Cidades

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TRE tem dificuldade para combater a campanha antecipada

TRE tem dificuldade para combater a campanha antecipada

Redação

10/05/2010 - 05h56
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Fernanda Brigatti

Velada em discursos, homenagens e materiais publicitários, a campanha antecipada não é tão facilmente identificada e tipificada. Para a Justiça Eleitoral, a patrulha sobre ações teoricamente de teor eleitoral colocaria o judiciário sob o risco de caracterizar limitação da liberdade de expressão.
O desembargador Luiz Carlos Santini, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), explica que, sem a existência de representação, o judiciário não pode afirmar se uma ação é ou não propaganda antecipada. “Eu também não posso proibir um deputado, e eu não sei se ele vai ser candidato ou não, a homenagear as mães, por exemplo”, afirmou. Para o desembargador, uma medida assim – a proibição – seria um impedimento à livre manifestação. Mesmo com a existência de uma representação, o presidente do TRE ressalta que a análise deve ser feita caso a caso, para só então, “verificar se houve campanha subliminar”.

O advogado Carlos Marques, ex-juiz eleitoral por dois mandatos, destaca, também, que toda interpretação da legislação eleitoral não é rígida, abrindo margem para diferentes interpretações. Na avaliação dele, materiais como adesivos, quando não fazem menção a candidaturas, podem ser usados. “Particularmente, entendo que não se pode usar adesivo, antes das eleições, com indicativo de nome de candidato ou com indicativo de pedido de voto”, explicou.

Nesse sentido, somente a propaganda explícita poderia, com maior segurança, ser identificada como extemporânea. Até o dia 5 de julho, ressaltou o presidente do TRE, o candidato “só não pode chegar e dizer: ´Olha, eu sou candidato, estou pedindo o seu voto’”. Somente depois desta data é que os juízes eleitorais ganham poder de polícia, podendo determinar a retirada de propagandas irregulares.
Para o jurista Carlos Marques, o excesso de regras engessou o processo eleitoral, de modo que “só prestigia quem já está no poder e já é muito conhecido de todos”.

O presidente do TRE ressaltou ainda aquilo que entende como “preparação para as convenções e para a campanha”. Santini explica que não é considerada campanha antecipada a participação de pré-candidatos em reuniões partidárias. “Uma coisa é você fazer a demonstração daqueles que vão se apresentar à convenção partidária para serem escolhidos”, explicou.

Oposto a isso, o desembargador ilustrou o que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já interpretou como caso de campanha dissimulada: “Outra coisa é sair falando de uma forma que dê presunção de que, se votar em fulano, seguem (as melhorias). Se eu continuo, vou fazer tal coisa. Agora, evidente que se examina caso a caso”. (Colaboraram Maria Matheus, Adilson Trindade e Lidiane Kober)

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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