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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz e cantora Eline Porto

Indicada aos Prêmios Bibi Ferreira e DiD, ela comemora momento na carreira e conversa com exclusividade com o Correio B+. "Sou muito grata aos jurados tanto do Bibi Ferreira quanto do Prêmio Did pelas indicações, eu celebro cada conquista" .

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Presença marcante tanto nos palcos do teatro musical quanto nas telas do audiovisual, vem conquistando seu espaço pautado na versatilidade artística. Com um currículo que inclui produções de peso como "Cássia Eller - O Musical", "Dois Filhos de Francisco", "Os Últimos 5 Anos", "Nautopia" e muitas outras, Eline continua a se destacar como uma das figuras mais promissoras do cenário artístico contemporâneo.

Recentemente indicada ao Prêmio Bibi Ferreira como Melhor Atriz por sua interpretação arrebatadora em "Bonnie & Clyde", Eline expressa sua gratidão e entusiasmo pela honra recebida. Para ela, essa indicação representa a culminação de anos dedicados ao estudo, empenho e persistência no mundo da atuação. "Bonnie & Clyde" desafia os limites da performance, conduzindo-a por uma montanha-russa emocional na pele de uma personagem complexa, que vai desde uma jovem sonhadora até uma figura obscura e obsessiva, cuja jornada é entrelaçada por uma partitura musical intrincada.

Além de seu sucesso nos palcos, Eline também reserva tempo para novos projetos no universo do audiovisual. Sua presença poderá ser vista em breve em séries como "B.O" da Netflix e na aguardada série "Betinho", prestes a estrear no Globoplay. Além disso, Eline demonstra sua versatilidade ao desempenhar papéis adicionais como roteirista e diretora em clipes e teasers de lançamentos.

No âmbito musical, Eline recentemente lançou seu primeiro álbum autoral, intitulado "Coração na Boca" - disponível em todas as plataformas digitais e com direito a clipe da canção “Chamego” -, que embarca em uma jornada sonora pelas complexidades das relações humanas, refletindo as emoções que permeiam os estágios iniciais, intermediários e finais da vivência a dois. Composta por 12 faixas, a obra se destaca pela harmonia das vozes, arranjos de cordas e sopros, e uma marcante presença de violões e percussão. A produção, a cargo de Lourenço Rebetez e Pipo Pegoraro, ambos indicados ao Grammy Latino, garante um registro de alta qualidade.

Com influências musicais que abrangem desde a riqueza dos ritmos brasileiros e latinos, inspirado por Gal Costa, Mayra Andrade e Marisa Monte, até o encanto das lendárias vozes de Sarah Vaughn e Etta James, adquirido durante seus estudos de Jazz na Berklee School of Music, em Boston, ao ouvir "Coração na Boca", o público pode aguardar uma experiência sonora envolvente em um misto de todas essas referências especiais e atemporais.

A atriz Eline Porto é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, personagens, lançamentos e projetos. 

A atriz Eline Porto é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Juliana Colina - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você sempre gostou de teatro musical?
EP -
  Sempre! Meus pais me levavam pra São Paulo pra assistir musicais e eu ficava encantada. Essa junção de teatro e música é tudo que eu amo. 

CE - Quando começou a cantar e aliou isso ao teatro?
EP - 
Comecei pelo canto coral na escola, e com 12 anos entrei na aula de canto e nunca mais saí. O teatro surgiu nessa mesma época, então as carreiras sempre caminharam paralelamente. Com 13 anos eu fiz teste pra Opera no Malandro dirigida pelo Charles Moeller e Claudio Botelho e lembro do Charles dizer que eu era muito nova pro papel, mas que eu continuasse estudando que ainda trabalharíamos juntos.  Anos depois fui fazer meu primeiro musical, O Despertar da Primavera, com direção deles e foi uma experiência transformadora. Sou uma apaixonada pelo teatro musical! 

CE - Tudo começou no musical Cássia Eller?
EP - O 
Cássia foi meu quarto musical, o primeiro brasileiro. Cássia é uma fenômeno, estamos em cartaz há 9 anos com casas lotadas e um carinho imenso do público. É maravilhoso contar a história dessa grande artistas ao lado de amigos e ser dirigida pelo sensacional João Fonseca. 

CE - Os últimos 5 anos foi um grande sucesso, a que se deve tanto sucesso do musical?
EP - 
Fico muito feliz com o sucesso dos Últimos 5 Anos. Digo que é nosso primeiro filho, primeiro musical broadway com produção nossa e isso dá o maior orgulho. Já fizemos 3 temporadas em São Paulo e estamos iniciando nossa turnê. Atribuo o sucesso dessa peça à identificação do público com uma história que fala sobre os desafios de se relacionar e a dificuldade que temos de equilibrar carreira com a vida pessoal. É um musical profundo e emocionante. 

Dois Filhos de Francisco - Foto: Divulgação

CE - Bonnie & Clyde viveu sua temporada com casa cheia, também foi um outro grande sucesso! Conta pra gente como foi a construção da sua personagem?
EP -
 Bonnie Parker é uma personagem que te convida a sair da zona de conforto. Pesquisei bastante sobre ela e mergulhei no universo dos anos 30 e no que instigava aquela mulher. Essa personagem é um montanha russa emocional pois começa a história como uma moça cheia de sonhos que vai se transformando em uma sanguinária obsessiva por sucesso. Uma delícia para uma construção cheia de nuances que essa Bonnie me possibilitou explorar. 

