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Capa B+: Especial Dia dos Pais: Entrevista exclusiva com o ator e diretor Miguel Thiré

"Sempre pensei que seria pai. Laura é um presente, e o amor só cresce a cada dia".

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Ator, diretor e autor, Miguel Thiré está comemorando 32 anos de carreira assinando a direção e como um dos criadores do monólogo “O Figurante”, estrelado pelo também ator Mateus Solano de quem é parceiro e amigo dentro e fora dos palcos. O projeto (totalmente feito sem patrocínio), fica em cartaz no Teatro Fashion Mall, no Rio, de julho a novembro de 2024.

Radicado em Portugal desde 2016, o carioca atuou na TV local nas novelas “A impostora” e “Valor da Vida”, na TVI.  Por lá, também fez parte do elenco do longa “Submissão”, criou e estrelou os solos “Cidade Maravilhosa” e “Força Estranha”, e também trabalhou nos espetáculos “A Peça que dá para o Torto”, “O crédito” e “O regresso de Ricardo III”. 

Na pandemia (2020 a 2021), Miguel lotou um galpão de mil metros quadrados com a sua adaptação da experiência Imersiva “Alice, O Outro Lado da História”. Em seguida, assinou a montagem dos sucessos teatrais “Dois+Dois” e “Trair e Coçar é só começar” - sendo esta a primeira versão do sucesso que ficou 34 anos em cartaz nos palcos brasileiros. 

Em seu currículo ainda constam diversos trabalhos na TV brasileira, como as novelas “Porto dos Milagres” e “Em Família”, na TV Globo, “Paixões Proibidas”, na Band, e Poder Paralelo”, na Record. Ele ainda foi protagonista da série “Copa Hotel”, do GNT.

No cinema, o ator fez parte do elenco de projetos como “O Inventor de Sonhos”, de Ricardo Nawenberg, e “A Memória Que Me Contam”, de Lúcia Murat. Já no teatro, esteve em uma dezena de espetáculos, como tango, Bolero e Chá-chá-chá” e “A Babá” - ambos com direção de Bibi Ferreira - e encenou o monólogo “Pra Mim Chega”. 

Ao lado de Mateus Solano, estrelou entre 2016 e 2018 a peça “Selfie”, que teve temporadas de sucesso no Brasil, nos EUA e em Portugal.

Casado com a atriz luso-brasileira Gabriela Barros – vencedora do prêmio Globo de Ouro como Melhor Atriz de Ficção em 2022 por sua atuação na série portuguesa “Pôr do sol” -  o artista aguarda o lançamento do filme “Biscoito da Fortuna”. O projeto foi rodado em Portugal e conta também com nomes como Milhen Cortaz e Giselle Itié no elenco. 

Miguel é filho do também ator Cecil Thiré com a produtora de teatro Norma Pesce, irmão dos atores Luísa Thiré e Carlos Thiré e também do músico João Thiré, netos da atriz Tônia Carrero. Uma família de estrelas do qual teve influências positivas em sua escolha como ator e diretor.

Miguel Thiré é Capa exclusiva e especial de Dia dos Pais do Correio B+ desta semana. Em entrevista ao Caderno, ele fala sobre o seu primeiro Dia dos Pais, trabalhos e experiência morando em Lisboa há alguns anos.

O ator Miguel Thiré é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: João Pimentel - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Miguel é o seu primeiro Dia dos Pais. Como tem sido a paternidade pra você nos últimos meses? Além de rotina, percebe alguma mudança em si desde que Laura nasceu?
MT -
 Olha, Tem sido uma deliciosa e desafiadora experiência. Laura é um presente, e o  amor só cresce a cada dia como diziam, pois a interação só faz crescer também. O desafio pra mim é administração de tempo entre a filha e o restante da vida.

Organizar o tempo sempre foi um desafio pra mim, e com as demandas de uma bebê vejo necessário reaprender a cada dia sobre onde empregar energia. Por exemplo, agora que acabei de estrear uma peça, "O Figurante" com Mateus Solano, na qual eu dirigi e também assinei conjuntamente o texto, foi mesmo muito desafiador fazer as duas coisas ao mesmo tempo, Laura e peça.

