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Cinema B+: The Lost Bus A coragem comum no fogo do apocalipse

A história real que virou cinema em filme com Matthew McConaughey e America Ferrera

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Em novembro de 2018, o mundo assistiu — atônito — ao incêndio mais mortal da história da Califórnia moderna. O Camp Fire varreu a cidade de Paradise, no condado de Butte, destruindo quase tudo que tocava. Foi um desastre de dimensões quase bíblicas, mas dentro dessa tragédia nasceu um gesto humano capaz de resistir às chamas.

Na manhã de 8 de novembro, enquanto o fogo se aproximava da Ponderosa Elementary School, o motorista de ônibus Kevin McKay recebeu a missão de evacuar 22 crianças cujos pais não tinham conseguido buscá-las. Com duas professoras, ele improvisou uma rota entre o caos: ruas em chamas, fumaça densa, vento uivando e uma cidade literalmente desaparecendo atrás deles.

O ônibus amarelo — símbolo de rotina e inocência — se transformou em um veículo de sobrevivência. A jornada que parecia impossível se tornou uma das histórias mais inspiradoras daquela catástrofe. É essa travessia, entre o inferno e a esperança, que The Lost Bus (2025) recria com uma tensão quase documental. O filme, estrelado por Matthew McConaughey e America Ferrera, devolve humanidade e emoção ao que poderia ser apenas mais uma manchete trágica.

Paul Greengrass e a arte de transformar o caos em cinema

Escolher Paul Greengrass para dirigir The Lost Bus foi quase um gesto inevitável. Poucos cineastas contemporâneos compreendem tão bem o colapso humano diante de eventos reais. Ele filmou o horror de United 93 (2006) com respeito e precisão cirúrgica, retratou a coragem marítima em Captain Phillips (2013), a tensão política em Bloody Sunday (2002) e o trauma coletivo em 22 July (2018), sobre o atentado na Noruega.

Greengrass domina o território onde a ficção e a realidade se misturam em adrenalina e empatia. Sua câmera nervosa, seu ritmo urgente e a capacidade de capturar humanidade no meio do pânico o tornaram o cronista definitivo de dramas reais do século 21. Em The Lost Bus, ele retorna a esse terreno com um olhar ainda mais íntimo: o foco não está em heróis militares ou políticos, mas em pessoas comuns presas numa catástrofe que não escolheram.

O resultado é um filme de sobrevivência e dignidade — sobre o que significa manter o controle quando o mundo ao redor colapsa.

Brad Ingelsby e a força dos homens comuns

Se o olhar de Greengrass vem da macro-história, o coração do roteiro pulsa nas mãos de Brad Ingelsby — o mesmo criador de Mare of Easttown e Task. Ingelsby é fascinado por personagens de carne e osso, trabalhadores comuns, homens e mulheres que enfrentam dilemas morais em comunidades pequenas e esquecidas.


Sua assinatura está nos detalhes cotidianos: o cheiro de fumaça, o medo nas crianças, o silêncio entre um gesto e outro. Em The Lost Bus, ele transforma Kevin McKay (McConaughey) não num herói clássico, mas num homem exausto, dividido entre o dever e o desespero. Ingelsby escreve sobre o povo — sobre aqueles que raramente são lembrados, mas sustentam o mundo nas crises.

A combinação com Greengrass é perfeita: um diretor que sabe retratar o caos e um roteirista que entende o coração humano dentro dele.

Bastidores: recriando o inferno

Embora a história aconteça na Califórnia, o filme foi rodado no Novo México, em Ruidoso, a partir de abril de 2024. O terreno árido e montanhoso serviu como cenário ideal para simular as rotas cercadas de fogo.

O diretor de fotografia Pål Ulvik Rokseth usou câmeras RED Komodo, drones e sistemas fixos no próprio ônibus para capturar a sensação claustrofóbica de estar preso dentro das chamas. Os efeitos combinam fogo real, fumaça artificial e recriações digitais quase invisíveis — tudo pensado para que o público sinta o calor, a urgência e o medo.


Paul Greengrass coordenou um set com dezenas de figurantes, crianças e técnicos de efeitos práticos, garantindo segurança total e autenticidade visual. Kevin McKay, o verdadeiro motorista, atuou como consultor no set, ajudando a reconstituir rotas e decisões tomadas no dia real.

O projeto antes das novas tragédias

O desenvolvimento de The Lost Bus começou bem antes dos incêndios que voltaram a atingir a Califórnia em 2025. A história do Camp Fire, de 2018, já era vista como um retrato simbólico de um país em crise ambiental e emocional.

