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Cinema B+: A Legado de Val Kilmer no Cinema

Ator faleceu aos 65 anos, deixando atuações icônicas como lembrança para os fãs

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Todos os jornais e blogs que cobrem cinema passaram os últimos dias lamentando e lembrando o ator Val Kilmer, um dos poucos atores podem ter uma coleção de trabalhos icônicos na história do cinema com personagens como Batman, Jim Morrison, Doc Holliday e, “Iceman”, entre outros.

A lista de sucessos (e fracassos) é longa, mas Kilmer navegava entre comédias, aventura e dramas com um carisma ímpar que o coloca no patamar das lendas, mesmo que gerações recentes mal lembrem seu nome.

Devo dizer logo de cara que meus filmes favoritos com Kilmer não são seus maiores: Fogo Contra Fogo, de Michael Mann, que todos amam, mas também o menor A Sombra e a Escuridão, que Kilmer co-estrelou com Michael Douglas. Um filme que é difícil de achar.

O ator fez um documentário em 2021, Val, onde abriu o jogo de como perdeu suas cordas vocais em 2015, quando descobriu que tinha câncer na garganta. A essa altura já trabalhava pouco, estava longe dos dias em que era um dos homens mais bonitos do cinema, estava irreconhecível. O documentário é emocionante para os fãs, mas, mais ainda foi a linda homenagem que Tom Cruise fez ao amigo com o filme Top Gun – Maverick.

No que foi a despedida oficial de Kilmer do cinema, Cruise fez questão de trazer o antagonista de Maverick, Iceman, como seu amigo e confidente. Mais ainda, com o uso de tecnologia de IA, recuperou a voz que Kilmer já não tinha e deu a ele falas emocionantes para ser lembrado com dignidade. Não houve um olho seco no cinema nessa sequência.

Do teatro à imortalidade nas telas, uma trajetória marcada pelo talento e pela resiliência

Val Edward Kilmer nasceu em 31 de dezembro de 1959, em Los Angeles, Califórnia, e foi um dos atores mais versáteis e intensos de sua geração. Dono de uma presença cativante e um talento inquestionável, Kilmer se destacou ao longo de quatro décadas em papéis icônicos que marcaram a história do cinema. Sua jornada começou nos palcos, mas foi na tela grande que ele consolidou sua carreira, tornando-se um dos rostos mais conhecidos e respeitados de Hollywood.

Formado pela prestigiada Juilliard School, onde foi o mais jovem a ser aceito no programa de teatro na época, Val Kilmer demonstrou desde cedo um compromisso inabalável com sua arte. Seu talento não tardou a chamar a atenção da indústria cinematográfica, levando-o rapidamente a se tornar um dos atores mais requisitados de sua geração.

Kilmer ganhou notoriedade nos anos 1980 ao estrelar a comédia Top Secret! (1984) e o cultuado Real Genius (1985), mas foi em 1986 que alcançou fama mundial ao interpretar o piloto Tom “Iceman” Kazansky no clássico Top Gun, ao lado de Tom Cruise. O sucesso do filme impulsionou sua carreira, abrindo portas para papéis ainda mais desafiadores na década seguinte.

Em 1991, viveu um de seus personagens mais memoráveis ao interpretar Jim Morrison na cinebiografia The Doors, dirigida por Oliver Stone. Para o papel, Kilmer mergulhou profundamente na persona do lendário vocalista do The Doors, chegando a gravar as canções do filme com uma impressionante fidelidade à voz original de Morrison. Sua dedicação ao papel foi elogiada pela crítica e pelos próprios membros da banda, consolidando sua reputação como um ator de método e ganhando uma indicação ao Oscar.

Ao longo dos anos 1990, Kilmer continuou a diversificar seus papéis, protagonizando o épico faroeste Tombstone (1993) como Doc Holliday, uma atuação que muitos consideram uma de suas melhores. Em 1995, assumiu o icônico papel de Bruce Wayne em Batman Eternamente, substituindo Michael Keaton.

Embora o filme tenha dividido a opinião do público e da crítica, Kilmer foi elogiado por sua interpretação do Cavaleiro das Trevas. No mesmo ano, atuou ao lado de Al Pacino e Robert De Niro no aclamado Fogo Contra Fogo (Heat). A década também o viu brilhar em O Santo (1997), onde interpretou um mestre do disfarce, demonstrando novamente sua versatilidade e carisma.