E digo só consegui fazer bem, porque Laura é uma menina que dorme, uma sorte! E também aqui em Lisboa não tenho o suporte da minha família, então ajuda de babá torna a vida ainda mais cara, o que faz com que o trabalho tenha que render ainda mais, é a nova ciranda da vida. Agora, ela nos últimos 5 dias começou a falar "papá" e só com isso já pagou a conta dela (hahahaha).

CE - Aliás, muitas mulheres já crescem com o desejo de ser mãe. E você, pensava em ser pai? Como a notícia chegou pra você?
MT -
 Sempre pensei que seria pai, mas nunca tive essa pressa, nem a certeza do momento certo. Eu acompanhei e "auxiliei" todo o processo do parto (foi natural com muito trabalho nosso, pois no momento ela demorou para encaixar e fizemos muito exercício). Me lembro bem que depois dela passar pelo colo da mãe e fazer os primeiros procedimentos como pesá-la, ela veio para o meu colo. Nesse momento não havia nada de estranho, meu colo parecia conhecê-la como seu eu já estivesse acostumado a ampará-la. Isso me impressionou. 

O ator é pai de Laura e marido da atriz Gabriela Barros - Divulgação

CE - Você é casado com a atriz luso-brasileira Gabriela Barros. Como tem sido pra um brasileiro educar e criar uma filha em Portugal, um país com outra cultura? E como tem sido tudo isso longe da sua família aqui?
MT -
Acho que a distância da família criou é um grande desafio. O conjunto familiar ajuda a educar e cuidar. Quanto as diferenças culturais, acho que existe tantos desafios quanto eu teria se fosse no Rio. Qual ideologia de ensino se encaixa melhor conosco? Que tipo de influências ela terá? Serão sempre os desafios em todos os lugares.

Agora, existem vários outros fatores nessa equação, bons e maus. Um bom é a qualidade de vida e alguns suportes governamentais que Portugal dá mais que o Brasil, por exemplo, não pagar creche até os três anos, outra é que a parte brasileira da cultura dela, com a festa o maior calor nas relações, a espontaneidade, tudo isso vai ficar para as poucas visitas que espero que aconteçam sempre. Uma coisa que ajuda muito é que a família da Gabi tem muita relação com o Brasil. O pai dela é brasileiro, todos já moraram no Brasil em algum momento...

CE - Como pai de uma menina num mundo moderno, já pensa em como educá-la a respeito de assuntos como machismo, feminismo, preconceitos, etc?
MT -
 Claro que penso. Não só em educá-la, mas em constantemente em me reeducar. Acho que é esse o pensamento mais importante, estar sempre aberto a atualizar cada uma das nossas certezas. Já imagino o quanto ela vai me reeducar também pois as novas gerações são o novo. E precisamos do novo.

CE - Falando em paternidade, ser filho de Cécil Thiré, neto de Tônia Carrero e ter uma família toda super renomada na arte... Entrar para o mundo artístico foi uma escolha natural sua ou alguma pressão pra seguir os passos deles? Já pensou no que faria se não fosse artista?
MT -
 Nunca ouve nenhuma pressão. Havia proximidade e amor pelo que faziam, e isso seduz. Eu acho que se não fosse ator/diretor eu iria trabalhar em algo criativo. Ciências, matemáticas ou químicas, nunca conversaram comigo. 

             Miguel e Laura - Divulgação

CE - Falando em filhos, seu novo "filho" profissional é o monólogo “O figurante”, com Mateus Solano, que está em cartaz no Rio de Janeiro até novembro e onde você é o diretor e um dos autores do texto. Como é fazer um trabalho em que você tem múltiplas funções?
MT -
Pois é. É sempre desafiador. E ao mesmo tempo é o que mais gosto de fazer. Dar molde para um trabalho de raiz, é mesmo uma paixão pois é mesmo moldar o que queremos falar. Agora, como toda a paixão me faz amar e sofrer ao mesmo tempo. A busca pela perfeição esbarra nas realidades da vida e em meio a esse duelo eu vou sobrevivendo.

