Cidades

Fuso horário

Projeto de mudança de horário no Paraguai pode afetar moradores de MS

Na noite de ontem (26), os senadores paraguaios aprovaram o projeto de lei que vincula o horário do país ao horário de Brasília

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Os moradores da região de fronteira, que frequentemente enfrentam dificuldades devido às diferenças de fuso horário entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, enfrentarão ainda mais desafios nos próximos meses

Na noite desta quarta-feira (26), o Senado do Paraguai aprovou, com 25 votos a favor e 8 contrários, o projeto de lei com o objetivo de alterar a hora oficial do país, tornando o horário de verão permanente para todos os meses do ano.   

A mudança de horário pode desorganizar toda a rotina da população fronteiriça, especialmente para aqueles que atravessam a linha internacional para trabalhar ou estudar.

Conforme informações do Senado paraguaio, o objetivo desta mudança é unificar o horário em todo o país ao horário de Brasília. A medida pode beneficiar os moradores que residem entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, mas pode causar transtornos significativos em outras regiões, especialmente na linha de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai.

Isto porque o fuso de Mato Grosso do Sul é de uma hora a menos de Brasília.

Com o Paraguai se equiparanto ao de Brasília, Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, que estão separados por uma avenida, terão também uma hora de diferença e pode confundir ainda mais os moradores, pois as pessoas que atravessam a fronteira diariamente precisarão se adaptar às mudanças na rotina, o que pode levar algum tempo até se tornar um hábito regular
  

Projeto de Lei 

Na noite de ontem (26), a Câmara dos Senadores do Paraguai aprovou em sessão extraordinária o projeto de lei que altera o horário oficial do país, alinhando-o ao horário de Brasília.

Com essa mudança, poderá beneficiar ainda mais o comércio na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (PY). 

A matéria agora segue para análise da Câmara dos Deputados, que já aprovou um texto semelhante no ano passado. Caso a mudança de fuso horário seja aprovada no país, o Paraguai deixaria de estar uma hora atrás em relação a Brasília e também a Buenos Aires (ARG). 

De acordo com o documento, a mudança pode ainda mais integrar o comércio na região de fronteira entre países. Com a transição do fuso horário, o Paraguai passaria do atual fuso -4 GMT para -3 GMT, trazendo mais benefícios pelo melhor aproveitamento da luz natural no final do dia e reduzindo problemas de sobrecarga na rede elétrica do país.  

 

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OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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