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MÚSICA CLÁSSICA

Cantora lírica campo-grandense se destaca no cenário brasileiro e internacional

Elouise Miranda, a qual ganhou o terceiro lugar no Concurso Maria Callas (SP), prepara-se para mais uma importante competição internacional; conheça um pouco da vida e da arte dessa importante cantora lírica campo-grandense de apenas 25 anos

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“Acho melhor não divulgar ainda”, responde Elouise Miranda quando perguntada sobre a próxima competição de canto da qual pretende participar. Destaque da música clássica de Mato Grosso do Sul desde o ano passado, a cantora lírica nascida em Campo Grande chamou atenção de quem entende do assunto por volta dos 17 anos, passando a ocupar uma posição de destaque no cenário nacional faz quase três meses.

Foi na noite de 21 de março, no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista, que ela conquistou o terceiro lugar na 22ª edição do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, talvez o mais importante do País dedicado ao canto lírico.

As sopranos Flavia Stricker (PR) e Isabella Luchi (ES) ficaram, respectivamente, com a primeira e a segunda posição na competição, que é organizada pela Cia Ópera São Paulo, sob a direção de Paulo Abrão Esper.

Uma das árias preferidas da notável artista de 25 anos, “Caro Nome” – da ópera “Rigoletto” (1851), de Giuseppe Verdi (1813-1901) – serviu de passaporte para o reconhecimento de seu talento no circuito paulista de música de concerto, que ajuda (e muito) a posicionar com distinção o nome de quem busca lugar no panteão do gênero.

 

Além da peça entoada por Gilda no primeiro ato da ópera de Verdi, Elouise cantou, na final do concurso, “Je Veux Vivre” (1867), da versão de Charles Gounod (1818-1893) para “Romeu e Julieta”.

Enquanto se prepara para mais uma prova, Elouise segue com a vida que escolheu para si desde os sete anos, quando ficou “viciada” em um CD do pai com as composições de Mozart (1756-1791). Já nesse tempo, bem antes de ingressar na Fundação Barbosa Rodrigues (FBR), em que começou como estudante de violino, a menina se divertia à beça imitando as cantoras de ópera.

“Sopranos são sempre lembradas principalmente pela capacidade de alcançar notas agudas, mas, mesmo dentro dessa classificação, existem as subclassificações, na qual cada uma tem suas características. Eu sou uma soprano lírico coloratura, minha voz é considerada encorpada, arredondada e com um certo lirismo, ao mesmo tempo que consegue fazer passagens que exigem agilidade com clareza”, descreve Elouise.

“Quando eu tinha 13 anos, minha mãe ficou sabendo que a FBR abriria uma vaga e logo me inscreveu. Porque sabia que eu tinha muita vontade de tocar um instrumento, mas na época não tinha condições de pagar. Então, esse projeto social foi um início muito importante. Comecei a fazer aulas de violino com o maestro Eduardo Martinelli e amava tocar, fiquei anos estudando muito, mas o canto lírico não tinha deixado de sair da minha cabeça”, conta a cantora.

“Em uma das apresentações em que a Orquestra Jovem da FBR tocou, a filha do maestro [Martinelli], minha amiga [e cantora lírica] Bianca Danzi cantou, e até então eu não tinha escutado alguém cantar lírico pessoalmente, só por gravações. Isso me deixou enlouquecida para estudar. Minha mãe me incentivou a falar com o maestro e ele me disse para preparar algumas músicas com a Bianca. Então fiz isso, me dediquei e até fizemos apresentações, mas na época eu ainda não fazia aulas”, ressalta Elouise.

A sua rotina atualmente se divide entre a agenda de maestrina de coral e professora de canto e violino – na Escola de Música Tom Maior e na Sociedade Assistencial Meimei – e as horas que dedica aos estudos e aos ensaios com a própria voz.

