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Bem-estar B+: Dia do Leitor: Você sabia que ler emagrece?

Descubra como a leitura pode ser uma aliada na sua jornada de emagrecimento e transformar a sua saúde física e mental.

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Quem nunca pensou que uma pessoa com boa aparência possivelmente não fosse tão inteligente ou que alguém um pouco mais desengonçado fosse uma pessoa super intelectual completamente desligada de qualquer tipo de vaidade? Sem dúvida, a oposição entre mente e corpo não é nenhuma novidade nesta geração atual.

Mas, será mesmo que quem “afunda” a cabeça nos livros não tem tempo algum para “puxar um ferro” na academia? Bem, essa relação pode até ser verdadeira, mas estudos comprovam que uma hora de leitura consome uma média de 120 calorias. 

“Sim, a leitura pode ajudar a emagrecer. Ela funciona como uma ferramenta de distração e autocuidado, desviando o foco da comida e ajudando a reduzir a ansiedade e o estresse, que são gatilhos comuns da compulsão alimentar. Ela diminui os níveis de cortisol, favorecendo o equilíbrio hormonal e reduzindo o apetite emocional.”, explica a nutricionista Maria Clara Moreno.

Uma rede de livrarias britânica resolveu se aprofundar no assunto ao encomendar uma pesquisa sobre a queima de calorias em relação à leitura de diferentes tipos de livros, e fez valer o antigo princípio da "mente sã, corpo são", ao descobrir que livros de aventura, sexo e ação gastam duas vezes mais calorias que ficar parado.

Isso acontece porque as tramas desses gêneros literários levam o corpo a produzir mais adrenalina, hormônio que reduz o apetite e queima caloria. “A leitura só não pode substituir a atividade física ou a alimentação equilibrada. O emagrecimento saudável depende de um balanço entre os dois componentes e o bem-estar emocional. O ato de ler é uma ferramenta complementar, não um substituto.”, acrescenta a doutora.

A pesquisa ainda faz uma lista dos livros que geram mais adrenalina, ou seja, que mais emagrecem. No topo da lista está “Polo”, de Jilly Cooper, que provoca a queima de 1,1 mil calorias (equivalente a uma refeição completa de Big Mac), seguido do famoso “Código da Vinci”, queimando 855 calorias (uma barra de chocolate). Ainda estão na lista dos mais ‘dietéticos’, títulos como “O Exorcista” de William Blatty e “O Iluminado” de Stephen King.

Os 10 livros mais ‘dietéticos’, de acordo com a Livraria Borders:

  • Polo (em inglês), Jilly Cooper - 1,1 mil
  • O Código da Vinci, Dan Brown - 885
  • O Iluminado, Stephen King - 745
  • O Júri, John Grisham - 772
  • Bravo Two Zero (em inglês), Andy McNab - 605
  • O Dia do Chacal, Frederick Forsyth - 604
  • O Exorcista, William Peter Blatty - 465
  • Dirty Blonde (em inglês), Courtney Love - 444
  • Orgulho e Preconceito, Jane Austen - 443
  • O Caso dos Dez Negrinhos, Agatha Christie - 3277

A especialista em emagrecimento acrescenta que livros motivacionais, de psicologia ou histórias de superação podem reforçar o comprometimento com a rotina saudável. Ela indica, portanto, 7 livros que podem ser um complemento para o seu plano alimentar e de seus treinos, impactando positivamente no processo de emagrecimento. Confira!

7 livros para complementar o seu plano alimentar e treinos:

Alimentação e saúde:

  • O Peso das Dietas, Sophie Deram;
  • Por que Engordamos?, Gary Taubes;
  • Psicologia e comportamento:
  • O Poder do Hábito, Charles Duhigg;
  • Mindless Eating, Brian Wansink;
  • Histórias inspiradoras, biografias ou relatos de superação:
  • A Mulher Mais Feliz do Mundo, Eckhart Tolle;

Livros de receitas:

  • Comida de Verdade, Yotam Ottolenghi;
  • Panelinha: Receitas que Funcionam, Rita Lobo.

É difícil saber se isso seria motivo para aumentar o número de leitores pelo mundo. No entanto, não deixa de ser uma pesquisa interessante que quebra os paradigmas entre a relação do conhecimento intelectual com a beleza física.

E, para quem precisa perder uns quilinhos e não gosta de fazer exercícios, está aí uma boa sugestão!

