Correio B

Correio B+

Capa B+: Na primeira Capa de 2025 do Caderno, uma entrevista exclusiva com o ator Mouhamed Harfouch

"A minha primeira grande oportunidade na TV veio muito por conta do meu nome".

Continue lendo...

Após o sucesso de três apresentações especiais em Juiz de Fora, Minas Gerais, Mouhamed Harfouch leva seu monólogo “Meu Remédio” para o Rio de Janeiro, com estreia marcada para 10 de janeiro de 2025, no Teatro Ipanema.

Dirigido por João Fonseca, o espetáculo traz uma narrativa profundamente pessoal e emotiva, onde Harfouch mergulha na sua história de vida, lidando com temas como identidade, pertencimento e aceitação de sua própria história. A peça é uma mistura de comédia e drama, resultado de um processo criativo íntimo que levou o artista a revisitar momentos de sua própria trajetória, especialmente sua relação com seu nome e sua herança cultural.

Com “Meu Remédio”, Mouhamed transforma um projeto profundamente pessoal em uma expressão artística única, tanto no palco quanto fora dele. O ator e cantor, que acumula mais de 40 produções teatrais em seu currículo, além de uma carreira de destaque na TV, é bastante lembrado por suas performances em novelas como “Pé na Jaca”, “Amor à Vida” e “Órfãos da Terra”, em séries como “Rensga Hits” e “Betinho - No Fio da Navalha”.

Sua trajetória inclui também produções teatrais musicais como “Querido Evan Hansen”, vencedor do prêmio de Destaque Elenco no Prêmio Destaque Imprensa Digital 2024, e em “Ou Tudo ou Nada”, trabalho que lhe garantiu uma indicação ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator em 2016. Contudo, é agora, em "Meu Remédio", que ele se reinventa, assumindo diversas funções e se desafiando na autoexposição.

O espetáculo traz à tona questões do universo árabe, relembra episódios importantes que fizeram parte de sua jornada e revela, de forma sincera e orgânica, o impacto de suas escolhas em sua trajetória profissional e na vida pessoal.

“Meu Remédio" nasce da minha vontade de entender e compartilhar a relação com o meu nome, com minha história de vida, com a mistura de culturas que carrego. Sou filho de imigrantes – sírios por parte de pai e portugueses por parte de mãe.

Crescer com um nome tão emblemático em um Brasil dos anos 70, em que o preconceito e a dificuldade de aceitação eram muito presentes, não foi fácil. A peça é uma comédia, mas carrega uma reflexão sobre aceitação e pertencimento, sobre entender que, muitas vezes, o maior remédio é aceitar quem somos", explica Harfouch, que busca, com o espetáculo, tocar o coração do público ao falar sobretudo, como cada ser é único e especial em sua individualidade, origem e essência.

Embora a ideia de levar "Meu Remédio" aos palcos tenha surgido há dois anos, uma inquietação sobre o tema já acontecia desde a novela "Órfãos da Terra". Durante as gravações, Harfouch foi levado a olhar mais profundamente para sua própria história, sua relação com o pai e com os muitos imigrantes que o cercam. Esse desejo de explorar sua ancestralidade e as dificuldades vividas ao lidar com seu nome e identidade se intensificou ao longo das apresentações da peça "Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito", estrelada ao lado de Vera Fischer. A reflexão do ator durante a turnê foi o impulso que consolidou a ideia do monólogo e depois de meses de escrita, finalmente, o projeto tomou forma, desafiando-o para além da atuação solo.

A decisão de assumir a produção do monólogo, que é um dos maiores desafios da sua carreira, foi um passo corajoso. “Meu Remédio” não é apenas uma obra autoral, mas também o reflexo de sua visão como criador. “Já tinha produzido no começo da minha carreira, mas agora, com mais maturidade, me senti mais preparado para enfrentar esse desafio. Produzir e atuar ao mesmo tempo é uma tarefa árdua.

A maior dificuldade foi lidar com as duas funções e ainda me manter fiel à ideia que queria transmitir. Mas, com o apoio de grandes amigos e parceiros como Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr, senti que tínhamos força para fazer isso acontecer”, revela ele, que viu na soma de funções um grande desafio ao ter que equilibrar seu tempo entre o papel de ator e o de produtor.

Já a parceria com o diretor João Fonseca foi outro pilar fundamental para tirar o sonho do papel. Com vasta experiência à frente de obras biográficas, a exemplo dos Musicais sobre a vida de Tim Maia, Cazuza, Cássia Eller, Elvis Presley e Tom Jobim, a condução do criativo trouxe à cena a delicadeza necessária para que o espetáculo equilibrasse o tom de comédia e a profundidade emocional da história. "João Fonseca é um amigo e um grande diretor.

Ele segurou a minha barra de maneira sensível e honesta, e acreditou no meu projeto desde o início. Sem ele, não sei se teria conseguido fazer essa transição entre o autor e o ator de forma tão tranquila", comenta ele sobre Fonseca, com quem repete a parceria afinada em “Homem de Lata”, monólogo online criado durante a pandemia.

O ator Mouhamed Harfouch é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, a primeira do ano de 2025.
Em entrevista ao Caderno ela fala principalmente sobre sua estreia com a peça "Meu Remédio" ainda este mês no Rio de Janeiro.

O ator Mouhamed Harfouch é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Baia - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Quando e como você descobriu sua veia artística? Houve alguém ou algo que te inspirou a seguir essa trajetória?
MH -
 Quando criança, eu gostava de me vestir com roupas dos meus pais e inventar personagens. Lembro que eu e minhas primas brincávamos na portaria da minha avó materna, criando personagens, situações e improvisando. O Amir fala que a criança é o melhor ator, porque ela realmente se joga na brincadeira de ser!

Mais tarde, na adolescência, fui levado ao teatro pela primeira vez por minha professora de português, em um trabalho extracurricular. Assistimos à peça “Confissões de Adolescente” no teatro Casa Grande. Fui embora achando aquilo o máximo! Até que um dia, minha tia Beth me levou escondido para fazer um teste de teatro... foi paixão à primeira vista!

CE - O que te motivou a transformar suas experiências pessoais em um monólogo? Como foi o processo de dar vida a esse projeto ao longo desses três anos, conciliando as funções de produção e criação?
MH - 
Minha vontade de falar sobre minha origem, minha ancestralidade e sobre meus pais. Acho muito corajoso um imigrante sair de sua terra, muitas vezes não por escolha, para tentar uma vida melhor, sobreviver, buscar um horizonte. Estava em turnê com outra peça, viajando com a Vera Fischer pelo Brasil, e já fazia tempo que eu queria produzir um espetáculo, mas ainda não sabia sobre o quê. Até que um dia, caiu a ficha: queria falar sobre meu pai, minha origem e minha dificuldade em aceitar o meu próprio nome. Esse foi o pontapé inicial!

CE - Durante sua trajetória, você enfrentou preconceitos ou obstáculos por conta de sua ascendência árabe? Como lidou com essas situações e como elas moldaram sua visão artística?
MH -
 Nasci na década de 70 e minha infância e adolescência foram nos anos 80 e 90. Naquela época, não tínhamos a consciência que temos hoje sobre o que é bullying, ou até mesmo da dimensão do quanto éramos e somos preconceituosos.

Ter um nome emblemático de outra cultura me colocava sempre em evidência, o que, muitas vezes, não era confortável. Foi preciso muito jogo de cintura e humor para sair de situações desconfortáveis. Brinco que esse nome acabou me fazendo virar ator, por sobrevivência! (Risos).

Poster da peça "Meu Remédio" - Divulgação

CE - Você já interpretou outros personagens com raízes árabes na televisão. Como essas experiências contribuíram para sua conexão com sua própria identidade cultural?
MH -
Estou completando 30 anos de carreira e, antes de entrar na TV, já fazia teatro há uns 15 anos, mas nunca interpretei um árabe no teatro. Quando tive minha primeira grande oportunidade na TV, ela veio muito por conta do meu nome.