CE - No Brasil parece ainda haver um certo estranhamento do público e do mercado artístico quando alguém passa a fazer várias funções além de atuar. Como tem sido pra você essa experiência? Vamos ver um monólogo seu também dirigido e escrito por você?
MT - 
Não sei se noto esse estranhamento em particular, e no meu caso venho fazendo esse trabalho de criador em paralelo à trabalhar somente como ator desde os meus 23 anos, no entanto já estou costumado. Eu, inclusive, cheguei em Lisboa tendo na bagagem um monólogo chamado "CidadeMmaravilhosa" no qual eu estava em cena e também assinava criação junto da equipe, do mesmo modo que Mateus participa desse - "O Figurante". Fazer "Cidade Maravilhosa" em Lisboa me abriu muitas portas.

CE - Você tem um “casamento” com Mateus Solano de 25 anos. Como é essa relação pessoal e profissional de vocês?
MT -
 Eu e Mateus somos como irmãos no palco e fora dele. Muitos trabalhos e muitas histórias. Nós parecemos nos complementar de uma maneira curiosa em cena e agora nessa dinâmica de diretor ator também. Quando discutimos e temos opiniões opostas acho que nossos egos dançam uma dança respeitosa entre si, e saímos sempre fortalecidos com descobertas, além do carinho,  respeito e admiração naturais estão sempre presentes. 

Mateus e Miguel - Divulgação

CE - Você já se sentiu figurante em algum momento da vida pessoal e profissional?
MT -
 Já. E acho natural. Falar desse sentimento é muito importante inclusive em um mundo em que cada vez mais nos cobra ser importantes, felizes, famosos, influenciadores e uma série de outras coisas. Querer ver o lugar que se ocupa reconhecido é humano. ao mesmo tempo a noção de que fazemos parte de um todo e que somos todos figurantes de alguém é também uma perspectiva que nos faz pensar, pra dizer o mínimo.

CE - Você tem mais de 30 anos de carreira. Olhando pra sua trajetória, teria feito algo diferente? E o que Miguel Thiré ainda não fez, mas que está nos planos?
MT -
 Teria investido mais em estudo com a cabeça mais jovem. Ferramentas como o canto, habilidades com línguas e coisas assim. Sonhos eu tenho alguns e nenhum que me norteie. Na verdade, um conceito, viver bem de retorno de bilheteria; saber que estou conseguindo pagar bem as minhas contas com dinheiro direto que as pessoas desprenderam para assistir algo do qual fiz parte. Reconheço a importância que existe no anunciante, no mecenas, no governo que apoia através de um edital. No entanto sonho em crescer mais e mais em vender ingresso autonomamente.

                     Miguel e o pai Cecil Thiré - Divulgação

CE - Morando e trabalhando fora há oito anos, do que mais sente falta do Brasil? E o que já "pegou" dos portugueses?  
MT -
 Sinto falta das casas de sucos a cada esquina, da mata atlântica e da festa que é o Brasil. SINTO FALTA DO CARNAVAL. Gosto do que Lisboa me proporciona como cidade, cultura, praia, comida. Já me sinto mais acostumado ao ritmo calmo e menos caótico de Lisboa, e quando vou ao Rio é uma espécie de caos e delícia que já não identifico como casa, mas que preciso de tempos em tempos pois me alimenta.
Sempre fui de amar o carnaval, mas só naqueles 5 dias. Dentro deles eu vivia tudo e era impossível abrir mão, chegava a negar trabalho se não respeitasse o carnaval, mas depois dos 5 dias já estava bom. São assim minhas passagens pelo Brasil hoje.

