Correio B

Correio B+

Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz e cantora Eline Porto

Indicada aos Prêmios Bibi Ferreira e DiD, ela comemora momento na carreira e conversa com exclusividade com o Correio B+. "Sou muito grata aos jurados tanto do Bibi Ferreira quanto do Prêmio Did pelas indicações, eu celebro cada conquista" .

Continue lendo...

Presença marcante tanto nos palcos do teatro musical quanto nas telas do audiovisual, vem conquistando seu espaço pautado na versatilidade artística. Com um currículo que inclui produções de peso como "Cássia Eller - O Musical", "Dois Filhos de Francisco", "Os Últimos 5 Anos", "Nautopia" e muitas outras, Eline continua a se destacar como uma das figuras mais promissoras do cenário artístico contemporâneo.

Recentemente indicada ao Prêmio Bibi Ferreira como Melhor Atriz por sua interpretação arrebatadora em "Bonnie & Clyde", Eline expressa sua gratidão e entusiasmo pela honra recebida. Para ela, essa indicação representa a culminação de anos dedicados ao estudo, empenho e persistência no mundo da atuação. "Bonnie & Clyde" desafia os limites da performance, conduzindo-a por uma montanha-russa emocional na pele de uma personagem complexa, que vai desde uma jovem sonhadora até uma figura obscura e obsessiva, cuja jornada é entrelaçada por uma partitura musical intrincada.

Além de seu sucesso nos palcos, Eline também reserva tempo para novos projetos no universo do audiovisual. Sua presença poderá ser vista em breve em séries como "B.O" da Netflix e na aguardada série "Betinho", prestes a estrear no Globoplay. Além disso, Eline demonstra sua versatilidade ao desempenhar papéis adicionais como roteirista e diretora em clipes e teasers de lançamentos.

No âmbito musical, Eline recentemente lançou seu primeiro álbum autoral, intitulado "Coração na Boca" - disponível em todas as plataformas digitais e com direito a clipe da canção “Chamego” -, que embarca em uma jornada sonora pelas complexidades das relações humanas, refletindo as emoções que permeiam os estágios iniciais, intermediários e finais da vivência a dois. Composta por 12 faixas, a obra se destaca pela harmonia das vozes, arranjos de cordas e sopros, e uma marcante presença de violões e percussão. A produção, a cargo de Lourenço Rebetez e Pipo Pegoraro, ambos indicados ao Grammy Latino, garante um registro de alta qualidade.

Com influências musicais que abrangem desde a riqueza dos ritmos brasileiros e latinos, inspirado por Gal Costa, Mayra Andrade e Marisa Monte, até o encanto das lendárias vozes de Sarah Vaughn e Etta James, adquirido durante seus estudos de Jazz na Berklee School of Music, em Boston, ao ouvir "Coração na Boca", o público pode aguardar uma experiência sonora envolvente em um misto de todas essas referências especiais e atemporais.

A atriz Eline Porto é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, personagens, lançamentos e projetos. 

A atriz Eline Porto é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Juliana Colina - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você sempre gostou de teatro musical?
EP -
  Sempre! Meus pais me levavam pra São Paulo pra assistir musicais e eu ficava encantada. Essa junção de teatro e música é tudo que eu amo. 

CE - Quando começou a cantar e aliou isso ao teatro?
EP - 
Comecei pelo canto coral na escola, e com 12 anos entrei na aula de canto e nunca mais saí. O teatro surgiu nessa mesma época, então as carreiras sempre caminharam paralelamente. Com 13 anos eu fiz teste pra Opera no Malandro dirigida pelo Charles Moeller e Claudio Botelho e lembro do Charles dizer que eu era muito nova pro papel, mas que eu continuasse estudando que ainda trabalharíamos juntos.  Anos depois fui fazer meu primeiro musical, O Despertar da Primavera, com direção deles e foi uma experiência transformadora. Sou uma apaixonada pelo teatro musical! 