O produtor estava procurando um ator que falasse árabe para a novela “Pé na Jaca”, do Lombardi. Ele viu meu nome no banco de dados e concluiu: “Esse fala!” Mas eu não falo! (Risos) Foi graças ao meu nome que consegui fazer meu primeiro teste para uma novela, que acabou sendo muito importante na minha carreira. O que era para ser uma participação de 10 capítulos acabou virando a novela inteira, graças ao sucesso com o público.

CE - O que você espera que as pessoas levem consigo ao assistir "Meu Remédio"? Há algum aprendizado ou emoção que você deseja despertar?
MH -
 Todo nome carrega uma história. É curioso pensar que nosso nome nos é imposto, mas ao mesmo tempo é como nos apresentamos ao mundo. Um nome não fala só sobre nós; fala também sobre os que vieram antes de nós, nossos antepassados, suas jornadas e caminhadas. Conhecer e aceitar nossa origem nos liberta, nos ajuda a escolher melhor nossos próprios caminhos, nos fortalece e nos traz pertencimento.

Peça "Meu Remédio" - Foto: Gustavo de Freitas Lara

CE - Participar de produções tão variadas no ano de 2024, como "Querido Evan Hansen", "Rensga Hits" e "Betinho", mostra sua pluralidade artística. Qual é o maior desafio de transitar pelo teatro, o cinema e a TV?
MH - 
Não penso na pluralidade, embora fique feliz com ela. Não penso se estou no cinema, no teatro, no streaming, na TV ou fazendo um show. A única coisa que sempre me preocupo é: contar uma boa história. Esse é o ponto que me fisga em qualquer trabalho. Claro que cada veículo tem suas especificidades, mas, se estamos embasados por uma boa história, tudo fica mais fácil!

CE - Como foi o desafio de interpretar uma figura tão icônica como Chico Buarque em "Betinho"? Como cantor, sentiu uma responsabilidade extra ao dar vida a ele?
MH - 
Confesso que fiquei surpreso com a escolha e, claro, muito feliz em dar vida a um ídolo do tamanho e da importância do Chico Buarque. Mas fiquei com medo, sim. Sou muito fã do Chico, admiro sua postura tanto como artista quanto como cidadão.

Foi uma honra imensa! Procurei não mimetizá-lo, nem criar uma caricatura, mas trazer a verdade da cena, especialmente contracenando com o talento do Júlio Andrade, que fez um maravilhoso Betinho. Chico tem uma simplicidade, uma timidez sincera e um senso de humor incrível. Quando recriamos o show no Memorial da América Latina para a campanha do Betinho, cantando “Brejo da Cruz”, fiquei muito feliz! Não foi fácil, mas me senti desafiado e instigado, o que foi maravilhoso.

Órfão da Terra -TV Globo

CE - Em paralelo à atuação, você também tem uma carreira musical. Como andam os projetos nessa área? Tem planos de shows e gravações?
MH - 
2024 foi o ano em que mais fiz shows na minha vida. Toquei em São Paulo, Rio, Curitiba e no interior do país, tudo isso conciliando com gravações e teatro. Dividi o palco com vários artistas que admiro.

Foi muito gratificante. Tenho fãs que gostam do meu trabalho autoral, escutam minhas músicas no streaming e até me cobram por lançamentos novos. Quem sabe? Acho que "Rensga Hits" também ajudou muito nesse sentido. O que me deixa feliz é que hoje a música e a atuação se complementam na minha vida, uma fortalece a outra, e meu trabalho só ganha com isso.

CE - A estreia da peça marca sua celebração de 30 anos de carreira. Imaginava estar onde está hoje? Como avalia essa trajetória?
MH - 
Carreira não é uma prova de 100 metros, é uma maratona. Nunca pensei na chegada; sempre me preocupei com o caminho, com as trocas e descobertas da estrada. Me sinto igual a quando comecei. Sei que estou fazendo isso há 30 anos e que estou quase com 50, mas não perdi a chama nem o brilho no olhar de seguir tentando e descobrindo novas possibilidades. "Meu Remédio" é a celebração disso. Me arrisco como autor, produtor e ator. Toco em lugares muito íntimos, me sinto exposto e desafiado. Então, está tudo certo! (Risos).