Apesar de sua notoriedade, Kilmer também enfrentou desafios dentro da indústria cinematográfica, sendo frequentemente descrito como um ator exigente e perfeccionista. Sua dedicação absoluta aos personagens às vezes resultava em atritos nos bastidores, mas seu comprometimento era inegável.

Nos anos 2000, sua carreira passou por altos e baixos, com papéis de menor destaque em filmes independentes e produções experimentais. Entretanto, ele nunca deixou de atuar e buscar novas formas de se expressar artisticamente.

Em 2014, sua vida tomou um rumo inesperado quando foi diagnosticado com câncer de garganta. O tratamento agressivo, que incluiu quimioterapia e cirurgias, afetou severamente sua voz e sua capacidade de respirar. Apesar das dificuldades, Kilmer permaneceu resiliente e encontrou novas formas de se comunicar e atuar.

Como mencionei, sua batalha contra a doença foi relatada no emocionante filme Val (2021), um documentário autobiográfico que trouxe à tona sua jornada de altos e baixos, sua paixão pela arte e sua luta pela vida. 

O documentário foi aclamado pelo público e pela crítica, proporcionando um olhar íntimo sobre a mente de um artista que nunca se rendeu às adversidades. A despedida oficial, também como citei, veio no ano seguinte com a participação em Top Gun – Maverick.

Val Kilmer faleceu em 1º de abril de 2025, aos 65 anos, em Los Angeles, devido a complicações de uma pneumonia. Sua filha, Mercedes Kilmer, confirmou que ele partiu pacificamente, cercado por seus entes queridos. Além de Mercedes, deixa seu filho Jack Kilmer, fruto de seu casamento com a atriz Joanne Whaley.

O legado de Val Kilmer permanece vivo através de suas performances inesquecíveis e de sua coragem em enfrentar desafios pessoais e profissionais com determinação. Seja como um lendário roqueiro, um pistoleiro do Velho Oeste, um super-herói ou um piloto de caça, Kilmer se reinventou constantemente, deixando uma marca indelével na história do cinema. Seu talento, paixão e comprometimento com a arte continuarão a inspirar gerações de atores e cinéfilos ao redor do mundo.

Para matar as saudades, terá que passear em algumas plataformas: Top Gun está na Paramount+; The Doors, pelo qual foi indicado ao Oscar, na MGM+/Prime Video; Fogo contra Fogo e Tombstone, na Disney+ e Batman Eternamente, na MAX. E antes de mais nada, na Prime Video, confira o documentário Val. Uma grande homenagem a um grande ator.

crônica

Ave Minas

23/06/2026 08h15

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Há algo neste tempo acelerado que me inquieta.

Especialistas mundo afora apontam que a escassez de amizades na vida adulta nasce dessa combinação entre o tempo comprimido e a vida mediada pelas telas. Não é que não queiramos amigos — é que deixamos de cultivá-los com a paciência que eles exigem.

Aristóteles, já no século IV a.C., colocava a amizade entre as virtudes mais altas da vida humana, acima, em certos sentidos, até dos laços de sangue. Não parecia exagero.

Quem mais sente essa falta de um interlocutor de verdade são justamente os adultos ocupados, que vão descobrindo, com o tempo, que a vida pode ser funcional — e ainda assim profundamente solitária.

Minha última viagem a Minas me trouxe uma espécie de contraexemplo disso.

Consegui reunir quatro amigas de infância em um dia de aniversário no Inhotim — um museu a céu aberto, em Brumadinho, tão belo que parece desafiar a própria ideia de museu. E tão perto de um lugar que carrega uma das maiores tragédias recentes do país. Beleza e devastação quase vizinhas. Como a vida, talvez.

Mas naquele dia, o que prevaleceu foi outra geografia.

Caminhamos entre obras e jardins como quem atravessa o tempo. Rimos alto sem cerimônia. Paramos diante de uma instalação sem saber muito o que dizer — e isso também era conforto. Havia algo de raro ali: o direito de não performar nada.

Depois de certa idade, amizade exige cuidado. Não acontece por acaso.

Ela precisa ser chamada, lembrada, sustentada. E isso dá trabalho. Mas há um alívio profundo em encontrar pessoas que nos reconhecem antes mesmo da frase terminar — e, mais ainda, que nos aceitam inteiros, sem negociação.