CE - Tudo começou no musical Cássia Eller?
EP - O 
Cássia foi meu quarto musical, o primeiro brasileiro. Cássia é uma fenômeno, estamos em cartaz há 9 anos com casas lotadas e um carinho imenso do público. É maravilhoso contar a história dessa grande artistas ao lado de amigos e ser dirigida pelo sensacional João Fonseca. 

CE - Os últimos 5 anos foi um grande sucesso, a que se deve tanto sucesso do musical?
EP - 
Fico muito feliz com o sucesso dos Últimos 5 Anos. Digo que é nosso primeiro filho, primeiro musical broadway com produção nossa e isso dá o maior orgulho. Já fizemos 3 temporadas em São Paulo e estamos iniciando nossa turnê. Atribuo o sucesso dessa peça à identificação do público com uma história que fala sobre os desafios de se relacionar e a dificuldade que temos de equilibrar carreira com a vida pessoal. É um musical profundo e emocionante. 

Dois Filhos de Francisco - Foto: Divulgação

CE - Bonnie & Clyde viveu sua temporada com casa cheia, também foi um outro grande sucesso! Conta pra gente como foi a construção da sua personagem?
EP -
 Bonnie Parker é uma personagem que te convida a sair da zona de conforto. Pesquisei bastante sobre ela e mergulhei no universo dos anos 30 e no que instigava aquela mulher. Essa personagem é um montanha russa emocional pois começa a história como uma moça cheia de sonhos que vai se transformando em uma sanguinária obsessiva por sucesso. Uma delícia para uma construção cheia de nuances que essa Bonnie me possibilitou explorar. 

CE - Bonnie & Clyde também rendeu indicação no Bibi Ferreira, qual a sua emoção?
EP -
 Sou muito grata aos jurados tanto do Bibi Ferreira quanto do prêmio Did pelas indicações, pois o reconhecimento do nosso trabalho é sempre bem vindo e celebro cada conquista. Viver uma personagem como a Bonnie com uma curva dramática imensa e uma partitura vocal lindíssima é um prazer como atriz. Fui muito feliz ao ver a resposta e a emoção do público diariamente no Bonnie e Clyde. Espero encontrar a minha ruiva misteriosa em breve. 

CE - Conta um pouco pra gente sobre BO e Betinho?
EP - 
Essas duas séries foram muito gostosas de gravar. Já tinha trabalhado com o Júlio Andrade em “Serra Pelada” e no “Sob Pressão” e encontrar com ele, agora como diretor da série Betinho foi muito especial. Faço a primeira paixão do Betinho, a Marcolina. Tenho certeza que a série está linda!! Estou louca pra ver!

                                  Sete Vidas - Foto: Divulgação

CE - E seu primeiro álbum como foi a composição desde a ideia?
EP - 
O álbum  Coração na Boca aborda e questiona as relações, os desafios da convivência a dois em tempo de amores líquidos e do individualismo em excesso. A ideia é falar sobre o amor real, palpável em todas as suas fases. As canções passam pela euforia do início, o conforto e os desafios do meio a dor do fim. São 12 canções produzidas pelo Lourenço Rebetez e o Pipo Pegoraro que mesclam camas vocais, arranjos de cordas, sopros, e uma forte presença de violões e percussões. 

CE - Quais são as suas inspirações musicais?
EP - 
Sou apaixonada por Gal Costa e Marisa Monte, elas tem muita influência na forma como canto e componho. A sonoridade do meu novo álbum bebeu muito na fonte da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, dos álbuns da Vanessa da Matta e da sonoridade e camas vocais da cantora francesa Camille. Todas maravilhosas. 

CE - Qual é a sua realização com “Coração na Boca”?
EP -
 Lançar um álbum autoral é um sonho de menina. Vias os LPs com capas bonitas como o Gal Fa-Tal e as músicas lindíssimas e pensava que um dia queria me ver assim, grande, com tudo que tenho pra dizer pro mundo através da minha arte. O dia do lançamento do álbum foi uma emoção só. 