CE - Depois da estreia de “O Figurante”, já faz planos para novos projetos?
MT -
 Projetos são muitos. Estrear duas novas peças em Lisboa até janeiro, mas que ainda é cedo pra falar. E estou em conversa com uma parceria brasileira para desenvolver um formato de teatro de improviso, com o qual venho trabalhando nos últimos tempos. Como são criações, somente na hora certa posso revelar títulos e assim. Até lá , muita labuta e cuidar de Laurinha. Ah, mas o Carnaval....... que saudade...

Miguel para revista GQ - Reprodução

Saúde integrativa

Autocuidado vai além do espelho e une saúde, beleza e bem-estar em encontro

Evento Além da Aparência, promovido pela nutricionista Luanna Caramalac, reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a relação entre alimentação, estética, imagem, autoestima e qualidade de vida

03/09/2026 08h30

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro Divulgação

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Promovido pela nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac no Dia do Nutricionista, que foi celebrado nesta segunda-feira, o evento Além da Aparência reuniu cerca de 30 mulheres no Instituto LCM, no The Place Corporate, e marcou também os cinco anos de atuação da instituição na Capital.

A proposta do encontro foi discutir uma mudança percebida em diferentes áreas relacionadas à beleza: a procura crescente por resultados mais naturais, individualizados e menos associados à transformação radical da aparência.

No talk, porém, a conversa foi além dos procedimentos estéticos e trouxe uma reflexão sobre aquilo que sustenta a imagem que aparece externamente.

“Estamos vivendo um momento em que as pessoas buscam cada vez mais o cuidado de dentro para fora”, resumiu Luanna durante a abertura da conversa.

Para a nutricionista, a alimentação não deve ser compreendida apenas como uma ferramenta para emagrecer ou modificar o corpo. Sua atuação profissional parte de uma visão mais ampla, que considera a relação entre nutrição, prevenção, qualidade de vida e as necessidades individuais de cada paciente.

MAIS DO QUE DIETA

Ao celebrar cinco anos do Instituto LCM, Luanna também compartilhou parte de sua trajetória pessoal e profissional. A nutricionista afirmou que sua compreensão sobre saúde ultrapassa a ideia de prescrever dietas ou estabelecer regras universais de alimentação.

“É a nutrição que eu acredito, que não é só uma nutrição de fazer uma dieta. É de fato ir à causa, à raiz do problema do paciente, tratar o todo”, afirmou.

Segundo ela, cada pessoa possui uma rotina, um histórico e necessidades, o que exige acompanhamento individualizado. Essa perspectiva busca afastar soluções imediatistas e aproximar o cuidado de hábitos que possam ser sustentados ao longo do tempo.

A ideia central do evento foi justamente mostrar que saúde e aparência não precisam ser tratadas como assuntos completamente separados.

Alterações na pele, no cabelo e no corpo podem levar pessoas a buscar respostas exclusivamente em produtos ou procedimentos, quando outros fatores relacionados à saúde também merecem a atenção.

Essa integração foi um dos principais pontos discutidos pelas convidadas.

BELEZA ALÉM DO ESPELHO

A empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas Thielly Prado levou ao encontro a experiência de quem acompanha diariamente mulheres em busca de mudanças na imagem.

Para ela, a transformação observada nos últimos anos vai além da procura por determinados procedimentos. Muitas clientes passaram a buscar espaços de cuidado, pausa e acolhimento.

Thielly relacionou essa mudança ao período da pandemia, quando muitas pessoas foram obrigadas a desacelerar e passaram mais tempo dentro de casa.

“Depois da pandemia, eu vi o quanto as pessoas já não estavam mais buscando somente [fazer] uma sobrancelha, uma escova ou um pé e mão. Todo mundo começou a buscar essa paz”, afirmou.

Segundo ela, o contato cotidiano com mulheres também permite perceber como questões aparentemente relacionadas à estética podem estar conectadas a outras dimensões da vida.

“Não é só sobrancelha, não é só botox, não é só harmonização. É um todo”, disse.

A profissional ressaltou que sinais percebidos externamente podem despertar dúvidas sobre alimentação, rotina e acompanhamento de saúde.

A intenção, segundo ela, não é transformar a aparência em um diagnóstico, mas compreender que o autocuidado pode exigir uma rede de profissionais e diferentes formas de atenção.

