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Cinema

A força do filme curto

À frente do Festival Curta Campo Grande, a ser realizado de 28/10 a 2/11, e em meio ao processo de montagem de sua oitava produção nesse formato, Dannon Lacerda defende o curta-metragem como potência estética e de renovação do cinema

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Na semana passada, o Festival Curta Campo Grande divulgou a lista de filmes selecionados para a sua primeira edição, que será realizada de 28/10 a 2/11 na Escola Estadual Maria Constança Barros Machado e no Centro Cultural José Octávio Guizzo, com programação totalmente gratuita e que envolverá seis mostras, incluindo duas competitivas (brasileira e sul-mato-grossense) e duas voltadas para o público infantojuvenil.

Com 1.035 inscrições de todo o Brasil, das quais 35 são obras de Mato Grosso do Sul, o festival selecionou 41 filmes. O evento, focado exclusivamente em curtas-metragens, celebra a diversidade da produção audiovisual nacional e também do que vem sendo produzido no Estado, oferecendo um panorama rico e bem plural do cinema brasileiro nas seguintes mostras: Curta Brasil, Curta MS, Hors Concours, Diversidade, Sessão Livre (para jovens de 10 a 15 anos) e a Mostrinha (para crianças de 5 a 9 anos).

Entre os selecionados, destacam-se obras de diferentes estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Paraná, além dos filmes locais. Alguns exemplos são “A Lenda dos Cavaleiros da Água” (SP), “Dinho” (PE) e “Expresso Parador” (RJ), na mostra Curta Brasil, e “A Menina e a Árvore” (Campo Grande), “In Utero” (Bonito) e “Relatos de Uma Guerra” (Dourados), na mostra Curta MS. No júri, estarão a jornalista Simone Zuccolotto (Canal Brasil), o ator Diogo Almeida (Globo) e a produtora Lu Bigatão (Teatral Grupo de Risco).

“Cores no Breu” (RJ) e “Sereia” (PR) figuram na mostra Diversidade, que apresenta filmes de temática LGBTQIAPN+. Já na mostra Hors Concours, com trabalhos que vêm bombando na temporada, estarão, entre outros, “Bença” (PR) e “Pássaro Memória” (RJ). Confira a lista completa no box.

A curadoria das mostras foi liderada pelos profissionais Andréa Freire, Marcos Pierry e Ricardo Cota, que assinam a curadoria geral, enquanto Dannon Lacerda, idealizador do festival, assina a seleção da mostra Diversidade. Já a Sessão Livre e a Mostrinha têm seleção de Carol Dória.

Lacerda também atua como coordenador de curadoria, reforçando o olhar criterioso e plural do evento. Dos 41 filmes selecionados, que contemplam todas as regiões brasileiras, 10 são de São Paulo, 6 de Mato Grosso do Sul, 5 do Ceará, 4 do Rio de Janeiro e 4 do Paraná. O festival busca não só apresentar o melhor da produção audiovisual contemporânea, mas também fortalecer o diálogo entre os cineastas locais e nacionais, promovendo trocas e reflexões.

“UM CURTA É UMA ESCOLA”

Diretor de sete curtas, entre eles “As Marias” (2023), premiado em festivais brasileiros e no Canadá e em cartaz na Première Brasil do Festival do Rio, que segue até este domingo, Lacerda divide a agenda atual entre os arremates de produção do Curta Campo Grande e o processo de montagem de seu oitavo trabalho nessa metragem (“Caído do Céu”). O cineasta é um defensor ferrenho do filme de curta duração e explica porque decidiu criar um festival dedicado exclusivamente a essa metragem na Capital.

“Mato Grosso do Sul é um estado pequeno e já conta com dois grandes festivais que exibem metragens, o Bonito CineSur, que é um festival sul-americano, e o Festival de Ivinhema, que é o festival mais longevo do Estado e que também exibe longas-metragens brasileiros. Então, eu pensei que Campo Grande poderia contribuir com um projeto, com o festival direcionado a esse formato, aos curtas-metragens. Uma iniciativa que já acontece em vários lugares, como em São Paulo, o Kinoforum, como no Rio de Janeiro, o Curta Cinema, entre outros festivais de curtas”, afirma.

