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PRATA DA CASA

Cineclube de Corumbá faz mostra itinerante com produções de MS

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A partir desta quinta-feira, a Mostra Itinerante Cinema de Sala 2026 ocupa ruas, praças e outros espaços de Corumbá, Ladário e Puerto Quijarro (Bolívia). As sessões serão realizadas, diariamente, até o dia 24, sempre às 19h, com entrada franca.

A programação reúne 10 filmes locais que foram selecionados, entre ficções, documentários e obras experimentais, para refletir a diversidade de temas, linguagens e territórios do audiovisual sul-mato-grossense.

As sessões serão apresentadas pelo ator e cineasta Breno Moroni, que conduzirá o público pelas exibições e pelos bate-papos com os diretores após as projeções.

Segundo os organizadores, a mostra reafirma o cinema como “experiência coletiva, encontro e diálogo”.

Tela inflável, som de qualidade e cadeiras acessíveis fazem parte da estrutura, com a proposta de “transformar os espaços públicos em verdadeiras salas de cinema a céu aberto, aproximando o audiovisual produzido em Mato Grosso do Sul das comunidades pantaneiras e fronteiriças”. A iniciativa é do Cineclube Cinema de Sala, que funciona desde 1998.

Salim Hassan, responsável pelo projeto, celebra a trajetória que levou o cinema das salas fechadas para as ruas.

“O Cinema de Sala nasceu de forma simples, com uma televisão pequena, e hoje chega às praças com estrutura, qualidade e acessibilidade. Levar o cinema para a rua é devolver às pessoas o direito de assistir, se reconhecer nas histórias e conversar sobre elas. É isso que mantém o cinema vivo”, afirma.

Para o produtor-executivo Diego Cafola, a mostra é resultado direto das políticas públicas culturais e da necessidade de circulação dessas obras.

“Esses filmes foram produzidos a partir de políticas públicas e precisam ser vistos, debatidos e valorizados. Levar o evento para os bairros e para a fronteira é uma forma de democratizar o acesso e fortalecer a identidade audiovisual do nosso estado”, destaca.

A Mostra Itinerante Cinema de Sala conta com recursos financeiros da Política Nacional aldir Blanc (Pnab), do governo federal, sob a operação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). Mais informações pelo Instagram: @cinemadesala_cineclube.

Mostra Itinerante Cinema de Sala 2026

Programação*

  • “Olhos Fechados” (2025), de Roberto Leite;
  • “Sebastian” (2025), de Cainã Siqueira;
  • “Pós-Alinhamento” (2025), de Q34Q e João Deboni;
  • “+ Forte” (2025), de Ara Martins;
  • “Trechos e Textos – Vídeo-crônicas” (2025), de Bruno Nishino e Marco Calábria;
  • “A Última Porteira”, de Rodrigo Rezende;
  • “Arteiro” (2024), de Duka Martins;
  • “Monges e Vândalos” (2022), de Fabrício Borges;
  • “Les Garçons”, de Bruno Nishino e Marco Calábria;
  • “Gastronomia Fronteiriça – Influência Boliviana”, de Wanessa Pereira.

15 de janeiro – Praça CEU;

16 de janeiro – Largo Padre Ernesto Sassida;

17 de janeiro – Praça do Cravo Vermelho;

18 de janeiro – Praça Principal de Puerto Quijarro (Bolívia);

19 de janeiro – Largo da Fortaleza;

20 de janeiro – Quadra do Generoso;

21 de janeiro – Praça da Nova Corumbá;

22 de janeiro – Esplanada da NOB;

23 de janeiro – Praça Nossa Senhora de Fátima;

24 de janeiro – Praça da Cohab.

*Sempre às 19h.

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Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção

O ator chega a 2026 com cinco projetos já confirmados, dois deles em pós-produção 

12/01/2026 17h54

Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção

Wagner Moura: depois do Globo de Ouro, prêmios e entrevistas, 5 projetos já em produção Foto: Divulgação

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Até março, a vida pública de Wagner Moura é um desfile quase coreografado: prêmios, tapetes vermelhos, entrevistas em cadeia, campanhas de estúdios e aquela liturgia da temporada de premiações que transforma o artista em narrativa.

