Cidades

CARAVANA

Tereza Cristina acompanha viagem
do presidente Bolsonaro aos EUA

Depois de Washington, seguirá para Nova Iorque

MAPA

16/03/2019 - 13h43
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 A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) viaja neste domingo (17) para Washington, nos Estados Unidos, na comitiva do presidente Jair Bolsonaro, e depois segue para Nova York, onde terá uma série de eventos oficiais. A seguir, a agenda da viagem.

No domingo, a ministra embarca às 8h da manhã na comitiva do presidente Bolsonaro e chega a Washington às 16h. O primeiro evento será às 19h, um jantar do presidente e sua comitiva com formadores de opinião, na embaixada do Brasil em Washington. No dia seguinte, segunda-feira (18), a ministra terá uma reunião, às 11h30m, com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno. Ela será recebida no BID pelo diretor-executivo do Brasil no banco, José Guilherme Reis.

Em seguida, às 13h30m, Tereza Cristina participará do Brazilian Day Washington, no US Business Council, ligado a US Câmara de Comércio. Inicialmente, ela participará de uma mesa redonda com executivos de empresas americanas que têm interesses no Brasil. Depois, haverá um painel sobre oportunidades de investimentos, com a participação também dos ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Bento Costa Lima Leite (Minas e Energia), moderado pela CEO da Boeing no Brasil, Donna Hrinak. Às 16h45m, a ministra se junta à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que comandará o painel “O futuro da economia brasileira”.

Ainda na Câmara de Comércio, Tereza Cristina participará de um encontro de trabalho com autoridades e executivos americanos. E, depois, de um jantar com a presença do presidente Jair Bolsonaro e toda a sua comitiva.

Na terça-feira (19) pela manhã, acompanhará o presidente Bolsonaro na visita à Casa Branca. O presidente terá um encontro privado com o presidente Donald Trump e, depois, haverá almoço de trabalho com a participação de toda a comitiva. Em seguida, haverá uma declaração à imprensa. E, então, toda a comitiva irá a uma cerimônia de deposição de flores no Cemitério Nacional de Arlington.

À tarde, a ministra terá reunião com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, no Departamento de Agricultura. E depois seguirá para o aeroporto, para viagem a Nova York.

Na quarta-feira (20), a ministra será a convidada de honra em evento do Council of The Americas, no Hotel Plaza Athénée, com investidores e executivos internacionais. De início, haverá uma reunião com o CEO do Council of The Americas, Susan Segal, e depois um café da manhã privado com cerca de 20 pessoas. A ministra fará um pequeno pronunciamento e responderá perguntas dos participantes. No fim, haverá um espaço para a concessão de entrevistas à imprensa. Depois, Tereza Cristina participará de evento do Banco do Brasil em parceria com a Brazilian American Chamber of Commerce.

Na quinta-feira (21), a ministra terá um café da amanhã com executivos e empresários no The National Hotel, em evento promovido pela XP Investimentos. À tarde, viajará de volta ao Brasil.

Operação Iscariotes

Esquema milionário de contrabando tinha apoio de agentes da PRF, PM, Polícia Civil e Bombeiros

Ação da Polícia Federal e da Receita Federal mira grupo que atuava no contrabando de eletrônicos e na distribuição para outros estados

18/03/2026 07h53

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (18), que interditou o entorno do Camelódromo de Campo Grande, revelou a participação de agentes de segurança pública que facilitavam a entrada de mercadorias contrabandeadas no Estado.

A Operação Iscariotes é um desdobramento que ocorre simultaneamente em outras capitais e investiga crimes de descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.

A ação ocorre após investigação que indicou a atuação estruturada de um grupo criminoso especializado em facilitar a entrada de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado por meio de um esquema de importação fraudulenta.

Ainda conforme o levantamento, o grupo trazia as mercadorias sem qualquer documentação ou regularização necessária para o controle aduaneiro.

Após a entrada irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e o restante seguia para outras unidades da federação, tendo como principal destino Minas Gerais (MG), em entregas fracionadas misturadas a outras cargas ilícitas.

O trabalho de inteligência revelou que o grupo utilizava veículos modificados com compartimentos ocultos para ludibriar fiscalizações e facilitar o transporte e a distribuição das mercadorias ilícitas.