Diversão

Parque inflável com foguete de 14 metros chega em shopping

Com uma área de 2.000 m² e brinquedos infláveis gigantes, a aventura é garantida para toda a família. 

03/04/2025 14h46

Space Bounce Park tem 2.000m² de diversão inflável

Space Bounce Park tem 2.000m² de diversão inflável Divulgação

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O mês de abril chegou com novidades no Shopping Campo Grande. Entre elas, a chegada do maior parque temático da NASA no Brasil, o Space Bounce Park, que vem pela primeira vez a Campo Grande. Com uma área de 2.000 m² e brinquedos infláveis gigantes, a aventura é garantida para toda a família. 

O Space Bounce Park está localizado em frente à Fórmula Academia e traz atividades que garantem adrenalina, desafiando o equilíbrio e a agilidade. Entre os brinquedos infláveis, a atração, sem dúvidas, é o foguete espacial com 14 metros de altura.

Além disso, o espaço conta também com o giro radical, a super bolha, a torre de escalada e a arena de futebol. Tem ainda o tobogã gigante, a piscina de espumas, o pêndulo e a corrida de obstáculos. Tudo isso para garantir entretenimento e diversão para todas as idades. 

O valor para brincar é R$ 49,90 por 30 minutos e PcD (Pessoa com Deficiência) tem 50% de desconto. O horário de funcionamento do parque será de terça-feira a domingo das 16h às 21h30. O limite de peso para brincar é 80kg e é obrigatório o uso de meias.

A abertura do parque será neste final de semana, com previsão para ficar na Capital até o mês de junho.

Kinder Space Park

A diversão não para no lado interno do Shopping. O Kinder Space é uma aventura intergalática que promete divertir a criançada com sua piscina de bolinhas gigante, tirolesa, escorregadores, labirinto de obstáculos, high jump e uma máquina de realidade virtual. 

Inspirado em aventuras além do espaço, o Kinder Space é o parque certo para os pequenos astronautas soltarem a imaginação e viajar por uma galáxia inflável, enfrentarem os desafios dos labirintos, os mistérios do escorregador de tubo e terão que mostrar muita coragem na tirolesa. 

A atração é indicada para crianças de 1 a 14 anos e crianças menores de 5 anos devem entrar acompanhadas de um adulto, sem custo adicional. 

Os valores para brincar são: R$50 por 30 minutos e R$10 para cada 15 minutos adicionais. Para o Simulador Rilix (brinquedo de realidade virtual), o valor é R$20 e o High Jump tem valor de R$20 por 5 minutos (este brinquedo é para crianças maiores de 6 anos). 

Crianças autistas têm 50% de desconto nos 30 primeiros minutos. Após esse tempo, será cobrado o valor de minutos adicionais. 

O Kinder Space Park está localizado na Praça de Eventos do Shopping Campo Grande. 

Saúde

Médica da Capital dá dicas sobre como ter um envelhecimento saudável

"Um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra na quarta ou quinta década de vida", defende a médica Maria Fernanda Guerini, que preside a seção regional da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

03/04/2025 10h30

A geriatra Maria Fernanda Guerini:

A geriatra Maria Fernanda Guerini: "Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom" Divulgação

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A geriatria é a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. “Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer”, afirma a médica paulista, radicada em Campo Grande, Maria Fernanda Guerini, de 38 anos.

Autoridade no assunto, a médica defende uma abordagem diferenciada da área médica que escolheu para se especializar, envolvendo o histórico e a biografia do paciente, assim como um diálogo intenso e permanente com familiares e cuidadores, e a recomendação para que as consultas com o geriatra façam parte da rotina de qualquer pessoa bem antes do que se imagina, já na casa dos 40 anos.

“Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. Iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar o seu 60+”, explica a médica, que preside a regional sul-mato-grossense da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e representa o Estado no congresso que a entidade realiza de hoje até sábado, em Belo Horizonte (MG).

Maria Fernanda graduou-se pela Faculdade de Medicina de Marília (SP), com residência no Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e fellow (treinamento, aperfeiçoamento e especialização) em distúrbios cognitivos associado ao envelhecimento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ela é casada com o radiologista Alexandre Curado Sobral Costa, com quem teve os gêmeos Maria Alice e Otávio, de seis anos, e conversou com o Correio B sobre o congresso da SBGG e envelhecimento saudável. Confira a seguir.

Como será a sua participação no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia?