“Faço aulas de canto duas vezes por semana, nos dois dias em que tenho minha manhã livre, e estudo sozinha nos outros dias, nos horários livres entre um aluno e outro”, diz a artista, que cresceu em um ambiente musical, ao som da voz e do violão do pai e da mãe.

PARA VALER

“Depois de um bom tempo, já com 17 anos, a Bianca me disse que estava fazendo aula com a professora Cristina Passos [mestre em Música pela Universidade Federal de Goiás e bacharel em Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro] e me indicou. Fiquei muito animada. Depois que dei início, só tive a confirmação de que era o que eu queria estudar com seriedade. Minha voz vem se desenvolvendo, e durante esses anos fiz concertos em Campo Grande e participei de recitais”, prossegue.

“Me formei em Música pela UFMS [Universidade Federal de Mato Grosso do Sul], fui ganhando experiência e ocupando todos os espaços possíveis que pudessem favorecer minha formação”, afirma a jovem cantora.

“Agora, com 25 anos, sei que o processo de amadurecimento técnico, artístico e também psicológico sempre está em desenvolvimento. Mas me sinto mais preparada a avançar para outros espaços que me desafiem e me estimulem para um próximo nível”, mira a soprano.

MESTRES

Quem primeiro lhe avistou o rouxinol na garganta segue a celebrar a sua voz.

“Eu não sabia [do seu potencial para o canto], tinha ela como uma ótima estudante de violino. Comecei a incluir no repertório da Orquestra Jovem da FBR algumas árias de ópera para que ela e a Bianca cantassem”, conta Martinelli.

“Fizemos uma adaptação do duo da ‘Flauta Mágica’, [do dueto] de Papageno e Papagena, e elas cantavam e faziam o maior sucesso, inclusive. Começaram a se entrosar, e vi que o negócio era sério. Pedi para a professora Cristina Passos um favor: ‘Que você conheça, ouça e oriente essas moças aqui’”, continua.

“Nisso, a Elouise começou, sob a orientação da Cristina, a desenvolver cada vez mais, mais e mais, a participar de tudo quanto é coisa, a fazer solos com orquestra profissional. Participou com a gente do [Festival] Encontro com a Música Clássica e culminou com o prêmio no Maria Callas”, cita Martinelli.

“Além de estar sempre atuando e cantando. Participou da última edição, por exemplo, do Festival Encontro com a Música Clássica, cantando com o barítono Santiago Villalba [RJ]”, afirma.

“Então, todos os méritos aí dela e da professora Cris por esse aperfeiçoamento incrível. A gente fica muito feliz por ela estar sempre conosco enquanto estiver morando aqui. Elouise é extremamente jovem para ter o amadurecimento que tem na sua voz. É um mérito incrível dela e da Cris”, diz o instrumentista e educador.

“Uma jovem cantora de Campo Grande que inicia sua carreira com um futuro promissor” – é assim que Cristina Passos define a sua pupila.

“A Elouise é uma pessoa muito estudiosa. Ela consegue preparar um repertório rapidamente e assimila muito bem todo o aprendizado. Isso aí é um ponto positivo, porque ela aplica o que aprende e se desenvolve com a sua musicalidade e a sua inteligência musical a partir dessa dedicação, dessa seriedade com que ela leva o trabalho”, define.

“Conheci a Elouise quando ela tinha entre 17 e 18 anos, apresentada pelo maestro Martinelli. Ela fez a primeira apresentação cantando árias antigas, e foi quando eu percebi que reunia um conjunto de qualidades, de requisitos para ser preparada como uma cantora lírica. Apresentou muita musicalidade, senso estilístico, e foi quando eu conversei com ela para propor um estudo sério, com uma finalidade de formá-la”, conta a professora.