“Imagino que, assim como eles, no nosso caso, a gente pensou em, por meio de um festival de curtas, provocar reflexões sobre esse formato e sobre como ele pode ajudar os realizadores e realizadoras na investigação de novas linguagens, no desenvolvimento do seu olhar, do seu estilo. Porque é como dizia Abbas Kiarostami [cineasta iraniano]. Ele dizia: ‘Eu faço os meus longas para poder ter dinheiro para fazer meus curtas e aí me divertir’”, prossegue Lacerda.

“Porque eu acho que, eu que já fiz sete curtas e estou montando o meu oitavo curta-metragem, entendo que é ali que a gente aprende de fato. É na prática que a gente consegue viabilizar os nossos projetos e entender as nossas narrativas, desde a concepção do roteiro as filmagens e depois a montagem, que é um outro processo de restabelecimento dessa narrativa”, argumenta o cineasta, que também já dirigiu um filme de longa-metragem, “Copa 181” (2017).

“É uma escola. Um curta-metragem é uma escola. Então, sob o ponto de vista dos realizadores, eu diria isso. Agora, sob o ponto de vista do público, acho que é uma forma do público entrar em contato com obras de curta duração e ser estimulado a assistir cinema em diversos gêneros, de diversas propostas estéticas, e entender melhor a sétima arte. Acredito que um festival tenha essa função na formação do público para o cinema. Um festival de cinema tem essa função, como outros festivais dentro dos seus nichos”, argumenta.

“A origem, o motivo para propor e realizar o Curta Campo Grande, é esse: ajudar na colaboração, na formação dos profissionais nesse momento em que Campo Grande começa a ter uma produção maior, por causa das leis de incentivo, principalmente a Lei Paulo Gustavo, e também para colaborar na formação de plateia”, diz Lacerda, que nasceu em Guia Lopes da Laguna.

O Festival Curta Campo Grande é uma iniciativa da Chalana Produções, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, via edital da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur), enquanto a mostra Curta MS foi selecionada pela Fundação de Cultura de MS, também por meio da Lei Paulo Gustavo, contemplando a edição de Campo Grande e a itinerância para Corumbá, desdobramento que ainda aguarda os trâmites para contratação.

O projeto também conta com o apoio do Sesc e da Fundação de Turismo de MS. Além das exibições, o evento realizará atividades paralelas como o laboratório de projetos, buscando fomentar o desenvolvimento do audiovisual local, a oficina de fotografia e os debates com realizadores.

Filmes selecionados por mostra

Curta Brasil

“A Lenda dos Cavaleiros da Água”, de Helen Quintans (SP) – Ficção, 23’.
“Deixa”, de Mariana Jaspe (RJ) – Ficção, 15’.
“Dinho”, de Leo Tabosa (PE) – Ficção, 20’.
“Expresso Parador”, de JV Santos (RJ) – Ficção, 25’.
“Helena de Guaratiba”, de Karen Black (RJ) – Ficção, 15’.
“Instruções para Chorar”, de Matheus Parizi (SP) – Ficção, 20’.
“Juvana de Xakriabá”, de Silvana Belini (GO) – Documentário, 25’.
“Kila e Mauna”, de Ella Monstra (CE) – Ficção, 19’.
“Km 100”, de Lucas Ribeiro (SP) – Ficção, 19’.
“O Sacro e o Profano”, de Rivanildo Feitosa (PI) – Documentário, 15’.
“Pequenas Insurreições”, de Willian de Oliveira (PR) – Ficção, 13’.
“Semeando a Terra”, de R. Fonte Mutt (DF) – Documentário, 9’.
“Vão das Almas”, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF) – Ficção, 15’.

Curta MS

“A Menina e a Árvore”, de Ara de Andrade Martins (Campo Grande) – Animação, 10’.
“Formoso”, de Roberto Leite (Campo Grande) – Ficção, 13’.
“In Utero”, de Paulo César Avarenga Isidoro (Bonito) – Ficção, 19’.
“Ninguém lhe Estenderá a Mão”, de Deivison Pedrê de Souza (Campo Grande) – Ficção, 14’.
“Relatos de uma Guerra”, de Pedro Biava (Dourados) – Documentário, 26’.
“Somos Uno”, de Gabhi S. Dias (Campo Grande) – Documentário, 5’.

Hors Concours

“Bença”, de Manu Cappu (PR) – Ficção, 15’.
“Cabana”, de Adriana de Faria (PA) – Ficção, 14’.
“Esta Noite Seremos Felizes”, de Diego dos Anjos (SP) – Ficção, 35’.
“Júpiter”, de Carlos Segundo (RN) – Ficção, 15’.
“Pássaro Memória”, de Leonardo Martinelli (SP) – Ficção, 15’.