                                         No sucesso Bonnie&Clayde - Foto: Divulgação

CE - E “Por Elas - Um Musical sobre a força do canto feminino” conta pra gente sobre o musical?
EP -
 POR ELAS é um musical que celebra a diversidade feminina, a união de 5 mulheres no palco contando suas histórias para homenagear grandes cantoras e o legado das tantas mulheres que as criaram, mães, tias, avós e etc. Elas que através das gerações impulsionaram os sonhos de quem viria depois. Quis fazer esse texto homenagem às mulheres da minha família que são um exemplo de força e afeto para mim. 

CE - Nele você não só atuou, qual foi a experiência em produzir também?
EP - 
Gosto bastante de produzir musicais. Já tinha produzido os musicais da Broadway “ Os Últimos 5 Anos” e “Bonnie e Clyde” , mas esse é o nosso primeiro brasileiro e autoral e com uma equipe majoritariamente feminina. Tá sendo muito gostoso trabalhar com pessoas que admiro de longa data como a diretora Stella Maria Rodrigues e minhas parceiras de cena Estrela Blanco, Jana Figarella, Marya Bravo e Suzana Santana. 

CE - Você é uma mulher linda e mudou o visual mês passado, foi para seus lançamentos?
EP -
 Obrigada! Fiz essa mudança de visual pro “Por Elas”. Queria uma cara nova, diferente de tudo que já fiz pra marcar essa nova fase no teatro. 

                                                         Ela lançou o single Coração na Boca - Foto: Divulgação

CE - Já te falaram que você parece a atriz Salma Hayek?
EP -
 Ja sim! Sou fã da Salma e acho ela uma mulher belíssima. Fico lisonjeada quando me fizeram que sou parecida. 

CE - O que faz para cuidar do corpo e da mente?
EP - 
Adoro ir pra natureza. Praia, cachoeira, passeios de bike na lagoa me fazem um bem danado. 

CE - Como atuar com o Beto (Sargentelli) já que são casados?
EP - 
É muito bom ter um parceria de vida e de trabalho. Beto é meu Porto Seguro, meu amor. A gente se entende e se apoia muito. 

CE - Novos projetos para 2024?
EP -
 Quero fazer o show do meu álbum e tenho projetos pra teatro e audiovisual. Quero o Por elas viajando esse Brasil. Muita coisa boa pela frente e muita música ainda pra lançar.

                             Atuando com o marido Beto Sargntelli - Foto: Divulgação

Moda Correio B+

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim

Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance.

13/09/2026 13h00

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Corsets com calças, alfaiataria ampla, denim desgastado, veludo, penas e vestidos sensuais. Na coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance. 

Quando pensamos em um estilo romântico, na nossa mente vem de imediato: vestidos fluidos, estampas florais, laços, babados, tons suaves, cintura marcada e uma feminilidade essencialmente delicada.

Nada disso está errado. O problema começa quando acreditamos que uma mulher precisa abandonar esses códigos para transmitir força, maturidade ou autoridade.

Na consultoria de imagem, muitas vezes encontro mulheres que desejam transmitir mais presença e segurança, especialmente em momentos de mudança profissional ou pessoal, mas não querem deixar de se reconhecer diante do espelho. E nem deveriam, não é mesmo? 

Se uma mulher tem um estilo naturalmente romântico, transformá-la em alguém extremamente clássica, minimalista ou austera pode até produzir uma imagem considerada adequada, mas que pouco diz sobre quem ela realmente é.

O caminho, para mim, é outro. É sobre recalibrar a imagem, não apagar. E é justamente isso que me chamou atenção na coleção de Ralph Lauren.

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assimNa coleção Spring 2027 apresentada em Nova York, Ralph Lauren definiu sua proposta como uma visão irreverente do romance - Divulgação

O corset continua existindo, mas encontra uma calça. A sensualidade aparece ao lado da alfaiataria. O veludo convive com o jeans. Elementos tradicionalmente associados ao guarda-roupa masculino dividem espaço com tecidos, volumes e detalhes extremamente femininos. Ou seja, uma característica não precisa anular a outra.