A internet ajuda a manter contato, mas também cria a ilusão de que ele já basta. Uma mensagem no WhatsApp parece suficiente. Não é. Foi-se o tempo das conversas longas ao telefone, das cartas, até dos e-mails que exigiam um pouco mais de presença.

O que permanece insubstituível é o encontro. Sentar à mesa, revisitar histórias antigas, rir das mesmas bobagens de sempre, comentar o corpo que mudou sem precisar pedir desculpas por isso. Lembrar receitas da avó, professores, paixões antigas, tudo misturado, sem ordem nem protocolo.

Amizades assim têm uma estranha permanência: mesmo com longas ausências, o tempo não consegue estragá-las. Elas retomam o ponto exato onde ficaram.

Já dizia Aristóteles — de novo ele — que o amigo é “uma única alma habitando dois corpos”. Não sei se acredito nisso literalmente, mas naquele dia em Inhotim foi quase isso: algo que nos lembrava quem éramos antes de tudo virar urgência.

Voltei de lá com uma espécie de paz difícil de explicar. Os cabelos já brancos, o riso mais solto, o vinho compartilhado, a leveza possível.

Minas, naquele dia, foi isso: um lugar de recomeço afetivo.

Ave Minas!
 

Diálogo

Na bolsa política de apostas, a agitação é grande sobre quem ficará... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (23)

23/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Pablo Neruda - escritor chileno

"Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”.

FELPUDA 

Na bolsa política de apostas, a agitação é grande sobre quem ficará na ventania catando papéis, ou seja, será defenestrado da disputa para o Senado na chapa do PL. A cada dia que passa, as especulações são muitas, mas pelo menos já ficou definido que as ordens virão de Brasília sobre o “ungido”. Enquanto se aproxima a derradeira hora para saber quem o ex-presidente Bolsonaro, o chefe maior do PL, dará o seu aval, os dois pré candidatos o deputado federal Marcos Pollon e o ex-deputado Capitão Contar vão tentando “vender seu peixe”. É esperar para ver.

Chegando

Nesta terça-feira (23), acontecerá a apresentação e comemoração da abertura do mais novo hotel de Campo Grande: o Plaza Belmar.

Mais

Localizado na esquina das ruas Barão do Rio Branco e 13 de Junho, ele tem como proposta marcar novo capítulo neste segmento. 

DiálogoFoto: Divulgação

O deputado estadual Londres Machado recebeu a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito Eleitoral, uma das mais importantes distinções concedidas pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A homenagem, na noite do dia 19, foi entregue pelo presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, responsável também pela indicação do nome do parlamentar à honraria. Em seu 13º mandato, Londres já viu governadores passarem, legislaturas terminarem e gerações inteiras chegarem à política. Presidiu a Assembleia Constituinte, que elaborou a primeira Constituição Estadual, comandou o Legislativo por sete vezes e exerceu, em duas ocasiões, o cargo de governador substituto. A condecoração reconhece sua trajetória, que se confunde com a própria história política e institucional de Mato Grosso do Sul.

Diálogo Lorena Ibrahim e Roberto Cunha - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Tayara Cristina - Foto: Arquivo Pessoal

Aval

A senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (PP) reforçou a chegada de novos recursos para Campo Grande, oriundos de emenda com participação popular. Segundo ela, estão previstos R$ 45 milhões para obras de recapeamento e tapa-buraco em diferentes regiões da cidade. A parlamentar  sinalizou que novos repasses já estão encaminhados e a articulação com a bancada federal foi decisiva.

No comando

Por ser do mesmo partido da prefeita Adriane e do governador Riedel, Tereza Cristina sinaliza que neste ano eleitoral, estaria assumindo o controle dos encaminhamentos políticos, numa tentativa de oferecer protagonismo político à gestão municipal, considerada como catastrófica até agora. A ação dela tende a facilitar o andamento de projetos estratégicos. Além disso, poderá contribuir para reduzir os entraves administrativos. 

Troco

Lula resolveu ironizar a situação de Neymar, que ainda não entrou em campo pela Seleção por causa de lesão, dizendo que ele seria o primeiro jogador convocado em regime de home office. Mas, o troco veio de fora. Em entrevista a um site americano, Donald Trump classificou o petista como “volátil”. Na química e na física, o termo define substâncias que evaporam facilmente à temperatura ambiente. Já no comportamento humano, refere-se a quem muda de opinião com frequência. Caiu como uma luva...

