielle Tavares

09/11/2021 - 09h43

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), decidiu voltar atrás da decisão de aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 10,05% para 2022. 

Com isso, vai encaminhar para a Câmara Municipal que o reajuste não seja feito, em razão dos reflexos da pandemia.

Para o ano que vem, o valor será mantido ao mesmo deste ano, quando teve reajuste de 2,65%.

"Teremos reajuste zero do IPTU e da taxa de lixo para 2022 com a compensação na LOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para que a cidade não sofra nenhum tipo de perda de receita", destacou o prefeito.

Conforme projeto da prefeitura enviado para a Câmara neste ano, o orçamento do LOA está previsto em um total de R$4,7 bilhões para 2022.

No projeto, o valor previsto para 2022 é maior que o de 2021 e está em R$ 4.798.937.650,00, considerando que o orçamento se encaixa ao proposto pelas metas fiscais constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 

Durante discurso nesta manhã (9), Marquinhos levou em conta as dificuldades dos comerciantes, dos comerciários, falta de aumento do salário.

"Nós entendemos nesse momento de tempo, em razão da pandemia, nós entendemos que não seria justo a aplicação acima de 10% do IPTU e da taxa de lixo aos campo-grandense, é uma medida excepcional que nós estamos enviando à Câmara Municipal", destacou.

Trad lembrou que existe uma Lei que deve ser cobrado o IPTU como uma variação do Índice de preços no consumidor (IPCA).

"Como acontecia automaticamente quando chegava ao final de outubro, imediatamente já se enviava os valores para elaboração dos carnês", completou.

Serão cerca de 450 mil carnês a serem entregues no início de dezembro, a princípio sem reajuste.

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COMO FICARIA

Se caso, os 10,5% fosse aplicado, os valores ficariam da seguinte forma.

De acordo com a tabela publicada, em residências comuns, o valor mínimo cobrado do metro quadrado será de R$ 208,14, enquanto o máximo chega a R$ 3,6 mil.

Em condomínios horizontais, o preço varia de R$ 320 a R$ 3,6 mil, o metro quadrado.

Em prédios, o valor fica entre R$ 368,25 e R$ 3,8 mil.

Em Galpão, de R$ 124,88 a R$ 2 mil, o metro quadrado.

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