Campo Grande será palco do 24º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), que acontece de quarta-feira até domingo, reunindo artistas, pesquisadores, articuladores e gestores culturais de vários estados brasileiros e do Distrito Federal.
O Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG) – na Rua 26 de Agosto, nº 453, Centro – será o QG das atividades, que incluem debates, plenárias e apresentação gratuita de espetáculos para o público em geral.
A Calçada Bia Marques, na entrada do CCJOG, também receberá espetáculos de rua e performances durante todas as noites do evento.
O evento é uma realização da Rede Brasileira de Teatro de Rua em parceria com os grupos Teatro Imaginário Maracangalha, Flor e Espinho, Teatral Grupo de Risco, Circo do Mato, Pisando Alto, Trupior Circo, Casulo e Clandestino, com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Ministério da Cultura, governo federal, Fundação de Cultura de MS, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Rede de Economia Solidária MS, Comitê de Cultura MS e da vereadora Luiza Ribeiro.
Criada em 2007, em Salvador (BA), a Rede Brasileira de Teatro de Rua é um espaço de organização horizontal, democrático e inclusivo, que reúne artistas e coletivos comprometidos com o fortalecimento das artes públicas e o livre uso dos espaços urbanos como territórios de criação, convivência e resistência.
PAUTA
O encontro nacional, realizado anualmente de forma itinerante, é o principal momento de deliberação da Rede, em que são discutidas as políticas, ações e diretrizes que orientam a atuação do movimento em todo o País.
Em Campo Grande, o evento reunirá cerca de 60 articuladoras e articuladores, que participarão de rodas de conversa, plenárias, debates, vivências e apresentações de grupos locais e de outros estados.
Entre os temas centrais estão a conjuntura do Teatro de Rua no Brasil, a formulação de políticas públicas para as artes públicas, a valorização da arte nos espaços abertos e a criação de um programa nacional de apoio e fomento ao teatro de rua.
A RBTR
A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR) nasceu em 2007, em Salvador (BA), com o propósito de fortalecer a prática artística no espaço público e de lutar por políticas culturais democráticas e inclusivas.
Entre suas bandeiras históricas estão:
> O livre uso dos espaços públicos para manifestações artísticas;
> A criação de uma lei nacional de fomento ao teatro de grupo e de rua;
> A representatividade do teatro de rua nos conselhos e colegiados culturais;
> E a inserção do teatro de rua e das culturas populares nas universidades e escolas técnicas brasileiras.
Com a realização do 24º Encontro, a RBTR “reafirma seu compromisso com a arte como ferramenta de transformação social, defendendo um mundo mais justo, plural e solidário, em que a rua siga sendo o maior e mais democrático palco do País”.
PROGRAMAÇÃO
Quarta-feira
- Abertura oficial
- 19h –
- Cerimônia de abertura com representantes da RBTR, Funarte e Setesc;
- Coquetel de boas-vindas.
Quinta-feira
- Conjuntura e políticas públicas
- 08h – Roda de conversa: A Conjuntura do Teatro de Rua no Brasil;
- 14h – Debate: Políticas Públicas e as Artes Públicas no País;
- 18h – Espetáculo: “Fuzarca”, da Trupior (Dourados) na Calçada Bia Marques – Rua 26 de agosto, nº 453.
Sexta-feira
- Grupos de trabalho e vivências
- 08h – Reuniões dos GT’s: 1º Política e ações estratégicas; 2º Pesquisa; e 3º Colaboração;
- 14h – Roda de mulheres RBTR;
- 17h – Espetáculo: “Leno Quer Nascer Flor”, do Núcleo Ás de Paus (Londrina-PR) na Praça Ary Coelho;
- 18h – Espetáculo: “Estorvo”, do Grupo Clandestino (Dourados), na Calçada Bia Marques.
Sábado
- Plenária e Carta de Campo Grande
- 08h às 17h – Plenária final dos GTs e elaboração da carta do 24º Encontro da RBTR;
- 18h – Espetáculo: “Turma em Cena – 25 anos” (RJ) na Calçada Bia Marques;
- Cortejo e leitura pública da carta da RBTR 2025, do Centro Cultural José Octávio Guizzo até a Praça Ary Coelho.
Domingo
- Encerramento
- 08h – Avaliação e encaminhamentos para o 25º Encontro da RBTR;
- 11h – Espetáculo: “As Pelejas de Aruna na Folia das Sete Estrelas”, com Mamulengo Riso Frouxo (SP), na Calçada Bia Marques.
Quatro décadas de jornais impressos sobreviveram ao tempo dentro um baú guardado por Mano Cley - Foto: Mariana Piell

Luis Pedro Scalise
Dra. Gabrielle Borges Schunke