Também foram identificadas diversas condutas voltadas à ocultação e à dissimulação da origem criminosa dos valores obtidos com a atividade ilegal.

Participam da ação a Polícia Federal e a Receita Federal, por intermédio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul (Delefaz/MS), com apoio da Receita Federal do Brasil.

Participação de agentes de segurança

Agentes de segurança pública, aposentados e da ativa, como policiais rodoviários federais, policiais militares, policiais civis e até integrantes do Corpo de Bombeiros, atuavam no esquema fornecendo e monitorando indevidamente informações sigilosas extraídas de sistemas policiais.

Há suspeita de que o acesso aos sistemas, na condição de agentes públicos, era utilizado para favorecer o transporte das mercadorias dentro da atuação do grupo.

Durante a ação, as equipes envolvidas se depararam com flagrantes que confirmaram a participação de policiais.

Com autorização do Ministério Público Federal, a Justiça Federal expediu as seguintes medidas cautelares:

  • 31 mandados de busca e apreensão;
  • 4 mandados de prisão preventiva;
  • 1 mandado de monitoração eletrônica;
  • 2 afastamentos de funções públicas;
  • 6 suspensões de porte ou posse de arma de fogo;
  • indisponibilidade de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, no valor de R$ 40 milhões, incluindo:
  • sequestro de ao menos 10 imóveis;
  • sequestro e apreensão de ao menos 12 veículos;
  • suspensão das atividades de 6 pessoas jurídicas.

Ao todo, foram cumpridas cerca de 90 ordens judiciais, com a mobilização de mais de 200 policiais, nas cidades de Campo Grande (MS), Dourados (MS), Belo Horizonte (MG), Vespasiano (MG) e Montes Claros (MG).

A operação contou, ainda, com o apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros eventuais envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

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Impedimento

Farmácia Popular: ministério barra médicos após identificar mais de 3,5 mil receitas em 6 meses

Iniciativa cruzou as receitas utilizadas para dispensação de medicamentos com o número de registro dos médicos

17/03/2026 22h00

Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 17, os resultados de uma ação de controle e monitoramento do Programa Farmácia Popular do Brasil. A iniciativa cruzou as receitas utilizadas para dispensação de medicamentos com o número de registro dos médicos (CRM) e identificou 411 CRMs com mais de 3,5 mil prescrições, cada um, em um intervalo de seis meses.

Diante do volume atípico - a média no período seria de 120 receitas por CRM -, o ministério interrompeu a dispensação de insumos em 94 farmácias credenciadas e solicitou a suspensão temporária desses registros profissionais no programa.

Em seguida, a pasta fez uma nova análise dos CRMs para definir medidas administrativas.

Do total, 170 CRMs voltaram ao padrão normal de prescrições e seguem ativos, sob monitoramento. Outros 190 foram suspensos do programa de forma preventiva e só poderão ser liberados após apresentarem justificativa para o volume fora do comum; e 51 continuaram com indícios de irregularidades. Segundo a pasta, estes são ligados a 121 estabelecimentos que serão monitorados para averiguação.

"A suspensão é restrita ao Programa Farmácia Popular do Brasil e não impede que o profissional continue atuando normalmente em suas atividades", afirma o ministério. Aqueles com o registro suspenso devem entrar em contato por e-mail com a coordenação do programa para solicitar orientações.

A pasta diz ainda que "solicitou a adoção de providências para confirmar a autenticidade das prescrições emitidas e apurar possíveis indícios de uso indevido de CRM. As ações são realizadas em diálogo com os órgãos de controle e de classe, visando à retomada regular de prescrições".

Vale ressaltar que o preenchimento do CRM na receita é obrigatório para autorizar a entrega de medicamentos. O registro permite identificar qual médico fez a prescrição e vincular cada atendimento a um profissional específico.

Monitoramento

O Ministério da Saúde passou a adotar novos critérios de monitoramento do Farmácia Popular, como a frequência de retirada de medicamentos, a quantidade vendida em relação ao tamanho da população atendida e o uso de CPFs.

Com os novos critérios, mais de 9 mil farmácias foram descredenciadas do programa em 2025. Outras 5 mil estão com as atividades suspensas.

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