Cidades

MEIO AMBIENTE

Um ano após embargos do TCE, só uma estrada pantaneira não foi retomada

Embargos aconteceram porque faltava licença ambiental e havia temor de que os aterros interferissem no fluxo natural das águas em períodos de cheia

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Quase um ano depois de o Tribunal de Contas do Estado ter embargado uma série de obras em estradas pantaneiras, somente uma delas segue sem licença ambiental e ainda não recebeu determinação para que seja retomada, conforme informou nesta quarta-feira (26) a assessoria da Agesul (Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos)

“Na região do Pantanal, 12 obras necessitavam de licença ambiental. Destas, apenas a MS-195 ainda aguarda a emissão do documento pelo Imasul. As demais obras já possuem as licenças ambientais necessárias e a Agesul já determinou a retomada de todas as atividades”, detalhou a Agência. .

Uma delas, de acesso ao Porto Rolon, apesar de estar com apenas 35% do projeto concluída, foi reajustada em 31,6%, conforme publicação do diário oficial desta terça-feira (25). A explicação para o reajuste é uma “readequação do projeto”, segundo a Agesul. 

O projeto, ligando a MS-228 ao porto, está sob responsabilidade da empresa RR Ceni e passou do valor inicial de R$ 40,16 milhões para R$ 52,89 milhões.

O contrato prevê a construção de 45 quilômetros de uma estrada praticamente nova, com instalação de duas pontes de madeira. Estas pontes, porém, estão sendo construídas por outra empresa, que vai receber em torno de R$ 3,3 milhões. 

EMBARGOS

Em meados julho do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado embargou obras que juntas somam 608 quilômetros de estradas em diferentes regiões no pantanal e que foram orçadas em R$ 417 milhões. A justificativa é de que não havia estudos sobre os impactos ambientais que provocariam. 

Em todas estava prevista a construção de aterros de até seis metros de altura, fazendo com que as estradas ficassem transitáveis inclusive em períodos de grandes cheias. 

Porém, estes aterros vão provocar alteração do fluxo das águas e o temor é de que causem alagamentos exagerados em determinadas regiões e impeçam que a água chegue a locais onde tradicionalmente chegava. 

Dentre as obras que haviam sido embargadas, a maior fatia está nas mãos da empresa de André Luiz  dos Santos, mais conhecido como André Patrola. Ele foi o principal alvo da operação Cascalhos de Areia, que apontou fraudes em contratos superiores a R$ 300 milhões na prefeitura de Campo Grande.

Os cinco contratos dele somam 188 quilômetros para revestimento primário em diferentes estradas. E, conforme os preços inciais, a empresa seria contemplada com R$ 123 milhões. 

O segundo maior valor foi contratado com a empreiteira BTG Empreendimentos, Locações e Serviços, com três contratos. Eles somama R$ 77 milhões para revestimento primário em 143 quilômetros. 

A RR Ceni Terraplanagem tem dois, para manutenção de 95 quilômetros e R$ 65 milhões.  Porém, um dos contratos da RR Ceni já foi reajustado em pouco mais de 31% e só com ele o empreiteiro vai faturar quase R$ 43 milhões. 

EMPREITEIRAS

  • AL dos Santos – 5 contratos – 188,4 km – R$ 123,77, milhões
  • BTG Empreendimentos – 3 contratos – 1431 km – R$ 77,11 milhões
  • RR Ceni Terraplanagem – 2 contratos – 95 km – R$ 64,74 milhões
  • Avance Construtora –  1 contrato – 23,1 km – R$ 46,06 milhões
  • Galassi Empreendimentos – 2 contratos – 86,4 km – R$ 43,73 milhões
  • Equipe Engenharia – 2 contratos – 37,7 km – R$ 42,19 milhões
  • Ética Construtora – 1 contrato – 34,7 km – R$ 19,63 milhões

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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