bruno grubertt
Relatório divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde confirmou 34 mortes causadas pela dengue até ontem em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. O número de casos notificados continua crescendo e já se pode dizer que a epidemia deste ano superou a de 2007, que até então era tida como a pior dos últimos tempos. Desde o primeiro dia do ano até o dia 15 de maio, período a que se refere o boletim divulgado ontem, haviam sido notificados 74.620 casos no Estado. O número é maior do que as 70.581 notificações registradas no primeiro semestre de 2007. Naquele ano, 18 pessoas morreram por complicações causadas pela doença.
Em comparação com o relatório da semana anterior, houve aumento das mortes confirmadas. O número subiu de 29 para 34 – 5 mortes a mais. Dos registros constantes no último boletim, 14 ocorreram em Campo Grande; 7 em Jardim e 6 em Dourados. Angélica, Glória de Dourados, Mundo Novo, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde e Três Lagoas registraram uma morte cada.
Ainda se encontram sob suspeita 17 mortes, sendo 8 em Campo Grande; 5 em Dourados, uma em Corumbá; uma em Juti; uma em Paranaíba e uma em Ponta Porã. Oito suspeitas de óbitos que poderiam ter sido causados pela dengue, e que estavam sob investigação pela Secretaria de Saúde, foram descartadas.
Notificações
Segundo a SES, além de Campo Grande, que tem 37.846 casos notificados, há oito municípios do interior em estado prioritário do combate à dengue – Bonito (com 567 casos), Corumbá (1.578), Coxim (603), Dourados (7.139), Jardim (1.591), Ponta Porã (921) e Três Lagoas (1.806). Esses municípios em monitoramento estratégico concentram 54,4% da população estadual, ou 1.284.735 pessoas, e 69,7% dos casos suspeitos da doença, ou 52.021 pacientes.
O município com menos notificações é Caracol, que até o dia 15 de maio tinha apenas 1 paciente com sintomas da dengue.
Tipos do vírus
De acordo com a análise dos resultados do monitoramento da circulação viral, realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado, os vírus DEN-1 e DEN- 2 circulam em vários municípios do Estado. As equipes de saúde estão atentas aos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados e Maracaju onde foram encontrados os dois tipos. O tipo 1, segundo o Ministério da Saúde, é o mais explosivo dos quatro, ou seja, causa grandes epidemias em curto prazo e alcança milhares de pessoas rapidamente. Existem quatro tipos do vírus causador da doença.
Justiça afirma que, sem fiscalização adequada dos serviços públicos, quem pode ser penalizado são os usuários do transporte coletivo - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado


