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A energia do Tarô da semana entre 11 e 17 de maio. Tempo de reflexão e não agir antecipadamente.

Sete de Ouros, carta regente da semana, simboliza a paciência e a avaliação, refletindo a necessidade de não agir por impulso antes da chegada da Lua Nova, cuidando do que já foi plantado com persistência.

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O Sete de Ouros surge como a carta regente desta semana trazendo uma energia de construção gradual, amadurecimento e confiança no tempo das coisas.

Depois de períodos mais intensos ou acelerados, o Tarô aponta para uma fase em que será importante desacelerar para observar o que já foi plantado e perceber que muitos resultados começam a se desenvolver nos bastidores, mesmo que ainda não estejam completamente visíveis.

A forte presença da energia taurina no céu reforça esse movimento. O Sol em Touro, em conjunção com Mercúrio e Urano, favorece clareza, renovação e mudanças práticas capazes de criar mais estabilidade no futuro.

O Sete de Ouros conversa diretamente com essa vibração ao mostrar que crescimento verdadeiro não acontece de forma imediata, mas através de escolhas consistentes, planejamento e paciência.

Ao mesmo tempo, Mercúrio em aspecto positivo com Júpiter amplia a comunicação, facilita acordos e abre espaço para ideias promissoras, especialmente em questões profissionais, financeiras e familiares.

É uma semana de reorganizar prioridades, fortalecer projetos e perceber que certos caminhos começam finalmente a dar sinais concretos de evolução.

Mais do que falar sobre espera, o Sete de Ouros fala sobre confiança no processo. Existe um momento de pausa estratégica para avaliar conquistas, ajustar rotas e compreender que aquilo que está sendo cultivado agora poderá trazer frutos sólidos e duradouros mais adiante.

O Sete de Ouros mostra que você entende o valor de investir tempo e energia agora para obter recompensas a longo prazo, além de possuir um forte desejo de construir resultados sustentáveis.

Você não está em busca de vitórias rápidas. Também quer ter certeza de que está direcionando sua atenção para as áreas certas, em vez de desperdiçar tempo e esforço em tarefas que não trarão valor algum.

Da mesma forma, se você está planejando o futuro, o Sete de Ouros incentiva você a adotar uma visão de longo prazo e analisar onde pode investir melhor seu tempo e sua energia para obter o máximo de resultados.

Você não quer continuar colocando seu coração e sua alma em algo que não trará retorno pelo esforço dedicado e provavelmente já percebeu que algumas áreas da sua vida apenas drenam sua energia.

Se você tem trabalhado duro ou se dedicado além do normal a algo desafiador e importante nos últimos meses, esse projeto ou objetivo está próximo de chegar ao seu ápice. Fique tranquilo: todo o seu esforço valerá a pena. É muito provável que você veja recompensas financeiras ou outros resultados concretos por todo o trabalho realizado.

Às vezes, porém, o Sete de Ouros também pode indicar frustração com resultados lentos. Você vem se empenhando em algo importante e pode estar preocupado com a possibilidade de seus esforços não serem recompensados. Tenha paciência e valorize o progresso que já conquistou até aqui.

Se o seu trabalho ainda não trouxe os resultados esperados, lembre-se de que suas expectativas talvez estejam altas demais. Não existem garantias absolutas. Seja grato, mantenha o foco no presente e faça o melhor possível com aquilo que você tem agora. Lembre-se: "A paciência é amarga, mas seu fruto é doce." — Jean-Jacques Rousseau.

A carta também traz um importante alerta para evitar gastos excessivos e impulsivos. Em alguns casos, ela pode indicar um período marcado por desperdícios e desorganização financeira, reforçando a necessidade de mais equilíbrio, planejamento e controle sobre o dinheiro.

O Sete de Ouros aconselha cautela para não contar com recursos antes da hora, pois os resultados dos seus esforços podem demorar mais do que o esperado para se concretizar. Paciência, disciplina e planejamento serão fundamentais nesse período.