Desde 2022, a Apple Studios e a Blumhouse estavam em fase de pré-produção, baseando-se no livro Paradise: One Town’s Struggle to Survive an American Wildfire, da jornalista Lizzie Johnson. Greengrass foi anunciado em janeiro de 2024, e Ferrera e McConaughey se juntaram ao elenco logo depois. Quando as filmagens começaram, em abril de 2024, o roteiro já estava consolidado.

O irônico — e trágico — é que, enquanto o filme estava sendo finalizado, novos incêndios em 2025 voltaram a cobrir o céu da Califórnia de cinzas. Assim, The Lost Bus acabou estreando em um momento de dolorosa coincidência: uma ficção inspirada em um passado que continua se repetindo.

Cenas que ficaram na memória

O ônibus em meio à estrada bloqueada é o coração do filme. Dentro dele, McConaughey equilibra desespero e calma, enquanto Ferrera personifica a força maternal da professora que tenta manter as crianças conscientes e unidas. A câmera de Greengrass alterna entre o íntimo — o suor, o choro contido, a respiração tensa — e o épico: labaredas engolindo tudo, árvores tombando, o mundo dissolvendo-se em cinzas.

É uma coreografia entre pânico e humanidade, filmada com a urgência de um documentário e a precisão de um thriller.

A Califórnia e o fogo que não acaba

O filme não surge do nada — ele nasce de uma realidade que a Califórnia enfrenta ano após ano. O estado vive em constante preparação e reconstrução, alternando entre medidas preventivas e tragédias inevitáveis.

O CAL FIRE, órgão estadual de combate e prevenção, mantém programas de limpeza de vegetação, queimadas controladas e criação de zonas de proteção em torno de casas. Há também o Cal OES, que financia reformas em construções para torná-las mais resistentes ao fogo. Mesmo assim, a burocracia e a escala dos incêndios continuam sendo desafios quase intransponíveis.

A Califórnia aprendeu a conviver com o medo — o ar saturado de fumaça, as sirenes, as evacuações noturnas — mas ainda luta para equilibrar o crescimento urbano e a fragilidade ambiental. O “wildland-urban interface”, a fronteira entre floresta e cidade, é o ponto mais vulnerável: milhões de pessoas vivem em áreas de risco direto.

Com o aquecimento global e secas cada vez mais severas, a temporada de fogo não tem mais fim. O que antes era exceção, tornou-se rotina. E é justamente esse ciclo de destruição e resiliência que The Lost Bus traduz em metáfora: quando o sistema falha, resta a humanidade.

Recepção e impacto

The Lost Bus estreou no Festival de Toronto, em setembro de 2025, com forte comoção. A crítica o chamou de “um dos filmes mais humanos de Greengrass desde Captain Phillips”. A TIME destacou o equilíbrio entre espetáculo e sensibilidade; o Guardian chamou o longa de “um filme sobre fogo, mas também sobre empatia”; e o Le Monde o definiu como “a ressurreição do gênero catástrofe, agora voltado para o realismo social”.

Na Apple TV+, o público respondeu com entusiasmo. O filme entrou entre os títulos mais assistidos nas primeiras semanas e foi especialmente elogiado por comunidades afetadas por incêndios recentes.

Há quem critique o uso de efeitos intensos — dizem que o fogo às vezes ofusca os personagens —, mas a maioria concorda: The Lost Bus consegue o que poucos dramas baseados em fatos reais alcançam. Ele faz o espectador lembrar que o heroísmo, às vezes, é só continuar dirigindo quando tudo à volta desmorona.

Entre o real e o simbólico

Ao lado de United 93 e Mare of Easttown, The Lost Bus forma um retrato do mundo contemporâneo: o colapso das estruturas e a resistência das pessoas comuns. Greengrass e Ingelsby encontram um mesmo credo — o de que o drama humano é o último farol no meio da fumaça.

O ônibus de Paradise não é apenas um veículo de fuga. É um símbolo daquilo que ainda move o cinema quando ele olha para o real: a coragem anônima, a solidariedade e a esperança que resiste ao fogo.

CRÔNICA

Súplicas de uma avó

03/03/2026 09h00

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Sem nenhuma cerimônia ele disparou: não quero mais ir a sua casa, vovó. Como assim? – respondi assustada, olhando para a cruz gigante bem ao alcance da minha vista.

Mas por que você não quer ir mais na casa da vovó? Não sei, ele respondeu dando de ombros. Olhei de novo para a cruz desejando que Jesus acalmasse meu coração, literalmente aos pulos. Sim, eu tremia.

Nada havia me preparado para aquele episódio. Nem mesmo as visitas cada vez menos frequente, os passeios cada vez mais raros, as noites de pijama que já não aconteciam há tempos.

A comunicação, antes intensa, agora acontecia esporadicamente numa chamada de vídeo que lhe cansava rápido e atrapalhava seus momentos de lazer: o jogo de futebol com os coleguinhas, o desenho na TV ou até mesmo uma partida do seu time preferido na telinha.

