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Trânsito de Campo Grande teve menos acidentes, mas foi mais letal em 2024

Este ano, até ontem, 64 pessoas morreram na hora das colisões na Capital, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 53 mortes

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Mesmo com redução de 1,6 mil acidentes em relação ao ano passado, o número de pessoas que morreram nos locais das colisões em Campo Grande cresceu 20% no ano, o que mostra que os sinistros foram mais letais. 

De acordo com o Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), apesar do declínio do número total de acidentes, queda de 12.149 (de janeiro a dezembro de 2023) para 10.548 neste ano, o número de mortes no trânsito saltou de 53 para 64 entre janeiro e ontem. 

Conforme os números, do total de mortes registradas neste ano, 44 (68,75%) foram de motociclistas, 24 no primeiro semestre e outras 20 desde julho, além de 7 pedestres, 6 ciclistas, 3 motoristas e 4 passageiros. 

Segundo levantamento da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), 24 das 35 vítimas de acidentes fatais no trânsito de Campo Grande no primeiro semestre deste ano eram motociclistas, o que representa 68,57% dos acidentes do período. Neste segundo semestre (julho até novembro), essa média se manteve, com 20 das 29 vítimas de acidentes fatais sendo motociclistas, representando 68,96% das mortes.

No ano passado inteiro, 39 dos 53 mortos no trânsito campo-grandense eram motoqueiros, ou seja, 69,64%. 
Cabe destacar que os dados passados pelo BPMTran ao Correio do Estado foram compilados até o fim de 2023 e que, segundo o psicólogo da Agetran, Renan da Cunha Soares, representam apenas as mortes no local do acidente. 

Soares destaca que, apesar do elevado índice de mortes ser de motociclistas, é preciso muita cautela para atribuí-las à imprudência daqueles que se locomovem sobre duas rodas. 

“À primeira vista, temos de tomar cuidado com esse dado, porque corre-se o risco de atribuir essas mortes aos motociclistas por imprudência, porque se arriscam demais, quando as mortes podem estar atreladas muitas das vezes ao fator de vulnerabilidade dos condutores”, afirmou. 

Outro fator destacado pelo psicólogo foi o que classificou como a “motociclização da frota” de Campo Grande, ou seja, o alto índice de motos comparado ao porcentual total de veículos na Capital. 

Segundo o Soares, desde que a administração municipal passou a compilar números relacionados a acidentes de trânsito, em 2011, levantamento realizado por meio do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), o porcentual mais baixo de motociclistas mortos foi registrado em 2017 – 50% do total de óbitos no trânsito.

“Algumas das questões presentes são o uso de velocidade excessiva, falta de formação dos condutores ou condutores que utilizam veículos para os quais não têm a CNH correspondente, além do consumo de álcool”, disse ao Correio do Estado. 

O Soares destacou que o índice de mortes também se alinha à utilização do espaço público ou a sua má utilização. O psicólogo utilizou o exemplo das ciclovias para explicar. 
“Muitos ciclistas morriam em Campo Grande, em 2011, registramos 20 mortes, em 2023, com o aumento das ciclovias no município, esse número caiu para 7”, destacou. 

Para o profissional, a queda do número de mortes deve ser uma responsabilidade compartilhada entre condutores e gestão de velocidade, até porque a instalação de radares e gente para fiscalizar em todos os lugares é difícil. 

“Ninguém mais do que o sujeito é o mais interessado em sua própria segurança. Nesse sentido, é preciso internalizar esse comportamento”, complementou.

Questionado sobre o comportamento dos campo-grandenses em relação às demais capitais do Brasil, o psicólogo salientou que a comparação por vezes pode ser desmedida, em virtude de vários fatores, como questões culturais e de rotina. Para ele, a comparação interna dá conta de explicar os números. 

“A comparação que tem de ser realizada é conosco mesmos, registramos 132 óbitos em 2011 e 75 no ano passado, lembrando que não existe índice positivo, precisamos buscar que as pessoas não morram no trânsito, a pessoa que falece é pai de alguém, mãe de alguém, filho de alguém, mortes que precisam deixar de acontecer”, finalizou. 

FATALIDADE

Na segunda-feira, uma motociclista, identificada como Maria do Carmo, de 42 anos, morreu após sofrer um acidente na Avenida Guaicurus, na frente do Museu José Antônio Pereira, prensada entre dois veículos, um Fiat Strada da Águas Guariroba e um caminhão limpa-fossa.

Segundo apuração da reportagem do Correio do Estado, que esteve no local, a mulher parou com sua moto no semáforo entre os dois automóveis. Assim que o sinal abriu, o motorista do caminhão (que estava atrás dela) acelerou, fazendo com que ela fosse prensada no carro da frente.

Cidades

Prefeitura garante cão de apoio à pessoas com transtornos mentais

Vale lembrar que o cão deverá ter o adestramento de obediência básica e a isenção de agressividade comprovados por instituição ou profissional autônomo

02/04/2025 15h15

Prefeitura garante cão de apoio à pessoas com transtornos mentais

Prefeitura garante cão de apoio à pessoas com transtornos mentais Unsplash/ CreativeCommons/ Ryan Stone

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A partir de agora, pessoas que possuem transtornos mentais acompanhadas de cão de suporte emocional, terão o  direito de ingressar e de permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados, transporte público e em estabelecimentos comerciais situados dentro de Campo Grande. A informação foi publicada nesta quarta-feira (02), no Diário Oficial do município. 

