Cidades

cobrança de exames

SUS deve receber reembolso de R$ 1,4 bilhão de planos de saúde

No ano passado, a ANS obteve R$ 393 milhões junto aos planos de saúde

FOLHAPRESS

08/05/2015 - 19h20
Continue lendo...

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta sexta-feira (8) que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) deve cobrar cerca de R$1,4 bilhão em ressarcimentos de planos de saúde. O valor se refere a cobrança de exames e terapia de alta e média complexidade feitos em 2014 por usuários de planos na rede pública.

Anteriormente os planos só ressarciam o governo em internações hospitalares e procedimentos mais simples. Com a mudança, serviços como radioterapias, quimioterapias e hemodiálises feitos por usuários de planos na rede pública passam a ser computados e serão cobrados das operadoras.

As novas cobranças podem mais do que quadruplicar a arrecadação do governo com o ressarcimento de plano. No ano passado, a ANS obteve R$ 393 milhões junto aos planos de saúde com o pagamento de internações feitas na rede pública.

Toda vez que um beneficiário de plano de saúde usa a rede pública, a operadora se torna obrigada a ressarcir o preço do procedimento ao SUS. O valor é repassado ao Fundo Nacional de Saúde e usado em ações e programas estratégicos do Ministério da Saúde.

De acordo com o ministro, é a primeira vez que as operadoras deverão fazer reembolso por esse tipo de atendimento, que é identificado por meio da Apac (Autorização de Procedimento Ambulatorial).

"Se trata de cumprir a legislação e aperfeiçoar o processo. Já está previsto de ressarcimento daqueles serviços que são prestados pelos SUS as pessoas que tem planos de saúde. Não se trata de cobrar absolutamente nada do usuário, mas de fazer com que as operadoras devolvam aquilo que é prestado para os seus clientes e cumpram o que está previsto em contrato", disse o ministro. Chioro disse que a medida não vai gerar reajuste nos planos de saúde.

Outra medida que será implementada pelo governo é a cobrança de juros sobre os valores que devem ser reembolsados a partir da notificação enviada à operadora. Antes, a cobrança de juros era iniciada após o final do processo de avaliação do ressarcimento. Para o ministro, essa medida evita a demora no pagamento.

"Essa cobrança com juros vale para os novos procedimentos e para as internações que já eram ressarcidas. Agora os juros começam a correr a partir da notificação da operadora de plano de saúde. Assim medidas protelatórias e jurídicas que buscam atrasar o pagamento terão a incidência de juros.

Atualmente o tipo de intervenção mais ressarcida ao SUS é o parto normal, seguida do parto cesariano e dos atendimentos de urgência. No parto normal, o governo recebe R$ 443. Esses atendimentos podem custar o equivalente a 15% de uma quimioterapia - no caso de leucemia crônica, o custo é de R$ 2.939. A partir da nova medida o valor desse tipo de exames também terá que ser ressarcido ao governo.

Com isso, a agência prevê incremento de 149% no volume de procedimentos cobrados. Até agora, o cálculo do ressarcimento era feito somente com base no registro de Autorização de Internação Hospitalar, que gerou, em 2014, R$ 393 milhões arrecadados e R$ 196 milhões encaminhados à Dívida Ativa.

De acordo com dados nacionais do primeiro trimestre de 2014, as internações correspondem a 40% do total de procedimentos que geram ressarcimento, e as Apacs 60%. Em termos financeiros, isso significa uma estimativa de cobrança de R$ 173 milhões pelos exames e terapias de alta complexidade e R$ 181 milhões em autorizações de internações.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa os planos de saúde, disse em nota que vai aguardar a regulamentação das mudanças para se pronunciar.

Imunização

Mais quatro municípios de MS vão receber vacina contra chikungunya

Doses destinadas a Dourados serão realocadas para os outros municípios, que estão com incidência alta de casos prováveis da doença

06/05/2026 12h00

Vacinação contra chikungunya busca conter surto da doença em mais cidades do Estado

Vacinação contra chikungunya busca conter surto da doença em mais cidades do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ampliou a cobertura de vacinação contra a chikungunya  para mais quatro municípios de Mato Grosso do Sul: Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas. 

A expectativa é que as doses já seja distribuídas ainda esta semana, dando início à nova etapa de imunização no Estado. 

No entanto, não serão enviadas doses a mais para os novos municípios. As doses serão remanejadas das 45 mil destinadas inicialmente ao município de Dourados. 

Está prevista a disponibilização de 14.400 doses para os municípios incluídos na estratégia, sendo feita de maneira proporcional à população de cada município. 

Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a estratégia busca ampliar a proteção à mais locais de Mato Grosso do Sul. 

