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GASTRONOMIA

Com um cardápio com 150 pratos, festival de "comida de boteco" vai até o dia 30 de novembro

Festival Bar em Bar começou na quinta-feira e seguirá até o dia 30, com um cardápio com 150 opções, oferecidas por mais de 100 estabelecimentos de Campo Grande e mais cinco cidades Bonito, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e Bataguassu

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Realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS), o Festival Bar em Bar segue até o dia 30 na Capital e em mais cinco cidades do Estado – Bonito, Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas e Bataguassu. São três categorias – Comida de Boteco, Restaurante e Hambúrguer - e mais de 100 estabelecimentos na disputa.

Cada estabelecimento pôde inscrever mais de uma opção de prato para o festival, desde que não indicasse mais de uma opção na mesma categoria, somando um total de 150 pratos a serem degustados durante um período de 30 dias. A maratona do sabor começou na quinta-feira (31 de outubro), e a abertura oficial do Bar em Bar foi realizada no dia anterior, no Terradaságuas, o restaurante-escola do Senac, no Jardim dos Estados, em evento para a imprensa e convidados.

O público poderá votar no prato que mais gostou, sendo permitido apenas um voto por CPF por categoria. Os três primeiros ganhadores de cada categoria serão conhecidos no dia 5 de dezembro e receberão uma premiação. O festival acontece simultaneamente em todo o País em cada um dos estabelecimentos participantes.

“É uma ótima oportunidade para os clientes visitarem os locais e, além de saborearem os pratos concorrentes, conhecerem o espaço, a decoração, o atendimento, provarem drinques naqueles que oferecerem e aproveitar o momento com família e amigos ou mesmo sozinhos”, convida Paola Lani, executiva da Abrasel-MS.

Presidente da seção estadual da entidade, João Francisco Fornari Denardi destaca que esta edição do Festival Bar em Bar vem com número recorde de pratos inscritos, tanto na Capital quanto no interior.

“Os estabelecimentos estão trabalhando para levar pratos que vão agradar aos mais diferentes paladares, por meio de ingredientes tradicionais, requintados, alguns regionais e outros da culinária internacional. Com certeza, o público vai se deliciar, e o Festival Bar em Bar vai colaborar para movimentar o setor de bares e restaurantes de Mato Grosso do Sul neste período”, aposta o dirigente.

João Francisco comemora que, além do número recorde de participantes, o evento conta com vários patrocinadores neste ano, que, segundo ele, entenderam a importância do festival para o setor e para o Estado.

“A Abrasel MS se sente honrada com a confiança e agradece aos patrocinadores. Graças a eles, o público em Mato Grosso do Sul terá a oportunidade de provar pratos de sabores inigualáveis”, afirma.

Sebrae, Friboi, Sicredi, Conect, Bunker e Panan são os patrocinadores. Sindha-MS e Senac-MS também apoiam a iniciativa.

ESTÍMULO E PARCERIA

“O Sindha-MS [Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Mato Grosso do Sul] é parceiro da Abrasel-MS na realização do Festival Bar em Bar por entender que o evento estimula o setor de gastronomia, movimentando a economia, e é uma oportunidade para os estabelecimentos de testarem seus cardápios, novos ingredientes e ainda darem visibilidade ao seu estilo, além, é claro, de participarem de uma competição divertida e saudável, em que o público escolhe seus pratos preferidos”, ressalta Juliano Wertheimer, presidente do Sindha-MS.

“O Sebrae apoia o setor de bares e restaurantes e é um parceiro histórico da Abrasel. E, neste ano, o Festival Bar em Bar conta com mais de 100 estabelecimentos participantes de diversas cidades de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande e Três Lagoas, que prepararam pratos criativos e regionais. Convidamos a população a prestigiar e escolher seu prato preferido nesta ação, que movimenta a economia local e gera emprego e renda”, destaca Claudio Mendonça, diretor-superintendente do Sebrae-MS, que mais uma vez patrocina o evento.