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane OrroDa esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac, nutricionista funcional e integrativa; e a médica Viviane Orro - Foto: Divulgação

CEREJA DO BOLO

A biomédica Natália Morota, especializada em harmonização facial e rejuvenescimento, também defendeu uma abordagem que não coloque os procedimentos estéticos como única resposta para a busca por autoestima.

Com 16 anos de atuação na área da beleza, ela afirmou que passou a compreender a estética de forma diferente ao perceber o impacto que a relação de uma pessoa com a própria imagem pode ter em outras áreas da vida.

“Quando a gente transforma uma mulher, a vida dela inteira muda. Como a gente se vê, a gente começa a se comportar de outra forma”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Natália destacou que intervenções externas não substituem os cuidados básicos relacionados à saúde.

Para ela, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte de uma estrutura que sustenta os resultados buscados também na estética.

“Não adianta fazer um estímulo de colágeno se a paciente não tem nutrientes suficientes para sustentar aquilo. A estética é a cereja do bolo”, comparou.

A fala também trouxe um alerta sobre a procura por soluções rápidas para emagrecimento ou transformação corporal sem o acompanhamento adequado. A popularização de medicamentos e procedimentos não elimina, segundo as participantes, a necessidade de avaliação individual e orientação profissional.

IMAGEM QUE VESTE

A influenciadora e empresária de moda Bruna Gonçalves acrescentou ao debate a relação entre vestuário, identidade e autoestima.

Para ela, a imagem é importante na maneira como uma pessoa se apresenta ao mundo, mas não é suficiente para definir quem ela é.

“A beleza faz sentido a partir da imagem que a gente entrega quando chega a um lugar, mas quem permanece é a nossa essência”, afirmou.

Bruna relacionou o cuidado com a aparência à capacidade de reconhecer a identidade. Vestir uma roupa e se sentir bem, segundo ela, pode ser uma forma de reconhecer qualidades que já existem, e não necessariamente criar uma nova versão de si mesma.

Em sua fala, contou que momentos difíceis de sua vida também mudaram sua maneira de enxergar o autocuidado.

“A beleza externa, como eu cuido de mim por fora, me ajudou muito. Porque a beleza externa também pode refletir aquilo que está interno”, disse.

Para a empresária, a forma como uma mulher ocupa os espaços, se relaciona com outras pessoas e constrói sua presença também faz parte daquilo que pode ser entendido como beleza.

SAÚDE VEM ANTES

A médica Viviane Orro trouxe para a conversa sua experiência de mudança profissional. Atuante anteriormente na terapia intensiva e na nefrologia, ela decidiu, após a pandemia e um período de sobrecarga, fazer uma transição para a área da medicina estética e dos procedimentos faciais.

A mudança, segundo ela, também foi motivada pela necessidade de buscar mais qualidade de vida. Durante a pandemia, Viviane esteve na linha de frente da assistência médica e afirmou que o período modificou profundamente sua relação com o trabalho e com o cuidado pessoal.

“Eu precisava ter mais tempo com a minha família e mais tempo para cuidar de mim”, contou.

Na nova área de atuação, porém, ela disse ter levado consigo uma percepção construída durante os anos em que trabalhou com pacientes em situações graves: a importância de um organismo saudável e adequadamente acompanhado.

“A profissão da nutricionista é muito mais importante do que as pessoas têm exata noção. Se a gente tem um corpo nutrido, um corpo saudável, a nossa expectativa de vida muda, o nosso humor muda, a nossa energia muda”, afirmou.

Mesmo trabalhando atualmente com estética, Viviane defendeu que os procedimentos devem ocupar um lugar complementar no cuidado. “A beleza é segundo plano. A estética é segundo plano”, disse.

Para a médica, o ponto de partida precisa ser a saúde e a capacidade de uma pessoa de reconhecer a autoimagem sem transformar cada característica natural em um problema a ser corrigido. “Ela tem que olhar no espelho e falar: ‘Eu sou linda. Essas rugas são a minha história’”, afirmou.