“Dei uma bolsa para ela e logo depois vim para Goiás, onde resido desde 2020, na época da pandemia [de Covid-19]. Nós começamos a fazer aulas on-line. Nesse período, a Elouise se formou na UFMS e participou de uma competição on-line, e o Maria Callas foi o primeiro [concurso] presencial que integrou. Nosso intuito nessa sua participação foi aprimorar seus estudos, dar uma acelerada na expansão do repertório”, salienta Cristina.

REENCONTRO

Dois amigos da professora que atuam no Rio de Janeiro – e orientaram Elouise de forma on-line – também tiveram um papel fundamental na preparação da jovem cantora para o concurso paulista: Victor Emanuel Abdala, historiador especializado em ópera e integrante da equipe que prepara as montagens do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e Daniel Salgado da Luz, filósofo, musicólogo e diretor de cena na mesma casa teatral.

“[Eles] me ajudaram muito, principalmente no desenvolvimento de uma conexão entre corpo, voz e personagem, um trabalho de lapidar a performance e de pesar nas nuances”, reconhece Elouise, 
que meses depois ainda celebra o reencontro presencial com a mestra Cristina Passos.

“Para esse concurso, conversamos sobre a possibilidade de nos encontrarmos em São Paulo, a fim de que ela me acompanhasse, e foi isso que fizemos. Ela foi junto e me deu apoio em todas as fases, foi um momento muito especial”, agradece a cantora.

VÍDEOS

Após ter conferido uma performance de Elouise gravada em vídeo, a comissão de seleção do Maria Callas decidiu incluir a artista sul-mato-grossense entre as semifinalistas do concurso.

“Viajei para São Paulo em 16 de março, dia do meu aniversário, e fiz a prova da fase semifinal em 19/3. Cantei duas árias que eles haviam pedido previamente para ser preparada, ‘O zittre nicht, mein lieber Sohn’ [de “A Flauta Mágica”, 1791] e ‘Quel Guardo il Cavaliere’ [da ópera-bufa “Don Pasquale”, de Gaetano Donizetti, que estreou em 1843]”, diz a soprano.

Nas redes sociais, a rasgação de elogios para seus vídeos é uma constante: “Bravíssima!”, “orgulho”, “perfeita”, “canta muito!”, “muitos parabéns!”, perfeita demais”, “canta tanto e tão bem que dá vontade de chorar”, “gigante”, “sem palavras”, “bravo!”, “maravilhosa”, “divina”.

Confira de perto no Instagram @_elouisemiranda ou procure por Elouise Americo Miranda no YouTube.

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Cinema Correio B+ - Especial

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável

De The Guys a Voo United 93, obras que reconstruíram o trauma e as consequências de um dia que ainda não terminou

11/09/2026 14h39

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável Foto: Divulgação

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Durante algum tempo, o cinema não soube o que fazer com o 11 de Setembro. As imagens reais já eram tão violentas, tão repetidas e tão profundamente gravadas na memória coletiva que qualquer tentativa de reproduzi-las parecia correr o risco de transformar trauma em espetáculo.

Primeiro, Hollywood retirou as Torres Gêmeas de cartazes, trailers e filmes já concluídos. Depois, aos poucos, começou a tentar entender não apenas o que aconteceu naquela manhã, mas o mundo que surgiu depois dela.

Vinte e cinco anos mais tarde, não existe uma única obra capaz de explicar o 11 de Setembro, porque o atentado não produziu apenas uma história.

Há a história das vítimas, dos sobreviventes e de suas famílias; a dos bombeiros e policiais; a das falhas dos serviços de inteligência; a das guerras iniciadas em seguida; a da islamofobia, da tortura e da vigilância autorizadas pelo medo.

Os melhores filmes, séries e documentários são justamente aqueles que resistem à tentação de reunir tudo em uma resposta simples.

The Guys e a reconstrução pela palavra

The Guys ocupa um lugar especialmente pessoal nessa lista porque nasceu da experiência de Anne Nelson, minha professora e mentora na Universidade de Columbia. Pouco depois dos atentados, Anne foi procurada por um capitão do Corpo de Bombeiros de Nova York que precisava escrever os discursos fúnebres de oito homens de sua equipe mortos no World Trade Center. Ele conhecia cada um deles, mas não conseguia transformar a dor em palavras.