“Estamos atuando de forma estratégica para garantir que todas as doses disponíveis sejam utilizadas dentro do prazo adequado, ampliando o acesso à vacinação em municípios definidos pelo Ministério da Saúde. Essa medida fortalece a resposta do Estado frente às arboviroses e contribui para a proteção da população”, destacou.

De acordo com o último boletim epidemiológico da SES, divulgado no dia 30 de abril, os quatro municípios incluídos na estratégia estão com incidência alta de casos prováveis da Chikungunya. Sete Quedas lidera a lista, com 442 casos para uma população de 10,9 mil habitantes, ou seja, uma incidência de mais de 4 mil casos a cada 100 mil habitantes. 

Em todo o Estado, são 8.894 casos prováveis da doença e 3.997 casos confirmados. Apenas em Dourados, epicentro de casos, até a última terça-feira (5), eram 2.418 casos confirmados e 3.141 casos suspeitos. 

Mato Grosso do Sul concentra 14 óbitos em decorrência da doença, sendo 9 em Dourados, 2 em Bonito, 1 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Duas mortes estão em investigação. 

Recuo em aldeias indígenas

De acordo com os números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o avanço da Chikungunya em aldeias do município e no perímetro urbano, houve um recuo da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru. 

A redução pode ser observada na queda do número de notificações e atendimentos de pacientes com sintomas da doença.

Na segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e identificou quatro pacientes com sintomas da fase aguda da doença (entre 1 e 14 dias), seis na fase subaguda (15 a 90 dias) e nenhum caso na fase crônica (acima de 90 dias).

A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou realizar remoções hospitalares nem busca ativa de novos casos.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos, com três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Também não houve necessidade de encaminhamentos hospitalares, e foram coletadas três amostras para exames PCR.

Já a Equipe 2 contabilizou 29 consultas, sem registro de casos agudos, apenas cinco subagudos e um crônico, sem remoções.

No assentamento Nhuvera, localizado dentro da reserva, foram realizadas 29 consultas clínicas, sem identificação de casos na fase aguda. Três pacientes apresentaram sintomas da fase subaguda e não houve necessidade de encaminhamento hospitalar.

“Esse resultado é fruto das ações firmes definidas pelo COE, sobretudo os decretos de emergência e calamidade, que permitiram reforço na atenção à saúde, mutirões de limpeza, contratação de profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya na rede básica”, destacou o secretário municipal de saúde, Márcio Figueiredo.
 

IRREGULAR

MPE investiga irregularidade de horas extras em Secretaria de Assistência Social no interior

Denúncia anônima apontou favorecimento de servidores desde julho de 2025 para operar nos regimes de escala de sobreaviso

06/05/2026 11h48

Divulgação: MPMS

Continue Lendo...

O Ministério Público do Estado (MPE) divulgou por meio do Diário Oficial desta quarta-feira que investiga possíveis irregularidades no favorecimento de servidores públicos no cumprimento de carga-horária na Secretaria Municipal de Assitência Social de Bodoquena, a 265 quilômetros de Campo Grande.

Conforme o documento, três servidores lotados no órgão público estariam sendo beneficiados com a escala e funcionamento do sistema de sobreaviso e horas extras.

A denúnica anônima relatou que desde julho de 2025, os servidores estariam recebendo 100% de horas extras, com valores equivalentes a feriados e finais de semanas trabalhados de forma ininterrupta. Ainda informando que pelo tamanho da cidade não é necessário que três pessoas fiquem juntos à disposição para possíveis atendimentos.

No documento, foi indicado que a psicóloga Alinne da Silva Oliveira, bem como outros dois assistentes sociais Francielly Pereira dos Santos Espindola e Germânio Vieira dos Santos Silva cumpriram mais de 200 horas de sobreaviso na escala.

A investigação fornece documentos do mês de outubro, em que apenas os três servidores cumpriram carga horária extra, ou regime de escala. A psicóloga por exemplo, esteve 120 horas no período da escala de sobreaviso, mas realizou 5h27min de horas extras durante o mês.

Assim como ela, o outro assistente social também operou no mesmo regime, trabalhando nos quatro finais de semanas do mês, incluindo o feriados durante dois dias de final de semana (um sábado e um domingo), além de mais um feriado que ocorreu durante a semana.

No documento foram apresentados que ao final do mês ele operou no sistema de sobreaviso por 108h, mas cumpriu como hora extra 7h40min. Já a outra assistente social foi escalada de sobreaviso por 24h durante o mês, e cumpriu 6h24min.

O regime de pagamento para as horas extras acontece apenas se o funcionário for trabalhar, porém a denúncia aponta que com a escala apenas dos mesmos funcionários durante todo o mês impede que outros servidores também tenham a oportunidade de fazer hora extra. 

O MPE notificou a Secretária Municipal de Assistência Social do Município de Bodoquena, Karen Alves Barbosa Lopes, e busca apurar a possível irregularidade no cumprimento de carga horária de servidores.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).