Podemos gostar de vestidos e de ternos. De salto e de mocassim. De tecidos delicados e de peças estruturadas. Podemos marcar a cintura e, ainda assim, transmitir autoridade. Podemos incorporar elementos masculinos sem perder feminilidade.

Essa reflexão se torna ainda mais interessante com o passar dos anos. Depois dos 40, nosso corpo muda, nossa rotina muda, nossas responsabilidades e objetivos também podem mudar. É natural que a imagem acompanhe esse movimento.

Isso não significa abandonar aquilo de que sempre gostamos. Aquele vestido romântico pode continuar fazendo todo sentido, mas agora combinado a um blazer mais estruturado. A blusa delicada pode permanecer, mas combinado com uma calça de alfaiataria. O floral pode continuar no armário, porém pode aparecer em uma modelagem mais contemporânea.

Outro ponto que considero fundamental nesse processo é a repetição. Pessoas bem-vestidas não precisam se reinventar todos os dias. Quando descobrimos determinadas cores, proporções, modelagens e combinações que realmente nos representam, repeti-las ajuda a construir uma identidade visual.

Ralph Lauren provavelmente é um dos melhores exemplos disso. Há décadas, ele retorna a determinados códigos de seu próprio universo e, ainda assim, encontra maneiras diferentes de apresentá-los. 

Não precisamos correr atrás de uma nova estética toda vez que a moda muda. Precisamos entender quais elementos fazem parte da nossa identidade e como podemos atualizá-los de acordo com a mulher que somos hoje e, principalmente, com aquilo que queremos comunicar.

Em determinados ambientes, muitas vezes 

é necessário acrescentar mais estrutura, contraste e presença. Em outros, podemos permitir que delicadeza, sensualidade ou romantismo apareçam com maior intensidade. Não se trata de criar personagens diferentes, mas de entender quanto de cada parte de nós queremos comunicar em cada situação.

É essa a grande inspiração que podemos tirar do novo romantismo de Ralph Lauren. Uma mulher não precisa parecer menos feminina para parecer mais forte. Tampouco precisa abrir mão daquilo que sempre fez parte de seu estilo para ser levada a sério.

Entre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assimEntre Costuraa & CuLtura: O novo romantismo de Ralph Lauren não é tão romântico assim - Divulgação

Às vezes, ela só precisa aprender a equilibrar melhor os códigos que já possui.
Cinco maneiras de trazer mais força ao estilo romântico

1. Acrescente estrutura

Se você gosta de peças fluidas, rendas ou estampas delicadas, experimente combiná-las com um blazer estruturado, uma calça de alfaiataria ou uma bolsa de linhas mais definidas.

2. Trabalhe o contraste

Cores muito suaves tendem a transmitir menor impacto visual. Você não precisa abandoná-las, mas pode acrescentar tons mais profundos ou contrastes quando quiser comunicar mais presença.

3. Equilibre os detalhes

Laços, babados, flores, renda e mangas volumosas podem fazer parte do seu estilo. Mas não precisam aparecer todos ao mesmo tempo. Escolher onde colocar o romantismo deixa a imagem mais sofisticada.

4. Observe a modelagem

Muitas vezes, não é a peça romântica que precisa sair do guarda-roupa, mas a forma como ela é usada. Uma modelagem mais limpa ou estruturada pode mudar completamente a mensagem.

5. Não abandone sua assinatura

Se determinada cor, vestido, acessório ou detalhe feminino sempre fez parte de você, não existe razão para eliminá-lo apenas para parecer mais séria. Repita aquilo que representa você e acrescente os códigos necessários para comunicar a imagem que deseja.

Porque construir uma imagem mais forte nunca deveria significar deixar de parecer você.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços

O Seis de Paus anuncia uma semana de vitórias, reconhecimento e confiança para celebrar os frutos do esforço e assumir o próprio valor. Depois de um período de lutas e persistência, conquistas começam a ganhar forma e a produzir resultados visíveis.