Também vale a pena observar seus hábitos de consumo. Evite compensar frustrações emocionais com compras desnecessárias ou gastos que não sejam prioridade no momento.

O Sete de Ouros representa reconhecer e valorizar o seu progresso.

Este arcano simboliza a necessidade de avaliar periodicamente suas conquistas: o que você conseguiu melhorar e quais objetivos ainda está buscando alcançar.

O caminho pode não ter sido fácil, e o trabalho talvez ainda não tenha terminado, mas suas bases estão firmemente enraizadas. Esta carta lembra você de parar de ignorar ou minimizar os seus sucessos!

Quais resultados positivos você manifestou na sua vida?

Você já escreveu suas conquistas para perceber o quanto realizou? Você para, às vezes, para olhar ao redor e apreciar tudo o que conseguiu manifestar?

O fazendeiro retratado na carta do Sete de Ouros está fazendo uma pausa no trabalho nos campos. Sua colheita ainda não está pronta, mas ele observa tudo o que construiu com um sentimento de orgulho. Foi ele quem fez aquilo, e ele consegue enxergar os resultados que criou.

Ele se apoia em sua ferramenta de jardinagem da mesma forma que o Eremita se apoia em seu cajado de sabedoria. O campo foi o santuário de autoconsciência e exploração do fazendeiro. Ele vê os frutos do seu trabalho, e não apenas uma tarefa concluída.

Essas realizações são provas concretas daquilo que ele manifestou. O fazendeiro se permite parar de produzir por um momento para realmente apreciar o próprio progresso. Ele é humilde, mas possui a saudável autoestima que apenas o trabalho árduo pode gerar.

Você consegue reconhecer o quanto já evoluiu? Faça uma lista de cinco conquistas pelas quais lutou muito para alcançar. Pense em momentos em que poderia ter desistido, mas escolheu continuar. Essas experiências provam a sua força e capacidade de superação.

Agora olhe para essa lista como se a estivesse vendo pela primeira vez. Lembre-se de quem você era antes dessas conquistas e dos medos que precisou enfrentar para chegar até aqui. Orgulhe-se do seu caminho. Agradeça ao seu corpo, à sua mente e ao seu coração por terem resistido aos momentos difíceis.

Tudo isso é fruto do que você manifestou. Para continuar evoluindo, é importante reconhecer e valorizar aquilo que já conquistou.

Você pode alcançar qualquer resultado positivo que desejar para o seu futuro. Basta olhar para a sua lista: você já conseguiu antes!

O Sete de Ouros sempre indica que muita coisa já foi conquistada, mas ainda existe trabalho a ser feito. Você já ultrapassou a parte mais difícil. O trabalho pesado de preparar a terra e plantar as sementes do seu sucesso já criou raízes.

Agora, você só precisa manter a consistência e cuidar do seu jardim com paciência até o momento da colheita. Continue se dedicando, e você terá sucesso!

Na vida afetiva, o Sete de Ouros mostra que o amor precisa de paciência, dedicação e tempo para amadurecer, seja na espera por alguém especial ou na construção de uma relação mais sólida e equilibrada.

No campo financeiro, o Sete de Ouros aconselha você a avaliar suas finanças com paciência e visão de longo prazo, continuando a investir nos seus objetivos com disciplina e confiança de que os esforços de hoje trarão recompensas futuras.

Quem sabe seja o momento de investir numa previdência privada e pensar nos seus planos de aposentadoria?

No trabalho, o Sete de Ouros pode indicar frustração pela sensação de muito esforço e pouco reconhecimento, mas a carta aconselha persistência, paciência e dedicação, pois os resultados tendem a chegar no tempo certo.

O Sete de Ouros como carta da semana traz uma energia de paciência, avaliação e colheita estratégica. É o momento ideal para revisar os esforços dedicados a um projeto ou relacionamento, ponderando se a direção atual trará o retorno esperado antes de investir mais energia, indicando sucesso através da perseverança. 