Anne o ajudou a reconstruir quem eram aqueles homens para além dos uniformes e dos números. A peça estreou no Flea Theater em 4 de dezembro de 2001, menos de três meses depois dos ataques, com Sigourney Weaver e Bill Murray. Em 2002, foi transformada em filme, dirigido por Jim Simpson e estrelado por Weaver e Anthony LaPaglia.

Não é um filme sobre a queda das torres, mas sobre o trabalho silencioso de devolver individualidade às vítimas. Como falar sobre alguém quando a dimensão coletiva da tragédia ameaça apagar sua história particular? Em The Guys, a linguagem não resolve o luto, mas oferece uma forma de atravessá-lo.

The Looming Tower e tudo o que veio antes

Se The Guys trata das consequências humanas imediatas, a minissérie The Looming Tower procura entender o que aconteceu antes. Baseada no livro de Lawrence Wright, acompanha a ascensão da Al-Qaeda e, principalmente, a rivalidade entre FBI e CIA nos anos que antecederam os ataques.

Com Jeff Daniels, Peter Sarsgaard e Tahar Rahim, a série mostra como informações fragmentadas, disputas institucionais e egos contribuíram para impedir que as autoridades percebessem a ameaça que se organizava diante delas.

Não apresenta uma conspiração capaz de explicar tudo, mas algo talvez ainda mais perturbador: pessoas que possuíam partes importantes da verdade e instituições incapazes de reuni-las.

Voo United 93 e a experiência do tempo real

Em Voo United 93, Paul Greengrass reconstrói o sequestro do avião que caiu na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes reagiram contra os terroristas. O filme evita o heroísmo convencional e trabalha com a confusão de quem ainda não compreendia a dimensão do ataque.

Nós sabemos o que está acontecendo porque conhecemos a história. Eles, não. Recebem informações incompletas por telefonemas, percebem que outros aviões foram usados como armas e entendem, aos poucos, que o voo provavelmente também tem um alvo.

É essa diferença entre o conhecimento do espectador e a descoberta dos passageiros que torna o filme tão angustiante.

Greengrass não oferece alívio, discurso patriótico ou vitória reconfortante. O que existe é um grupo de pessoas tentando agir quando todas as possibilidades já são terríveis.

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicávelVoo United 93 e a experiência do tempo real - Divulgação

Os documentários que preservaram aquela manhã

Entre os registros mais importantes está 9/11, dos irmãos Jules e Gédéon Naudet com James Hanlon. O projeto começou como um documentário sobre um bombeiro novato, mas acabou registrando a rotina de um quartel durante os ataques. Jules filmou uma das raras imagens do primeiro avião atingindo a Torre Norte e entrou no complexo com os bombeiros.

102 Minutes That Changed America reconstrói o período entre o primeiro impacto e o colapso da segunda torre a partir de imagens feitas por jornalistas, moradores e pessoas nas ruas. A ausência de uma narração dominante preserva a desorientação daquele momento, quando ninguém ainda tinha uma narrativa pronta para explicar o que via.

Já 9/11: One Day in America reúne depoimentos de sobreviventes, socorristas e testemunhas, reconstruindo os acontecimentos em ordem cronológica. O documentário devolve dimensão humana a imagens que, de tão repetidas, correm o risco de se transformar apenas em símbolos históricos.

A cidade ferida de A Última Noite

Nem todos os filmes importantes sobre o 11 de Setembro falam diretamente sobre os ataques. Lançado em 2002, A Última Noite (25th Hour), de Spike Lee, conta a história de um homem que passará sete anos na prisão e vive suas últimas horas de liberdade em Nova York.