Diversidade

“Cores no Breu”, de Mariana Queiroz (RJ) – Ficção , 23’.
“Emocionado”, de Pedro Melo (PE) – Ficção, 19’.
“Quarta-feira”, de Maria Odara (PE) – Documentário, 9’.
“Os Finais de Domingo”, de Olavo Junior (CE) – Ficção, 8’.
“Sereia”, de Estevan de la Fuente (PR) – Ficção, 14’.

Sessão Livre (10 a 15 anos)

“Baobab”, de Bea Gerolin (SP) – Animação, 10’.
“Bonita de Rosto”, de Ana Squilanti (SP) – Ficção, 19’.
“Colchão D’água”, de Livia Mota (RN) – Animação, 6’.
“Fala Vô”, de Felipe Rissalah Villela Nascimento (ES) – Animação, 10’.
“Guardas-chuvas Perdidos Viram Clipes de Papel”,
de Jonh Patrick (CE) – Ficção, 17’.
“Quando Meu Corpo Toca o Céu”, de Ingrid Torres (RN) – Documentário, 23’.
“The Kite”, de Isabela Alves (SP) – Animação, 8’.

Mostrinha (5 a 9 anos)

“Aerial Rivers”, de Francisco de Paula (SP) – Animação, 4’.
“Fontossíntese”, de Rodrigo do Viveiro (CE) – Animação, 6’.
“Luzia e a Sombra”, de Bako Machado (PE) – Animação, 9’.
“Receita de Vó”, de Carlos Hardt (PR) – Animação, 3’.
“Só É Feliz Quem se Arrisca”, de Rodrigo Vulcano e Lucas Lima (CE) – Animação, 14’.

*Para mais informações: https://www.festivalcurtacampogrande.com/ e @festivalcurtacampogrande.

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Saúde integrativa

Autocuidado vai além do espelho e une saúde, beleza e bem-estar em encontro

Evento Além da Aparência, promovido pela nutricionista Luanna Caramalac, reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a relação entre alimentação, estética, imagem, autoestima e qualidade de vida

03/09/2026 08h30

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac,

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac, Divulgação

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Promovido pela nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac no Dia do Nutricionista, que foi celebrado nesta segunda-feira, o evento Além da Aparência reuniu cerca de 30 mulheres no Instituto LCM, no The Place Corporate, e marcou também os cinco anos de atuação da instituição na Capital.

A proposta do encontro foi discutir uma mudança percebida em diferentes áreas relacionadas à beleza: a procura crescente por resultados mais naturais, individualizados e menos associados à transformação radical da aparência.

No talk, porém, a conversa foi além dos procedimentos estéticos e trouxe uma reflexão sobre aquilo que sustenta a imagem que aparece externamente.

“Estamos vivendo um momento em que as pessoas buscam cada vez mais o cuidado de dentro para fora”, resumiu Luanna durante a abertura da conversa.

Para a nutricionista, a alimentação não deve ser compreendida apenas como uma ferramenta para emagrecer ou modificar o corpo. Sua atuação profissional parte de uma visão mais ampla, que considera a relação entre nutrição, prevenção, qualidade de vida e as necessidades individuais de cada paciente.

MAIS DO QUE DIETA

Ao celebrar cinco anos do Instituto LCM, Luanna também compartilhou parte de sua trajetória pessoal e profissional. A nutricionista afirmou que sua compreensão sobre saúde ultrapassa a ideia de prescrever dietas ou estabelecer regras universais de alimentação.

“É a nutrição que eu acredito, que não é só uma nutrição de fazer uma dieta. É de fato ir à causa, à raiz do problema do paciente, tratar o todo”, afirmou.

Segundo ela, cada pessoa possui uma rotina, um histórico e necessidades, o que exige acompanhamento individualizado. Essa perspectiva busca afastar soluções imediatistas e aproximar o cuidado de hábitos que possam ser sustentados ao longo do tempo.

A ideia central do evento foi justamente mostrar que saúde e aparência não precisam ser tratadas como assuntos completamente separados.

Alterações na pele, no cabelo e no corpo podem levar pessoas a buscar respostas exclusivamente em produtos ou procedimentos, quando outros fatores relacionados à saúde também merecem a atenção.

Essa integração foi um dos principais pontos discutidos pelas convidadas.