Principais mensagens da semana:

Reflexão Estratégica: Faça uma pausa para avaliar seu progresso e se o caminho está sendo produtivo.

Paciência e Perseverança: Não desanime se os resultados forem lentos; o 7 de Ouros favorece o crescimento constante e duradouro.

Avaliação de Resultados: Pode haver um sinal de insatisfação ou a necessidade de reavaliar seu caminho se algo não sair como o esperado.

Decisão Importante: Momento de decidir se continua investindo no que já foi criado ou se muda o foco da energia.

Às vezes, o crescimento acontece em silêncio, longe da pressa e dos aplausos, mas cada esforço, cada espera e cada passo dado com coragem também fazem parte da colheita que está por vir. “A árvore que demora a crescer é a que oferece os melhores frutos.”

Uma ótima semana e muita luz.

Ana Cristina Paixão

 

Diálogo

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (25)

25/06/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Shinyashiki - escritor brasileiro

"A vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia”.

FELPUDA

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa. Um motorista flagrado transportando “apenas” 613 quilos de cocaína conseguiu, em primeira instância, ser enquadrado na condição de beneficiário do chamado tráfico privilegiado. Mas o Ministério Público recorreu e entendeu que carregar mais de meia tonelada de droga para outro estado não combina exatamente com a figura da inocente “mula” do tráfico”. O benefício foi retirado e a pena recalculada. Afinal, há certas “encomendas” que simplesmente não cabem na bagagem da ingenuidade.

MAIS

A jovem Dally Ugla, da Aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia, entrou para a história ao conquistar o primeiro título do Beleza Originária 2026, realizado na Aldeia Brejão, na Terra Indígena Nioaque. A coroação destacou não apenas a beleza, mas também a representatividade, o conhecimento das tradições e o orgulho das raízes indígenas. O evento reuniu representantes de diversas aldeias da região em uma celebração da cultura, da identidade e do protagonismo dos povos originários. A programação incluiu apresentações culturais, manifestações tradicionais e uma feira gastronômica, fortalecendo a integração entre as comunidades.

O prefeito André Guimarães ressaltou que a iniciativa evidenciou a riqueza da cultura indígena e defendeu que o projeto continue crescendo para preservar as tradições e fortalecer a identidade dos povos originários. Idealizadora do evento, Claudilene Souza comemorou o sucesso da estreia, afirmando que o Beleza Originária nasceu do sonho de valorizar a história, a cultura e a beleza das origens indígenas. A primeira edição deixa como legado o incentivo ao orgulho das raízes e a valorização das novas gerações indígenas.

DESISTIU

Diziam que Freud explicava tudo. A política de Mato Grosso do Sul, porém, faria o pai da psicanálise pedir aposentadoria. Na direita, dois pré-candidatos ao Senado, de acordo com pesquisas, estariam “embolados”, mas justamente o que aparece correndo atrás da dupla dos “preferidos”, age como favorito absoluto. Já na esquerda, quem amarga posição distante nos levantamentos de preferência popular, segue tratando a eleição como mera formalidade. Convicção é uma coisa; matemática eleitoral é outra, ensina a política.

"DESILUDIDO"

E o roteiro fica ainda mais intrigante. Uma liderança que já brilhou, tipo top das galáxias, hoje parece esquecida tal qual pinguim de geladeira em gaveta de guarda-roupa velho. Para completar a “desilusão 
de Freud”, três figuras que durante anos caminharam lado a lado, agora disputarão cargos por partidos diferentes. Se continuarem dividindo o mesmo eleitorado, podem terminar unidos apenas na fila dos derrotados. A conferir.