A trama não é sobre terrorismo, mas a cidade está ferida. O vazio deixado pelas torres aparece na paisagem e no comportamento dos personagens. Spike Lee foi um dos primeiros cineastas a olhar diretamente para aquela ausência, sem precisar transformá-la no centro da narrativa. Seu filme entende que Nova York continuava vivendo, mas já era outra cidade.

O mundo que veio depois

Com o passar dos anos, o cinema começou a olhar para as consequências políticas e morais dos atentados. A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) acompanha a perseguição a Osama bin Laden, mas provocou discussão sobre a maneira como representou a tortura e sua suposta eficácia.

O Relatório (The Report) examina justamente o programa de interrogatórios e tortura conduzido pela CIA depois do 11 de Setembro. O Mauritano (The Mauritanian) mostra o caso de Mohamedou Ould Slahi, mantido durante anos em Guantánamo sem acusação formal. São filmes sobre o momento em que o medo passou a justificar práticas que as democracias afirmavam condenar.

Quanto Vale? (Worth) segue o advogado Kenneth Feinberg na criação do fundo de indenização às famílias das vítimas. Sua pergunta é cruel, mas inevitável: como estabelecer financeiramente o valor de uma vida? O filme mostra o conflito entre fórmulas jurídicas e histórias que não cabem em cálculos.

Há ainda Top of the World, documentário de Julie Cohen e Betsy West sobre os funcionários do Windows on the World, o restaurante que funcionava no alto da Torre Norte.

Ao recuperar suas trajetórias, a obra retorna ao princípio que também orienta The Guys: antes de serem números associados a uma tragédia, aquelas pessoas tinham trabalhos, famílias, ambições e rotinas.

Uma história que ainda não terminou

O cinema demorou a compreender que não precisava recriar o impacto dos aviões para falar sobre o 11 de Setembro. Em muitos casos, as obras mais poderosas são aquelas que olham para o que aconteceu antes, para as ausências deixadas depois e para as decisões tomadas em nome de um medo que atravessou fronteiras e gerações.

Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro ainda divide a história entre um antes e um depois. Esses filmes, séries e documentários não conseguem explicar completamente o inexplicável, mas ajudam a preservar as pessoas que estavam por trás das imagens e a entender como aquela manhã continua presente no mundo em que vivemos.

AGENDA CULTURAL

Samuel Rosa, Reynaldo Gianecchini, Mostra Palco Giratório, feira de adoção, cinema e mais

Samuel Rosa, Reynaldo Gianecchini, Mostra Palco Giratório, feira de adoção, cinema, atividades infantis e passeio pelo Complexo Ferroviário estão entre as opções

11/09/2026 08h30

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do Sesc

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do Sesc Divulgação

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Campo Grande terá um fim de semana com programação para diferentes públicos, entre música, teatro, cinema, patrimônio, atividades para crianças e ações de adoção de animais. Entre os destaques estão os shows de Samuel Rosa e de Marlon Maciel com Germano Brandão, além das últimas atrações da 2ª Mostra Palco Giratório Sesc MS.

A programação também reúne espetáculos nacionais no Teatro Glauce Rocha, com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em “Um Dia Muito Especial”, atividades ligadas ao patrimônio ferroviário da Capital e experiências voltadas ao público infantil em shoppings.

SHOW

Os 80 anos do Sesc serão celebrados em Campo Grande com música ao ar livre. No domingo, data em que a instituição completa oito décadas de atuação, o cantor e compositor mineiro Samuel Rosa se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h. A programação é gratuita.

A apresentação integra as comemorações nacionais do aniversário do Sesc e marca uma nova etapa da carreira do artista, que segue na estrada com a Samuel Rosa Tour.

O espetáculo reúne canções do primeiro álbum solo do músico, “Rosa”, lançado em 2024, e músicas que atravessaram seus mais de 30 anos de carreira.