Como sou presidente da regional da SBGG, vou representar o estado de Mato Grosso do Sul em uma mesa redonda sobre Atualizações sobre Cognição e Distúrbios do Sono, com grandes nomes da geriatria e da neurologia. Estou animadíssima.

Como se pode definir a geriatria? 

É a especialidade médica que cuida das doenças associadas ao processo de envelhecimento. Frente ao envelhecimento populacional, é uma especialidade fundamental para dar assistência a uma parte do processo de envelhecer. Tem como bases as grandes síndromes geriátricas, as cinco Is: instabilidade para caminhar e quedas, incontinências, insuficiência cognitiva [demências], iatrogenias [efeitos colaterais de medicamentos ou tratamentos] e imobilidade [ficar acamado].

Todos esses processos envolvem pessoas que envelheceram e adoeceram no meio da sua caminhada e evoluíram com condições que tiraram de alguma forma sua independência ou autonomia. Claro, todos podem estar suscetíveis às doenças, mas hoje eu vejo a importância de se preparar para envelhecer. Acredito que hoje o caminho para se ter um envelhecimento bem-sucedido está baseado em procurar o geriatra antes dos 60 anos, talvez na quarta ou quinta década de vida, para atuarmos em hábitos modificáveis. 

O que seria um envelhecimento bem-sucedido?

Seria aquele em que, mesmo com doenças crônicas controladas, a pessoa passa os anos mantendo sua independência e autonomia, ou seja, a capacidade de cuidar de si e de tomar decisões por si mesmo. E essa ideia não tem relação com um número de idade específico.

O que traz de diferencial na sua abordagem da geriatria?

Minha abordagem envolve um atendimento que aborda os pilares de um envelhecimento bem-sucedido. Envolve falar sobre saúde física, saúde mental, cognição, capacidade funcional, estilo de vida e seus hábitos e histórico de doenças crônicas. Além disso, envolve o histórico e a biografia dessa pessoa, quem ela é, quem ela foi quando mais jovem e com quem ela se relaciona e quem está ao lado dela, pois tudo isso faz muita diferença em como vou elaborar o plano de cuidados. Outro diferencial da consulta é acolher os familiares e cuidadores, que são muitas vezes a parte das mãos, braços e pensamentos da pessoa idosa e também têm que estar envolvidos no cuidado.

A partir da perspectiva da geriatria contemporânea, o que pode e o que não pode o homem ou a mulher com mais de 50 anos?

O que pode ou não pode?... [risos]. Vamos lá, o que o não pode é achar que a genética é majoritariamente responsável por determinar sua forma de envelhecer. Ela corresponde a menos de 20% do processo. Os outros mais de 80% são suas escolhas, hábitos, o que você come, quanto você se movimenta ou o quanto você maneja seu estresse. Durante a consulta, tento mostrar para o paciente que ele é o protagonista do seu cuidado.

Para a maioria das pessoas, ainda parece estranho encarar o geriatra antes dos 40 anos? 

Eu acredito, sim, que uma pessoa com 40 anos deva passar pelo geriatra para entender o processo que o seu corpo está passando e vai passar. Temos uma mudança de constituição corporal que se inicia aos 35 anos, e não tenho que te dizer que muda para melhor, pois não muda. É quando iniciamos nossa perda progressiva de massa muscular, e entender isso aos 40, 50 anos, pode mudar seu 60+. Para as mulheres, esse processo é somado à menopausa, que somada às mudanças hormonais e às da constituição corporal, pode sim aumentar riscos de doenças.

Acredito que temos medo daquilo que não conhecemos. Talvez essa falta de conhecimento com o que acontece com nosso corpo com o passar dos anos seja um dos responsáveis pelo, entre aspas, medo de envelhecer. Ou talvez exemplos de envelhecimentos marcados pela dependência, doenças e limitações sejam mais comuns para a realidade brasileira. Isso seria uma das causas do etarismo ou do estigma da imagem da pessoa idosa como dependente e frágil.

Você tem se destacado ao trazer esses tópicos de um modo bem fundamento e prático. Mas como convencer as pessoas de que é necessário cuidar da, digamos, velhice anterior?

Por isso tenho como missão levar o assunto envelhecimento ao máximo de espaços possíveis, com informações de qualidade e baseadas em evidências científicas, para que mais pessoas entendam o mais cedo possível que é possível envelhecer bem, sem incapacidades e com qualidade de vida. Quero mostrar que envelhecer é natural e pode ser muito bom. Aprendo muito com meus pacientes diariamente.