BARRA PESADA

A Justiça mandou um comerciante de Campo Grande pagar R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo, que foi agredido com uma barra de ferro durante discussão. O capacete evitou tragédia maior. A tese de legítima defesa não convenceu o juiz, que considerou a reação desproporcional e incompatível com qualquer solução civilizada de conflito. O acordo anterior valia apenas pelo capacete danificado. A barra de ferro saiu cara e ainda rendeu condenação.

Aniversariantes

  • Marinez Muller Cesco (Dedê Cesco), 
  • Tina Rodrigues Wunderlich, 
  • Lilian Ferro, 
  • Julie Abuhassan Gonçalves,
  • Rosineide Cunha Lemos de Deus, 
  • Ademir Panucci,
  • Cristiane Santana Farias,
  • Florisbela de Souza,
  • Irene Satsico Oshiro,
  • João Batista Campagnani Ferreira,
  • Dr. Luiz Carlos Takita,
  • Marcos Antonio Momesso,
  • Ayres José Cerioli,
  • Dr. Estanislau Santos Ciasca,
  • João Francisco,
  • Ornei de Almeida,
  • Telma Cristina Serrou Pimentel,
  • Nauile de Barros,
  • Juliane Maeda Guenka,
  • Juarez Lemes de Souza,
  • Renata Volpe,
  • Loy Pael Nogueira,
  • Carolina Medeiros Fabris,
  • Dr. Giovanni Pires Viana, 
  • Dr. Ruy Luiz Falcão Novaes,
  • Wolfram Enok Pessoa Sandes,
  • Juliana Marcondes Rezende,
  • Cleide de Moraes Deduch,
  • Luzia Morel Lino,
  • Ivone Ferreira Emídio e Silva,
  • Erlenice Maria Peron Palhano, 
  • Nelsi Mota Holzschuh,
  • Amanda Santos,
  • José Robson Samara Rodrigues de Almeida,
  • Dr. Renato Augusto Casemiro de Oliveira,
  • Jercé Euzébio de Souza,
  • Matheus Enzo Shiraishi,
  • Aparecido dos Santos,
  • Lauro Andrei Monteiro de Carvalho,
  • Adriano Borges Toscano Júnior, 
  • Nair Fonseca Higa,
  • Guilherme Duarte Jafar,
  • Leila Andréa Schneider,
  • Dr. Marcos Raymundo Marinho,
  • Dr. Gustavo Passarelli Silva, 
  • Zuleide Paniago, 
  • Sílvia Mariani,
  • Lúcia Maria Gonçalves de Resende,
  • Francisca Silva Neves,
  • Ivone Figliolino,
  • Ana Clara Higa,
  • Antonio Roberto Rogoski,
  • Cleonice Moraes Freitas,
  • Aparecida Maria Fortes,
  • Marcela Tanaka,
  • Jorge de Souza Mareco,
  • Márcia Carvalho Lima,
  • Dr. Amadeu Hugo Alessi,
  • Alexandra Guimarães,
  • Joana Joelma Duarte Amaral,
  • Ana Aparecida Ribeiro de Barros,
  • Célia Rosinei dos Santos Nunes de Souza,
  • Lilian Carolina da Silva,
  • Laura Patricia Daniel Palumbo Fernandes,
  • Leila Maria Maciel Figueira
  • Dra. Rosângela de Andrade Thomaz, 
  • Marília Porto Antunes,
  • Nádia Maria Barbosa Prado,
  • Willian Guttemberg Assis,
  • Sebastião Felix da Silva,
  • Layla Hellen Murad,
  • Paulo Roberto Martins,
  • Karine de Barros Preza,
  • Osmar Silva e Luz,
  • Vanessa Cardoso,
  • Wellington Lander Borges,
  • Celso Hideyuki Akamine,
  • Edvandro Cesar Dorisbor,
  • Bruna Viveiros Barros,
  • Gabriel Simplicio,
  • Carlos Augusto da Silva (Carlinhos do TRR),
  • Elidio Antonio Ferreira,
  • Carlos Alberto Benites dos Santos,
  • Juliano Bueno Dias,
  • Adalberto da Silva Ramos,
  • Ilka de Souza Fernandes,
  • Rosana Sanches Nakayama,
  • Geisa Vidal Duarte Oguchi,
  • Eliano Bottega Ebeling,
  • Iris Mara Oliveira Gomes Orros,
  • Ailene de Oliveira Figueiredo,
  • Fabiana Keylla Schneider,
  • Raquel Canzi Duialibi,
  • Juliana Yuri Sakihama, 
  • Jefferson Goes Medina,
  • Alexandre Cavalcanti Barbosa,     
  • Caetano Humberto Bruno,                
  • Juliano Henrique Cícero Dias,            
  • Silvino de Freitas Adrião,        
  • João Baptista Coelho Gomes,
  • Estevan Daniel Leite,                   
  • Ivete Roland Benitez,                   
  • Márcio Barbosa da Silva,
  • Elenice Aparecida Camargo,
  • Benedita Gomes de Lucena,    
  • Célia Regina Gomes Aleixo.

