As declarações foram feitas pelo ministro da defesa de Israel, que comandou os ataques que resultaram no morte do líder anterior, no sábado
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta quarta-feira (4) matar o próximo líder supremo do Irã, independentemente de quem seja escolhido para o cargo.
"Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para dar continuidade e comandar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos e o mundo livre e os países da região e reprimir o povo iraniano será um alvo para eliminação", disse Katz, em publicação no X.
No sábado, 28, o ataque lançado pelos Estados Unidos e por Israel matou o aiatolá Ali Khamenei, que até então era o líder supremo do Irã. Na terça-feira, 3, as forças israelenses bombardearam um prédio que costuma abrigar reuniões da Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do novo líder supremo.
O regime iraniano informou, no entanto, que o imóvel estava vazio e que a reunião dos 88 aiatolás que fazem parte da Assembleia de Especialistas seria realizada virtualmente.
SÓ O COMEÇO
Enquanto isso, o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), disse nesta terça-feira que as forças americanas já atingiram quase 2 mil alvos desde o início da ofensiva contra o Irã, no sábado, 28.
Em vídeo publicado no X, Cooper afirmou que os bombardeios "danificaram severamente as defesas aéreas do Irã" e eliminaram centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones.
Em retaliação, as forças iranianas lançaram 500 mísseis e mais de 2 mil drones desde o início do conflito, segundo o almirante.
Cooper afirmou ainda que a operação já mobilizou 50 mil soldados, 200 caças e dois porta-aviões e que "mais capacidade está a caminho".
"Nós acabamos de começar", enfatizou o comandante do Centcom.