Entre as faixas do trabalho solo que aparecem no repertório estão “Segue o Jogo” e “Rio Dentro do Mar”. A apresentação também recupera músicas conhecidas pelo público e composições gravadas por Samuel em parceria com outros artistas.

MÚSICA REGIONAL

A programação comemorativa dos 80 anos do Sesc começa antes, hoje, com uma apresentação de música regional no Sesc Sabor e Arte Camillo Boni. A partir das 18h, Marlon Maciel e Germano Brandão participam de uma edição especial do Sexta no Sesc. A entrada é gratuita.

A apresentação reúne dois músicos ligados à produção regional e à tradição de ritmos presentes em Mato Grosso do Sul.

Acordeonista e compositor, Marlon Maciel nasceu em Campo Grande e iniciou a carreira em 1988, tocando no Grupo Musical Uirapuru.

Em 1993, fundou o Grupo Canto da Terra, no qual permaneceu por 11 anos e gravou sete CDs. Entre as composições que fez nesse período estão “Vaneira do Canto”, “Te Vejo Regressar” e “Uma Noite sem Você”.

Desde 2004, o músico mantém seu grupo e atualmente se apresenta acompanhado pelo Grupo Trem Pantaneiro. Sua trajetória também inclui trabalhos como “Ciúme Bobo”, “Peão Folgado”, “Soy el Chamamé” e “Pro Namoro Ficar Bom”.

PALCO GIRATÓRIO

A 2ª Mostra Palco Giratório Sesc MS entra em sua última semana com atrações de teatro, dança, circo e intervenções cênicas.

Os espetáculos percorrem diferentes linguagens e tratam de assuntos como identidade, cultura popular, racismo, memória, resistência e ocupação dos espaços públicos. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis pelo Sympla.

Hoje, às 19h, será apresentado “Eduardo: o Rei das Praças”, de Eduardo Show da Vida e Alysson Lemos, do Ceará.

O espetáculo também presta homenagem aos artistas de rua que fazem das praças e demais espaços públicos locais de trabalho, convivência e resistência. A classificação é livre.

Amanhã, a programação começa pela manhã. Às 10h, na Praça Ary Coelho, o grupo Máscara EnCena, do Rio Grande do Sul, apresenta “Bando”.

Para encerrar a Mostra, às 16h, as Inigualáveis Irmãs Cola, de São Paulo, apresentam “Cola Shows: Malabarismo e Simpatia em Dose Dupla”.

TEATRO

O Teatro Glauce Rocha recebe neste fim de semana Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em “Um Dia Muito Especial”. O espetáculo será apresentado no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h.

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do SescTEATRO Um Dia Muito Especial - Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall protagonizam a narrativa que se passa em Roma, no dia 6 de maio de 1938, durante a visita de Adolf Hitler à Itália de Benito Mussolini
Foto: Divulgação

A montagem leva aos palcos a história do filme homônimo de Ettore Scola, lançado em 1977 e protagonizado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni. A adaptação brasileira tem direção e adaptação de Alexandre Reinecke e tradução de Célia Tolentino. O elenco conta ainda com Carolina Stofella.

A narrativa se passa em Roma, no dia 6 de maio de 1938, durante a visita de Adolf Hitler à Itália de Benito Mussolini.

Enquanto a cidade acompanha a movimentação política, Antonietta, mãe de seis filhos, permanece em casa, ocupada com as tarefas domésticas e vivendo em um casamento marcado pelo machismo e pela traição.

A rotina muda quando seu pássaro de estimação foge e vai parar na janela de Gabriele, seu vizinho. Ele foi demitido da rádio por ser gay e vive sob a ameaça da repressão do regime.

O encontro entre os dois abre espaço para uma conversa sobre desejos, frustrações, solidão e sonhos. Embora partam de situações distintas, os personagens encontram no outro uma possibilidade de compreender experiências que não cabiam nos papéis impostos pela sociedade daquele período.

Os ingressos estão disponíveis pelo site Ingresso Digital.