Mas, por trás da imagem de consagração, o que se impõe é algo menos glamouroso e mais revelador: muito trabalho. Não um hiato celebrado, não uma pausa de “estrela internacional”, mas uma fase de produção intensa, planejada, quase industrial na sua disciplina.

O momento é raro porque não é apenas simbólico. Wagner chega a 2026 com cinco projetos já confirmados, dois deles em pós-produção — ou seja, prontos para entrar no mundo — e outros três em estágios iniciais, que desenham o próximo arco de sua carreira.

O reconhecimento não o colocou em modo de espera; ao contrário, funciona como alavanca para uma fase de expansão autoral e política.

O título mais avançado é 11817, em pós-produção, com estreia prevista para 2026. Dirigido por Louis Leterrier, trata-se de um projeto de grande escala, de ficção científica com contornos de horror, pensado para o circuito global.

No elenco, Wagner divide a cena com Greta Lee. É o Wagner de vitrine internacional, inserido no cinema de estúdio, dialogando com gêneros populares e com uma lógica industrial clara. Não é um filme “menor” dentro de sua trajetória; é a prova de que ele ocupa hoje um espaço raro: o de ator autoral que também é nome de mercado.

Também em pós-produção está The Last Day, no qual interpreta um personagem chamado Peter. O projeto mantém perfil mais reservado, mas aponta para um registro contido e dramático, com potencial de circuito de festivais antes do lançamento comercial. (Até o momento, os detalhes de elenco além de Wagner não foram amplamente divulgados.)

É o outro polo da sua fase atual: menos espetáculo, mais densidade emocional. A coexistência desses dois filmes — um de escala global, outro de perfil mais intimista — já diz muito sobre a maneira como Wagner organiza sua carreira: não por categorias de prestígio, mas por equilíbrio de linguagem e impacto.

Na outra ponta da linha do tempo está Last Night at the Lobster, em pré-produção, e talvez o projeto mais significativo em termos de identidade artística. Aqui, Wagner não apenas atua: ele dirige e produz, assumindo controle criativo total.

A adaptação do romance de Stewart O’Nan, produzida pela Killer Films (Christine Vachon), é um drama sobre trabalho, esgotamento e dignidade, um último turno antes do fechamento de um restaurante. O elenco inclui suas duas co-estrelas em séreis da Apple TV Plus, Elizabeth Moss e Brian Tyree Henry, o que reforça o caráter de projeto autoral em construção.

Não há espetáculo, não há pirotecnia: há humanidade sob pressão. É um gesto claro de maturidade: usar o capital simbólico conquistado para viabilizar um cinema de observação, político na forma e no tema, sem slogans.

Também em pré-produção está Angicos, projeto brasileiro cujo título carrega peso histórico. A referência ao episódio que marcou a morte de Lampião sugere um filme de memória, poder e violência de Estado: um território que Wagner conhece e, mais do que isso, escolhe habitar.

Até agora, o elenco completo não foi divulgado publicamente, mas a presença de Moura sinaliza um projeto de ambição artística e densidade política. Depois de O Agente Secreto, o retorno a uma narrativa ligada à história brasileira não soa como acaso, mas como coerência: não se trata de “voltar às origens”, e sim de reafirmar um eixo.

Por fim, Say Her Name, também em pré-produção, amplia esse mesmo compromisso para um contexto internacional. O título, carregado de significado dentro dos movimentos por justiça racial nos Estados Unidos, aponta para um projeto de forte densidade social.

Aqui ele trabalha com Alicia Vikander, Victoria Pedretti, Sinclair Daniel, Ezra Barnes e Conrad Ricamora. O enquadramento do projeto o insere com precisão na linha de trabalhos que interrogam violência, trauma coletivo e responsabilidade institucional, temas que atravessam a filmografia recente de Wagner com consistência rara.

O que une esses cinco projetos não é o gênero, a escala ou o mercado, mas uma escolha de fundo: não se afastar do trabalho enquanto o mundo o aplaude.

