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Tragédia da Boate Kiss completa 12 anos; relembre vítimas de MS

Incêndio resultou na morte de 242 pessoas e deixou 680 feridos; De MS, foram três vítimas e dois sobreviventes

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O incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que matou 242 pessoas, entre elas três sul-mato-grossenses, completa 12 anos nesta segunda-feira (27). Do Estado, houve ainda dois sobreviventes.

O incêndio na Boate Kiss ocorreu no dia 27 de janeiro de 2023 e, além das 242 mortes, houve 636 sobreviventes. Assim como ocorre desde então, a população se reuniu para homenagear os mortos e sobreviventes do incêndio na casa noturna.

Dentre os sul-mato-grossenses, a tragédia matou David Santiago Souza, 22 anos, que, apesar de nascido em Santa Maria, morou durante anos em Campo Grande com os pais e o irmão; a estudante de administração Flávia de Carli Magalhães, 18, nascida em Chapadão do Sul, e a estudante Ana Paula Rodrigues, 21, nascida em Mundo Novo, que passava férias na cidade.

Além dos mortos, os irmãos douradenses Donizete do Nascimento Júnior e William Nascimento, estavam na Boate Kiss e conseguiram escapar com vida da tragédia.

Em entrevista ao Correio do Estado pouco após o incêndio, Donizete afirmou que estava na área VIP e, quando o incêndio começou, a maioria das pessoas permaneceu no local, acreditando que a situação seria controlada. No entanto, as chamas se alastraram rapidamente a houve a correria em direção as portas de saída.

“Quando começou o fogo pequeno todo mundo achou que dava pra contornar e, como eu estava na área VIP, que fica logo a entrada, a esquerda, no mezanino, ficou mais perto da saída e quando eu vi o povo saindo e correndo para porta, eu não pensei duas vezes; saí correndo”, afirmou, na época.

Já do lado de fora, o cenário era de desespero.

"Algumas pessoas morreram com a mão esticada, tentando ajudar as pessoas, ou pedindo ajuda. Era muita gente se espremendo e as meninas, que usavam salto, acabaram ficando para trás”, afirmou, também em 2013.

Responsabillizações

O incêndio causou a morte de 242 pessoas e outras 636 ficaram feridas, no dia 27 de janeiro de 2013. Doze anos depois, quatro pessoas estão condenadas.

Em dezembro de 2021, foram condenados os ex-sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr (22 anos e seis meses de prisão) e Mauro Londero Hoffmann (19 anos e seis meses), além do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha. Ambos foram condenados a 18 anos de prisão.

O júri chegou a ser anulado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) em agosto de 2022, após a defesa dos condenados apontar nulidades no processo e no julgamento. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a anulação em 2022, mas, no ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão que havia anulado o júri, mantendo a condenação.

De acordo com a sentença, os sócios da Boate Kiss - Elissandro Callegaro  e Mauro Lodero Hoffmann, e os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, - integrantes da banda Gurizada Fandangueira - estavam cientes dos riscos do uso de fogos artifícios, que não poderiam ser acionados em ambientes fechados.

Também foi destacada na decisão a superlotação da casa, a falha dos equipamentos de segurança e a falta de treinamento dos funcionários para atuar em situações de emergência.

Incêndio

Na data da tragédia, a banda Gurizada Fandangueira fazia apresentação ao vivo na boate e, por volta das 2h30, acendeu um sinalizador de uso externo dentro da casa noturna. Faíscas do artefato acabaram incendiando a espuma que fazia o isolamento acústico do local. 

A queima da espuma liberou gases tóxicos, como o cianeto, que é letal. Essa fumaça tóxica matou, por sufocamento, a maior parte das 242 vítimas. 

Além disso, a discoteca não contava com saídas de emergência adequadas, os extintores eram insuficientes e estavam vencidos. 

Parte das vítimas foi impedida por seguranças de sair da boate durante a confusão, por ordem de um dos donos, que temia que não pagassem as contas. 

 

Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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