Colaborou Tatyane Gameiro

TEATRO

Sucesso nacional, espetáculo "A Última Sessão de Freud" chega a Campo Grande em agosto

Sucesso nacional com mais de 180 mil espectadores, "A Última Sessão de Freud", espetáculo que debate fé, ciência e sentido da vida, chega ao Teatro Glauce Rocha para apenas três apresentações em agosto

24/06/2026 08h30

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate João Caldas

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Um encontro que nunca aconteceu na vida real, mas que continua despertando reflexões profundas sobre a existência humana.

Essa é a proposta de "A Última Sessão de Freud", um dos maiores sucessos do teatro brasileiro contemporâneo, que chega a Campo Grande nos dias 7, 8 e 9 de agosto para uma curta temporada no Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Estrelado pelos atores Odilon Wagner e Marcello Airoldi, sob direção de Elias Andreato, o espetáculo reúne em cena dois dos intelectuais mais influentes do século 20: o neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, e o escritor britânico C. S. Lewis, conhecido mundialmente por obras como "As Crônicas de Nárnia".

Após conquistar mais de 180 mil espectadores, ultrapassar a marca de 400 apresentações e percorrer diversas cidades brasileiras em três turnês nacionais, a montagem desembarca na capital sul-mato-grossense trazendo um debate atual sobre fé, razão, amor, sofrimento, morte e a busca por significado em um mundo cada vez mais dividido.

ENCONTRO IMAGINÁRIO

A peça é baseada no texto do dramaturgo norte-americano Mark St. Germain e parte de uma pergunta instigante: o que aconteceria se Freud e Lewis tivessem se encontrado para uma conversa franca sobre Deus, ciência e a condição humana?

A narrativa se passa em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Freud, já idoso e vivendo seus últimos meses de vida após fugir da perseguição nazista na Áustria, encontra-se exilado na Inglaterra.

Nesse contexto histórico marcado pela incerteza e pelo avanço dos conflitos globais, ele recebe a visita de C. S. Lewis.

O escritor britânico, que durante a juventude se declarou ateu, tornou-se posteriormente um dos mais importantes pensadores cristãos do século passado.

Sua trajetória intelectual foi marcada justamente pela tentativa de conciliar fé e racionalidade, posição que o colocava em rota de colisão com muitas das ideias defendidas por Freud.

O que inicialmente parece ser apenas uma discussão sobre a existência de Deus logo se transforma em um intenso confronto filosófico. Os personagens abordam temas universais como espiritualidade, natureza humana, relações familiares, sexualidade, livre-arbítrio, sofrimento e morte.

DIÁLOGO NO CENTRO

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debateFoto: João Caldas

Ao longo dos 90 minutos de espetáculo, Freud e Lewis defendem convicções opostas sem recorrer à agressividade ou ao desrespeito. O embate intelectual é construído por meio de argumentos, escuta e reflexão, oferecendo uma rara demonstração de que divergências podem gerar aprendizado.