Até março, ele estará nos holofotes, fazendo história como o primeiro ator brasileiro a vencer em Cannes e o Golden Globes, e, ao mesmo tempo, em sets, salas de montagem, reuniões de pré-produção. Prêmios e campanhas constroem a narrativa pública; os filmes constroem a trajetória real.

Wagner Moura atravessa um daqueles momentos em que a carreira poderia se tornar confortável. Ele escolhe o oposto. Entre o espetáculo da consagração e a disciplina da criação, fica claro qual dos dois realmente o define.

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Saiba quantos milhões ganhou Wagner Moura com o prêmio do Globo de Ouro

A estatueta dourada, por si só, é o símbolo máximo do reconhecimento da crítica. Contudo, dizer que Wagner Moura saiu "de mãos abanando" financeiramente seria um equívoco grosseiro

12/01/2026 15h15

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A noite de 11 de janeiro de 2026 entrou para a história do cinema brasileiro. Em uma cerimônia glamorosa em Los Angeles, Wagner Moura consolidou sua trajetória internacional ao conquistar o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama.

Sua atuação visceral em "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, desbancou nomes de peso de Hollywood e colocou o Brasil, mais uma vez, no topo do prestígio mundial.

No entanto, logo após a celebração, uma dúvida tomou conta das redes sociais e dos bastidores da indústria: afinal, quanto o ator baiano embolsou em dinheiro com essa vitória? A resposta, embora envolva cifras milionárias, é mais complexa do que um simples cheque de premiação.

O Mito do prêmio em dinheiro

Diferente de competições esportivas ou reality shows, o Globo de Ouro não paga uma quantia em dinheiro aos seus vencedores. A estatueta dourada, por si só, é o símbolo máximo do reconhecimento da crítica. Contudo, dizer que Wagner Moura saiu "de mãos abanando" financeiramente seria um equívoco grosseiro.

O valor real da vitória se manifesta de duas formas principais: a luxuosa Ultimate Gift Bag e o chamado "Golden Globe Bump" (o salto de valorização no mercado).

A sacola de presentes de US$ 1 Milhão

Se não há um depósito bancário direto, há um mimo que beira o inacreditável. Todos os vencedores e indicados das principais categorias recebem a Ultimate Gift Bag. Em 2026, o valor estimado desse "kit de boas-vindas" atingiu a marca histórica de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,4 milhões na cotação atual).

 

Embora esses itens não sejam "dinheiro vivo", eles representam um patrimônio em bens e serviços que poucos mortais teriam acesso, elevando o status do premiado a um novo patamar de consumo e networking.

O "Efeito Wagner Moura": Valorização de Mercado

Para um jornalista que acompanha a indústria há décadas, o verdadeiro "prêmio milionário" de Wagner Moura está no que acontece a partir de agora. A vitória no Globo de Ouro funciona como um selo de garantia para investidores e grandes estúdios.

  • 1. Cachets Elevados: Estima-se que o valor de mercado de um ator vencedor do Globo de Ouro suba entre 20% e 50% para os próximos projetos.
  • 2. Poder de Negociação: Moura agora possui o que chamamos de "greenlight power" sua presença em um projeto facilita a captação de recursos e a distribuição global.
  • 3. Contratos de Publicidade: Marcas de luxo globais buscam rostos que transmitam credibilidade e sucesso. O rosto de Wagner Moura agora vale milhões em campanhas de fragrâncias, relógios e tecnologia.

Um Marco para o Cinema Nacional

A vitória de Wagner Moura, somada ao prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa para "O Agente Secreto", marca uma era de ouro para o audiovisual brasileiro. No ano passado, Fernanda Torres já havia aberto o caminho com sua vitória por "Ainda Estou Aqui".

Wagner Moura não ganhou apenas uma sacola de luxo ou uma estatueta; ele conquistou a chave para os cofres mais exclusivos de Hollywood, garantindo que o sotaque brasileiro continue sendo ouvido e muito bem pago nas maiores produções do planeta.

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