No entanto, para a identificação da pessoa com transtornos mentais é necessário apresentar atestado emitido por um psiquiatra ou psicólogo indicando o benefício do tratamento com o auxílio do cão de suporte emocional, devendo o atestado ser renovado a cada nove meses.

É importante ressaltar que para se encaixar dentro da Lei, o cão de suporte emocional é de responsabilidade de seu dono e deve ter o adestramento de obediência básica e a isenção de agressividade comprovados por instituição ou profissional autônomo, através de certificado contendo o nome e o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do centro de treinamento ou o nome e CPF do instrutor autônomo.

A identificação do cão de suporte emocional deverá ser apresentada da seguinte maneira: 

  • I - crachá da cor branca afixado no colete, contendo nome do tutor, nome do cão, fotografia e raça; 
  • II - colete da cor vermelha com a identificação de “suporte emocional”; 
  • III - carteira de vacinação atualizada, com comprovação da vacinação múltipla e antirrábica, assinada por médico veterinário; 
  • IV - certificado do adestramento mencionado no art. 4º desta Lei. 

Fica proibido a entrada dos cães em locais em que seja obrigatória a esterilização individual.  

Por fim, é vedada a cobrança de valores, tarifas ou acréscimos vinculados, direta ou indiretamente, ao ingresso ou à presença de cão de suporte emocional nos locais previstos no art. 1º, sujeitando o infrator ao pagamento de multa fixada pelo Poder Executivo Municipal.

Também fica vedada a utilização do cão de suporte emocional de que trata este Lei para fins de defesa pessoal, ataque ou quaisquer ações de natureza agressiva, bem como para a obtenção de vantagens de qualquer natureza.

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EXPOGRANDE 2025

Expogrande começa nesta quinta-feira com show de Matogrosso e Mathias

Além de shows regionais e nacionais, a feira contará com atrações para as crianças, leilões e oportunidades de negócios

02/04/2025 14h39

Expogrande contará com shows e outras atrações

Expogrande contará com shows e outras atrações FOTO: Divulgação Instagram

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Já está quase tudo pronto no Parque de Exposições Laucídio Coelho para o início da 85ª Expogrande 2025, que começa na quinta-feira (03), com show da dupla Matogrosso e Mathias, e contará com uma área específica de entrada franca.

Além disso, nos dias 6 e 13 de abril, o acesso à feira e aos shows do dia serão gratuitos. No dia 6, quem se apresenta é a banda Jota Quest, e no dia 13, duplas sertanejas locais sobem ao palco. Nos dias sem portões abertos, a visitação à feira custará R$ 20, com a bilheteria cobrando após às 15h.

O tradicional evento da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul) terá dez dias de programação com shows regionais e nacionais. Conforme a associação organizadora do evento, a expectativa financeira é pelo menos, repetir o desempenho financeiro do ano passado, que foi de R$ 577 milhões.

Os ingressos podem ser adquiridos pela internet, através do site https://www.ingresse.com/, com exceção dos ingressos para o show da dupla Jorge & Mateus, que estão sendo vendidos no site Q2 ingressos.

Confira a programação:

  • 3 de abril (quinta-feira): Matogrosso & Mathias
  • 4 de abril (sexta-feira): Matuê, Teto, Wiu, Brandão (30PRAUM)
  • 5 de abril (sábado): Chitãozinho & Xororó
  • 6 de abril (domingo): Jota Quest (ENTRADA FRANCA)
  • 11 de abril (sexta-feira): Jorge & Mateus
  • 12 de abril (sábado): Hugo & Guilherme, VH & Alexandre
  • 13 de abril (domingo): João Haroldo e Betinho, Alex e Ivan, Victor Gregórioe Marco Aurélio (ENTRADA FRANCA)


PARA AS CRIANÇAS

Para também garantir a diversão e entretenimento das crianças, a Expogrande 2025 trouxe mais uma vez a Fazendinha, que é um espaço interativo com pequenos animais, onde a criançada poderá brincar e interagir com os animais no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

Expogrande contará com shows e outras atrações

Está confirmada a presença de pôneis, mini pôneis, mini vacas, ovelhas, mini cabras, miniburro, lhamas, coelhos e porquinhos-da-índia.

No ano passado, 10 mil crianças passaram pelo local nos 11 dias da feira.A expectativa é que, nesta edição, a participação dos pequenos aumente.

NEGÓCIOS

O produtor rural que participar da Expogrande pode contar com um "balcão de negócios" com o objetivo de renegociar dívidas financeiras advindas de financiamentos.

Para que isso ocorra, a diretoria da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) esteve reunida com diretores do Banco do Brasil, entre eles Kleuvanio Dias de Souza, diretor geral de Recuperação de Créditos da instituição, a fim de formalizar o convite.

A Acrissul considera a presença da instituição fundamental, já que proporciona ao produtor a oferta de crédito rural. Com o balcão de negócios, os que tiveram percalços na produção podem colocar a vida financeira em dia.

Com isso, além de oferecer a organização focada no perfil da dívida do produtor, o objetivo maior é reintegrá-lo para que possa continuar acessando crédito e, assim, seguir produzindo.

Além disso, até o momento, 20 leilões estão confirmados, assim como o julgamento de bovinos e equinos, praça de alimentação com a presença de restaurantes renomados.

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