Diálogo

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral já encontrou nova modalidade... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (3)

03/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Martha Medeiros - Escritora brasileira

"Solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor-próprio”.

FELPUDA

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral já encontrou uma nova modalidade de esconde-esconde: candidato escondendo candidato. Há quem esteja distribuindo santinhos com espaço generoso apenas para o presidenciável, enquanto os demais nomes da chapa majoritária parecem ter virado figurantes. O candidato ao Governo some, o postulante ao Senado desaparece e, em alguns casos, até a própria chapa parece precisar de lupa. A estratégia, naturalmente, desperta comentários nos bastidores e alimenta a velha pergunta: por que esconder quem deveria estar sendo apresentado ao eleitor?

E?...

Candidatos que anunciaram tratamento contra o câncer poderiam, dentro dos limites legais e da privacidade, informar os eleitores se estão em condições de assumir eventual missão pública

Mais

Alguns recorreram às redes sociais para anunciar a doença, o tratamento, mas não informaram se tiveram a cura defitiniva. A questão envolve transparência e confiança do eleitor.

DiálogoFoto: Divulgação

Giovanna Maravieski, chefe da Divisão de Fiscalização da Saúde do TCE-MS, tornou-se a primeira auditora de controle externo do Tribunal a conquistar a certificação internacional PESA, da INTOSAI Development Initiative. A certificação é voltada à formação e ao aprimoramento de profissionais que atuam na fiscalização e auditoria do setor público. O programa segue padrões e metodologias internacionais de controle e auditoria governamental. A formação inclui estudos, avaliações on-line e acompanhamento de mentor. Giovanna teve como coach o auditor Haroldo Oliveira de Souza, também do TCE-MS. Ela afirmou que o PESA foi um divisor de águas em sua carreira.

Diálogo Marco Antonio Moraes e Valéria Foschiani - Foto: Studio Vollkof

 

Diálogo Fernanda Motta - Foto: Lu Prezia

Vitrine

Nos meios políticos, comenta-se que a prefeita Adriane Lopes perdeu grande oportunidade de marcar posição nessas eleições. Afinal, dificilmente terá novamente um cenário tão favorável para apresentar sua atuação política e os resultados de sua gestão. O problema é que até agora, dizem os críticos, não conseguiu mostrar nem uma coisa, nem outra. A vitrine eleitoral está aberta, mas faltariam produtom para por nas prateleiras. E eleição, como se sabe, não costuma perdoar vitrine vazia.

“Gato”

Com todas as letras, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) acusou órgãos da Prefeitura de Campo Grande de terem feito “gato” de energia no prédio utilizado em evento LGBTQ+. Segundo ela, a ligação irregular teria sido feita pela administração municipal, que realizou evento anterior no local. A denúncia, naturalmente, provocou aquele tipo de silêncio que costuma falar mais alto do que qualquer discurso. Agora resta saber quem vai pagar as contas: a da energia e, principalmente, a da política. 

Alívio

Quem está feliz como pinto no lixo é o vereador Marcos Trad, depois que o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou ação do PDT estadual que pedia a perda do seu mandato por suposta desfiliação sem justa causa. O placar foi de cinco votos a dois, garantindo sua permanência no cargo. A decisão chega em boa hora para quem pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Agora, Marcos Trad pode concentrar suas energias na campanha eleitoral.