Mouhamed Harfouch também se dedica a música - Divulgação

CE - Com tantos trabalhos, ainda há algum papel ou personagem específico que almeja? O que espera do seu ano de 2025?
MH -
 Espero oportunidades que me tirem da zona de conforto, que me façam crescer e me abram novos caminhos e horizontes. Que seja um ano leve, com muita saúde, trabalho, boas risadas e lindas novas histórias! Em 2025, quero rodar com meu monólogo pelo país e devo lançar a terceira temporada de "Rensga Hits", que já está gravada. E, claro, seguir com os shows e muita música!

 

 

Música

Na UFMS, Ney Matogrosso recebe o título de doutor honoris causa

Honraria reconhece trajetória de um dos maiores artistas da música brasileira e marca início de três dias de intensa programação cultural voltada à juventude na UFMS

25/03/2026 09h00

Arquivo

Continue Lendo...

A abertura do Festival da Juventude 2026, marcada para amanhã, às 19h30min, promete entrar para a história do evento ao prestar uma das mais altas homenagens acadêmicas ao cantor e performer Ney Matogrosso.

O artista receberá o título de doutor honoris causa durante cerimônia realizada na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, em um momento que une arte, reconhecimento institucional e diálogo entre gerações.

A entrega da honraria integra a programação oficial do festival, que ocorre entre quinta-feira e sábado, e deve atrair estudantes, artistas e o público em geral. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos a partir das 17h30min no Teatro Glauce Rocha, local onde será realizada a solenidade.

O momento simboliza o encontro entre a universidade pública e a cultura brasileira em sua forma mais potente. Ao reconhecer Ney Matogrosso, a UFMS destaca a relevância de sua obra, assim como também o impacto social e político de sua trajetória.

O título de doutor honoris causa é a mais alta distinção concedida por instituições acadêmicas a personalidades que contribuíram de forma excepcional para o desenvolvimento da sociedade, das artes e do pensamento.

Ao longo da história, essa honraria foi atribuída a nomes que transformaram suas áreas de atuação – e, no caso de Ney, a escolha dialoga diretamente com uma carreira marcada pela ruptura de padrões e pela constante reinvenção.

Natural de Bela Vista, no interior de Mato Grosso do Sul, o artista construiu uma trajetória que ultrapassou fronteiras geográficas e culturais.

Sua origem sul-mato-grossense adiciona um significado ainda mais especial à homenagem e aproxima o público local de uma figura que ganhou projeção internacional sem perder a conexão com suas raízes.

Desde a década de 1970, quando despontou como vocalista do grupo Secos & Molhados, Ney Matogrosso se destacou por sua capacidade de transformar o palco em um espaço de experimentação estética e liberdade de expressão.

Em um período marcado por repressão política no Brasil, sua presença artística desafiava normas e abria caminhos para novas formas de manifestação.

Com figurinos ousados, maquiagem marcante e performances carregadas de teatralidade, o artista redefiniu o papel do intérprete na música popular brasileira. Sua voz aguda e singular, aliada a uma presença cênica intensa, rapidamente o consolidou como um dos nomes mais inovadores de sua geração.

Ao seguir carreira solo, Ney expandiu ainda mais seus horizontes artísticos. Seu repertório transita por diferentes gêneros e estilos, sempre marcado pela liberdade criativa e pela recusa em se limitar a rótulos.

Essa postura o transformou em um símbolo de autenticidade e resistência, características que continuam a inspirar artistas e públicos até hoje.

Ao longo das décadas, sua trajetória dialogou com temas fundamentais como identidade, corpo, sexualidade, política e liberdade – questões que permanecem centrais nas discussões contemporâneas, especialmente entre os jovens. É justamente essa conexão que torna a homenagem no contexto do Festival da Juventude ainda mais significativa.

A escolha de conceder o título durante o evento reforça a proposta do festival de promover encontros entre diferentes gerações. Ao celebrar um artista que desafiou convenções e abriu caminhos, o FestJuv estabelece um elo entre o passado, o presente e o futuro da cultura brasileira.