Wardes A. Conte Lemos, presidente do Sicredi Campo Grande, diz que é uma grande satisfação para a entidade ser patrocinadora do festival. “Um dos maiores eventos gastronômicos de Mato Grosso do Sul. Esta parceria reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento local, apoiando bares e restaurantes que são fundamentais para a economia e a cultura da nossa região”, endossa Lemos

“Como cooperativa de crédito, acreditamos na força da comunidade e na cooperação como caminhos para o crescimento coletivo”, afirma o representante do Sicredi, acrescentando que “estamos aqui para apoiar esses empreendedores, oferecendo soluções financeiras que permitam que eles aprimorem seus negócios e criem experiências memoráveis para todos os participantes do festival”.

Para Airton Dias, gerente-executivo da Friboi, o Festival Bar em Bar é uma oportunidade para novas parcerias. “Para nós da Friboi é uma grande satisfação participarmos como apoiadores do Festival Bar em Bar, em que temos a oportunidade de ampliarmos as parcerias com nossos clientes e com a Abrasel”, afirma Dias.

Parceiro da Abrasel-MS em vários projetos, Roberto Rech, sócio-diretor da Panan, fala da satisfação de fazer parte do evento.

“Estamos muito satisfeitos em fazer parte do Festival Bar em Bar e demais ações da Abrasel-MS neste ano. Com certeza continuaremos juntos em 2025. Agradecemos a parceria e a confiança, certos de que o próximo ano trará ainda mais sucesso e oportunidades”, exalta Rech.

VALOR CULTURAL

Giovano Augusto, da Conect, também reforça a importância da parceria com a Abrasel-MS. “Fico muito feliz em fazer parte do desenvolvimento do setor gastronômico do nosso estado”, pontua Augusto, aproveitando para desejar sorte aos estabelecimentos participantes.

Relações Públicas da Bunker Destilaria, Sabrina Feiteira destaca a contribuição cultural do Festival Bar em Bar.

“A Bunker Destilaria tem um papel importante a desempenhar como patrocinadora do Festival Bar em Bar, tanto pelo seu reconhecimento e prestígio, uma vez que com seu gim premiado traz um selo de qualidade para o festival, quanto pela conexão cultural, uma vez que, como a primeira destilaria de Mato Grosso do Sul, a Bunker traz a riqueza do Pantanal para o evento. Isso não só valoriza a cultura local, mas também promove a diversidade da região”, avalia Sabrina.

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MÚSICA REGIONAL

Márcio de Camillo canta músicas de Geraldo Rocca em seu novo trabalho

Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar

01/04/2025 10h00

"O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum" Foto: Divulgação/Márcio de Camillo

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Recebo mensagem de Márcio de Camillo me avisando sobre seu novo trabalho. “Márcio de Camillo canta Geraldo Roca”. Um show ao vivo que virou disco e já está disponível nas plataformas digitais.

Aproveito a estrada entre a minha casa e o trabalho para ouvir o disco. Ouvir Roca na voz de Camillo é quase um delírio. Uma surpresa, uma saudade imensa, muitas lembranças. Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar.

A praia pantanal me serve de ponte para unir, em mar aberto imaginário, o Rio de Janeiro – lugar de nascimento – ao coração do Brasil, onde Geraldo Roca se fez e se desfez desse plano. Seu coração, irrigado por sangue pantaneiro, fazia dos campos alagados, das fronteiras paraguaia e boliviana seu berço metafísico. E foi assim sempre.

Talvez isso também sirva pra explicar por que a passagem meteórica dele por aqui tenha início figurado e fim real nestas plagas, onde aprendemos desde cedo a sonhar em Guarany e poemar em Manoelês.

Os carros passam por mim em alta velocidade. Eu ouço Camillo cantando Roca. E me transmuto. O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum. Não, Geraldo não cabe em uma única caixinha. E Márcio sabe disso. 

Às vezes, ele encarna um bardo. Um Dylan pantaneiro em letras incomuns, longas e lisérgicas. Em outras, reúne numa só figura a essência folk de Crosby, Still, Nash & Young. Mas nesse universo BeatFolkPolkaRock há espaço para a mansidão de um Caymmi fronteiriço, para a sutileza urbana de um Jobim. Geraldo, como eu disse, não cabe numa caixinha.