“Está crescendo, mudando de fase”, me disseram. O argumento, contudo, não me convenceu. Como pode um menininho mudar de ideia assim do nada, renunciando ao carinho precioso de uma avó?

Quando ele nasceu, o primogênito, a amiga mineira me disse uma frase linda que nunca esqueci: “O amor de um neto é um amor puro, sem cobranças ou julgamentos. Não existe nada igual”.

Voltei a questioná-lo suavemente: o que aconteceu na casa da vovó, meu querido? Ele repete: não sei. Sou forçada a abandonar o questionamento. Não dá para exigir qualquer coerência no pensamento de quem recém completou sete anos de vida.

Olho para a imagem de um anjo e peço que me acalme, me guie. Que me livre da vontade de tomá-lo nos braços e fugir para longe. Como um resgate.

Mais tarde, o álbum de fotos no celular é um gatilho para a tristeza. Elas me lembram daquele bebê mais lindo do mundo sorrindo para mim, deitado na minha cama ou no sofá da sala.

Aquela carinha de satisfação, sentindo-se inteiramente acolhido e seguro por alguém que não era pai nem mãe. Mas por uma avó, orgulhosa de poder transmitir o acolhimento e segurança, algo que, de alguma forma, nem eu mesma experimentei.

Relembro o seu primeiro dia de vida, o primeiro dentinho, a ida ao lançamento do meu penúltimo livro, os vídeos enviados durante a pandemia, os momentos partilhados com “Baby Shark” e “Peppa Pig”, o fascínio pelas luzes do abajur (comprado para ele), nossos encontros na saída da creche, os passeios na praça, as mamadeiras no meio da noite e outros tantos momentos aparentemente prosaicos – mas fundamentais para a relação que estava apenas começando.

Sempre pensei que ser avó é uma oportunidade de sermos melhores do que fomos como mães.

E bastava ficar mais de uma semana sem vê-lo para que um temor se instalasse: e se ele esquecer de mim? Mas a sensação logo ia embora quando a porta se abria e ele entrava gritando: vovó! – correndo para o meu colo, muitas vezes com um ramo de florzinha na mão, colhidas por ele mesmo.

Como renunciar a tudo isto, Senhor? Como aceitar assim, sem reclamar, que o tempo está nos distanciando? Sim, eu tenho outros netos.

Mais três precisamente. E tenho profundo afeto por cada um deles – cada um com personalidade distinta. O primeiro neto, no entanto, é algo avassalador. É como a descoberta do amor.

Na verdade, é a própria tradução daquele sentimento que julgávamos ter perdido. Por isto, e depois de experimentá-lo novamente, perder não está nos meus planos, meu caro Luca.

ARTES

Obra de Fabrício Alencar integra mostra coletiva em Londres e reafirma trajetória internacional

Obra de Fabrício Alencar integra mostra coletiva em Londres e reafirma trajetória internacional do artista radicado em Mato Grosso do Sul ao celebrar a força do sagrado feminino

03/03/2026 08h40

Divulgação

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A força simbólica do feminino, a espiritualidade reinterpretada sob a ótica brasileira e o diálogo entre culturas marcam a nova participação internacional do artista plástico sul-mato-grossense Fabrício Alencar.

Radicado em Campo Grande, o pintor integra a exposição coletiva “HER shaping the world”, em cartaz de 4 a 20 de março no Sfumato Art Studio, em Londres.

A mostra, cujo título pode ser traduzido como “ELA moldando o mundo”, celebra a potência transformadora das mulheres por meio da arte e reúne artistas de diferentes nacionalidades sob a curadoria de Patrícia Evangelista.

É nesse contexto que Fabrício Alencar apresenta ao público europeu a obra “MADONA (dos trópicos)”, um acrílico sobre tela de 70 cm x 1 m que propõe uma releitura profunda de um dos ícones mais tradicionais da história da arte ocidental.

“É uma honra anunciar minha participação na exposição ‘HER shaping the world’, em Londres. Neste mês, celebramos a força e a influência das mulheres que moldam o nosso mundo através da arte”, afirmou o artista.

NOVA IMAGEM DE MARIA

Na obra apresentada em Londres, Fabrício Alencar rompe com o arquétipo clássico renascentista e barroco da Virgem Maria com o menino Jesus no colo. Em vez da representação europeia consagrada ao longo dos séculos, o artista traz à tela a figura de uma mulher indígena brasileira amamentando seu filho.

“Madona (dos trópicos)”, de Fabrício Alencar - Foto: Divulgação

“Faço a releitura da imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus no colo, quebrando o arquétipo da imagem clássica renascentista e barroca com a imagem figurativa de uma mulher indígena brasileira, com seu filho índio no colo ao ser amamentado”, explicou.