13/09/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma pergunta aparentemente simples: somos capazes de reconhecer o nosso próprio valor antes que alguém venha reconhecê-lo por nós? O Seis de Paus chega esta semana trazendo essa reflexão.

É uma carta tradicionalmente associada à vitória, ao sucesso e à visibilidade, mas sua mensagem mais profunda talvez esteja menos no aplauso que vem de fora do que na capacidade de perceber, por dentro, o caminho que já foi percorrido.

Na imagem tradicional do Tarô, vemos uma figura que retorna de uma batalha sendo recebida e celebrada. Há ali a sensação de triunfo, de missão cumprida, de algo que finalmente deu certo depois de esforço e persistência.

Mas nem toda vitória precisa ser grandiosa aos olhos do mundo. Algumas das batalhas mais importantes acontecem em silêncio. Podem significar vencer uma insegurança, sustentar uma decisão difícil, abandonar uma dúvida antiga, concluir aquilo que parecia interminável ou simplesmente voltar a acreditar em si mesmo.

É por isso que o Seis de Paus pode falar de reconhecimento, mas não necessariamente de fama. Às vezes, o que chega é uma confirmação discreta: um elogio, uma resposta positiva, uma aprovação, um convite, uma oportunidade ou uma situação que finalmente começa a caminhar.

Pequenos acontecimentos podem adquirir um significado maior quando aparecem depois de um período em que foi preciso continuar sem qualquer garantia de resultado.

Existe, nessa carta, uma espécie de passagem entre o esforço invisível e aquilo que começa a ser percebido. Talentos podem encontrar espaço, projetos podem ganhar atenção e pessoas que vinham trabalhando nos bastidores podem ser chamadas para ocupar uma posição mais evidente. O que foi construído com dedicação deixa de passar despercebido.

Daí a frase que sintetiza uma de suas mensagens: “Seja excelente.”

Não como uma exigência de perfeição, mas como um convite para reconhecer aquilo que fazemos particularmente bem. Ninguém faz exatamente o que você faz da maneira como você faz. Cada pessoa possui habilidades, experiências, sensibilidades e uma combinação de características que não pode ser reproduzida. O Seis de Paus pede que isso seja assumido sem constrangimento.

Talvez você tenha aprendido, em algum momento, que chamar atenção demais poderia ser perigoso. Que era melhor não falar sobre as próprias qualidades, não ocupar muito espaço, não parecer pretensioso. Talvez tenha desenvolvido o hábito de diminuir uma conquista antes que alguém pudesse diminuí-la por você. Ou tenha evitado mostrar determinado talento por receio de provocar inveja, críticas ou desconforto.

O problema é quando a modéstia deixa de ser uma escolha e passa a ser uma forma de invisibilidade.

O Seis de Paus lembra que reconhecer uma capacidade não é o mesmo que acreditar ser superior. Falar sobre o próprio trabalho não significa desmerecer o trabalho alheio. Aceitar um elogio não é arrogância. Existe uma diferença importante entre vaidade e consciência do próprio valor.

A carta também pode nos fazer olhar para a maneira como buscamos aprovação. Ser reconhecido é agradável. Afinal, todos precisamos, em alguma medida, sentir que aquilo que fazemos é visto e tem significado. Mas existe uma diferença entre receber reconhecimento e depender dele.

Quando a autoestima passa a depender exclusivamente do olhar externo, o elogio se transforma em necessidade. Cada aprovação confirma o nosso valor por alguns instantes; cada silêncio pode parecer uma rejeição. A comparação cresce, e até a conquista de outra pessoa pode ser interpretada como uma ameaça à nossa própria importância.

Essa é a sombra do Seis de Paus: transformar a vitória em competição.

A carta propõe o movimento contrário. É possível celebrar uma conquista sem precisar ser melhor do que ninguém. É possível gostar de ser admirado sem transformar a admiração em medida de valor. É possível receber os aplausos quando eles chegam e, ainda assim, saber quem somos quando eles cessam.