E tudo isso se transforma em mais, muito mais, na homenagem à altura dos arranjos, das violas, da flauta, do celo reunidos por Márcio de Camillo nesse show que vira disco e que se torna eterno de agora em diante. Pra gente não se esquecer. Nunca. 

Quando Geraldo Roca decidiu sair de cena, fechar as portas desse mundo, que já lhe arreliara o suficiente, era muito cedo pra isso. Foi o que todos pensamos. Mas ele era dono de seus próprios rumos. Sua poesia e sua música seguem aqui. Pra nossa sorte, a desassossegar nossos ouvidos e almas. Agora, mais ainda, na voz também infinita de Márcio de Camillo. 

P.S.: Márcio. A foto da capa é uma obra de arte. É você nele... É ele em você. Uma fusão, uma incorporação. Cara... que disco!!!

Brasília, 25/3/2025

"Souber ler a música de fronteira"

O cantor, compositor e instrumentista Márcio de Camillo estreou o show “Do Litoral Central do Brasil: Márcio de Camillo Canta Geraldo Roca”, no Teatro Glauce Rocha, no dia 24 de setembro de 2024. Com direção de Luiz André Cherubini, o show é uma homenagem ao “cantautor” Geraldo Roca, falecido em 2015, considerado um dos principais compositores da música regional de Mato Grosso do Sul.

Roca é autor, em parceria com Paulo Simões, da música “Trem do Pantanal”, sucesso na voz de Almir Sater. Considerado maldito por seus pares, era chamado de príncipe por Arrigo Barnabé. Sua produção musical pode ser considerada pequena, se tomarmos como referência a quantidade de composições e discografia, mas analisada a fundo, perceberemos um artista de voz potente e marcante, com composições inspiradas e profundas.

São polcas, rocks, chamamés, guarânias e até baladas, e Márcio de Camilo, amigo e admirador de Roca, aprofundou-se na pesquisa para definir o repertório como “uma panorâmica deste artista reverenciado, cantado e gravado por amigos que, assim como ele, fizeram parte da ‘geração de ouro’ da música pantaneira sul-mato-grossense: Paulo Simões, Alzira E, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Almir Sater, entre muitos outros”, como afirma Camillo.

“Além de um músico que eu admirava muito, não só como compositor, mas como violonista, violeiro e cantor, Roca influenciou muito a música da minha geração”, conta o músico. “Além disso, ele era meu vizinho, morava em frente à minha casa. A gente saía para jantar, para conversar, éramos amigos. Conheço a obra dele e vejo a obra dele na minha, compusemos uma canção juntos, em parceria com outros compositores, chamada ‘Hermanos Irmãos’”, relembra Camillo.

“Também dividimos uma faixa no CD ‘Gerações MS’ chamada ‘Lá Vem Você de Novo’. Roca é referência e pedra fundamental na construção da moderna música sul-mato-grossense. Ele soube ler a música de fronteira, mesclando elementos do rock, do pop, do folk, criando um estilo único. Ele é um verdadeiro representante do folk brasileiro”, conta.

A arte visual do show, com fotos feitas por Lauro Medeiros, foi baseada no álbum “Veneno Light”, que Geraldo Roca lançou em 2006. A foto principal de divulgação do show faz referência direta à capa deste álbum, cuja foto original é assinada pelo cineasta Cândido Fonseca. (Da Redação)

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Curiosidades

1º de abril: verdades sobre a origem do Dia da Mentira

Existem várias versões sobre o surgimento da data onde é "permitido" pregar peças

01/04/2025 07h00

1º de abril, dia da Mentira

1º de abril, dia da Mentira pathdoc / Shutterstock.com

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Mentir é um ato provavelmente tão antigo que podemos considerá-lo milenar. No entanto, o Dia da Mentira passou a ser celebrado oficialmente em 1º de abril a partir da instituição do Calendário Gregoriano, no século 16, em substituição ao Calendário Juliano, determinado no Concílio de Trento (o conselho ecumênico da Igreja Católica), na Itália.  

