"Entre Costuras e CuLtura"
Décadas depois de Sex and the City, é impossível olhar para a atriz Sarah Jessica Parker sem pensar em sua marcante personagem Carrie Bradshaw, e isso não é nostalgia, é construção. Existe uma diferença sutil e poderosa entre figurino e identidade, e Carrie não apenas vestia roupas, ela repetia códigos.
Mix de estampas; sapatos icônicos; acessórios statement; cinturas marcadas; flores no cabelo. Nada era aleatório, havia uma lógica própria. A imagem da personagem foi construída a partir de três pilares muito claros: repetição, coerência e assinatura.
Carrie podia variar silhuetas, cores e texturas, mas mantinha elementos reconhecíveis e reconhecimento é poder simbólico. A genialidade está justamente aí: ela não seguia tendências, ela criava um repertório pessoal dentro do universo da tendência. Carrie ensinou, ainda que intuitivamente o conceito mais sofisticado de estilo: constância com personalidade.
Outro ponto que me chama atenção é como Sarah Jessica Parker sempre esteve envolvida nas decisões de figurino. Isso dissolve a fronteira entre atriz e personagem. Carrie foi construída com a vivência estética da própria SJP, e quando a construção é orgânica e genuína, ela atravessa décadas.
É por isso que, quando ela pisa no Brasil, a fantasia coletiva ativa imediatamente: não é só a atriz que chega é o imaginário, é a mulher que ensinou uma geração a transformar roupa em narrativa. Carrie nos mostrou que estilo não é excesso, é intenção! Não é sobre ter muitas peças, é sobre repetir as certas até que virem assinatura.
E aqui está o ponto cultural mais interessante: vivemos uma era de consumo acelerado, mas as imagens que permanecem são as que têm coerência ao longo do tempo. A força de Carrie não estava na novidade constante, mas na consistência estratégica. Esse é o verdadeiro poder de uma imagem bem construída.
A atriz Sarah Jéssica Parker esteve no Brasil usando look da estilista Isabela Capeto - Foto: DivulgaçãoAqui vão algumas dicas para você aplicar na sua própria construção de imagem:
• Identifique 3 elementos que podem se tornar sua assinatura visual (pode ser um tipo de acessório, uma modelagem específica ou uma combinação recorrente).
• Repita com intenção: constância gera reconhecimento e reconhecimento gera autoridade.
• Edite seu guarda-roupa pensando em coerência, não em quantidade. Pergunte-se: isso conversa com a imagem que quero consolidar?
• Observe seus padrões visuais nas fotos: existe repetição estratégica ou apenas variação aleatória?
Imagem não é improviso. É direção!
@gabrielarosastyle
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