ANIVERSARIANTES 

Dr. João Batista da Costa Marques;
Hermantina da Costa Queiroz;
Zulmira de Almeida Hokama;
Victória Brum de Queiroz;
Dione Marly Gandolfo Hashioka;
Audeniza Barbosa Arantes Insuela (Iza Insuela);
Raphael Salles Russo;
Ana Cristina Cançado Soares;
Lúcia Prado de Abreu;
Ana Camargo de Castro;
Joana Durcilei Bolognes Couto;
Aldemir Lemos;
João Batista Barbosa;
Dr. Ernesto Coutinho Puccini;
Paulo Prado;
Francisco Itenagoras de Almeida;
Hermínia Vargas Aleixo;
Marcia Mariko Otubo Pereira;
Adenice Eugênio da Silva Lima;
Ana Lefevre;
João Batista da Rocha;
Marta Rocha;
Conrado Jacobina Stephanini;
Dr. Miguel Antonio Menezes E’gues;
Samuara Alves de Morais;
Osvaldo Espíndola Pleutim;
Dr. João Batista Botelho de Medeiros;
José Carlos Chinzarian;
Dra. Denise Aparecida de Almeida Tamazato;
Maria de Lourdes Cruz Macedo;
Sebastião Pereira da Silva;
Honorato Siqueira Campos;
João Edgar Leite;
Rosemary Alves de Oliveira;
João Rodrigues de Carvalho;
Carlos Faraco Fernandes;
Ana Lúcia de Moraes;
Romy Souza Barbosa;
Agripina Moreira;
Sandra Souza;
Ed Augusto Braga;
Lauro Nelson de Paula;
Nilce Maria Bortolato de David;
Doralice Martins (Dora);
Regina Aparecida Câmara Rodrigues;
Plínio Queiroz Junqueira;
Edilberto de Freitas Reverdito;
Rafael da Costa Fernandes;
Mauro José Capelari;
Antônio Carlos Lopez de Carvalho;
Suzi Magali Moura Vendas;
Archimedes Lemes Soares;
Iove Coelho;
Johnny Erick Ferreira;
Ana Maria Alves de Souza;
Joalina Duailibi;
Pedro Gregol da Silva;
Samir Renam Ribeiro Coelho;
Ana Maria de Araújo Souza;
Edison Pereira da Fonseca;
Ivan Ferreira de Souza;
João Carlos de Moraes Cavalheiro;
Patrícia de Melo Coelho;
Raquel Melez Martins;
Paulo Henrique Alves da Silva;
Adriana Maria Restelatto Zamban;
Luiz Carlos Cobalchini;
Pedro Augusto Moura;
Sandra Maria de Lima;
Alina da Silva Pontes;
Benedito Augusto Domingos;
Valdir Osvaldo Júnior;
João Ramão Moura Cristaldo;
Matheus de Barros Pinheiro;
Hidekaza Kaku;
Flávio Henrique Martins Cantarin;
Joana de Souza Oliveira;
Ângelo Montanher Neto;
Márcia Cristina Michelle Soriano;
Simone Storti Pereira;
Lucynava Aparecida da Conceição;
Odilon Cardoso Alves;
Eduardo Osmar de Oliveira;
João Batista Cardoso;
Nilmare Daniele da Silva Irala;
João Batista Pires;
Silvana Gino Fernandes de Cesaro;
Fátima Cardoso Scarcelli;
Karine Midori Sasaki;
Paulo Roberto Stangarlin Fernandes;
Sônia Aparecida Teixeira de Medeiros;
Ceila Maria Kataoka;
Hamilton Portella Júnior;
Marcela Narciso da Silva;
Ademar Katuji Yassuda Júnior;
Sílvia Valéria Pinto Scapin;
Lourdes Rosalvo da Silva dos Santos;
Luciana de Araújo Arruda;
Carlos Salviano Urbanin;
Lenira Micharki;
Rosângela Damiani;
Mauro Yukiharu Suyama;
Luciwaldo da Silva Althoff;
Fernanda Sant’Ana Robles;
Mário Antonio Scarabucci Ribeiro.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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