PASSEIO HISTÓRICO

Quem quiser conhecer parte da história de Campo Grande a partir da própria paisagem urbana poderá participar, neste sábado e domingo, de uma visita guiada pelo Complexo Ferroviário.

A artista visual Sara Welter conduz as caminhadas a partir das 15h30min, passando por sete espaços históricos localizados na Avenida Calógeras e região. A atividade é gratuita e integra a Jornada do Patrimônio 2026.

O percurso parte da cartilha “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário”, produzida por Sara, que transformou vestígios da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em desenhos e histórias.

Durante aproximadamente uma hora, a artista apresenta informações sobre os locais retratados, a história da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) e as transformações pelas quais a região passou. A pesquisa também reuniu relatos de ferroviários e moradores.

“Eu não sou arquiteta, mas sou uma pesquisadora independente porque gosto muito de patrimônio, meu foco está mais na curiosidade, no registro histórico e nos desenhos”, explica Sara.

Cada edição terá 30 vagas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: BIT.LY/ResqVisGui.

CINEMA

A programação dos cinemas também ganha espaço neste fim de semana com a Semana do Cinema, que ocorre até quarta-feira. No Cinemark do Shopping Campo Grande, as sessões terão valores promocionais durante o período da ação.

Entre os títulos em cartaz estão “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, continuação do filme de 1998 estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman; “Código: Vingança”; “Maravilhosa Árvore”; e o nacional “Minha Melhor Amiga”, com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli.

Os ingressos para sessões 2D, 3D e XD custam R$ 10 das 8h às 16h59min e R$ 12 a partir das 17h. Para salas Prime, os valores são de R$ 20 no período de matinê e R$ 24 à noite. As sessões D-Box seguem os mesmos valores de R$ 20 e R$ 24.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

No Bosque dos Ipês, a “Sorveteria da Mel” ocupa o Piso L1, em frente à Academia Positivamente, no sábado e domingo. A experiência é inspirada no universo da criadora de conteúdo Melissa Seabra, conhecida como Mel Slime.

A proposta utiliza o conceito de uma sorveteria para criar uma experiência baseada em cores, texturas e produção de slime. Melissa reúne mais de 16 milhões de seguidores e inscritos em plataformas como Instagram, YouTube, TikTok e Kwai.

No Shopping Campo Grande, a Yupp Play oferece jogos e brinquedos próximos à praça de alimentação. Já a Yupp Experience, no segundo piso, reúne trampolins, basquete, futebol interativo, brinquedos infláveis, fliperama, carrossel e espaço infantil. O local também tem seis réplicas de dinossauros gigantes.

No Norte Sul Plaza, a atração Coisa de Criança reúne cenários em tamanho infantil, como cozinha, camarim e sala de aula, além de tobogãs e piscina de bolinhas.

O Magic Games oferece atividades para diferentes idades e o T-Rex Tour apresenta dinossauros todos os dias, a partir das 16h. Outra opção é a Slimeria, com oficinas de slime de diferentes durações e atividades.

FEIRA DE ADOÇÃO

Para quem deseja adotar um animal, a ONG Amicats promove uma feira de adoção hoje, das 17h às 21h, na Cobasi.

Serão 14 gatos, com idades entre 45 dias e 10 meses. Todos estão vermifugados; cinco já foram castrados e cinco, vacinados.

A ONG reforça que a adoção deve ser planejada para toda a vida do animal. Os interessados precisam oferecer um ambiente seguro e sem acesso à rua. Em apartamentos, todas as janelas devem estar teladas. Em casas, a organização solicita registros dos muros e portões do imóvel.

Também é obrigatória a utilização de caixa de transporte para levar o animal adotado para casa.

Quem não puder adotar também pode colaborar com a entidade, que recebe doações de ração, areia sanitária, mantas, potes, medicamentos, itens de limpeza, caminhas e jornais, além de contribuições financeiras.

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