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CAMPO GRANDE

Carnaval 2026 promete atrair 130 mil pessoas e movimentar R$ 25 milhões

Além da Esplanada Ferroviária, 20 mil pessoas são esperadas, por noite, nos desfiles das escolas de samba na Praça do Papa

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Carnaval 2026 está chegando: faltam 17 dias para folia, bloquinhos, cordões, glitter, axé, samba, fantasia e marchinhas.

De acordo com o secretário de Cultura de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda, 130 mil foliões são esperados, de 14 a 17 de fevereiro de 2026, entre 15h e 23h, na Esplanada Ferroviária, durante o Carnaval, em bloquinhos de rua localizados na avenida Calógeras, em Campo Grande. A entrada é gratuita.

Os blocos mais tradicionais são Calcinha Molhada, Capivara Blasé, Cordão Valu, As Depravadas, Reggae, Barra da Saia, Êita, Farofolia, entre outros.

Além disso, 20 mil pessoas são esperadas, por noite, nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 19h, nos desfiles das escolas de samba da Praça do Papa, localizada no quadrilátero das ruas Alfredo Scaff, Zákia Nahas Siufi, Américo Marques e Crisântemos. A entrada é gratuita.

As escolas de samba mais tradicionais são Unidos do Aero Rancho, Vila Carvalho, Deixa Falar, Vai Vai, Cinderela José Abrahão, Igreja, Catedráticos, Unidos do Cruzeiro, entre outros.

O Carnaval 2026 terá três pontos de folia em Campo Grande: Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana.

Segundo Miranda, O Carnaval de Campo Grande recebeu verba de R$ 2,4 milhões do Governo de MS, destinado à ligas de escolas de samba e bloquinhos.

A festa popular promete movimentar R$ 25 milhões na economia nos ramos de bares, restaurantes, hotéis, comércio, lojas, serviços, turismo e empregos temporários.

Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Polícia Militar (PMMS) estão responsáveis pela segurança do local, com 180 policiais por noite. O efetivo diário da GCM não foi divulgado.

Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão responsáveis pelo organização do trânsito e fechamento de ruas no quadrilátero da Praça do Papa, Praça Aquidauana e Esplanada Ferroviária.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) prestarão socorro à quem precisar no local.

Neste ano, haverá o Camarote da Rodada, espaço exclusivo para quem não consome bebida alcoólica.

Objetos cortantes, armas, explosivos e vidros estão proibidos de entrarem na área carnavalesca. Gelo (raspado e em cubos) e cooler são permitidos.

Carnaval é formado por um conjunto de força e trabalho de vários órgãos e entidades que fazem a festa acontecer. Confira:

• Bloquinhos (Bloco Reggae, Bloco as Depravadas, Cordão Valu, Capivara Blasé)

• Escolas de samba

• Sesau

• Policia Militar

• Bombeiro Militar

• SAMU

• Cruz Vermelha

• Guarda Civil Metropolitana

• DETRAN

• Defensoria Pública

• Tribunal de Justiça

• Fundação de Cultura de MS

• Prefeitura de Campo Grande

• Governo de MS

Confira a programação do Carnaval de rua em Campo Grande:

7 de fevereiro

  • 9h - Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Barão do Rio Branco, 1213)
  • 15h - Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Av. Fábio Zahran, 316)
  • 16h - Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28)

8 de fevereiro

  • 15h - Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco de Laricas - Orla Ferroviária, Avenida Noroeste

12 de fevereiro

  • 20h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

Welcome To the Campo Grande

Raimundos abre show do Guns N' Roses em Campo Grande

A apresentação que movimentou a cena na Capital será no dia 9 de abril, no Autódromo Orlando Moura

28/01/2026 13h15

Imagem Divulgação

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O show do Guns N’ Roses, que movimentou a cena do rock, terá como atração de abertura a banda brasileira Raimundos. A apresentação será no dia 9 de abril, no Autódromo Orlando Moura, em Campo Grande.

Os Raimundos também irão abrir outros cinco shows da turnê no Brasil, passando por Cariacica (ES), Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA) e Belém (PA), reforçando a importância da capital sul-mato-grossense no circuito nacional da turnê.

A confirmação da apresentação inédita da icônica banda de rock na Cidade Morena ocorreu no dia 25 de dezembro e, assim que as vendas começaram, mais de 20 mil ingressos foram comercializados em apenas uma hora.