Talvez essa seja uma das maiores maturidades sugeridas pelo Seis de Paus: não precisar diminuir a própria luz, mas também não precisar usá-la para ofuscar ninguém.

Na vida prática, a carta pode aparecer justamente quando é necessário ocupar um lugar que já foi conquistado. Apresentar uma ideia, falar sobre um projeto, pedir uma remuneração mais justa, rever os próprios preços, candidatar-se a uma posição, assumir uma liderança ou simplesmente dizer com clareza o que se pensa. Há momentos em que esperar que os outros percebam espontaneamente o nosso valor pode significar esperar tempo demais.

Isso não significa transformar a própria vida em uma vitrine. Significa não esconder aquilo que temos a oferecer.

O Seis de Paus também fala sobre a importância de reconhecer a própria trajetória. Talvez você esteja olhando apenas para aquilo que ainda falta e não consiga perceber o quanto já avançou.

Talvez esteja tão acostumado às próprias conquistas que já não as considere conquistas. Ou tenha colocado a régua tão alto que nenhum resultado parece suficiente.

A carta sugere uma pausa para olhar para trás.

Não para viver de glórias passadas, mas para compreender o que foi necessário atravessar até chegar aqui. Há uma diferença entre acomodar-se diante do que já foi conquistado e permitir-se reconhecer o caminho percorrido. Uma coisa interrompe o movimento; a outra devolve confiança para continuar.

Por isso, esta pode ser uma semana de pequenas vitórias que funcionam como sinais de confirmação. Não necessariamente o grande triunfo que muda tudo de uma vez, mas aquela sensação de que alguma coisa finalmente começa a responder.

Uma porta que se abre, uma conversa que avança, um trabalho que é valorizado, uma oportunidade que surge ou simplesmente a percepção íntima de que uma antiga insegurança já não tem o mesmo poder.

O Seis de Paus nos lembra que algumas vitórias precisam primeiro ser reconhecidas por nós para depois serem reconhecidas pelo mundo.

E talvez seja esse o verdadeiro sentido de “ser excelente”: não tentar corresponder a uma imagem ideal de perfeição, mas levar a sério aquilo que existe de singular em nós. Desenvolver nossos talentos. Dar forma ao que sabemos fazer. Permitir que nosso trabalho fale. E não pedir desculpas por ocupar o espaço que conquistamos.

No fim, a pergunta da carta não é apenas se os outros reconhecem você. É se você próprio consegue reconhecer a pessoa que se tornou depois de tudo o que atravessou. Porque há momentos em que o aplauso mais importante não vem da plateia. Vem de dentro.

No amor, o Seis de Paus traz magnetismo, confiança e reconhecimento. É uma carta que pode devolver entusiasmo às relações e favorecer uma retomada da admiração pelo parceiro e pela história construída a dois. As conquistas de um podem ser motivo de alegria para o outro, fortalecendo a parceria por meio de incentivo e orgulho mútuos.

Também pode haver mais disposição para tornar um vínculo visível, com encontros, convites, planos e demonstrações de afeto. Para os casais, o momento favorece olhar para o que deu certo, em vez de concentrar toda a atenção no que ainda precisa ser resolvido.

Mas o Seis de Paus pede cuidado com o ego. Amor não combina com competição para saber quem recebe mais atenção, quem é mais bem-sucedido ou quem está sempre certo. A carta faz uma pergunta importante: você quer ser admirado ou quer ser conhecido?

A admiração pode nascer da imagem que projetamos; a intimidade exige espaço para mostrar também inseguranças, limites e fragilidades.

Para quem está solteiro, o magnetismo aumenta e a semana favorece encontros, convites e novas aproximações. Alguém pode se interessar pela sua segurança e determinação, e mensagens ou sinais de interesse podem surgir com mais clareza.