ANIVERSARIANTES 

  • Jane Mary Abuhassan Gonçalves, 
  • Lude Simioli Júnior, 
  • Francisco Almeida Telles
  • (Chiquinho Telles), 
  • Gevair Ferreira Lima,
  • Sandra Uhry, 
  • Linda Jeronimo Dias,
  • Alice de Araújo de Alcântara,
  • Cleber Aguirre,
  • José Sotoma,
  • Luis Carlos Beraldo da Costa,
  • Maria Aparecida dos Reis Siqueira,
  • Rosália Yocie Tokuyama,
  • Maria Eunice de Jesus Santos,
  • Antonio Marcos de Andrade,
  • Paulo  Queiroz,
  • Marco Aurelio Perez,
  • Helio de Paula,
  • Moacir Fernandes Dutra,
  • Sônia Irma Frainer, 
  • Leny Ourives da Silva,
  • Renan de Souza Nucci,
  • Monacy Carlos Moura,
  • Sônia Maria Pinto de Arruda,
  • Geise Conceição Teodoro Soares Tôrres, 
  • Vitor Francisco Torres Menegazzo, 
  • Thiago Cardozo, 
  • Marcos Benedetti Hermenegildo,
  • Fabiana Silva Laburu,
  • Paulo Sérgio Costa, 
  • Gleide Soares Morel Durães, 
  • Diego Bazana Senzano,
  • Micchelle Coutinho Lubacheski,
  • Valdir Antunes Nuncao,
  • Liziane Berrocal,
  • Rosilene Garcia,
  • José Benício Praxedes,
  • Marlene de Matos Bossay,
  • Carmen Tieko Massan,
  • Ana Lúcia de Almeida dos Santos,
  • Rose Mary Domingues,
  • Eveline Jacobina Marceli,
  • Mariana Tomaz Silva,
  • Luciana Santos de Oliveira,
  • Luiz Sirineu, 
  • Dra. Carolina Muzzi Youssef, 
  • Félix Amado Soares,
  • Luiz Carlos Ortega,
  • Yvan Luiz Madruga Varjão,
  • Moysés Aristeu Thomé,
  • Silvio Rebelo de Freitas,
  • Kaurry Miyasato Alves,  
  • Eduarte Candido de Lima,
  • Pedro Costa de Barros,
  • Maria Lúcia Rodrigues da Silva,
  • Fernando Antonio Camargo,
  • Patrícia Alves Barbosa,
  • Marcelo Alves Barbosa,
  • Carla Rodrigues Cubel,
  • Lúcia Andrade Lamota,
  • Sandra Dutra Araújo,
  • Rosângela Carla Muller,
  • Gisela Luz Ferreira,
  • Neuza Barbosa Massi,
  • Maria Rita de Lima,
  • Herberto Cristovam Dias Gomes,
  • Eloty Justina Dias Schieder,
  • Iraldo Grisoste Barbosa,
  • Dr. Armindo Ramão Medina, 
  • Marcos Hernani Teixeira Hollender,
  • Elenice Barbosa,
  • Regina Maria Ribeiro,
  • Jucineide Almeida de Menezes,
  • Marlene Bobato,
  • Cândida Maria de Souza,
  • Maria Rita Menezes Arruda,
  • Renilde Viana de Souza,
  • Elizabeth de Souza Lemos,
  • Tércio José Alves,
  • Flávio Alexandre Chagas Martins,
  • Oledir Querino dos Santos Vianna,
  • Lisandra Cristina Felix,
  • Valdeir Rodrigues Dias,
  • Rosely Libanês,
  • Argentino José Nepomuceno Neto,
  • Miriam Elizabeth Lemos Dutra,
  • Maria de Lurdes Saveran Trevizan,
  • Aluizio Gomes Silva Filho,
  • José Gazilan,
  • Laís Helena Adami de Freitas,
  • Rodolfo Fernandes Rocha,
  • Claudete Cristovão Abrão, 
  • Danilo César Maffei,
  • Lucas Flores Grisoste Barbosa,
  • Ursula Mara Bernardes Maldonado,
  • Inácio Martins Ribeiro,
  • Zulma Luiza Contar Fernandes 
  • Reis,
  • Jesus Breno Batista,
  • Renan Cintra Soloaga,
  • Jesus Milane de Santana,
  • Abdaias Borges Sena,
  • José Roberto de Souza Freire,
  • Valéria Sudan, 
  • Gustavo Pereira,
  • Cássio Roberto Gradela,
  • Toshiaki Ueno,
  • Gislaine dos Santos Federici,
  • Hamilton Arguelho Espinosa de Souza,
  • Altamiro de Figueiredo.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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