O volume de vendas registrado nesse período consolidou o evento como um dos maiores da história recente da cidade.

Ingressos à venda

Os ingressos custam a partir de R$ 395 e estão disponíveis tanto no ponto de venda físico, localizado no Shopping Bosque dos Ipês, com atendimento de segunda a sábado, das 14h às 20h, quanto de forma on-line, pelo site www.bilheteriadigital.com.br.

Duas gerações do rock no mesmo palco

Liderado por Axl Rose e Slash, o Guns N’ Roses já se apresentou diversas vezes em território brasileiro. Em 2025, a banda realizou cinco shows no país como parte da turnê mundial Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things, reafirmando sua força junto ao público nacional.

Já os Raimundos chegam a Campo Grande levando ao palco a mesma intensidade que os consagrou como um dos maiores nomes do rock brasileiro. Conhecida por unir o hardcore à sonoridade nordestina e letras irreverentes, a banda promete um repertório repleto de clássicos como “Puteiro em João Pessoa”, “Eu Quero Ver o Oco” e “Mulher de Fases”, entre outros sucessos, além do mais recente single “Maria Bonita”.

Imagem Divulgação

Sobre os Raimundos

Formada em Brasília no final da década de 1980, a banda Raimundos se destacou pela mistura única de hardcore, forró e rock pesado, conquistando uma legião de fãs em todo o Brasil. O álbum de estreia, lançado em 1994, trouxe hits imediatos como “Puteiro em João Pessoa” e “Selim”, que ajudaram a moldar o cenário do rock nacional nos anos 1990.

Ao longo da carreira, o grupo lançou discos icônicos como Lavô Tá Novo (1995) e Só no Forévis (1999), firmando-se como referência no gênero. Com mais de três décadas de estrada, os Raimundos seguem em plena atividade. O mais recente lançamento, o single “Maria Bonita”, integra o novo álbum de estúdio da banda, atualmente em produção.

A formação atual conta com Digão (vocal e guitarra), Marquim (guitarra e backing vocals), Caio (bateria) e Jean Moura (baixo e backing vocals).

 

 

 

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COMPORTAMENTO

Lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista reacende debate sobre inclusão

Lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro autista (TEA) reacende debate sobre inclusão e representatividade, provocando uma reflexão sobre o papel dos brinquedos para as crianças e toda a sociedade

28/01/2026 10h00

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959 Divulgação

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Durante décadas, brinquedos ajudaram a contar para as crianças quem elas poderiam ser. Bonecas, em especial, sempre funcionaram como espelhos simbólicos da infância, ainda que para muitas meninas esse reflexo nunca tenha parecido com a própria realidade. Criada pela norte-americana Ruth Handler (1916-2002), a Barbie surgiu em 1959 e logo se tornou ícone da beleza feminina, loira e linda.

Mas, ao longo de décadas, a conjunção entre as mudanças comportamentais e um afiado faro de marketing levou a boneca a ter mais de 175 versões, assumindo diferentes tons de pele, tipos de cabelo e corpos. Até contemplar o politicamente correto, a partir da Barbie negra, em 1980. O engajamento se intensificou mais recentemente. Em 2023, foi lançada a primeira Barbie com Síndrome de Down. Em 2024, surgiu a primeira com deficiência visual. Em 2025, inspiradas em brasileiras, vieram as bonecas PCDs da consagrada linha.

É por isso que o recente lançamento da primeira Barbie com transtorno do espectro do autista (TEA), pela Mattel, vem provocando uma discussão que vai muito além do universo dos brinquedos, pois toca diretamente em temas como pertencimento, identidade, desenvolvimento emocional e representatividade na infância.

Já disponível no mercado norte-americano, ou em todo o mundo pelo comércio eletrônico, a Barbie autista foi anunciada pelo marketing brasileiro da fabricante há duas semanas e tem previsão de chegar às prateleiras em julho, com preço em torno de R$ 120. Ao trazer uma boneca pensada para refletir experiências comuns a pessoas no espectro, o lançamento reacende um debate fundamental sobre o quanto ver a si mesma representada influencia a forma como uma criança constrói sua autoestima e sua relação com o mundo.