O congresso: de casas inteligentes a novidades sobre demências

De hoje até este sábado, o 24º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia (CBGG), principal evento da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), desenvolve o tema Envelhecimento e Tecnologia: Uma Parceria Entre Gerações, com discussões sobre o impacto da tecnologia na saúde, na assistência, na vida das pessoas idosas e na sociedade como um todo. Realizado no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG), o congresso reunirá mais de quatro mil participantes.

De acordo com o geriatra e presidente da SBGG, Marco Túlio Cintra, o CBGG contará com as principais referências de cada área, incluindo palestrantes internacionais, que proporcionarão uma verdadeira imersão em diferentes temas relacionados à tecnologia e ao envelhecimento. “Tudo foi planejado com o máximo cuidado para que os visitantes possam ter a melhor experiência possível e, principalmente, adquirirem esse conhecimento fundamental”, explica.

Mais de 250 temas serão abordados, entre eles as inovações tecnológicas, que têm desempenhado um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, especialmente no que se refere às smarthomes, as chamadas casas inteligentes, e aos avanços no tratamento de condições como osteoporose, diabetes e obesidade. “Essas casas oferecem soluções que aumentam a segurança, a autonomia e o conforto dos idosos, pois dispositivos como fechaduras inteligentes e câmeras de segurança permitem que o morador controle elementos-chave da casa pelo smartphone, garantindo mais tranquilidade aos idosos e os familiares”, comenta a geriatra e diretora da SBGG, Alessandra Tieppo, ao explicar que os sensores de movimento, os detectores de fumaça e os sistemas de monitoramento de saúde integrados podem alertar cuidadores e familiares sobre qualquer problema. “Projetos-pilotos, como o uso de assistentes virtuais para melhorar a assistência domiciliar, têm sido implementados com sucesso, destacando a tendência de integração tecnológica nos cuidados com os idosos”, frisa.

Em relação às novidades nos tratamentos de osteoporose e diabetes, dra. Alessandra revela que estudos recentes indicam que medicamentos como a semaglutida, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, podem estar associados à perda óssea, por conta da rápida perda de peso. No entanto, segundo ela, não há evidências conclusivas de que esses medicamentos são causadores diretos da osteoporose. “A Associação Americana de Diabetes [ADA] recomenda que pacientes com diabetes e baixa densidade mineral óssea considerem o uso de medicamentos antirreabsortivos e agentes osteoanabólicos para preservar a saúde óssea”, relata. 

Quanto à obesidade, ela explica que o manejo desse problema na população 60+ necessita de uma abordagem cuidadosa, já que a ADA destaca a importância de ajustar a terapia antidiabética em pacientes com sobrepeso ou obesidade, visando não apenas o controle glicêmico, mas a promoção da perda de peso saudável e sustentável. “O fato é que essas inovações tecnológicas e os avanços médicos podem transformar, de maneira significativa, a vida dos idosos, promovendo um envelhecimento com muito mais qualidade de vida”, afirma dra. Alessandra.

Situações difíceis e novos fatores de risco para demência; desafios da prática da direção veicular (como avaliar a hora de parar?); cuidados paliativos; nutrição e longevidade; quem são e como estão os idosos do Brasil; utilização da inteligência artificial na geriatria e na gerontologia; ambulatório para cuidadores; perspectivas do novo consenso de sarcopenia; população LGBTQIA+; as diferentes facetas da ansiedade; intervenções no estilo de vida para o tratamento de doenças neurodegenerativas e vírus sincicial respiratório são outros assuntos de destaque no CBGG.

Os trabalhos científicos também terão notoriedade. Profissionais e grupos atuantes em trabalhos acadêmicos e de natureza assistencial que envolvem aspectos de relevância para o envelhecimento submeteram seus estudos para avaliação e, durante os três dias, vão expô-los aos visitantes. Os três primeiros colocados de cada categoria dos temas livres de geriatria e gerontologia serão premiados (valores de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil).

De acordo com a geriatra e diretora científica da SBGG, Ana Cristina Canêdo, o nível dos trabalhos enviados superou as expectativas e a comissão teve bastante trabalho para eleger os melhores para serem apresentados ao público. “Isso reforça que os profissionais estão cada vez mais preparados para atuar com as questões ligadas ao envelhecimento e, acima de tudo, enxergam o CBGG como o principal congresso da especialidade”, afirma.

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