A cerimônia seguirá o protocolo acadêmico tradicional, com sessão solene, leitura da resolução que concede o título, entrega do diploma e discurso do homenageado. 

NOITE DE ABERTURA

Após a outorga do título, Ney Matogrosso permanece no palco do Teatro Glauce Rocha para uma apresentação em formato de palestra-show. A atividade será conduzida por Febraro de Oliveira e Isabê, dois jovens participantes do festival, para promover o diálogo intergeracional.

Nesse formato, o artista compartilha histórias de sua trajetória, reflexões sobre o fazer artístico e interpretações de canções que marcaram sua carreira.

A proposta é criar um ambiente mais próximo e intimista, no qual o público possa conhecer o artista e o pensamento por trás de sua obra.

A apresentação aposta na simplicidade estética: vestido de preto e sem grandes adereços, Ney conduz o encontro com a presença cênica que o consagrou.

Entre relatos e performances, o público acompanha um percurso que atravessa décadas da cultura brasileira.

A programação da noite de abertura não se limita à cerimônia. Também nesta quinta-feira, o público poderá acompanhar a abertura da Vila das Letras e o show da Orquestra Indígena com participação da MC Anarandá, no Palco Livre, localizado na Praça da Juventude, em frente ao teatro.

Essas atividades marcam o início de três dias de intensa circulação cultural dentro da universidade, que se transforma em um espaço de convivência, criação e troca de experiências.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

No sábado e domingo, o Festival da Juventude apresenta uma programação diversa, que inclui oficinas formativas, palestras, espetáculos, mostras de cinema, debates, batalhas de rima, concursos literários e concurso de cosplay.

Entre os destaques nacionais estão a psicanalista Maria Homem, a escritora indígena Geni Nuñez e o cantor Chico Chico, responsável pelo show de encerramento.

O festival também abre espaço para artistas locais, como Circo do Mato, Teatro Imaginário Maracangalha, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e Karla Coronel, promovendo a valorização da produção cultural regional.

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Além de proporcionar o acesso à cultura, o evento também tem como proposta incentivar jovens a desenvolverem sua expressão criativa por meio de diferentes linguagens.

As oficinas formativas abrangem áreas como literatura, audiovisual, tecnologia e poesia falada. Com vagas limitadas e certificação, as atividades proporcionam contato direto com profissionais atuantes no mercado.

Para o produtor e curador do evento, Febraro de Oliveira, essa dimensão é essencial. “As oficinas transformam o festival de palco em laboratório.

Enquanto os shows oferecem inspiração e visibilidade, as oficinas oferecem processo e aprofundamento. Elas deslocam o jovem da posição de espectador para a de criador”, destaca.

OFICINAS

Entre os destaques está a oficina Em Cena, a Ação, conduzida pela atriz Shirley Cruz, que compartilha experiências acumuladas ao longo de mais de 25 anos de carreira no cinema e na televisão.

Outro nome importante é o cineasta Joel Pizzini, responsável pela oficina de roteiro cinematográfico, que propõe uma reflexão sobre o processo criativo no cinema.

Na literatura, a escritora Monique Malcher conduz uma oficina de escrita criativa, enquanto Vinicius Barbosa aborda a mediação de leitura. E a multiartista Alessandra Coelho ministra oficina de slam, destacando a poesia falada como ferramenta de expressão e resistência.

NOVA GERAÇÃO

A programação musical também destaca novos talentos. Um dos principais nomes é Chico Chico, que apresenta o show Let It Burn – Deixa Arder.

O repertório mistura influências de blues, folk, milonga e música popular brasileira, além de releituras de clássicos. A apresentação marca uma fase mais madura do artista, combinando tradição e contemporaneidade.

>> Serviço

Festival da Juventude 2026

Local: Campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande.
Data: de 26 a 28 de março.
Abertura: amanhã, às 19h30min, no Teatro Glauce Rocha.
Entrada gratuita.

Mais informações:
Site: festjuv.com.br/2026.
Instagram: @festivaldajuventudems.

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).