Muito mais que loira: a Barbie autista chega para acrescentar mais uma versão para a galeria de mais de 170 bonecas, desde 1959Nova boneca tem tablet com aplicativo de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), fones de ouvido cor-de-rosa antirruído, fidget spinner (ferramenta sensorial terapêutica) e vestuário sensível ao toque

AUSÊNCIA DE ESPELHO

Para meninas com TEA, historicamente sub-representadas tanto nos diagnósticos quanto nas narrativas culturais, esse gesto simbólico pode ganhar ainda mais relevância. Essa ausência de espelhos na infância é algo vivido na prática por muitas mulheres que só receberam o diagnóstico na vida adulta. É o caso da psicopedagoga Fabiana (nome fictício), de 27 anos, que descobriu ser autista tardiamente.

“Recebi o diagnóstico de TEA tardiamente, e acredito que a falta de conhecimento sobre autismo foi um dos principais fatores para isso. Enquanto minha mãe buscava respostas, ninguém pensava que pessoas com TEA poderiam circular por aí, em meio aos neurotípicos”, afirma.

Ela constata que comportamentos atualmente reconhecidos como características do espectro sempre estiveram presentes, mas foram interpretados de forma equivocada. “Eu, assim como outras meninas autistas, era apenas ‘fresca’, ‘problemática’, ‘esquisita’. As hipersensibilidades, a dificuldade de fazer contato visual, o deficit nas interações sociais. Sempre esteve tudo ali. Mas não havia informação suficiente, muito menos representatividade”, diz Fabiana.

RÓTULO OU VALIDAÇÃO?

Para a psicóloga Isabella Roque, especialista em neurodesenvolvimento, relatos como esse ajudam a dimensionar a importância de iniciativas simbólicas na infância. “A infância é um período em que as crianças estão constantemente buscando referências para entender quem são e como pertencem ao mundo”, afirma.

“Quando uma menina com autismo não se vê representada em histórias, personagens ou brinquedos, a mensagem implícita pode ser a de que há algo de errado com ela. A representatividade funciona como um fator de validação emocional, não como um rótulo”, explica a psicóloga.

A especialista destaca que meninas com TEA, muitas vezes, aprendem desde cedo a mascarar comportamentos para se adaptar socialmente, o que pode atrasar diagnósticos e gerar sofrimento emocional ao longo da vida. “Quando falamos de representatividade, estamos falando também de visibilidade, de escuta e de reconhecimento dessas vivências”, afirma Isabella.

MAIS AUTONOMIA

Do ponto de vista de quem vive o espectro, a representatividade também está diretamente ligada à possibilidade de um diagnóstico mais precoce e a uma vida com mais autonomia. “A intervenção precoce é o melhor caminho para uma vida com maior independência. E a melhor forma de construir um mundo menos capacitista é ensinando desde cedo que pessoas podem ser diferentes”, ressalta Fabiana.

Isabella reforça que é fundamental compreender que o espectro autista é amplo e diverso, e que nenhuma representação será capaz de abarcar todas as experiências possíveis. Ainda assim, ela destaca o valor simbólico da iniciativa. “Não se trata de dizer ‘é assim que toda pessoa autista é’, mas de afirmar que pessoas autistas existem, são diversas e merecem ser vistas desde a infância. A representatividade não simplifica o espectro, ela inaugura o diálogo”, complementa.

EMPATIA E EDUCAÇÃO

Fabiana chama atenção para o impacto educativo desses símbolos, tanto para crianças autistas quanto neurotípicas. “Como profissional da psicopedagogia, vejo esses brinquedos como um recurso lúdico de ensino sobre diferenças e respeito. Como mulher autista, vejo essa Barbie, sim, como uma forma importante de representatividade”, afirma.

O debate convida pais, cuidadores e educadores a refletirem sobre como pequenas escolhas do cotidiano, como os brinquedos oferecidos às crianças, podem contribuir para uma educação mais empática e inclusiva.

“Quando uma criança neurotípica brinca com uma boneca que traz características diferentes das suas, ela aprende, de forma natural, que a diversidade faz parte da vida”, destaca a psicóloga Isabella Roque.

Para a especialista, que atua em uma instituição de acolhimento e educação para crianças e adolescentes neurodivergentes, a Barbie autista se insere em um movimento mais amplo de revisão das narrativas sobre infância, saúde mental e neurodiversidade. Esse movimento lembra que inclusão não começa apenas em políticas públicas ou diagnósticos, mas também nos símbolos, nas histórias e nos espelhos que oferecemos às crianças desde cedo.

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