O calendário Gregoriano divide o ano em quatro estações distribuídas ao longo de 12 meses, ou 365 dias, de acordo com o movimento da terra e estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro. 

Historiadores contam que, com a instituição do novo calendário pelo papa Gregório XIII, em 1582, parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro. Os resistentes à mudança sofriam zombarias pelo resto da população, que os convidavam a festas e comemorações inexistentes no dia 1º de abril. Eram chamados de “tolos de abril”, já que este é o mês que a Páscoa acaba ocorrendo na celebração católica, evento que, anteriormente, iniciava o ano. 

Desse modo, nascia a tradição de zombaria e pregação de peças nesse dia, como uma forma bem humorada de protestar contra novas mudanças. 

Já a Encyclopedia Britannica, do Reino Unido, defende que as verdadeiras origens do Dia da Mentira não são totalmente conhecidas, já que a data é próxima à data de festivais como a Hilária, da Roma Antiga, em 25 de março e a celebração de Holi na Índia, que termina em 31 de março, que podem ter influenciado esse marco. 

No Brasil, a tradição de pregar peças no Dia da Mentira foi introduzida no ano 1828, quando o jornal mineiro A Mentira resolveu fazer uma brincadeira “mentirosa” e trouxe, na sua primeira edição, a morte de Dom Pedro I na capa, sendo publicado justamente no dia 1º de abril. Porém, o monarca só viria faleceu anos depois, em 1834, em Portugal. 

Em todos os casos, a ideia central do Dia da Mentira é fazer alguém acreditar em algo que não é verdade, sendo “feito de bobo”. Hoje, é comum receber ou enviar mensagens com brincadeiras aos mais próximos para dizer que a pessoa “caiu no 1º de abril”. 

Quando se torna um problema clínico

Apesar de ser “permitido” nessa data, a mentira pode se tornar um hábito e comprometer e degradar relações sociais. Notícias falsas ou com dados manipulados, por exemplo, podem ser considerados fake news e são punidas legalmente. 

Para o psiquiatra Fernando Monteiro, existem vários níveis de análise para a questão da mentira. Para ele, mentira é dar alguma informação ou omitir alguma informação de forma deliberada para uma outra pessoa.

“Imagine, por exemplo, uma pessoa que fala que existe uma conspiração da máfia chinesa para matá-la. Se essa pessoa realmente acredita nisso, dizemos que ela está ‘delirando’. Mas se ela não acredita nisso de verdade, ela está ‘mentindo’.Agora, imagine uma pessoa que diga que o Sol é um planeta. Mas ela está dizendo isso pois não teve acesso às descobertas científicas atuais. Nesse caso, ela não está 'mentindo', ela só está 'equivocada'. Como nossa mente é limitada, podemos cometer erros não intencionais. E isso é diferente de 'mentir', comenta o médico.

Fernando continua dizendo que a mentira, assim como diversos comportamentos, faz parte do espectro normal do ser humano.

“Como diria o Dr. House, "todo mundo mente". Não que isso seja certo ou errado, mas é um fato”, afirma e complementa dizendo que devemos tomar cuidado para “não transformar em doença, aquilo que é apenas um comportamento humano.” 

No entanto, existe um ponto onde esse comportamento pode se tornar estranho e anormal, quando deixa de ser algo normal do ser humano e se torna algo “patológico”. O médico explica que, quando uma pessoa desenvolve uma perturbação clinicamente significativa, causando prejuízos na vida social, educacional, profissional, ela desenvolveu um transtorno ou doença mental. 

“Para a mentira alcançar níveis preocupantes do ponto de vista Psiquiátrico, dois fatores são fundamentais: 

  • A pessoa precisa ter uma perda do controle do comportamento. (Exemplo: ela não tem absolutamente nenhum motivo para mentir, mas o impulso de mentir é tão forte que ela o faz.)
  • O comportamento precisa estar afetando várias áreas da vida (relacional, profissional, educacional, etc)”, finaliza. 

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