A escolha não é apenas estética – é política, cultural e simbólica. Ao deslocar a imagem sagrada para o contexto dos trópicos e associá-la à ancestralidade indígena, o artista questiona padrões históricos de representação e amplia o sentido universal da maternidade.

“A ideia principal desse quadro é que o amor de Maria, senhora e mãe de todos, não tem fronteiras de cor, crenças, nacionalidades ou classes sociais. Esse amor incondicional, para mim, traduz toda a força do feminino”, destacou.

Em “Madona (dos trópicos)”, o sagrado encontra o Brasil profundo. A maternidade é retratada não como ideal distante, mas como experiência concreta, enraizada na terra, na cultura originária e na vivência cotidiana. A obra também dialoga com o mês de março, período simbólico de valorização das mulheres em diversas partes do mundo.

TRAJETÓRIA

A participação na exposição em Londres não é um fato isolado na trajetória de Fabrício Alencar. Natural de Santarém (PA) e radicado há anos em Campo Grande, o artista vem consolidando seu nome no circuito internacional de arte contemporânea.

Em abril de 2025, ele representou Mato Grosso do Sul na World Art Dubai, realizada no Dubai World Trade Centre, considerada a maior feira de arte contemporânea de varejo do mundo. Na ocasião, apresentou três obras da coleção Passarada, inspirada na fauna brasileira.

A série, marcada por aquarelas com pinceladas no estilo sumiê (técnica milenar chinesa e japonesa) retrata aves como canários e uirapurus, símbolos de liberdade e identidade nacional. Segundo o artista, a coleção nasceu de memórias de momentos de contemplação da natureza e da observação dos animais em seu habitat.

“As cores e formas me inspiram e eu as traduzo em aquarelas com pinceladas no estilo sumiê, arte milenar chinesa e japonesa”, explicou à época.

A experiência em Dubai ampliou sua visibilidade internacional e abriu novas portas. O contato com galerias estrangeiras, especialmente no Reino Unido, foi fundamental para essa expansão.

A aproximação com a curadora Patrícia Evangelista, proprietária do Sfumato Art Studio, resultou, primeiro, na seleção para a feira em Dubai e, agora, na participação na mostra em Londres.

O reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo artista também se refletiu no âmbito local. Em 18 de março de 2025, Fabrício Alencar foi homenageado pela Câmara Municipal de Campo Grande com moção de congratulações, proposta pela vereadora Luiza Ribeiro.

A honraria destacou a importância de sua participação na World Art Dubai e o orgulho de ver o nome da capital sul-mato-grossense projetado internacionalmente.

A homenagem consolidou o entendimento de que a trajetória do artista ultrapassa conquistas individuais e representa a força da produção cultural do Estado em diálogo com o mundo.

LINGUAGEM DO PINCEL

Radicado em Mato Grosso do Sul há cerca de sete anos, Fabrício construiu uma linguagem própria que combina espiritualidade, identidade brasileira e influências orientais. Sua obra transita entre a delicadeza das pinceladas e a profundidade simbólica dos temas escolhidos.

“Esse amor incondicional, para mim, traduz toda a força do feminino” Fabrício Alencar, artista - Foto: Divulgação

Se na coleção Passarada a natureza e a fauna pantaneira eram protagonistas, em “Madona (dos trópicos)” o foco recai sobre o feminino como força estruturante da sociedade. Em ambos os casos, há um elemento comum: o pertencimento.

O artista transforma referências locais em narrativa universal. Ao representar aves brasileiras com técnica oriental, ele conecta continentes. Ao retratar Maria como uma mãe indígena, ele universaliza o amor materno a partir de uma estética latino-americana.

Essa capacidade de dialogar com diferentes culturas é um dos fatores que explicam sua inserção em espaços internacionais relevantes. Londres, um dos principais centros culturais do mundo, torna-se agora palco para essa nova etapa.

FORÇA FEMININA

A exposição “HER shaping the world” propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade contemporânea. Ao reunir artistas de diversas nacionalidades, a mostra constrói um mosaico de perspectivas sobre identidade, resistência, maternidade, poder e criação.

Nesse contexto, “Madona (dos trópicos)” ganha camadas adicionais de significado. A obra não apenas revisita um ícone religioso, ela também questiona padrões históricos de representação feminina.

Ao colocar uma mulher indígena no centro da narrativa sagrada, Fabrício tensiona estruturas simbólicas construídas ao longo de séculos de arte eurocêntrica.

A pintura sugere que o sagrado também habita corpos historicamente invisibilizados, que o divino pode ter traços indígenas e que a maternidade não pertence a um único padrão estético ou cultural. “Assim engrandecendo as mulheres e a importância do seu papel na sociedade”, resumiu o artista.

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