BELEZA ALÉM DO ESPELHO

A empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas Thielly Prado levou ao encontro a experiência de quem acompanha diariamente mulheres em busca de mudanças na imagem.

Para ela, a transformação observada nos últimos anos vai além da procura por determinados procedimentos. Muitas clientes passaram a buscar espaços de cuidado, pausa e acolhimento.

Thielly relacionou essa mudança ao período da pandemia, quando muitas pessoas foram obrigadas a desacelerar e passaram mais tempo dentro de casa.

“Depois da pandemia, eu vi o quanto as pessoas já não estavam mais buscando somente [fazer] uma sobrancelha, uma escova ou um pé e mão. Todo mundo começou a buscar essa paz”, afirmou.

Segundo ela, o contato cotidiano com mulheres também permite perceber como questões aparentemente relacionadas à estética podem estar conectadas a outras dimensões da vida.

“Não é só sobrancelha, não é só botox, não é só harmonização. É um todo”, disse.

A profissional ressaltou que sinais percebidos externamente podem despertar dúvidas sobre alimentação, rotina e acompanhamento de saúde.

A intenção, segundo ela, não é transformar a aparência em um diagnóstico, mas compreender que o autocuidado pode exigir uma rede de profissionais e diferentes formas de atenção.

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac,Da esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac, nutricionista funcional e integrativa; e a médica Viviane Orro - Foto: Divulgação

CEREJA DO BOLO

A biomédica Natália Morota, especializada em harmonização facial e rejuvenescimento, também defendeu uma abordagem que não coloque os procedimentos estéticos como única resposta para a busca por autoestima.

Com 16 anos de atuação na área da beleza, ela afirmou que passou a compreender a estética de forma diferente ao perceber o impacto que a relação de uma pessoa com a própria imagem pode ter em outras áreas da vida.

“Quando a gente transforma uma mulher, a vida dela inteira muda. Como a gente se vê, a gente começa a se comportar de outra forma”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Natália destacou que intervenções externas não substituem os cuidados básicos relacionados à saúde.

Para ela, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte de uma estrutura que sustenta os resultados buscados também na estética.

“Não adianta fazer um estímulo de colágeno se a paciente não tem nutrientes suficientes para sustentar aquilo. A estética é a cereja do bolo”, comparou.

A fala também trouxe um alerta sobre a procura por soluções rápidas para emagrecimento ou transformação corporal sem o acompanhamento adequado. A popularização de medicamentos e procedimentos não elimina, segundo as participantes, a necessidade de avaliação individual e orientação profissional.

IMAGEM QUE VESTE

A influenciadora e empresária de moda Bruna Gonçalves acrescentou ao debate a relação entre vestuário, identidade e autoestima.

Para ela, a imagem é importante na maneira como uma pessoa se apresenta ao mundo, mas não é suficiente para definir quem ela é.

“A beleza faz sentido a partir da imagem que a gente entrega quando chega a um lugar, mas quem permanece é a nossa essência”, afirmou.

Bruna relacionou o cuidado com a aparência à capacidade de reconhecer a identidade. Vestir uma roupa e se sentir bem, segundo ela, pode ser uma forma de reconhecer qualidades que já existem, e não necessariamente criar uma nova versão de si mesma.

Em sua fala, contou que momentos difíceis de sua vida também mudaram sua maneira de enxergar o autocuidado.

“A beleza externa, como eu cuido de mim por fora, me ajudou muito. Porque a beleza externa também pode refletir aquilo que está interno”, disse.

Para a empresária, a forma como uma mulher ocupa os espaços, se relaciona com outras pessoas e constrói sua presença também faz parte daquilo que pode ser entendido como beleza.

SAÚDE VEM ANTES

A médica Viviane Orro trouxe para a conversa sua experiência de mudança profissional. Atuante anteriormente na terapia intensiva e na nefrologia, ela decidiu, após a pandemia e um período de sobrecarga, fazer uma transição para a área da medicina estética e dos procedimentos faciais.

A mudança, segundo ela, também foi motivada pela necessidade de buscar mais qualidade de vida. Durante a pandemia, Viviane esteve na linha de frente da assistência médica e afirmou que o período modificou profundamente sua relação com o trabalho e com o cuidado pessoal.

“Eu precisava ter mais tempo com a minha família e mais tempo para cuidar de mim”, contou.

