Cidades

BENEFÍCIO

TJ/MS vai pagar auxílio alimentação de 5% aos juízes

TJ/MS vai pagar auxílio alimentação de 5% aos juízes

EDIVALDO BITENCOURT

21/01/2012 - 00h02
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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) vai pagar, a partir deste ano, auxílio alimentação. O valor do benefício, regulamentado pela Resolução 58, publicada ontem no Diário Oficial de Justiça, representa 5% do vencimento dos magistrados, de R$ 930,50 a R$ 1.205,88, conforme o vencimento. O impacto mensal na folha de pagamento será de R$ 225 mil por mês, segundo o presidente do órgão, desembargador Luiz Carlos Santini.

O auxílio alimentação foi instituído por lei estadual, aprovada em dezembro do ano passado, e contempla pedido feito pela Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul). Assim como auxílio moradia, que representa 20% do salário, o novo benefício não será incorporado ao subsídio, não configura rendimento tributável nem sofrerá incidência de contribuição para a seguridade social.

Santini afirmou que o auxílio alimentação foi considerado legal pelo Conselho Nacional de Justiça e já é pago aos promotores de Justiça e aos funcionários do Poder Judiciário. Com a resolução de ontem, os 172 juízes e 30 desembargadores da ativa passam a ter direito ao benefício.

“O CNJ reconheceu como verba devida já que é pago aos promotores, procuradores e servidores do Tribunal de Justiça”, afirmou o presidente da Amamsul, juíz Olivar Augusto Roberto Coneglian. A entidade luta para estender aos magistrados outros benefícios usufluídos pelos integrantes do Ministério Público.

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TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

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Ajuda federal

Governo Lula destina mais de R$ 1 milhão para enfrentamento da Chikungunya em Dourados

Os recursos são voltados à ações de assistência humanitária, voltados ao enfrentamento da doença em regiões onde foi decretada situação de emergência

02/04/2026 15h30

Ações integradas buscam eliminar os focos do mosquito transmissor em Dourados e no Estado

Ações integradas buscam eliminar os focos do mosquito transmissor em Dourados e no Estado Divulgação/SES

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), liberou R$ 1,3 milhão para ações voltadas à assistência humanitária no município de Dourados devido ao aumento de casos de Chikungunya na região. 

 A portaria com a liberação do valor foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial da União. Na última terça-feira (31), o Ministério já havia reconhecido a situação de emergência na cidade. Assim, a União poderia enviar recursos ao município de forma imediata, sem a necessidade de um plano de ação prévio. 

Como parte das ações, uma equipe de técnicos da Sedec foi enviada à região para ampliar o apoio às defesas civis, municipal e estadual. 

Diferente do que se pensa, a Defesa Civil não atua somente em eventos extremos como enchentes, chuvas intensas e secas. Em situações que envolvem risco à saúde pública, como surtos de doenças e situações que envolvem risco à saúde pública, o Governo Federal pode agir para apoiar os estados e municípios. 

Em uma semana, foram confirmados mais 172 casos da doença na cidade e 553 casos prováveis. Com o avanço dos casos, a Secretaria Estadual de Saúde (SES/MS) vai destinar 46.530 doses da vacina contra a chikungunya para Dourados e Itaporã, cidades com grande crescimento de casos. 

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

Além do montante liberado especificamente ao município de Dourados, uma articulação dos deputados federais Camila Jara e Vander Loubet (PT/MS) destinou mais R$ 2,1 milhões vindos de verbas federais para conter a epidemia em Mato Grosso do Sul. 

A ajuda federal também prevê o envio e reforço do Exército Brasileiro para contribuir fisicamente nas ações. Ainda foi garantido o envio de equipes para a distribuição de cestas básicas e limpeza das caixas d'água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, diretamente impactadas pela doença. 

"Articulamos em Brasília o reforço do Governo Federal para conter o aumento dos casos. Neste momento, o que precisamos é da união entre o município e o estado para ampliar a força tarefa e ajudar a população. Estamos falando de vidas que estão sendo perdidas, essa união é fundamental e urgente", afirmou a deputada Camila Jara. 

No Estado

Mato Grosso do Sul já registrou 3.665 casos prováveis de chikungunya, sendo 1.764 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026, segundo o Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. 

Esses números colocam o Estado na liderança em incidência nacional da doença, com 125,3 casos a cada 100 mil habitantes. 

Ao todo, já foram registrados sete óbitos pela doença, sendo cinco em Dourados, uma em Bonito e outra em Jardim. Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Destas ocorrências, seis foram em março e apenas uma em fevereiro. 

Na série histórica (2015 - 2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17), porém ainda há nove meses pela frente. 

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 540 
  • Fátima do Sul - 502
  • Jardim - 234
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 59
  • Aquidauana - 44

Em todo o Brasil, são 22.165 casos prováveis de Chikungunya, 15 óbitos confirmados e 13 em investigação. 
 

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