CE - Bonnie & Clyde também rendeu indicação no Bibi Ferreira, qual a sua emoção?
EP -
 Sou muito grata aos jurados tanto do Bibi Ferreira quanto do prêmio Did pelas indicações, pois o reconhecimento do nosso trabalho é sempre bem vindo e celebro cada conquista. Viver uma personagem como a Bonnie com uma curva dramática imensa e uma partitura vocal lindíssima é um prazer como atriz. Fui muito feliz ao ver a resposta e a emoção do público diariamente no Bonnie e Clyde. Espero encontrar a minha ruiva misteriosa em breve. 

CE - Conta um pouco pra gente sobre BO e Betinho?
EP - 
Essas duas séries foram muito gostosas de gravar. Já tinha trabalhado com o Júlio Andrade em “Serra Pelada” e no “Sob Pressão” e encontrar com ele, agora como diretor da série Betinho foi muito especial. Faço a primeira paixão do Betinho, a Marcolina. Tenho certeza que a série está linda!! Estou louca pra ver!

                                  Sete Vidas - Foto: Divulgação

CE - E seu primeiro álbum como foi a composição desde a ideia?
EP - 
O álbum  Coração na Boca aborda e questiona as relações, os desafios da convivência a dois em tempo de amores líquidos e do individualismo em excesso. A ideia é falar sobre o amor real, palpável em todas as suas fases. As canções passam pela euforia do início, o conforto e os desafios do meio a dor do fim. São 12 canções produzidas pelo Lourenço Rebetez e o Pipo Pegoraro que mesclam camas vocais, arranjos de cordas, sopros, e uma forte presença de violões e percussões. 

CE - Quais são as suas inspirações musicais?
EP - 
Sou apaixonada por Gal Costa e Marisa Monte, elas tem muita influência na forma como canto e componho. A sonoridade do meu novo álbum bebeu muito na fonte da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, dos álbuns da Vanessa da Matta e da sonoridade e camas vocais da cantora francesa Camille. Todas maravilhosas. 

CE - Qual é a sua realização com “Coração na Boca”?
EP -
 Lançar um álbum autoral é um sonho de menina. Vias os LPs com capas bonitas como o Gal Fa-Tal e as músicas lindíssimas e pensava que um dia queria me ver assim, grande, com tudo que tenho pra dizer pro mundo através da minha arte. O dia do lançamento do álbum foi uma emoção só. 

                                         No sucesso Bonnie&Clayde - Foto: Divulgação

CE - E “Por Elas - Um Musical sobre a força do canto feminino” conta pra gente sobre o musical?
EP -
 POR ELAS é um musical que celebra a diversidade feminina, a união de 5 mulheres no palco contando suas histórias para homenagear grandes cantoras e o legado das tantas mulheres que as criaram, mães, tias, avós e etc. Elas que através das gerações impulsionaram os sonhos de quem viria depois. Quis fazer esse texto homenagem às mulheres da minha família que são um exemplo de força e afeto para mim. 

CE - Nele você não só atuou, qual foi a experiência em produzir também?
EP - 
Gosto bastante de produzir musicais. Já tinha produzido os musicais da Broadway “ Os Últimos 5 Anos” e “Bonnie e Clyde” , mas esse é o nosso primeiro brasileiro e autoral e com uma equipe majoritariamente feminina. Tá sendo muito gostoso trabalhar com pessoas que admiro de longa data como a diretora Stella Maria Rodrigues e minhas parceiras de cena Estrela Blanco, Jana Figarella, Marya Bravo e Suzana Santana. 

CE - Você é uma mulher linda e mudou o visual mês passado, foi para seus lançamentos?
EP -
 Obrigada! Fiz essa mudança de visual pro “Por Elas”. Queria uma cara nova, diferente de tudo que já fiz pra marcar essa nova fase no teatro. 

                                                         Ela lançou o single Coração na Boca - Foto: Divulgação

CE - Já te falaram que você parece a atriz Salma Hayek?
EP -
 Ja sim! Sou fã da Salma e acho ela uma mulher belíssima. Fico lisonjeada quando me fizeram que sou parecida. 

CE - O que faz para cuidar do corpo e da mente?
EP - 
Adoro ir pra natureza. Praia, cachoeira, passeios de bike na lagoa me fazem um bem danado. 

CE - Como atuar com o Beto (Sargentelli) já que são casados?
EP - 
É muito bom ter um parceria de vida e de trabalho. Beto é meu Porto Seguro, meu amor. A gente se entende e se apoia muito. 

CE - Novos projetos para 2024?
EP -
 Quero fazer o show do meu álbum e tenho projetos pra teatro e audiovisual. Quero o Por elas viajando esse Brasil. Muita coisa boa pela frente e muita música ainda pra lançar.

                             Atuando com o marido Beto Sargntelli - Foto: Divulgação

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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