Na nova área de atuação, porém, ela disse ter levado consigo uma percepção construída durante os anos em que trabalhou com pacientes em situações graves: a importância de um organismo saudável e adequadamente acompanhado.

“A profissão da nutricionista é muito mais importante do que as pessoas têm exata noção. Se a gente tem um corpo nutrido, um corpo saudável, a nossa expectativa de vida muda, o nosso humor muda, a nossa energia muda”, afirmou.

Mesmo trabalhando atualmente com estética, Viviane defendeu que os procedimentos devem ocupar um lugar complementar no cuidado. “A beleza é segundo plano. A estética é segundo plano”, disse.

Para a médica, o ponto de partida precisa ser a saúde e a capacidade de uma pessoa de reconhecer a autoimagem sem transformar cada característica natural em um problema a ser corrigido. “Ela tem que olhar no espelho e falar: ‘Eu sou linda. Essas rugas são a minha história’”, afirmou.

Diálogo

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral já encontrou nova modalidade... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (3)

03/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Martha Medeiros - Escritora brasileira

"Solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor-próprio”.

FELPUDA

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral já encontrou uma nova modalidade de esconde-esconde: candidato escondendo candidato. Há quem esteja distribuindo santinhos com espaço generoso apenas para o presidenciável, enquanto os demais nomes da chapa majoritária parecem ter virado figurantes. O candidato ao Governo some, o postulante ao Senado desaparece e, em alguns casos, até a própria chapa parece precisar de lupa. A estratégia, naturalmente, desperta comentários nos bastidores e alimenta a velha pergunta: por que esconder quem deveria estar sendo apresentado ao eleitor?

E?...

Candidatos que anunciaram tratamento contra o câncer poderiam, dentro dos limites legais e da privacidade, informar os eleitores se estão em condições de assumir eventual missão pública

Mais

Alguns recorreram às redes sociais para anunciar a doença, o tratamento, mas não informaram se tiveram a cura defitiniva. A questão envolve transparência e confiança do eleitor.

DiálogoFoto: Divulgação

Giovanna Maravieski, chefe da Divisão de Fiscalização da Saúde do TCE-MS, tornou-se a primeira auditora de controle externo do Tribunal a conquistar a certificação internacional PESA, da INTOSAI Development Initiative. A certificação é voltada à formação e ao aprimoramento de profissionais que atuam na fiscalização e auditoria do setor público. O programa segue padrões e metodologias internacionais de controle e auditoria governamental. A formação inclui estudos, avaliações on-line e acompanhamento de mentor. Giovanna teve como coach o auditor Haroldo Oliveira de Souza, também do TCE-MS. Ela afirmou que o PESA foi um divisor de águas em sua carreira.

Diálogo Marco Antonio Moraes e Valéria Foschiani - Foto: Studio Vollkof

 

Diálogo Fernanda Motta - Foto: Lu Prezia

Vitrine

Nos meios políticos, comenta-se que a prefeita Adriane Lopes perdeu grande oportunidade de marcar posição nessas eleições. Afinal, dificilmente terá novamente um cenário tão favorável para apresentar sua atuação política e os resultados de sua gestão. O problema é que até agora, dizem os críticos, não conseguiu mostrar nem uma coisa, nem outra. A vitrine eleitoral está aberta, mas faltariam produtom para por nas prateleiras. E eleição, como se sabe, não costuma perdoar vitrine vazia.

“Gato”

Com todas as letras, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) acusou órgãos da Prefeitura de Campo Grande de terem feito “gato” de energia no prédio utilizado em evento LGBTQ+. Segundo ela, a ligação irregular teria sido feita pela administração municipal, que realizou evento anterior no local. A denúncia, naturalmente, provocou aquele tipo de silêncio que costuma falar mais alto do que qualquer discurso. Agora resta saber quem vai pagar as contas: a da energia e, principalmente, a da política. 

Alívio

Quem está feliz como pinto no lixo é o vereador Marcos Trad, depois que o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou ação do PDT estadual que pedia a perda do seu mandato por suposta desfiliação sem justa causa. O placar foi de cinco votos a dois, garantindo sua permanência no cargo. A decisão chega em boa hora para quem pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Agora, Marcos Trad pode concentrar suas energias na campanha eleitoral.