Essa característica tem sido apontada por críticos e espectadores como um dos fatores que explicam o sucesso da peça. Embora ambientada no início do século 20, a obra estabelece paralelos evidentes com desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Questões relacionadas à tolerância, convivência democrática e respeito às diferenças surgem naturalmente ao longo da narrativa, sem que o texto perca sua leveza ou seu humor refinado.

A combinação entre profundidade filosófica e acessibilidade faz com que o espetáculo dialogue tanto com estudiosos dos temas abordados quanto com espectadores que buscam apenas uma boa experiência teatral.

FENÔMENO

Desde sua estreia, em 2022, a montagem vem acumulando números expressivos e consolidando-se como um dos espetáculos mais longevos e bem-sucedidos do teatro nacional recente.

São mais de quatro anos em cartaz, centenas de apresentações e temporadas esgotadas em diversas capitais brasileiras. O êxito de público também foi acompanhado pelo reconhecimento da crítica especializada.

Pela interpretação de Sigmund Freud, Odilon Wagner recebeu indicações aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira, considerados entre os mais importantes das artes cênicas brasileiras.

Com uma carreira de décadas na televisão, no cinema e no teatro, o ator encontrou no personagem um dos trabalhos mais desafiadores de sua trajetória.

Em entrevistas concedidas ao longo das temporadas, Wagner tem destacado a atualidade dos debates propostos pela peça e a necessidade de fortalecer uma cultura baseada na escuta e na construção da paz.

Ao seu lado, Marcello Airoldi dá vida a C. S. Lewis, construindo um contraponto equilibrado ao racionalismo crítico de Freud e demonstrando a complexidade intelectual do escritor britânico.

Sob direção de Elias Andreato, a montagem aposta em uma encenação elegante e sóbria, que coloca o texto e os atores no centro da experiência teatral.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, o espetáculo concentra sua força na qualidade dos diálogos e na intensidade das interpretações.

O cenário assinado por Fábio Namatame recria o consultório de Freud durante seu período de exílio na Inglaterra. Livros, objetos pessoais e elementos característicos do ambiente ajudam a transportar o público para o contexto histórico da narrativa.

A ambientação contribui para reforçar a sensação de intimidade, como se os espectadores fossem convidados a testemunhar uma conversa privada entre duas das mentes mais influentes do século passado.

PÚBLICO VARIADO

Embora tenha como protagonistas personagens históricos específicos, "A Última Sessão de Freud" vai muito além de uma simples reconstituição biográfica.

Ao abordar temas ligados à filosofia, psicologia, religião e comportamento humano, a peça desperta interesse de públicos variados.

Em diferentes cidades, a montagem tem atraído estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de Psicologia, Filosofia, História, Letras, Teologia, Sociologia e Ciências Humanas em geral.

Universidades e instituições culturais também têm utilizado o espetáculo como ponto de partida para debates acadêmicos sobre temas contemporâneos relacionados à convivência social, liberdade de pensamento e diversidade de crenças.

CURTA TEMPORADA

Em Campo Grande, serão apenas três apresentações, realizadas no Teatro Glauce Rocha. As sessões acontecem nos dias 7 e 8 de agosto, sexta-feira e sábado, às 20h, e no dia 9 de agosto, domingo, às 17h.

Com classificação indicativa de 14 anos e duração aproximada de 90 minutos, o espetáculo promete atrair tanto o público habitual do teatro quanto pessoas interessadas em temas relacionados à filosofia, psicologia, literatura e espiritualidade.

>> Serviço

"A Última Sessão de Freud"

Datas: dias 7, 8 e 9 de agosto.
Local: Teatro Glauce Rocha.

Horários:

Sexta-feira (7): às 20h.
Sábado (8): às 20h.
Domingo (9): às 17h.

Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 90 minutos.
Ingressos vendidos pelo Sympla.

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