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Reservado R$ 1 milhão para revitalizar Praça Ari Coelho

Reservado R$ 1 milhão para revitalizar Praça Ari Coelho

Redação

12/05/2010 - 00h38
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bruno grubertt e milena crestani

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, afirmou  ontem que reservou R$ 1 milhão para a reforma da Praça Ari Coelho. De acordo com informações do secretário de Governo, Rodrigo Aquino, o prefeito já autorizou abertura de licitação para contratar a empresa que será responsável pela revitalização do local, porém, ainda não tem definição sobre os custos da reforma.
O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, disse que ainda nesta semana ou começo da próxima terá concluído projeto para reforma da Praça Ari Coelho. Inicialmente, as obras estavam estimadas em R$ 500 mil. “Por conta das últimas decisões, como o fechamento da praça, teremos que promover mudanças no projeto e o valor vai mudar”, afirmou, o que confirma as estimativas do prefeito.
O secretário explicou que, no projeto inicial, estava prevista pavimentação e melhoria de todo o calçamento da praça, iluminação, parte hidráulica e reforma dos brinquedos. “Com a proposta de cercar a praça, vamos ter que discutir novamente o projeto para que essa medida seja adotada para adequar a uma praça central”, afirma De Marco. No projeto, ainda deve constar detalhamento da solução que será dada para a fonte luminosa, bem como aos banheiros, que estão fechados.
Nelsinho Trad afirmou ontem que não pretende demolir a fonte, hoje desativada, mas pediu aos responsáveis pelo projeto que contemplem o chafariz com estrutura que impeça o acúmulo de sujeira. “Dei a ideia de fazermos um espelho d’água no lugar, com um vidro por cima, para evitar a exposição da água parada. É um cartão postal da cidade”, disse Nelsinho, sugerindo que a fonte não será retirada do local.

Apoio
Quem trabalha ou costuma passar pela Praça Ari Coelho, na Capital, concorda com a ideia da revitalização  e com o fechamento do local durante a madrugada, por acreditar que a medida pode diminuir a criminalidade e o vandalismo, cenas frequentes na região central. A polêmica surge, porém, quanto à retirada da fonte luminosa do centro da praça – a maioria defende que a estrutura é um “cartão postal” e deve permanecer onde está.
“Se for para melhorar... Tem mesmo que fazer alguma coisa. Esta praça está muito feia”, disse o vendedor ambulante Carlos Jorge Leite, de 59 anos, que trabalha na praça.  Segundo ele, o fechamento do local durante a madrugada, uma das possibilidades estudadas pela prefeitura, vai diminuir a criminalidade. “É bom pra acabar com essa malandragem”, disse.
Ele se preocupa apenas com o tempo em que o espaço  onde instala seu carrinho de pipocas vai ficar fechado, durante a reforma. “Mas eles devem deixar abertas as pontas, não é? Porque tem os pontos de ônibus, aí a gente vai poder trabalhar ali”, analisa o vendedor. Já para a aposentada Marinalva Cândida, 40, fechar a praça “é o que mais precisa”. Isso porque o local, segundo ela, ‘é o foco” da criminalidade.
Sujeira
Quem trabalha na limpeza da praça comemorou a notícia da revitalização. “Para nós vai ser muito bom. Se fechar à noite, no outro dia vai ter menos sujeira”, disse o gari Silvério Gomes dos Santos, de 55 anos, que desde a semana passada cuida da conservação da praça.
A dona de casa Fátima Andrade, 47, concorda com o fechamento por ouvir as histórias do marido, que é gari e trabalha de madrugada na limpeza das ruas 14 de Julho e 13 de Maio. “Vai ser positiva. Está feia essa região”, reclamou.

Chafariz
A informação de que a fonte poderia ser retirada incomodou alguns campo-grandenses. “Acho que a fonte não pode sair daí não. Tem que fazer ela funcionar e colocar um guarda aí para cuidar”, disse Fátima Andrade.
“Não pode tirar não, mas tem que arrumar. Eu lembro que trazia meus netos para ver a fonte, aquela água bonita e agora não tem nada”, ponderou a vendedora Neuza Maria dos Santos, de 51 anos.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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