Prefeitura de Campo Grande prepara edital para contratação temporária de agentes de saúde e de epidemiologia. A medida tem como objetivo minimizar os problemas causados pela greve das categorias, iniciada há uma semana. A contratação emergencial seria mediante processo seletivo, para combate aos vetores da dengue e leishmaniose. Até sexta-feira haverá definição sobre a medida, informou o secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina.
A negociação entre as partes está parada: a categoria afirma que volta ao trabalho quando a prefeitura fizer uma proposta e o poder público, por sua vez, diz que não negociará com trabalhadores em greve.
De acordo com Paulo Cesar Ribeiro, do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp), ontem foi encaminhado à prefeitura um ofício contendo as reivindicações, que incluem a “equiparação da remuneração por produtividade, nos moldes da vigilância sanitária”.
“Não é aumento salarial, já que nossa data-base é abril. Queremos receber pelo trabalho de fiscalização que já realizamos”, afirmou o sindicalista, contabilizando 1.009 visitas a cada dois meses realizada pelos servidores públicos.
A prefeitura alega que “a administração municipal tem uma premissa: não negocia com categoria paralisada. A partir do momento em que voltarem ao trabalho e este fluir normal e regularmente, a prefeitura receberá, através dos órgãos competentes, as reivindicações para análise e posterior deliberação com o sindicato legalmente representativo dos referidos trabalhadores”.
Na última quinta-feira, o Tribunal de Justiça concedeu liminar determinando a volta ao trabalho. Nesta semana, o advogado da categoria, Gustavao Ferreira Santos, deve apresentar recurso, alegando direito de greve dos trabalhadores. (ST)
Fonte: Boletim InfoGripe Fiocruz