Ainda assim, vale não confundir admiração com vínculo: o Seis de Paus pede discernimento para perceber quem se encanta apenas pelo seu brilho e quem realmente deseja conhecer você.

No trabalho, o Seis de Paus é uma carta de reconhecimento profissional. Pode indicar elogios, aprovação de um projeto, retorno positivo ou a percepção de que aquilo que você vem fazendo finalmente começa a ser notado. Para quem trabalhou muito tempo nos bastidores, uma ideia pode ganhar espaço, uma competência ser reconhecida ou uma nova oportunidade surgir.

Por isso, não é hora de esconder o que sabe fazer. A carta não recomenda arrogância, mas também não combina com falsa modéstia. Apresentar ideias, mostrar resultados e defender suas competências não é necessariamente autopromoção: é permitir que os outros enxerguem o que você construiu.

Para quem procura emprego, vale deixar claros seus diferenciais e experiências. Para quem já está trabalhando, pode surgir uma nova responsabilidade, posição de maior destaque ou oportunidade de liderança. E o reconhecimento também traz responsabilidade: quando passamos a ser vistos, nossas atitudes ganham mais impacto.

Liderar não significa centralizar tudo. Saber reconhecer quem ajudou a construir uma conquista também faz parte dela. No ambiente profissional, evite disputas desnecessárias e não sinta necessidade de provar que é melhor do que ninguém. O Seis de Paus lembra que reputação se constrói com consistência. Deixe que o trabalho fale por você.

Na vida financeira, o Seis de Paus fala de recompensas ligadas a esforço, competência e mérito. Pode indicar pagamento, bônus, aumento, novos clientes ou uma oportunidade de melhorar gradualmente a situação. A carta também convida a reconhecer o valor do próprio trabalho: saber cobrar, negociar e apresentar suas competências faz parte de uma troca equilibrada.

Para quem tem um projeto ou trabalha de forma autônoma, é uma boa semana para divulgar o que faz e mostrar resultados. Mas existe um alerta para não transformar a conquista em necessidade de ostentação. Gastar para impressionar ou sustentar uma imagem de sucesso pode comprometer justamente aquilo que foi construído.

Celebre a vitória, mas não precise prová-la.

Na carreira, o Seis de Paus favorece crescimento, reputação, autoridade e maior visibilidade. Ser mais observado pode abrir portas, especialmente para quem deseja uma promoção, uma mudança de área ou o reconhecimento de um trabalho que vinha sendo feito nos bastidores.

Quem busca novos caminhos pode descobrir que não precisa começar do zero. Experiências anteriores, quando vistas sob outra perspectiva, podem revelar competências valiosas. A carta recomenda identificar o que você aprendeu, os problemas que sabe resolver e aquilo que faz hoje melhor do que fazia antes.

Para quem deseja uma promoção, é importante tornar suas contribuições visíveis. Mostre resultados, apresente projetos e fale sobre seus objetivos. Esperar que os outros percebam espontaneamente tudo o que você fez nem sempre é a melhor estratégia.

O Seis de Paus também traz uma mensagem para quem se compara demais. Ele não pede que você vença a corrida de ninguém, apenas que reconheça o caminho que já percorreu. Quando olhamos o tempo todo para quem está à frente, esquecemos de perceber quantas batalhas já vencemos.

Sua mensagem é: continue avançando, mas sem transformar a vida numa disputa.

O verdadeiro triunfo do Seis de Paus não está em convencer os outros de que você venceu. Está em saber que avançou. Aceite os elogios, comemore suas conquistas e ocupe seu espaço, mas não se esqueça de tudo o que existia antes dos aplausos.

Toda vitória tem uma história que não aparece na fotografia.

Talvez a pergunta mais importante da semana seja: se ninguém estivesse olhando, você ainda reconheceria o valor do que fez?

Se a resposta for sim, existe uma força muito mais sólida por trás dessa vitória.

"A primeira e maior vitória é vencer a si mesmo; ser vencido por si mesmo é, de todas as coisas, a mais vergonhosa e vil." — Platão

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).