ANIVERSARIANTES 

  • Jane Mary Abuhassan Gonçalves, 
  • Lude Simioli Júnior, 
  • Francisco Almeida Telles
  • (Chiquinho Telles), 
  • Gevair Ferreira Lima,
  • Sandra Uhry, 
  • Linda Jeronimo Dias,
  • Alice de Araújo de Alcântara,
  • Cleber Aguirre,
  • José Sotoma,
  • Luis Carlos Beraldo da Costa,
  • Maria Aparecida dos Reis Siqueira,
  • Rosália Yocie Tokuyama,
  • Maria Eunice de Jesus Santos,
  • Antonio Marcos de Andrade,
  • Paulo  Queiroz,
  • Marco Aurelio Perez,
  • Helio de Paula,
  • Moacir Fernandes Dutra,
  • Sônia Irma Frainer, 
  • Leny Ourives da Silva,
  • Renan de Souza Nucci,
  • Monacy Carlos Moura,
  • Sônia Maria Pinto de Arruda,
  • Geise Conceição Teodoro Soares Tôrres, 
  • Vitor Francisco Torres Menegazzo, 
  • Thiago Cardozo, 
  • Marcos Benedetti Hermenegildo,
  • Fabiana Silva Laburu,
  • Paulo Sérgio Costa, 
  • Gleide Soares Morel Durães, 
  • Diego Bazana Senzano,
  • Micchelle Coutinho Lubacheski,
  • Valdir Antunes Nuncao,
  • Liziane Berrocal,
  • Rosilene Garcia,
  • José Benício Praxedes,
  • Marlene de Matos Bossay,
  • Carmen Tieko Massan,
  • Ana Lúcia de Almeida dos Santos,
  • Rose Mary Domingues,
  • Eveline Jacobina Marceli,
  • Mariana Tomaz Silva,
  • Luciana Santos de Oliveira,
  • Luiz Sirineu, 
  • Dra. Carolina Muzzi Youssef, 
  • Félix Amado Soares,
  • Luiz Carlos Ortega,
  • Yvan Luiz Madruga Varjão,
  • Moysés Aristeu Thomé,
  • Silvio Rebelo de Freitas,
  • Kaurry Miyasato Alves,  
  • Eduarte Candido de Lima,
  • Pedro Costa de Barros,
  • Maria Lúcia Rodrigues da Silva,
  • Fernando Antonio Camargo,
  • Patrícia Alves Barbosa,
  • Marcelo Alves Barbosa,
  • Carla Rodrigues Cubel,
  • Lúcia Andrade Lamota,
  • Sandra Dutra Araújo,
  • Rosângela Carla Muller,
  • Gisela Luz Ferreira,
  • Neuza Barbosa Massi,
  • Maria Rita de Lima,
  • Herberto Cristovam Dias Gomes,
  • Eloty Justina Dias Schieder,
  • Iraldo Grisoste Barbosa,
  • Dr. Armindo Ramão Medina, 
  • Marcos Hernani Teixeira Hollender,
  • Elenice Barbosa,
  • Regina Maria Ribeiro,
  • Jucineide Almeida de Menezes,
  • Marlene Bobato,
  • Cândida Maria de Souza,
  • Maria Rita Menezes Arruda,
  • Renilde Viana de Souza,
  • Elizabeth de Souza Lemos,
  • Tércio José Alves,
  • Flávio Alexandre Chagas Martins,
  • Oledir Querino dos Santos Vianna,
  • Lisandra Cristina Felix,
  • Valdeir Rodrigues Dias,
  • Rosely Libanês,
  • Argentino José Nepomuceno Neto,
  • Miriam Elizabeth Lemos Dutra,
  • Maria de Lurdes Saveran Trevizan,
  • Aluizio Gomes Silva Filho,
  • José Gazilan,
  • Laís Helena Adami de Freitas,
  • Rodolfo Fernandes Rocha,
  • Claudete Cristovão Abrão, 
  • Danilo César Maffei,
  • Lucas Flores Grisoste Barbosa,
  • Ursula Mara Bernardes Maldonado,
  • Inácio Martins Ribeiro,
  • Zulma Luiza Contar Fernandes 
  • Reis,
  • Jesus Breno Batista,
  • Renan Cintra Soloaga,
  • Jesus Milane de Santana,
  • Abdaias Borges Sena,
  • José Roberto de Souza Freire,
  • Valéria Sudan, 
  • Gustavo Pereira,
  • Cássio Roberto Gradela,
  • Toshiaki Ueno,
  • Gislaine dos Santos Federici,
  • Hamilton Arguelho Espinosa de Souza,
  • Altamiro de Figueiredo.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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